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Elaboration du capteur MI sur substrat à adhérence contrôlée

Chapitre 4: Fabrication et intégration de microsolénoïdes 3D pour les

4.5 Elaboration du capteur MI sur substrat à adhérence contrôlée

Administrador, coordenador, gestor, supervisor, entre outros, são os nomes usados e encontrados na literatura para se referir ao coordenador de curso no ensino superior. No nosso caso, como já dissemos anteriormente, usaremos a expressão coordenador de curso para o profissional responsável pelo componente didático-pedagógico e por aspectos específicos referentes à gestão administrativa e econômico financeira de curso em IES, especialmente em centros universitários.

Coordenação, etimologicamente falando, então, significa o esforço de caminhar junto, de buscar superar as justaposições e diferenças. ―A busca intensa está implícita nas ações do coordenador, quando tenta mobilizar o trabalho coletivo‖, argumentam Marquesin, Penteado e Baptista (2008, p.11).

De acordo com Amaral (2007), embora, etimologicamente, os vocábulos gestão e administração possuam significados semelhantes, o termo gestão vem substituindo o termo administração. ―Administrar, do latim administrare, significa gerir

negócios, governar, dirigir qualquer instituição, manter sob controle um grupo, uma situação a fim de obter melhor resultado. Gestão, do latim gerere, também significa executar, reger gerenciar, administrar” (AMARAL, 2007, p. 61, grifos da autora).

[...] a preferência pelo emprego da palavra administração se deu desde 1903, com Taylor, ao sistematizar a teoria da administração. Ao longo do tempo, foi sendo substituída pelo emprego da palavra gestão, na medida em que as transformações no mundo do trabalho influíram na forma de se observarem as organizações. Embora os dois termos tenham na sua base a ação de gerenciar, a abordagem mecânica, racionalista, que o termo administrar assume, pouco a pouco, vem sendo substituída pelo da gestão, investida, então, da visão humanista (AMARAL, 2007, p. 61).

Corroborando, mas, ampliando esta colocação, Gracindo e Kenski (2001, p. 113, grifos das autoras) afirmam:

Algumas vezes, gestão é apresentada como um processo dentro da ação

administrativa, em outras, seu uso denota a intenção de politizar essa

prática. Apresenta-se também como sinônimo de gerência, numa conotação neotecnicista, e, em discursos mais politizados, gestão aparece como a

nova alternativa para o processo político-administrativo da educação. É

interessante verificar que tanto organismos internacionais quanto os movimentos sindicais que postulam posições avançadas na área optaram pelo termo gestão.

Também para Lück (2010), há diferença conceitual entre os termos gestão e administração educacional. Gestão é um conceito que pretende superar as antigas limitações do enfoque simplificado do conceito habitualmente dado à administração. Para esta autora e para nós, a concepção de gestão está ligada ao fortalecimento da democratização do processo educativo, à participação responsável de todos nas decisões e no compromisso coletivo com os resultados educacionais. Acrescenta que a gestão, apesar de se estruturar sobre os procedimentos da administração,

[...] os supera mediante ações de sentido mais amplo, maior compromisso de pessoas com processos sociais. Dessa forma, constroem-se perspectivas promissoras de transformação das instituições e práticas educacionais, concomitantemente com a transformação das próprias pessoas (LÜCK, 2010, p.111).

Assim, para Lück (2011, p.21),

Uma forma de conceituar gestão é vê-la como um processo de mobilização da competência e da energia das pessoas coletivamente organizadas para que, por sua participação ativa e competente, promovam a realização, o

mais plenamente possível, dos objetivos de sua unidade de trabalho, no caso, os objetivos educacionais.

Brito (2008, p.2) complementa esta concepção ao afirmar: ―[...] a gestão reveste-se, assim, de um caráter sócio-político negado à administração quanto esta se restringe a aspectos técnico-administrativos‖.

Vale ressaltar a posição de Paro (2003) com relação à importância de considerarmos o contexto – no caso, o ensino superior – como significativo quando se trabalha com tais conceitos. Ele assevera:

A atividade administrativa não se dá no vazio, mas em condições históricas determinadas para atender às necessidades e interesses de pessoas e grupos. Da mesma forma, a educação escolar não se faz separada dos interesses e forças sociais presentes numa determinada situação histórica (PARO, 2003, p.12).

Corroborando esta afirmação, Gracindo e Kenski (2001, p.205) consideram que a gestão de sistemas educacionais é ―um processo político-administrativo contextualizado e historicamente situado, através do qual a prática social da educação é organizada, orientada e viabilizada‖.

Alguns pesquisadores (ALMEIDA, ALONSO, 2007; CAMPOS, 2010) defendem a ideia de que para a gestão na educação ter efetividade ela precisa ser composta por uma equipe gestora, isto é, por todos os participantes do processo de ensino-aprendizagem, os funcionários e membros da comunidade na qual a instituição se insere. Brito (2008, p.2) resume com propriedade esta concepção ao afirmar:

[...] a escola, por ser uma organização, necessita de uma equipe gestora, cuja ação requer adequação ao objeto administrado. Ou seja, a gestão deve corresponder ao processo de produção próprio da instituição de ensino: o pedagógico, e ao produto visado: o aluno educado. Isto posto, considerando-se os campos que envolvem os elementos materiais e conceptuais e a coordenação do esforço humano, necessários ao processo de produção pedagógico, para que o resultado pretendido seja, de fato e de direito, atingido: uma educação de qualidade.

Nesta mesma visão, mas especialmente com relação à elaboração do projeto educativo do curso, Marquesin, Penteado e Baptista (2008) colocam a importância de o Coordenador de Curso de IES privada estimular os membros de seu curso a

compreenderem as duas vertentes da democratização do espaço escolar e da descentralização das decisões:

A primeira delas refere-se ao poder, entendido como a capacidade de os atores tomarem decisões que vão influenciar diretamente na prática, na orientação política e na direção da instituição escolar como organização. A segunda vertente que merece atenção refere-se ao conhecimento, elemento capaz de permitir aos vários grupos contribuir para os resultados do trabalho da escola como instituição social, incluindo-se os saberes em suas várias dimensões (MARQUESIN; PENTEADO; BAPTISTA, 2008, p.13). Além disso, é importante considerarmos, quando tratamos da gestão nas instituições de ensino superior e nos Centros Universitários, foco do nosso estudo, que, ―[...] tem se tornado evidente que conhecimentos relacionados à gestão podem proporcionar aos mantenedores e dirigentes maior controle das instituições e dotá- las de condições melhores para enfrentarem as dificuldades do cotidiano‖ (ARGENTA, 2011, p.50). Concordamos com esta autora e também com Steinberg e Marcatti (2010, p. 275), quando afirmam: ―as boas práticas de gestão são hoje uma ferramenta importante e um fator diferencial para as organizações em geral, de qualquer segmento, sejam de grande ou médio porte, públicas ou privadas‖. Assim, em nossa concepção, quando o Coordenador de Curso estimula e desenvolve com sua equipe, um trabalho que mobilize a todos, de modo que sua participação organizada e competente tenha como resultado os objetivos educacionais almejados, ele está realizando uma gestão efetiva.

2.2 Coordenador de curso no ensino superior privado e legislação pertinente

De acordo com Nunes (2006 apud SANTOS, 2007, p.41), ―[...] até 1995, a figura de coordenador de curso de graduação era pouco conhecida. [Em] algumas instituições, inclusive, extinguiram essa função e passaram suas competências para a chefia de um dos departamentos‖. Esta situação foi alterada depois daquele ano ―[...] por consequência de recomendações oficiais feitas pelas Comissões de Especialistas da SESu/MEC, que fortaleciam a figura do coordenador de curso‖ (SANTOS, 2007, p.41).