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Elements of Neural Networks

Dans le document Intelligent Control Systems (Page 44-50)

Ali Zilouchian

2.2 BASIC STRUCTURE OF A NEURON .1 Model of Biological Neurons

2.2.2 Elements of Neural Networks

Figura 4: Walter B. Cannon (1871-1945)4 Figura 5: Philip Bard(1898-1977)5

O modelo de James-Lange foi vigente durante décadas, até que Walter Cannon, em 1927, publicou um trabalho tecendo uma série de críticas a teoria de James-Lange, apontando uma série de evidências nas quais seus pressupostos não se sustentavam:

1. A separação total do controle visceral do sistema nervoso central não altera o

comportamento emocional: estudos com gatos mostraram que mesmo após a secção de

toda a ligação entre cérebro e coração, pulmões, estômago, bexigas, fígado e outros órgãos abdominais, os animais não mostraram quaisquer alterações na sua capacidade de expressar reações emocionais. Tais resultados também foram encontrados após a remoção de toda a porção simpática do sistema autonômico.

2. As mesmas alterações viscerais ocorrem em estados emocionais muito distintos e também em estados não emocionais: a atuação do sistema simpático não é específica,

isto é, quando o mesmo é ativado e hormônios como a adrenalina são despejados em nosso sangue, estes têm uma atuação difusa, afetando diversos sistemas concomitantemente, o que faz com que sempre que o sistema simpático seja ativado, não importa o motivo, as reações fisiológicas sejam muito semelhantes, tais como: aceleração da frequência cardíaca, contração das arteríolas, dilatação dos bronquíolos,

4 Retirado de: www.wikipedia.org acesso em 10/05/17. 5 Retirado de: https://www.nap.edu acesso em 10/05/17.

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aumento da concentração de açúcar no sangue, inibição das glândulas digestivas, inibição do peristaltismo gastrointestinal, sudorese, descarga de adrenalina, dilatação pupilar e eriçamento dos pelos. Tais alterações podem ser observadas não apenas em estados emocionais bem distintos, como medo e raiva, mas também em situações emocionalmente irrelevantes, como estar com frio ou com febre.

3. As vísceras são estruturas particularmente insensíveis: existem poucos nervos

sensoriais ligados às vísceras, representando cerca de um décimo da inervação eferente das mesmas, nesse sentido os processos viscerais seriam pouco informativos para geração de emoções.

4. Alterações viscerais são muito lentas para causar o a experiência emocional: A reação

da musculatura lisa, da qual é composta a maior parte das vísceras, é muito lenta podendo demorar até alguns segundos para ocorrer, o que não entraria em conformidade com a teoria de James-Lange na qual estas reações causariam as emoções, as quais ocorrem em frações de segundos após a apresentação de um estímulo.

5. A indução artificial de mudanças viscerais típicas de emoções intensas não produz as mesmas: a injeção de substâncias como adrenina, uma forma artificial da adrenalina,

produz uma série de reações fisiológicas, como: dilatações dos bronquíolos, vasoconstrição, liberação de açúcar pelo fígado, parada das funções gastrointestinais e além de outras alterações semelhantes aquelas experimentadas durante reações emocionais intensas. No entanto, ao se questionar participantes que receberam a substância sobre como estavam se sentindo, estes não declaravam estar sentindo qualquer emoção, alguns chegavam a identificar sentimento semelhantes aqueles experimentados em situações emocionais (e.g. “eu me sinto como se estivesse com medo”), mas esta percepção não era suficiente para evocar a emoção em si.

Segundo a teoria de James-Lange, os processos cerebrais ligados as emoções estariam associados a estruturas cerebrais especializadas, ou então ocorreriam nos próprios centros motores e sensoriais do córtex, sendo o segundo caso, os processos ocorreriam na seguinte ordem: Objeto -> órgão sensorial -> excitação cortical -> percepção -> reflexo para músculos, pele e vísceras -> perturbações nos mesmos -> excitação cortical por estas perturbações -> percepções sobre as mesmas são adicionadas às percepções originais de tal forma que resulte na experiência emocional. Cannon (1927) rejeita a posição estrita de James e coloca que durante o processo emocional estariam atuando tanto centros específicos, como processos corticais.

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região subcortical do tálamo. Para fundamentar essa premissa, Cannon recorre a estudos em que a inibição química ou cirúrgica da atuação cortical em humanos e animais apesar de alterar o controle intencional da face, não impediu a exibição de comportamentos emocionais (e.g. sorrir, chorar, rir,etc); ao passo que lesões no tálamo apresentavam quadros com situações inversas (i.e. pessoas capazes de chorar quando emocionalmente estimuladas, mas incapazes de mover voluntariamente os músculos da face). Nesse sentido, o hipotálamo seria uma estrutura capaz de evocar uma atividade emocional significativa em níveis musculares e viscerais, a despeito da atividade cortical (Cannon, 1927).

O modelo de Cannon-Bard propõe que o processamento emocional siga esta ordem de eventos: apresentação do estímulo -> receptores mandam impulsos para o córtex -> condicionamentos prévios indicam o direcionamento da resposta comportamental -> os neurônios hipotalâmicos são excitados e ficam prontos disparar -> estes neurônios descarregam de maneira precipitada e intensa, enviando sinais para a periferia e para o córtex -> geração da emoção. A teoria subjacente é de que a qualidade peculiar a cada emoção seria adicionada a simples percepção quando os processos talâmicos ocorrem. Desta forma, assim como um estímulo pode se tornar condicionado a uma certa resposta motora ou glandular, um estímulo pode se ser condicionado a padrões de atividade neuronal no hipotálamo. Quando estes estímulos se repetem, a emoção também se repete, pois, o mesmo padrão é ativado.

A teoria de Cannon-Bard foi uma das primeiras teorias acerca dos mecanismos cerebrais subjacentes às emoções. O trabalho destes autores emprega dois elementos metodológicos de grande valor para a neurociência afetiva, sejam eles o uso de emoções de animais como homólogas a emoções humanas, tal como proposto por Darwin e o uso de lesões cirúrgicas para estudar o papel de estruturas cerebrais no processamento emocional (Dalgleish, 2004; Dalgleish, Dunn, & Mobbs, 2009).

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