CHAPITRE 3 INTRODUCTION AUX BASES DE CONNAISSANCES
3.2 Les bases de connaissances
3.2.2 S´ emantique du langage OWL
O desempenho da PHFV-MC tanto em relação às propriedades físicas e mecânicas é influenciado pelos resíduos utilizados quanto à forma, tamanho, proporção e demais características, inclusive pela presença da umidade. Destaque é merecido no que diz respeito ao comportamento à flexão em três pontos em favor da PHFV-MC, uma vez que a rigidez atende ao proposto pela indústria, enquanto que a resistência se mostra muito superior.
Os resíduos MM e o endocarpo seco podem ser utilizados na fabricação de compósitos híbridos reforçados com fibra de vidro, sendo possível sua utilização em tubulações de grandes diâmetros, reservatórios, telhas entre outros produtos.
A presença do endocarpo seco coadjuvado ao resíduo MM na PHFV-MC auxilia no desempenho das propriedades físicas e mecânicas investigadas. Atua favoravelmente nas resistências à flexão e à tração, inclusive no módulo de elasticidade nas respectivas classes de carregamentos.
A produção do endocarpo seco estimula a produção da PHFV-MC em estruturas que requerem a presença de umidade, como por exemplo, reservatórios, estações de tratamento de água, tubulações industriais, entre outras.
E, finalmente, os resíduos MM oriundos da indústria de derivados de madeiras e móveis bem como o endocarpo seco do cocos nucífera linn podem ser utilizados como carga em compósitos reforçados de fibra de vidro possibilitando promissores investimentos neste mercado para o desenvolvimento regional na região nordestina.
5.5 – ENSAIOS FÍSICOS E MECÂNICOS DA CHMC
Pelos resultados apresentados no capítulo anterior constatou-se que o endocarpo influencia na densidade final da CHMC. Dessa forma o mesmo pode ser usado quando se deseja uma menor quantidade de resíduo MM na chapa fabricada, seja por motivos econômicos ou por preservação, conferindo uma maior densidade quando seja necessária uma aplicação em estruturas mais reforçadas. A CHMC pode ser classificada como uma chapa de alta densidade, conforme a norma ABNT 14810 que confere a chapa de painéis de madeira aglomerada como sendo de média densidade com a utilização de resina à base de uréia.
Com relação ao teor de umidade da CHMC conclui-se que a boa adesão entre o resíduo MM e a cola favoreceu positivamente o teor de umidade da CHMC, enquanto que a presença do endocarpo seco, nas condições estabelecidas neste trabalho, favoreceu menos em relação aos resíduos MM, tendo como teor crítico a relação 1:1 entre esses resíduos híbridos, respeitando a forma e a geometria dos particulados bem como a diferença de densidade entre os mesmos. Porém, os resultados obtidos para todos os traços da CHMC estão na faixa admitida pela ABNT 14810-2 para os painéis de média densidade e com uso de resina à base de uréia.
Para a absorção de água, como não existe um valor normalizado pela ABNT 14810 para o ensaio de absorção, pode-se concluir que os valores obtidos na CHMC indicam que a presença do endocarpo seco e, com o conseqüentemente aumento deste na chapa, reduz a
quantidade de água absorvida na duas horas e a tendência permanece a mesma após vinte quatro horas de ensaio.
Para o inchamento em espessura a presença do endocarpo age como um componente de controle ao inchamento provocado pelos resíduos MM na chapa CHMC. Assim, uma maior quantidade de endocarpo seco na chapa, em relação ao resíduo MM, inibe o aumento do inchamento em espessura. Com relação aos valores apresentados nos resultados do inchamento em espessura nas duas horas iniciais do ensaio de inchamento estão abaixo dos valores admitidos pela norma ABNT 14810-2, inclusive para todos os traços. Os resultados finais do inchamento apresentaram valores também abaixo do valor normalizado, porém tomando como referência às duas horas indicativas na norma que não estabelece valor para as vinte e quatro horas de ensaio.
No que se refere à resistência a tração perpendicular, através dos resultados analisados no capítulo anterior, pode-se concluir que os resíduos MM apresentam uma melhor influencia na CHMC do que o endocarpo seco para a adesão interna. As características de forma e tamanho do particulado influem no desempenho da RTP da CHMC, tanto quanto a proporção dos teores dos resíduos usados. Outra conclusão obtida da análise da RTP é que para o traço 50/50 (relação 1:1) os resultados apresentaram valores maiores do que os normalizados pela ABNT 14810-2, inclusive para todos os traços, com destaque para os traços sem adição do endocarpo seco. Ressalta-se que a referência normalizada é estabelecida para painéis de madeira aglomerada à base de resina uréia. E, finalmente, a presença do endocarpo seco reduz a eficiência da resina, porém, conforme acima apresentado, não interfere no desempenho quando comparado a norma brasileira.
Nas conclusões referentes à flexão estática os resultados indicaram que os resíduos MM apresentaram melhor desempenho do que o endocarpo seco, nas condições deste trabalho. O tamanho, a forma e proporção dos resíduos influem no desempenho da CHMC em relação à flexão estática, tanto no MOE quanto influencia o MOR. Os valores obtidos para o MOR só atendem aos requisitos da ABNT 14810-2 para esta propriedade no uso do traço 0/100, ou seja, no traço sem a presença do endocarpo seco, apenas com o resíduo MM. Para a CHMC com a presença do endocarpo seco não conferiu a chapa valores suficientes para suplantar os valores normativos da ABNT para o MOR. O endocarpo seco nas condições deste trabalho influencia na diminuição do MOR como também do MOE, apesar de que não há valores normalizados pela norma brasileira para o desempenho do MOE nas partículas aglomeradas de forma a auxiliar na avaliação desta propriedade mecânica quanto ao desempenho da CHMC.