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A programação do SE do MNAC envolve todo o espaço museológico, o que representa uma oportunidade para a Cafetaria integrar experiências muito significativas com os diversos públicos (Anexo IV – Programação Serviço Educativo 2013/14).

Os exemplos que vamos apresentar revelam dois momentos que de forma diversa marcaram a integração da Cafetaria no MNAC, através da Programação do SE:

Obras do MNAC regressadas da aula

Em 2013, o Dia Internacional dos Museus, sempre comemorado festivamente por toda a equipa do museu, teve na sua programação a inauguração da exposição Obras do MNAC

regressadas da aula.

Uma inovadora parceria entre o SE do MNAC e a Escola Artística António Arroio, desen- volvido durante o ano lectivo 2012/2013.

Tendo como ponto de partida a exposição Arte Portuguesa 1850-1975, os alunos do 12º ano do Curso de Cerâmica apropriaram-se, interpretaram e criaram um objecto de cerâmica artística que o MNAC deu a ver nesta exposição.

Um projecto muito significativo e original em que o SE do MNAC se envolveu, como refe- riu Catarina Moura na inauguração da exposição:

O museu, aberto ao diálogo com a comunidade e os públicos, aceitou este repto por- que desde logo encontrou pertinência num caminhar de aprendizagens continuadas e experiências criativas que estimulem o desenvolvimento integral de cada aluno em

dinâmicas de percepção estética e pensamento reflexivo, através do acervo de pintura, escultura e desenho da colecção permanente de Arte Portuguesa de 1850 a 1975. Foram meses intensos de aprendizagem em que o aluno, primeiro em grupo, depois individualmente, pelas salas do museu se confrontou com a produção artística em mo- mentos de pura fruição, para depois propor significados e desafios de interpretação e análise. A última fase trouxe o peso da escolha. Cada aluno elegeu uma obra e um autor e a sua relação com o mundo alterou-se. Certamente, passou a integrar no seu quoti- diano a percepção de Columbano e as suas composições claro-escuras, de Amadeo e a pesquisa de valores modernos, de Sousa Lopes com pinceladas breves e luminosas, de Mário Eloy de universos expressionistas ou de Jorge Vieira e as suas terracotas abs- tractas, apenas referindo como exemplo, alguns dos muitos casos que interiorizaram.

Pela primeira vez na história do MNAC e da Escola Artística António Arroio, alunos finalis- tas expuseram no museu com inauguração e cocktail.

A Cafetaria esteve desde o inicio ligada a este projecto, Duarte Vasconcelos, um dos alu- nos participantes, faz parte da equipa da Cafetaria do MNAC e envolveu-se muito nesta iniciativa.

Dia Internacional dos Museus – 18 de Maio 2015

Em 2105, o Serviço Educativo do MNAC celebrou o Dia Internacional dos Museus dando ênfase à exposição Tesouros da Fotografia Portuguesa do século XIX, recém inaugurada no dia 30 de Abril.

O museu, com a coordenação do Serviço Educativo, promoveu vários ateliers temáticos, destinados a diversos grupos de público, que consistiam na recriação de um estúdio de foto- grafia do século XIX, com a colaboração do fotógrafo Fabrice Ziegler.

O Serviço Educativo convidou os grupos com os quais estabelece parcerias a participar nes- ta actividade, precedida de uma visita à exposição Tesouros da Fotografia Portuguesa do

século XIX.

Foi uma oportunidade para estes grupos e outros grupos espontâneos celebrarem em festa o dia internacionalmente dedicado aos museus.

Num dia tão particular em que toda a comunidade museológica participa activamente, a Cafetaria integrou também este Programa preparando um lanche no Jardim das Esculturas, para os grupos parceiros que estariam presentes: Escola Secundária Vergílio Ferreira e Centro

Social de S. Boaventura da SCML. Desta forma, proporcionamos aos grupos um programa diferente do habitual.

A visita à exposição foi preparada pela Catarina Moura e apresentada pelas quatro alunas em estágio curricular no SE, no momento em que terminavam um processo de meses de aquisi- ções e aprendizagens na área da educação museológica.

A fotografia, no século XIX, constitui uma das marcas da entrada da cultura oitocentista na Modernidade, tendo abalado profundamente as formas de representação artística e não artística.

Apresentando, pela primeira vez, um conjunto significativo de autores e fotografias pro- venientes dos mais importantes acervos públicos e privados, podemos entender de que forma a fotografia foi integrada no contexto científico, artístico e comercial da sociedade Oitocentista.

Através do legado fotográfico produzido em Portugal, entre 1840 e 1900, podemos entender o inicio de uma nova cultura visual e compreender uma série de transformações sociais. Sobre o Programa do Dia Internacional dos Museus foi muito interessante observar a atitude e admiração dos dois grupos convidados, díspar em termos geracionais, nas suas visitas à exposição e nas abordagens e participação no atelier.

Para os mais jovens, o grupo da Escola Secundária Vergílio Ferreira, a cultura da imagem faz parte da sua natureza mas neste caso trata-se da imagem digital.

Para os mais idosos, o grupo do Centro Social de S. Boaventura, foi possível reconhecer na exposição imagens de Lisboa e retratos de personagens que fazem parte das suas memórias de vida.

Para os dois grupos, a participação no atelier, estúdio de fotografia do século XIX foi um momento muito divertido. Para ambos, a imagem constitui parte integrante do seu patrimó- nio, sejam álbuns fotográficos com fotografias reveladas em papel ou impressas em papel, até ao facebook ou pasta digital e galeria nos seus computadores pessoais ou telemóveis.

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