OPERATING INSTRUCTIONS
2.1.2.3 DUPLICATING THE OPERATING SYSTEM DISKETTE
A Cooperativa A está instalada em um galpão industrial. As vedações laterais inferiores são de alvenaria enquanto as superiores são metálicas, assim como o telhado. Em sua parte interna, o galpão possui um desnível de cerca de um metro, no piso elevado está instalado o recebimento dos materiais e no piso inferior o restante do processo produtivo. A iluminação é praticamente toda natural, salvo os escritórios e as áreas sociais. Não há divisão física entre os setores de triagem e prensagem, enquanto uma grade separa o setor de recebimento da esteira e da prensagem.
A área externa está, em sua maior parte, abaixo do nível do piso, enquanto o acesso à área de recebimento se dá por meio de uma rampa externa. O piso do galpão foi feito a partir do uso de concreto e está com o acabamento desgastado. O sistema de produção da cooperativa é divido entre os setores de recebimento e estocagem de resíduos, de triagem de resíduos, de prensagem e de estocagem de produtos triados e prensados, ainda que este último não tenha um local bem definido. Os materiais prensados e triados são distribuídos pela planta
85 da cooperativa de acordo com a disponibilidade de espaço. A disponibilidade de espaço é um problema observado desde o início das visitas.
O galpão de operações da Cooperativa A, assim como a divisão dos setores da produção podem ser observados na FIGURA 16.
FIGURA 16 – Galpão da Cooperativa A (perspectiva e vista superior)
Fonte: autor
De forma geral, as etapas que os resíduos percorrem são: recebimento, estocagem, triagem, prensagem, estocagem, comercialização. No próprio local de recebimento os materiais são estocados para posteriormente entrarem no processo de triagem. Antes de entrar no processo de triagem são realizadas operações para que o material seja amontoado no local, de modo que caso chegue mais materiais tenha espaço para o recebimento.
Na triagem, os materiais são separados por tipos: plástico duro, sacolinhas coloridas e transparentes, vidro, alumínio, jornais, entre outros, e acondicionados em bags e contenedores diversos. Esses contenedores são encaminhados para a estocagem, para posteriormente serem prensados. Na prensagem, os materiais são prensados em fardos e estocados para posterior comercialização.
Nem todos os materiais seguem esse fluxo, alguns deles não passam pelo setor de triagem como a sucata (a separação é realizada na própria plataforma). Outros não passam pela prensagem, como o vidro. O detalhamento dos materiais em relação aos processos pelos quais passam são apresentados no QUADRO 12 a seguir.
86 QUADRO 12 – Grupos de materiais e os processos envolvidos na Cooperativa A
Processos Descrição Exemplos de materiais
Triagem na área de recebimento
São materiais volumosos e/ou que historicamente aparecem em pequenas quantidades.
• Sucata. • Plástico duro. • Papelão grande (colorido e pardo).
Separação no
setor de triagem Materiais diversos de menor volume.
• Jornal • Papel branco • Vidro • Sacos plásticos (colorido e transparente). • PETs Triagem dupla
Materiais que são separados uma segunda vez, antes de ser prensado. São somente dois tipos de materiais em que se é realizado essa segunda triagem: a PET e o papelão grande. A PET é triada em uma área dedicada e o papelão é triado e armazenado em baias próximo ao local de prensagem.
• PETs
• Papelão Grande (colorido e pardo). Não passam pelo
setor de prensagem
Materiais que não são prensados para a comercialização. A comercialização se dá geralmente por contêineres.
• Vidros • Sucata • Plástico duro Passam pelo setor de prensagem
Materiais que são unitizados em fardos para a comercialização. • Alumínio. • Sacos plásticos • Papelão Grande • Papelão pequeno • PETs Fonte: autor
Esse quadro não esgota as possibilidades e caminhos dos diferentes grupos de materiais. Uma exceção ao quadro pode ser citada como os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos que seguem para serem desmontados e/ou consertados. De forma esquemática, a FIGURA 17, consolida o fluxograma dos processos na cooperativa estudada segundo o padrão da American Society of Mechanical Engineers (ASME).
87 FIGURA 17 – Fluxograma ASME do processo na Cooperativa A
88 A partir do desenvolvimento do fluxograma e do quadro que explicita os grupos de materiais e dos setores em que cada um é processado, foi possível desenvolver uma representação dos fluxos do processo de produção da cooperativa A. Na FIGURA 18, torna-se evidente que determinados tipos de materiais não passam pelo setor de triagem, sendo separados em outras outros locais.
FIGURA 18 – Representação dos fluxos da Cooperativa A
Fonte: autor
Na FIGURA 18, evidencia-se ainda que a movimentação na cooperativa se dá de três formas: manual, por paleteiras e motorizada. Essa última, trata-se da chegada e saída de materiais (caminhões e outros veículos de carga). A partir das observações e das entrevistas, ficou evidente que os motivos para que determinados materiais não passem pela esteira são diversos, relacionados à diferentes fatores, como por exemplo: os limites da planta industrial e
89 quantidade de materiais. Tais situações serão descritas a seguir. Não foi possível o acesso a planta atual das instalações da cooperativa e nem do layout orginalmente projetado para a mesma. Assim, as descrições realizadas foram desenvolvidas com base nas observações, entrevistas e representações gráficas que foram elaboradas ao longo da coleta de dados. A partir das descrições a ocorrência de uma pré-triagem no setor de recebimento foi selecionada para ser discutida a partir dos usos prescritos e reais da instalação.
Por fim, para a compreensão dos fluxos e interações considerando os equipamentos utilizados, foi elaborado um layout dos processos. Esse layout pode ser observado na FIGURA 19.
FIGURA 19– Layout processo de produção da Cooperativa A
Fonte: autor
Em uma das visitas à cooperativa um esboço do layout acima foi discutido com a presidente para ser validado. Nessa discussão, a presidente apontou os erros da representação, indicando os fluxos corretos dos materiais e indicando um dos problemas que a cooperativa
90 possui: a falta de espaço para armazenagem dos materiais. A representação da FIGURA 19 contempla considerações da presidente, corrigindo os fluxos e áreas de acordo com a discussão de validação realizada. Além disso, a partir da validação foram reiterados diversos problemas, como a falta de um espaço adequado para a armazenagem de materiais triados e também dos materiais que já foram prensados. Bags e fardos são armazenados nos espaços disponíveis competindo com locais de movimentação de materiais, segundo a presidente no local já foi colocado quase quarenta bags. Em algumas visitas, o acesso ao escritório e banheiros foi dificultado pela presença desses fardos prensados e prontos para a comercialização.
Com base no exposto nesse tópico, compreendendo-se em linhas gerais o processo de produção e as instalações da cooperativa, no tópico seguinte serão aprofundadas as análises das questões relacionadas às instalações.