spatiales entre entreprises touristiques
5.1 Les différentes interactions spatiales positives entre entreprises touristiques
5.1.2 Les fondements des interactions spatiales positives entre firmes touristiques
5.1.2.2 Les effets sur la performance des firmes et l’offre touristique
As etapas deste estudo seguiram o fluxograma de trabalho apresentado na figura 2.
II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019
Digitalização (scanner) Georreferenciamento
Fotointerpretação Fotografias aéreas (1970)
Cálculo de Áreas (km²) Presença e ausência de Mata Atlântica Anaglifo Mosaico
Vetorização
Dados raster do Mapbiomas (1985, 2000, 2010 e 2018)
Separação das áreas de cana-de-açúcar e Mata Atlântica
Recorte nas áreas do anaglifo, mosaico e par de fotos
Análise multitemporal e espacial do padrão das áreas de Mata Atlântica e da cultura da cana-de-açúcar
Correlação dos dados para as áreas do anaglifo, do par de fotos e do mosaico Par de Fotos
Vetorização
Cálculo de Áreas (km²) Presença de cana-de-açúcar e
Mata Atlântica
Figura 2. Fluxograma das etapas realizadas no trabalho. Fonte: Autores (2019).
Os materiais básicos utilizados neste trabalho foram dados georrefereciados e multitemporais, oriundos de fotos aéreas do acervo de levantamento aerofotogramétrico de 1970 pertencente ao Centro de Ciências Agrárias CECA/UFAL, e oriundos do acervo do projeto Mapbiomas.
Foram utilizados os softwares:
- StereoPhoto Maker: trata-se também de um software gratuito aqui utilizado para criação do anaglifo a partir do par de fotografias aéreas.
- Photoshop (versão 19.1.6 - Plano de Fotografia da Creative Cloud - anual): trata-se de um software proprietário aqui utilizado para criação de mosaico a partir do par de fotografias aéreas.
- QGIS (versão 3.4.1): trata-se de um software livre e gratuito aqui utilizado para o Georreferenciamento das fotografias aéreas, do mosaico e do anaglifo, além da criação dos arquivos shapefiles para as áreas das fotografias áreas, recorte dessas áreas com a vetorização dos arquivos do mapbiomas e medição das áreas com floresta e cana-de-açúcar.
- Google Earth Engine: Para os downloads das imagens oriundas de levantamentos de Landsat - Libreofice (versão 6.1.3): trata-se de um software livre e gratuito aqui utilizado para calcular e elaborar a análise estatística, para a correlação entre desmatamento e o aumento de cana-de- açúcar nas determinadas áreas.
Vale ressaltar que para a criação do arquivo vetorial, utilizando o anaglifo, foi necessário o uso de óculos específico para visualização 3D. Ademais, o anaglifo foi fundamental para identificação e confirmação da presença da Mata Atlântica, visto que o par de fotografias aéreas data de 1970, o que impossibilita confirmar da informação em campo.
Geoinformação: A agrimensura inserida nos diversos campos profissionais
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A partir das fotos aéreas de 1970 foram realizadas três análises com áreas de tamanhos diferentes: anaglifo, mosaico e par de fotos. Essas áreas serviram para delimitar as diferentes áreas localizadas entre os municípios alagoanos de Jequiá da Praia e Roteiro, nos dados raster do mapbiomas para 1985, 2000, 2010 e 2018 (Figura 3).
Anaglifo Mosaico Par de Fotos
Figura 3. Imagens raster e georreferenciadas referentes ao Anaglifo, Mosaico e Par de fotos. Fonte: Autores (2019).
A partir das imagens foram feitos mapeamentos e criados arquivos vetoriais que permitiram identificar as áreas com presença de floresta (em verde), e as áreas em que não foram identificadas qualquer o tipo de vegetação (em amarelo), as quais foram classificadas como outro uso da terra (figuras 4). Os valores das áreas foram computados em km² e obtidos utilizando a ferramenta calculadora de campo, do software QGIS.
Anaglifo Mosaico Par de fotos
Figura 4. Arquivos vetoriais referentes as classes Floresta e Outro uso da terra. Fonte: Autores (2019).
Se com as fotografias áreas de 1970 só foi possível a análise de presença da vegetação floresta, a partir dos dados do Mapbiomas foi realizada a análise da presença das vegetações floresta e de cana-de-açúcar dentro das áreas do anaglifo, do Mosaico e do Par de fotos, entre os anos de 1985 e 2018 (Figura 5).
II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019
Anaglifo com cana e floresta.
Mosaico com cana e floresta. Par de fotos com cana e floresta.
Figura 5. Arquivos vetoriais obtidos a partir dos dados do Mapbiomas e referentes as classes cana-de- açúcar e floresta. Fonte: Autores (2019).
Os valores de área obtidos através dos arquivos vetoriais, e apresentados na tabela 01, mostraram que em relação as áreas do Anaglifo houve uma maior redução da área de Floresta entre 1970 (12,41 Km²) e 1985 (2,01 Km²), e depois manteve uma redução, só que menor, em 2000 (1,82km²). Em seguida houve um aumento de Floresta no ano de 2010 (1,90km²) e em 2018 (2,07km²). Já para análise de cana de açúcar houve o maior aumento de área plantada entre 1970 (0 km²) e 1985 (8,38 km²), seguido de aumentos gradativos para os anos de 2000 (8,50km²) e 2010 (9,22 km²) seguidos de uma pequena redução em 2018 (8,87 km²).
Nas áreas do Mosaico houve uma maior redução da área de Floresta entre 1970 (25,26Km²) e 1985 (4,01 Km²), e depois manteve uma redução menor em 2000 (3,91km²). Posteriormente observou-se um aumento nos anos de 2010 (4,22km²) e 2018 (4,31km²). No caso da cana-de-açúcar observou-se os maiores incrementos de área plantada entre 1970 (0 km²) e 1985 (17,51km²), e um pequeno incremento de área para os anos de 2000 (18,47km²) e 2010 (19,99 km²) seguido de uma redução na área plantada em 2018 (19,01 km²).
Assim como as áreas do Anaglifo e do Mosaico, nas áreas do Par de Fotos houve uma maior diminuição da área de Floresta entre 1970 (28,44Km²) e 1985 (4,59 Km²), e depois ficaram houve uma redução menor de área entre 1985 (4,59km²) e 2000 (4,31km²), seguida de um aumento de área no ano de 2010 (4,79km²) e 2018 (4,85km²). Na análise da classe cana de açúcar também ocorreram os maiores aumentos de área entre 1970 (0 km²) e 1985 (19,18km²), e ocorreu um aumento gradativo em 2000 (20,38km²) e 2010 (22,04km²), seguido de uma redução da área plantada em 2018 (21,04 km²).
Tabela 1. Áreas em km² das classes de Cana-de-açúcar e Floresta obtidas em 1970, 1985, 2000, 2010 e 2018. Fonte: Autores (2019).
Área de Análise Ano Cana-de-açúcar (km²) Floresta (km²)
Anaglifo 1970 0 12,41 Anaglifo 1985 8,38 2,01 Anaglifo 2000 8,5 1,82 Anaglifo 2010 9,22 1,9 Anaglifo 2018 8,87 2,07 Mosaico 1970 0 25,26 Mosaico 1985 17,51 4,01
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Mosaico 2000 18,47 3,91 Mosaico 2010 19,99 4,22 Mosaico 2018 19,01 4,31 Par de Fotos 1970 0 28,44 Par de Fotos 1985 19,18 4,59 Par de Fotos 2000 20,38 4,31 Par de Fotos 2010 22,04 4,79 Par de Fotos 2018 21,04 4,85
A tabela 2 mostra que a classe Floresta, presente dentro da área do Anaglifo, sofreu uma perda de 76,65% da sua área em favor do plantio da cana-de-açúcar entre 1970 e 1985, e observou-se um aumento a partir de 2000, em 2010 e em 2018. A classe Cana-de-açúcar apresentou um aumento de 61,21% entre os anos de 1970 e 1985, assim como, um aumento gradativo entre 2000 e 2010. Em 2018 a Cana-de-açúcar apresentou uma redução de 2,56% na sua área plantada, comparada com 2010.
Entre 1970 e 1985 a classe Floresta, ocorrente dentro da área do Mosaico, teve uma redução de 72,73% em favor do plantio da cana-de-açúcar, e apresentou um amento a partir de 2000, em 2010 e 2018. No caso da classe Cana-de-açúcar houve um aumento de 59,92% entre os anos de 1970 e 1985, da mesma forma que ocorreu um aumento gradativo nos anos de 2000 e 2010. Em 2018 houve uma redução de 3,35% comparado com 2010.
Dentro da área do Par de Fotos, a classe Floresta sofreu uma perda de 73,23% da sua área em dando lugar ao plantio da cana-de-açúcar, entre 1970 e 1985. Houve também um amento da sua área a partir de 2000, em 2010 e 2018. A classe Cana-de-açúcar apresentou um aumento de 58,89% entre 1970 e 1985, um aumento gradual entre 2000 e 2010, e em 2018 uma redução de 3,07% comparado com 2010.
Tabela 2. Porcentagem das áreas das classes Cana-de-açúcar e Floresta em 1970, 1985, 200, 2010 e 2018. Fonte: Autores (2019).
Área total (km²) Cana (%) Floresta (%)
13,69 0,00 90,65 13,69 61,21 14,68 13,69 62,09 13,29 13,69 67,35 13,88 13,69 64,79 15,12 29,22 0,00 86,45 29,22 59,92 13,72 29,22 63,21 13,38 29,22 68,41 14,44 29,22 65,06 14,75 32,57 0,00 87,32 32,57 58,89 14,09 32,57 62,57 13,23 32,57 67,67 14,71 32,57 64,60 14,89
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A partir dos dados das tabelas 1 e 2, foram criados gráficos, onde se obteve as curvas de crescimento e diminuição das classes de vegetação Floresta e Cana-de-açúcar. A partir de 1985 observou-se uma estabilização dos valores de áreas de ambas as classes, dentro do Anaglifo, do Mosaico e do Par de Fotos. Sendo que no intervalo entre 1970 a 1980 ocorreu a interseção das dos valores de área, mostrando que a partir desse marco temporal a classe Floresta começou a diminuir suas áreas, ao contrário da classe cana-de-açúcar que começou a ter um crescimento da sua área.
19600 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2 4 6 8 10 12 14 12,41 2,01 1,82 1,9 2,07 0 8,38 8,5 9,22 8,87 Anaglifo Cana-de-açúcar Floresta Ano Á re a (k m ²)
Figura 6. Curva de crescimento de vegetação na área do Anaglifo. Fonte: Autores (2019).
19600 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 5 10 15 20 25 30 25,26 4,01 3,91 4,22 4,31 0 17,51 18,47 19,99 19,01 Mosaico Cana-de-açúcar Floresta Ano Á re a (k m ²)
Figura 7. Curva de crescimento de vegetação na área do mosaico. Fonte: Autores (2019).
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19600 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 5 10 15 20 25 30 28,44 4,59 4,31 4,79 4,85 0 19,18 20,38 22,04 21,04 Par de Fotos Cana-de-açúcar Floresta Ano Á re a (k m ²)
Figura 8. Curva de crescimento de vegetação na área do Par de foto. Fonte: Autores (2019).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados obtidos permitem concluir que o aumento da monocultura de cana-de- açúcar está diretamente relacionado com a diminuição da classe Floresta, em especial as florestas do bioma Mata Atlântica, nos três fragmentos analisados (Anaglifo, Mosaico e Par de Fotos).
Se considerarmos uma análise mais completa de toda a área dos municípios de Jequiá da Praia e Roteiro, é possível predizer que maior ainda seria a diminuição da área florestal e o aumento da cana-de-açúcar visto. Isto porque foi na área do Par de fotos onde ocorreu a maior diminuição florestal (73,23%) e aumento de plantio de cana-de-açúcar (59,92%).
Em relação às análises feitas com os dados do Mapbiomas para cobertura vegetal em todo Brasil, são disponibilizados dados em arquivo geotif com determinadas classes e entre elas a de cultura semi-perene. A partir dessa classe foi possível identificar e comprovar a presença da cultura da cana-de-açúcar que segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) se enquadra como cultura semi-perene. O geoprocessamento aplicado aos dados oriundos de Sensoriamento Remoto e Levantamento Aerofotogramétrico podem servir como importantes subsídios na realização de trabalhos relacionados a desmatamento e expansão territorial da agricultura.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos imensamente ao CECA por ceder as fotos aéreas oriundas do levantamento aerofotogramétrico de 1970 e ao projeto Mapbiomas por disponibilizar gratuitamente os dados de satélite de 1985, 2000, 2010 e 2019.
II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019
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