• Aucun résultat trouvé

Choix de croiser deux méthodes d’analyse

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 171-174)

touristique : une application aux espaces ruraux français

7.1 La démarche empirique

7.1.2 Choix de croiser deux méthodes d’analyse

Para implantação da rede de esgoto cloacal foi utilizado um nível eletrônico marca KOLIDA, modelo DL-202 com precisão de ±3,0mm por km de duplo nivelamento, uma mira graduada e um tripé de alumínio. Os equipamentos e acessórios utilizados são mostrados na Fig. 8.

Figura 8. Equipamentos e acessórios utilizados para levantamento altimétrico nas obras de saneamento. Fonte: Autores (2019).

II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019

A primeira etapa para a implantação da rede de esgoto cloacal é a realização das visitas técnica in loco para a verificação da saída das caixas de esgotos das residências em relação a soleira do passeio. Esse desnível serve de parâmetro para se projetar a rede de esgoto cloacal, pois a linha da água da tubulação deverá atender todos os domicílios daquele trecho.

A segunda etapa consiste em efetuar o nivelamento geométrico entre o PI e o PV, conforme preconiza a NBR 9814, sendo possível obter as cotas e determinar a linha da água e a escavação de cada tubo da rede de coleta de esgoto.

O trecho da implantação da rede de esgoto cloacal é uma via sem saída, desta forma a escavação foi realizada do Poço Inicial (PI) até o Poço de Visita (PV). O material escavado, denominado de “bota fora”, foi armazenado ao lado da vala, pois o trânsito de caminhões basculantes para a coleta do material não foi possível devido à largura da via, como representado na Fig. 9.

Figura 9. Vala escavada por meio de processo mecânico. Autores (2019).

A penúltima etapa foi o recobrimento da vala escavada. O tubo é coberto com o pó de brita para a proteção da camada superior que é composta por cascalho médio, sendo a última camada composta de cascalho fino e, posteriormente, é realizada a compactação por meio da “plancha” ou “sapo” para diminuir os vazios entre os cascalhos presentes na recobertura da vala escavada, como ilustrado na Fig. 10.

Geoinformação: A agrimensura inserida nos diversos campos profissionais

Silva, S.T.; Silveira, L.N.; Thums, C.F.

Figura 10. Vala escavada por meio de processo mecânico. Autores (2019).

A Figura 11 mostra a etapa inicial e final do processo de implantação da rede de esgoto cloacal. A imagem da esquerda demonstra a vala escavada na parte à montante do trecho, e a imagem da direita apresenta o trecho finalizado, com o cascalho fino compactado.

II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A numeração dos tubos rígidos, valores da leitura do fio médio, cota do terreno, linha da água e escavação, são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1. Numeração da tubulação, leitura do fio médio, linha da água e escavação. Fonte: Autores (2019).

Numeração Leitura (fm) Cota do Terreno (CT) Linha Da Água (La) LA Escavação

PV 1,330 8,670 7,420 1,250 1,350 1 1,359 8,641 7,377 1,270 1,370 2 1,360 8,640 7,334 1,310 1,410 3 1,403 8,597 7,291 1,310 1,410 4 1,443 8,557 7,248 1,310 1,410 5 1,488 8,512 7,205 1,310 1,410 6 1,570 8,430 7,162 1,270 1,370 7 1,615 8,385 7,119 1,270 1,370 8 1,660 8,340 7,076 1,270 1,370 9 1,697 8,303 7,033 1,270 1,370 10 1,670 8,330 6,990 1,340 1,440 11 1,711 8,289 6,947 1,340 1,440 12 1,760 8,240 6,904 1,340 1,440 13 1,845 8,155 6,861 1,300 1,400 14 1,900 8,100 6,818 1,280 1,380 15 1,980 8,020 6,775 1,250 1,350

A Tabela 1 acima, descreve os valores obtidos pela leitura do fio médio por meio do nivelamento geométrico simples. Aos valores calculados da linha da água (LA) são acrescidos 10 cm. Essa diferença entre a linha da água (LA) e a Escavação da vala é necessária para a confecção da “cama” ou “berço” para acomodação do tubo rígido e para que não aconteça a mudança do valor da declividade e assim proteger a tubulação da camada superior de cascalho. Para que não houvessem cotas de terreno negativas, arbitrou-se a cota inicial de 10,00 m, desta forma subtraiu-se o valor da Leitura (fio médio) transformando-a em uma nova CT, afim de facilitar os valores de Escavação da vala.

Geoinformação: A agrimensura inserida nos diversos campos profissionais

Silva, S.T.; Silveira, L.N.; Thums, C.F.

O primeiro valor da linha da água, denominado de (La), é obtido subtraindo-se o valor da CT do PV inicial ao valor da LA, (8,670 m – 1,25 m = 7,420 m).

A partir do tubo número 1, para se determinar os valores da linha da água (La), subtraem- se os valores da declividade do trecho para cada tudo que foi implantado na rede de esgoto cloacal, da seguinte forma, (7,420 m - 0,0043 m = 7,334 m), até o último tubo e posteriormente a implantação do PV.

Para o cálculo do valor da declividade foi subtraído o valor da primeira Leitura (fm) ao valor da última leitura, dividindo-se pela distância entre o primeiro tubo numerado como 1 e o último identificado como 15, conforme a Equação (1).

declividade(%) = (1,330 −1,980) = 0,0043cm

(15 * 5,90) (1)

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estudos de Tsutiva e Sobrinho (1999) apontam que áreas com superfícies topográficas com trechos muitos planos, como apresentado neste trabalho, contribuem para que o esgoto sanitário reduza a sua capacidade de transporte de dejetos e efluentes contribuindo para o surgimento de sulfeto de hidrogênio e consequentemente diminuindo a vida útil da tubulação da rede de esgoto devido ao seu poder de corrosivo e nocivo ao ser humano.

A análise correta do trecho a ser implantado da rede de esgoto cloacal, principalmente com declividades elevadas, contribui para que não haja o aumento da velocidade no escoamento resultante da ação da gravidade, evitando a formação de bolhas de ar que podem aumentar e comprometer a altura da lâmina da água resultando na constituição de um conduto forçado por pressão e condenando o trecho da rede coletora de esgoto cloacal (TSUTIVA e SOBRINHO, 2011).

Neste contexto, é muito importante para as obras da engenharia especialmente quando envolve altimetria e os meios fluídos, os métodos de levantamentos, cálculos e os cuidados com a implantação das redes de esgoto. Para o sucesso de um bom projeto, deve se ter profissionais capacitados, uma cartografia de confiança e conhecimentos inequívocos do altimetria no seu total.

A rede de drenagem implantada visando o deslocamento dos fluídos por gravidade, desde sua origem até sua estação de tratamento, onde é planejado e executado todo o detalhamento do sistema com suas devidas precisões e declividades agregando assim qualidade e eficiência da implementação do sistema.

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos a Topotec Serviços Topográficos por fornecer os equipamentos topográficos para a realização desse trabalho.

REFERÊNCIAS

ALÉM SOBRINHO, Pedro; TSUTIYA, Milton Tomoyuki. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 1999.

II Congresso Alagoano de Engenharia de Agrimensura – CONEAGRI 2019 Rio Largo-AL, 02-04 de dezembro de 2019

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13133: Execução de levantamento topográfico. Rio de Janeiro, 1994.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9814: Execução de rede coletora de esgoto sanitário. Rio de Janeiro, 1987.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9646: Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Rio de Janeiro, 1986.

BLITZKOW, D.; CAMPOS, I. de O.; FREITAS, SRC de. Altitude: O que interessa e como equacionar. Anais do I Simpósio de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação. DECart/UFPE–Recife, v. 1, 2004.

DA SILVA, S. T.; DA SILVEIRA, L. N.; A. P. d. S. C., BACURI. Adensamento da rede altimétrica da cidade de Itaqui-RS para fins de cadastro técnico multifinalitário e gestão de obras civis. In: COBRAC 2018. 2018.

DE FREITAS, SRC; BLITZKOW, D. Altitudes e geopotencial. IGeS Bulletin N, p. 47-62, 1999.

GEMAEL, C. Introdução à geodésia física. Curitiba: Editora da UFPR, v. 304, 1999.

LUZ, R. T. Cálculo de altitudes científicas e sua aplicação no reajustamento da Rede Altimétrica de Alta Precisão do Sistema Geodésico Brasileiro. Revista Brasileira de Geografia, v. 61, n. 1, p. 79-97, 2016.

TSUTIYA, M. T., & SOBRINHO, P. A. Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário. 3ª edição. Rio de Janeiro: ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, 2011.

VERMEER, M. Geodesy. Disponível em: <https://users.aalto.fi/~mvermeer/geodesy.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2018.

DETERMINAÇÃO E MONITORAMENTO DA TRAJETÓRIA DA

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 171-174)