Chapitre I - Le paramètre vent et la question aérodynamique Dans l’approche bioclimatique
H- Géographie du vent :
I. 1.4.4 - Effets des obstacles aéraulique artificiels :
A educação brasileira tem como característica marcante desde o início quando aqui
chegaram os portugueses, a intensão de colonizar. Com a presença dos padres jesuítas revelou-se o que se propunha ao ser instaurado no Brasil os percalços político e educativo para um povo subjugado inocente e de cultura inferior a cultura dos chegantes. Os índios no Brasil receberam dos padres jesuítas instruções através da Bíblia delineando a fé religiosa através do sentimento cristão, o gosto pelas letras. Foi sem dúvida uma maneira de pacificação, a catequização, para se constituir a formação educacional e cultural na nova terra. (Ribeiro, 1986).
Todavia a colonização brasileira eminente do povo português aconteceu puramente por interesses políticos, atrativo centralizador da Metrópole com sede em Portugal. Embora
encontrasse em terra brasileira um clima tropical propício para se viver em abundância com exuberantes formas de vida vegetal, animal, sobretudo, grande extensão de terras, a cobiça se pautava em transferir os recursos e não de permanência, em não fincar raízes no Brasil. Simplesmente a colônia brasileira se tornou uma colônia de plantação, com base agrícola colonizada por portugueses sem atribuir vínculo com os nativos da terra. Toda a sabedoria existente do homem nativo, como lidar com as plantas, edificar as casas, criação de animais e uso de subsistência foi corrompido pela cultura intelectual do homem branco. (Freyre 2013).
Conforme Ribeiro (1986), anteriormente, a missão dos padres jesuítas era de pacificar os índios através da leitura da Bíblia, todavia insistiram em ensinar a ler, contar, escrever, soletrar, rezar em latim, sem muito resultado, pois os nativos não sentiram interesse de aprender, foram fisgados pelo ensino da catequese. A chegada dos frades franciscanos entusiasmou os indígenas para uma nova tese de ensino. Os franciscanos propunham orientar no sentido técnico e prático, ou seja, tinham a missão de formar aprendizes ou técnicos.
As atividades impostas aos índios estariam tirando-os de situação de mentalidade de primitivos, ou seja, afastava-os de suas atividades da vivência em pequenos grupos, lidando com ferramentas adversas aos costumes da tribo preparando-os de transição da vida selvagem para vida civilizada.
Tanto a educação imposta pelos jesuítas, lições como canto e a música ou outro ofício como, os ensinos do caderno e exercícios gramaticais, abnegava-os da vida costumeira comunitária no uso do arco e flecha. Porém pareceu-nos que o ensino, no sistema franciscano aproximou-se mais do desejo dos índios, pois tratava de ofícios de “carpinteiros de machado, serradores, oleiros”. A educação nas tribos indígenas era ensinamentos de histórias transmitidas de pai para filho. Com a chegada dos jesuítas, segundo Freyre, (2013) o processo civilizatório consistia nessa inversão, “no filho educar o pai, no menino servir de exemplo ao homem; na criança trazer ao caminho do senhor e dos europeus a gente grande”.
Naturalmente os jesuítas vieram para catequizar os nativos da terra brasileira e assim concentrou o início de uma educação castradora, pressuposta de uma alfabetização. Podemos de essa forma perceber já de início uma política de educação pacificadora, sobretudo com a finalidade de fazer o cristão dominado e de estranheza aos brasileiros nativos, principiava-se a indústria de analfabeto no Brasil. Ribeiro, (1986, p. 24) afirma:
Percebe-se, que por estes poucos fatos, que a organização escolar no Brasil-Colônia está como não poderia deixar de ser, estreitamente vinculada à política colonizadora dos portugueses. Antes disto, em decorrência do estágio primitivo em que se encontravam as populações indígenas, a educação não chegara a se escolarizar. A participação direta da criança nas
diferentes atividades tribais era quase que suficiente para a formação necessária quando atingisse a idade adulta.
Mediante os fatos podemos compreender que na organização da sociedade brasileira, as políticas para organização da educação se pautava na função mercantilista visando lucros às camadas dominantes metropolitanas. Dessa forma a criança indígena, já era preparada para assumir quando adulta seu papel em atividades coloniais, de maneira que viessem satisfazer os interesses da burguesia mercantil portuguesa. Historicamente a escravidão indígena deu lugar a outro tipo de dominação, a mais cruel da história brasileira, o elemento negro.
Com a chegada dos negros no Brasil consolidou a riqueza local sob o poder dos colonizadores a custa do trabalho escravo1.
Ribeiro (1986, p. 25) diz que, tornou-se obrigatório empreender a colonização, povoando e cultivando as terras. O interesse das camadas dominantes portuguesa era, através do capital-mercantil, determinar, o produto, a quantidade a forma de ser produzido e as condições de produzir. Vale destacar que a formação intelectual da elite colonial era intensamente rígida na maneira de pensar e interpretar a realidade, assim ao buscar novo método de conhecimento caracterizado como ciência moderna, buscava conhecimento nas insuficiências do método adotado pelos jesuítas. Consequentemente agravou a vida intelectual na colônia.
O privilegiamento do trabalho intelectual em detrimento do manual afastava os alunos dos assuntos e problemas relativos à realidade imediata, distinguia-os da minoria da população que era escrava e iletrada e alimentava a ideia de que o mundo civilizado estava “lá fora” e servia de modelo. Os “iletrados” acabavam por rejeitar não apenas esta maioria, e exercer sobre uma eficiente dominação, como também a própria realidade colonial, contribuindo para a manutenção deste traço de dominação externa e não para sua superação. (Ribeiro, 1986, p. 32)
O desenvolvimento da riqueza vegetal visualizando o capital foi organizado por meio do chamado “Sesmaria”, ou seja, a grande lavoura teve como base o regime escravocrata. Freyre (2013, p. 79) fala das técnicas econômicas iniciadas pelos portugueses no Brasil para uma política social. A primeira: a utilização e o desenvolvimento de riqueza vegetal pelo capital e
1 A partir de 1532, a colonização portuguesa do Brasil, do mesmo modo que a inglesa da América do Norte, caracteriza se pelo domínio quase exclusivo da família rural ou semi rural. Domínio a que só a igreja faz sombra, através de atividade, às vezes hostis ao familismo, dos padres da Companhia de Jesus. A família, não o indivíduo, é desde o século XVI o grande fator colonizador no Brasil, a unidade produtiva, o capital que desbrava o solo, instala as fazendas, compra escravos, bois, ferramentas, a força social que se desdobra em política, constituindo-se na aristocracia colonial mais poderosa da América…Os senados de Câmara, expressão desse familismo político, cedo limitam o poder dos reis e mais tarde o próprio imperialismo ou, antes, parasitismo econômico, que procura estender do reino às colônias os seus tentáculos absorventes. Freyre (2013, p. 80 81)
pelo esforço particular; a agricultura; a sesmaria; a grande lavoura escravocrata. A segunda: o aproveitamento da gente nativa, principalmente da mulher, não só como elemento de trabalho, mas como elemento de formação de família.
A formação da sociedade brasileira teve como base a família colonial. Segundo Freyre (2013, p. 85) “sobre a base econômica da riqueza agrícola e do trabalho escravo, uma variedade de funções sociais e econômicas, a mando político: o oligarquismo ou o nepotismo”.