Section 03 : les risques liés au commerce international et leurs techniques de couverture
I.1. Présentation de NATIXIS Algérie
O grau de engajamento de Diego durante a leitura na fase de linha de base foi variado. Em alguns dias esteve participativo, respondendo atentamente à estória, mesmo que não sempre corretamente às perguntas da mãe. Em outros, seu nível de participação foi limitado, principalmente durante a leitura dos dois primeiros livros selecionados. Nessas sessões, a mãe tentava captar a atenção do filho, mas, ele rolava na cama e quase não olhava para o livro. Isso foi evidenciado nas sessões 1 e 3 da linha de base, como revelam os seguintes fragmentos:
A mãe teve que repetir várias vezes “olha Diego”! durante a leitura tentando chamar a atenção da criança. Entretanto, Diego rola pela cama. (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 2/9/2016)
A mãe começa a leitura dizendo: Backyardigans no fundo do mar...e a criança começa dizer e repetir: agora não, e grita pedindo Michimaaaaaaaaaaais x Macanimais, outro livro que ele queria ver. Só depois de um tempo a mãe consegue que ele se acalme um pouco e participe. (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 11/9/2016)
Esses comportamentos sugerem que o menino pode não ter gostado do livro ou que estava se adaptando à nova rotina de leitura. Afinal, apesar de ler com a mãe, não estava habituado a ver o pai filmar sua interação.
Em três dos seis livros, a criança apresentou um mesmo comportamento ritualístico, caracterizado por virar as páginas uma a uma, ao ritmo de uma música que cantarolava. O final da música coincidia com o final do conto. Quando engajado nesse comportamento, não atendia aos comandos da mãe. Mesmo que a mãe nomeasse personagens e dissesse o que estava acontecendo nas páginas, ele não parava nem respondia, continuando com sua atividade. Isso foi evidenciado na sessão três, durante a leitura do segundo livro desta fase. No final da história, quando a mãe terminou de ler, a seguinte cena foi presenciada:
A criança não quer aceitar o livro que a mãe propõe, verbaliza o nome do livro que ele quer (Michimais x Mecanimais) e finalmente quando pega o livro das mãos da mãe começa a cantar a música de um vídeo do qual ele gosta “Auebeueueueinecheue” passando as folhas uma a uma, por vez. A mãe pergunta se ele quer cantar, mas Diego atua como se estivesse fazendo de contas que lê (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 11/9/2009)
Durante o segundo dia de leitura do livro, ele apresentou este comportamento uma vez, quase no final. Essa conduta pode estar associada ao letramento emergente, de fazer de conta que lê a estória, neste caso para si mesmo, observado em crianças típicas a partir do final dos três anos de idade. (NUERK; PATRO; CRESS; SCHILD; FRIEDRICH; GÖBEL, 2015).
No terceiro livro, Diego pareceu mais motivado, uma vez que pegou o livro das mãos da mãe e começou a folheá-lo, enquanto cantava uma música que pertence a um filme que gosta. O menino pareceu, a princípio, ficar chateado com a mãe por querer convencê-lo a ouvir a estória. Ao final, como ilustrado no segmento abaixo, cede à solicitação de Cláudia:
A mãe quer começar a contar a estória, mas Diego não presta atenção e finalmente começa a cantar a mesma melodia de sempre, enquanto vai passando as páginas do livro, fazendo coincidir o fim de ambos. Quando ele termina, a mãe diz: É a estória do ratinho e o grande urso esfomeado... então Diego pergunta: O que?, que?...(seria ecolalia tardia?). A mãe pede: senta aqui no meu colo pra ver... a criança diz: “Miavez” x minha vez, ao mesmo tempo em que tira o livro das mãos da mãe, e diz: “não,” . A mãe recupera o livro e tenta continuar: “Olha a cara do ratinho...” Nesse momento a criança tenta pegar o livro da mãe com outra estratégia e diz: Muito bem como indicando que a vez dela deve acabar, e verbalizando o nome do outro livro. A mãe começa novamente a estória e finalmente a criança fica tentada ao ver o desenho de um morango e diz: é tomate. (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 18/9/2016)
Embora não tenha apresentado um resultado satisfatório, em termos de respostas corretas, o tempo de permanência de Diego na tarefa foi mais significativo durante a leitura do quarto livro. Isso pode ser atribuído à possibilidade de ter gostado da estória.
Nos dois livros subsequentes (5 e 6), a mãe empregou a música como estratégia, o que parece ter favorecido o tempo de permanência do menino na atividade. Essa dinâmica é exemplificada no segmento abaixo, durante a leitura do sexto livro na fase de linha de base:
O conto tem uma música fácil e repetitiva com que a mãe consegue chamar a atenção do Diego e faz com que ele participe. Ela canta: “Vou, não vou... e ele acompanha: Fo-não Fo x vou não vou, Então a mãe continua lendo a estória incluindo partes da música: ... Se tiver... e deixa o menino completar e ele responde “A batatinha”! (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 6/12/2016)
Os dados quantitativos estão apresentados nas figuras 10 e 11 a seguir. A primeira mostra o total das respostas corretas e incorretas dadas pela criança durante a Linha de Base, para cada livro.
Respostas Corretas e Incorretas no Total dos Livros (LB)
8 3 5 6 13 11 20 24 12 20 12 23 0 5 10 15 20 25 30
livro 1 livro 2 livro 3 livro 4 livro 5 livro 6
Livros F re q u ê n c ia s corretas incorretas
Figura 10: Respostas da criança durante a fase de linha de base para cada livro.
Observa-se uma maior frequência de respostas incorretas (111) comparadas com (46) do total de respostas corretas durante a Linha de Base. Em apenas uma sessão, o número de respostas corretas superou os de incorretas.
Considerando que cada sessão corresponde a um dia de leitura, é interessante analisar o desempenho da criança em cada dia. Nesse sentido, a figura 11 mostra o desempenho do menino em cada uma das 12 sessões, correspondentes às leituras dos 6 primeiros livros.
Respostas Corretas e Incorretas do total das Sessões (LB)
0 8 1 2 0 5 2 4 7 6 5 6 5 15 12 12 2 10 10 10 3 9 13 10 0 2 4 6 8 10 12 14 16 S 1 S2 S 3 S 4 S5 S 6 S7 S 8 S9 S10 S 11 S 12 Sessões F re q u ê n c ia corretas incorretas
Figura 11: Desempenho da criança em cada dia de leitura durante a linha de base.
Ao realizar uma análise comparando o 1º e o 2º dia de leitura de cada livro, é observada uma melhora no desempenho no segundo dia, em 5 dos 6 livros lidos. Isso pode ser atribuído à familiaridade com a história, visto que era a segunda vez que a mãe lia o mesmo conto para o menino. Nessa perspectiva, parecia prestar mais atenção às perguntas de uma história que já conhecia, fato que possibilitava responder corretamente às questões. Esse dado revela a importância da leitura repetida (repeated reading) (WHALON, 2013; BELLON, OGLETREE AND HARN, 2000), que facilita a compreensão leitora de educandos com prejuízos sócio-comunicativos.
3.3.2 Intervenção
Diego pareceu mais responsivo e engajado na leitura durante as sessões de intervenção, quando comparado com linha de base. Nesta etapa, a criança parece ter melhor compreendido a rotina de leitura, em que a mãe contava a estória e o pai filmava. Teve dias de maior distração, não querendo participar e pedindo verbalmente por outro livro; se negando a ouvir a estória; verbalizando “não”, ou “agora não” ou “minha vez”, para tirar o livro das mãos da mãe. Houve, também, outros momentos de aceitação da atividade, em que sentou ao lado de Cláudia e permaneceu atento à estória.
Diferente da Linha de Base, na fase de intervenção, a mãe tinha a possibilidade de usar ajudas visuais como ferramentas de auxílio, caso a criança respondesse errado ou não respondesse. Em algumas ocasiões, o menino pareceu responder bem com as ajudas como se pode observar na seguinte cena extraída da leitura do primeiro livro:
A mãe faz uma Qu pergunta: O que que o patinho mandou o jacaré fazer,? o patinho falou para ele fazer o que? é?, o patinho falou pra fazer o que para passar a dor de dente?, a criança fica sem responder. A mãe utiliza o PEEP (nível 2) e mostrando uma a uma as ajudas visuais pergunta: foi carinho, gritar ou chorar?, o que é para o jacaré fazer?, é para ele fazer carinho, é para ele gritar ou para ele chorar? A criança vocaliza e a mãe interpreta como opção errada: Não é pra ele chorar não... então usa PEEP (nível 3): É para ele fazer carinho ou é para ele gritar?, a criança diz carinho... em voz quase imperceptível..., mas tentando responder, então a mãe ajuda com Completar dizendo: É para ele fazer...e a criança responde corretamente dizendo: carinho (REGISTRO DE CAMPO, NATAL-RN, 26/10/2016).
A figura 12 a seguir mostra a frequência de resposta da criança em cada nível hierárquico de ajuda visual:
Níveis de Respostas da hierarquia de ajudas visuais da criança (Intervenção) 22 5 3 127 0 20 40 60 80 100 120 140
Resposta Espontanea - Nivel 1
3 opções - Nível 2 Opção binária - Nível 3 Da modelo correto - Nível 4
Níveis fr e q u ê n c ia
Figura 12: Frequência de resposta em cada nível hierárquico de ajuda visual.
Observa-se maior frequência de respostas de nível 4, ou seja, respostas corretas emitidas com a ajuda do cuidador. Em outras palavras, ao errar as opções 1 (sem ajuda visual); 2 (com 3 dicas visuais) e 3 (2 dicas visuais) a mãe procedia, indicando a figura que adequadamente respondia à questão (nível 4). A alta frequência no uso do modelo (nível 4) sugere, também, a alta frequência de respostas incorretas emitidas pelo menino, conforme apresentado na figura 13, a seguir:
Respostas Corretas e Incorretas por Livro (Intervenção) 11 3 6 4 3 3 13 16 29 22 25 22 0 10 20 30 40
Livro 1 Livro 2 Livro 3 Livro 4 Livro 5 Livro 6