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Effet du couplage `a un nanocristal sur les ca-

2.4 Conclusion g´en´erale du chapitre

3.3.2 Mise en ´evidence du mouvement des NC-EcoRV le long de

3.3.3.1 Effet du couplage `a un nanocristal sur les ca-

A análise da relação entre o porto e a cidade obriga a considerar uma grande diversidade de aspectos – sociais, territoriais e económicos – para percebermos de que forma o porto e as influências marítimas moldam os padrões espaciais e sociais da cidade portuária.

Citando HOYLE e SMITH (1998, p.25) “O termo cityport é por vezes usado para

acentuar a interdependência das formas e funções da cidade e do transporte em localizações onde as facilidades portuárias fornecem a original raison d’etre para o estabelecimento da cidade”.

“O conceito de cidade-portuária deriva da associação estreita entre um porto e a cidade da qual é componente principal. Esta associação pode ser recente ou decorrer de uma forte tradição histórica; pode ser variada e complexa ou limitada e quase insignificante; e pode ser interpretada em termos espaciais, temporais, funcionais, sociais, económicos ou de planeamento." (HOYLE e PINDER: 1981, p.2).

A existência de um porto numa cidade não é condição suficiente para dar origem a uma cidade portuária: a cidade-porto existe "...quando o porto cria uma comunidade

urbana bem distinta, um meio único, porque ele é verdadeiramente determinado pela função portuária.” (SEASSARO: 1993, p.11).

Ou seja, como refere SEASSARO baseando-se em VANCE (1977), muitas comunidades que dispõem de serviços portuários podem existir durante um largo período antes de se assumirem como cidade-porto. Igualmente, uma comunidade urbana pode ultrapassar o carácter de cidade-porto na sua evolução, apresentando-se como uma cidade generalista, onde a função de porto deixa de ser a principal função organizadora da cidade.

A compreensão da cidade portuária actual obriga à consideração de categorias de análise mais complexas, para perceber as relações da cidade, que conheceu mutações profundas, e de um porto, que também evoluiu quanto às mercadorias, tecnologias e técnicas de movimentação e de armazenagem, assim como aos próprios espaços onde se realiza a função portuária.

Historicamente, os portos e as cidades portuárias jogaram um importante papel no desenvolvimento do mundo moderno, constituindo-se como os principais nós de uma rede à escala de fluxos global.

Para SEASSARO (1993, p.12), é importante considerar um outro tipo de complexidade espacial da função portuária mais recente, a qual ultrapassa a escala da cidade ou da própria região. Esta nova complexidade espacial das funções portuárias deriva do facto de os portos constituírem os nós de uma rede de fluxos (comerciais, financeiros, de mercadorias e de informação, etc.), à escala mundial. O aumento e a diversificação dos fluxos têm provocado modificações na dimensão e no centro de gravidade da rede e na hierarquia dos nós.

SEASSARO remete-nos para a complexidade espacial da função portuária associada à tradicional dimensão mundial dos tráfegos portuários; ao facto de os portos constituírem os nós de uma rede que desde sempre serviu a economia mundial; e ao modo como as modificações de dimensão no centro da economia mundial provocaram uma maior extensão da rede e da hierarquia dos nós portuários, facto ainda mais acentuando com a actual globalização da economia.

Para esta análise é conveniente distinguir as funções materiais ou hard da actividade portuária (transporte de mercadorias de porto a porto, operações de encaminhamento até ao porto, carregamento e descarregamento), das funções imateriais ou soft (que dizem respeito à pesquisa, à conservação e à expansão do espaço de influência do porto, ou à comercialização da função material de "porto" pelo terciário portuário) (SEASSARO: 1993, p.12).

Ainda de acordo com SEASSARO (1993, p.12), face ao desenvolvimento dos meios informáticos e da telemática, a proximidade do porto já não é um factor fundamental para a maioria das funções do tipo soft. Entre os factores determinantes para a localização destas actividades destacam-se a existência de sinergias resultantes da concentração de funções de direcção e financeiras, de fluxos comerciais e de informação e de serviços sofisticados, nem sempre disponíveis na maioria das cidades portuárias. Ou seja, as funções soft podem renunciar, se necessário, à sua implantação “natural” em benefício de uma melhor localização na rede internacional de trocas e de comercialização.

A concentração destas actividades ou funções nas cidades que ocupam uma posição hierárquica dominante ao nível internacional pode contribuir para a decadência das cidades portuárias. Neste caso, a "cidade portuária" poderá perder as suas actividades e características tradicionais, tornando-se progressivamente, numa "cidade

generalista" com uma base económica desarticulada ou diversificada (SEASSARO:

1993, p.13).

ALVARGONZALEZ (1985, p.7) reconhece que o peso das funções portuárias na funcionalidade da cidade é muito variável, distinguindo cidades com “funções

portuárias dominantes” e outras de “vocação portuária reduzida”, dentro de um

contexto de indústrias continentais ou de orientações terciárias fortes (caso das grandes capitais económicas).

QUADRO 8–CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES PORTUÁRIAS

Tipo Funções dominantes Características principais

A - Funções do tipo hard e soft e mistura de

actividades económico-produtivas.

- Liderança internacional ao nível dos sectores económicos, financeiros, tecnológicos e das comunicações.

B - Funções do tipo hard e mistura de actividades de

produção.

- Função terciária pouco desenvolvida e dificuldade de afirmação no plano internacional e das comunicações.

C - Apenas funções portuárias do tipo hard. - Cidades portuárias tradicionais ou terminais portuários

"ad-hoc" construídos próximos de cidades importantes.

D - Apenas funções portuárias do tipo hard e soft.

- Cidade monofuncional ocupando uma posição de topo na hierarquia das cidades portuárias e das

comunicações. Fonte: Adaptado de SEASSARO (1993).

As cidades portuárias dos tipos A e B integram uma grande variedade de redes. A importância das cidades do primeiro tipo advêm das funções portuárias de tipo soft, enquanto as do tipo B, pelas razões inversas, terão poucas probabilidades de se afirmar no plano internacional. O tipo C corresponde a cidades portuárias subalternas e em decadência, e os tráfegos movimentados podem variar entre os banais e os altamente especializados. Por último, as cidades monofuncionais, altamente especializadas, exigem um elevado nível de internacionalização, comunicação e direcção, pelo que apenas devem ser analisadas e discutidas num plano meramente teórico (SEASSARO: 1993, p.13).