CHAPITRE II : LES RESEAUX DE DISTRIBUTON
2. La distribution d’eau potable
'Pedro II "V devllcãntara 'Sta. Tereza I do ^Tocantins Óbidos S' São Jòàos* yjóAraguaia ’Pimenteira ■Itacayu. Lomvnço ( 'onceiyàoJ&s^C-—>^l e A Ibulquenm iï^JlïilolQ Guandu ’Nioac fAvanhandava, Miranaai ’ISrilhantê]
Dourados •Nossa 'SralMa^onceição , m /Á do 'Jatahy (■'hopini Chapear Alto Uruguay. 'Caserns São Pedro Sta. Thereza Fonte: 70 0 W 60 0 W 50 0 W 40 0 W
Malhas Digitais: Amenca do Sul, sedes e
600 1.200 2.400
Estados brasileiros (CODEGEO, 2010) I K m
Org. Marco Túlio Martins (2016)
Projeção Geogralica Adaptado de WOOD, op. eit., p. XIII
No período da Primeira República (1889-1930) fica ainda mais claro o processo de consolidação do papel das Colônias Militares espalhadas pelo território brasileiro. Levantamos todos os Relatórios da Repartição dos Negócios da Guerra entre os anos de 1889 e 1940 para exemplificar como o próprio Exército por meio dos projetos de Estado elaborou as políticas territoriais que ainda se refletem na realidade atual.
No Relatório de 1889, antes das discussões sobre as Colônias Militares foi apresentado a questão da instalação das Linhas Telegraphicas Militares que também foram expostas como projeto de ocupação da fronteira ocidental. Neste Relatório, o Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Guerra Thomáz José Coelho d’Almeida destacou a importância da criação da rede telegráfica entre São Paulo e Mato Grosso perpassando alguns pontos estratégicos do território.
Há muito reconhecida a necessidade do assentamento de uma linha telegráfica de S. Paulo para Matto Grosso, pareceu ao Governo urgente e inadiável a realização desse melhoramento, desde que foi obrigado a augmentar a força militar n’aquela província. Resolvi, por isso nomear uma commissão com o preciso pessoal technico, tendo por chefe o Coronel do corpo de estado-maior de artilharia Ernesto Augusto da Cunha Mattos, afim de levar a effeito aquelle melhoramento, sendo também incumbida a mesma commissão da exploração do valle do Paranapanema, e do estudo de uma linha telegraphica da foz do Tigagy a Santa Rosalina pelos vales do Paranapanema, Ivinheima e Brilhante. (MINISTÉRIO DA GUERRA, 1889, p.34-35).
No Relatório de 1889 o Ministro Thomáz José Coelho d’Almeida destacou a importância de sete Colônias Militares presentes no território brasileiro. Nesse documento a ênfase principal foi para a necessidade iminente de construir estradas e caminhos de comunicação entre as Colônias e os centros urbanos com melhor desenvolvimento econômico. A construção dessas vias iria proporcionar, segundo os militares envolvidos, o fortalecimento da exportação dos produtos que já vinham sendo produzidos nas CMs. As Colônias Militares citadas no documento de 1889 foram: Itapura (1889), Chapecó (1882), Chopim (1882), Jatahy (1888), Santa Thereza (1853), Alto do Uruguay (1879) e Pedro II (1858). A existência dessas colônias estimulou uma dinâmica de transportes e de comunicações em toda a região na qual as mesmas se encontravam instaladas.
D’entre os melhoramentos que, para o desenvolvimento da colônia, são necessários - destaca-se como um dos mais urgente a abertura de boas vias
de communicação que liguem a colônia com as províncias do Rio Grande do Sul e São Paulo, passando por importantes povoados da do Paraná. Não é possível já, atenta a falta de meios, levar-se a effeito esse melhoramento, mas, certo, não será esperança perdida vel-o realizado em futuro mais ou menos próximo. (BRASIL, RELÁTORIO DA REPARTIÇÃO DOS NEGÓCIOS DA GUERRA, 1889, p.46).
Os Relatórios dos anos de 1889 a 1895 são unanimes quando tratam das questões referentes às Colônias Militares. Segundo os escritos destes documentos, as CMs são pontos estratégicos do território que contribuíram efetivamente para a construção do que podemos denominar da geografia material59 do território. Por terem sido colocadas com a finalidade de defesa e desenvolvimento - agrícola e industrial - apresentaram necessariamente a demanda de construção das vias de comunicação no interior do território exigindo que o Ministério da Guerra captasse recursos junto ao Estado para a melhoria das condições das vias precárias de comunicação. Até o ano de 1895, não apareceu nenhuma menção a qualquer outro tipo de estrada que não fosse a de rodagem; estradas que serviriam para o escoamento da produção das Colônias que ainda não era de grande volume.
A partir do Relatório de 1896 percebe-se diferenças nesses quesitos, possibilitadas com a emancipação de várias Colônias. Esta emancipação foi homologada pela portaria de 14 de janeiro, pelo artigo 5° da Lei do Orçamento vigente à época. As colônias emancipadas foram: São João do Alto Araguaya no Estado do Pará, próximo à fronteira de Goyaz; Itapura, no Estado de São Paulo, na fronteira com o de Matto Grosso; Santa Thereza, no centro do Estado de Santa Catharina; Brilhante, São Lourenço, Dourados, Miranda, Itacayú, Conceição de Albuquerque e Nioac, todas no Estado de Matto Grosso.
Em 1896, as CMs se encontravam num processo de consolidação de seus projetos agrícolas e industriais e para isso puderam contar com uma rede de estradas minimamente mais estruturadas. No Relatório desse mesmo ano, os militares almejaram a construção de redes ferroviárias para intensificar e contribuir ainda mais para o escoamento da produção. Um exemplo disso foi com a colônia de Chopim:
Pelo lado militar não seriam menores as vantagens, porquanto a via de communicação projectada permitiria proteger o Estado de Matto Grosso, ficando resolvido o problema da communicação rápida para este Estado, sem 59 MORAES, 2009.
haver necessidade de estabelecer passagem por território estrangeiro, si fosse levada a effeito a construcção de uma via férrea militar entre o Fecho dos Morros, na margem esquerda do rio Paraguay e o Porto das Sete Voltas, na margem esquerda do rio Brilhante, ambos situados no território do referido Estado (BRASIL, RELATÓRIO DA REPARTIÇÃO DOS NEGÓCIOS DA GUERRA, 1896, p.56-57).
As condições de desenvolvimento da indústria agrícola são as mais prometedoras possíveis, não obstante não estar ainda explorada, por falta de estudos, a zona que parece ter maior fertilidade. Essa zona, que se acha nas imediações da confluência dos rios Chopim e Iguassú, promete, pela qualidade de sua vegetação, produzir com muita vantagem, além da canna de assucar, de arroz e outros cereais já cultivados na dita Colônia, o café, cujo plantio já está ensaiado na costa do Iguassú, com prometedores resultados. (BRASIL, RELATÓRIO DA REPARTIÇÃO DOS NEGÓCIOS DA GUERRA, 1896, p.57).
Os Relatórios produzidos no início do século XX, sobretudo entre os anos de 1901 a 1909, trouxeram um maior e melhor detalhamento sobre as Colônias Militares em relação aos aspectos de produção e logística. O discurso contido nos relatórios ressalta que o melhoramento técnico das instituições militares bem como o maior incentivo financeiro empregado pelo Estado, as CMs conseguiram se estruturar em pouco tempo, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento regional.
Outra mudança nos Relatórios desse período foi a ligação direta entre o desenvolvimento da Colônias com a construção de estradass para intensificar o fluxo de pessoas e mercadorias entre as CMs com as principais cidades do país. Destaque também foi a apresentação no Relatório do Ministério da Guerra, em 1901, do Projecto
da Carta do Brazil elaborado pelo Ministério da Guerra, o qual propõe vários estudos
regionais para a construção da Carta. Esses estudos, que seriam de alcance nacional, tinham como pontos de apoio as Colônias Militares, ou seja, essas instituições também contribuíram para a confecção da cartografia nacional.
Outro marco importante em relação aos Relatórios do Ministério da Guerra foi o do ano de 1910, os quais trouxeram uma configuração geral das Colônias Militares instaladas no Brasil desde meados do século XIX até a primeira década de 1910. Essa configuração trouxe uma noção de como as instituições militares se instalaram regionalmente no território brasileiro. Percebe-se, por exemplo, o número elevado de instituições militares instaladas na região sul devido ao seu histórico de guerra na fronteira com Uruguai e Argentina. Entretanto o que mais se evidencia no documento de 1910 e nos Relatórios que o sucederam até 1940 foi a diminuição das informações sobre as Colônias Militares e o aparecimento de informações sobre as Regiões Militares.
A partir da primeira década do século XX houve uma reestruturação dos Relatórios do Ministérios da Guerra, os quais passaram a conter a partir desse período os setores responsáveis por cada conjunto institucional do Exército. Por exemplo, as Colônias Militares e as Regiões Militares passaram a fazer parte da Administração
Militar, (Mapa 1). Após a consolidação das Regiões Militares a partir de 1910, o foco
sobre as Colônias Militares diminuiu, pois estas foram incluídas nas delimitações das Regiões Militares. O objetivo principal do Exército havia se transformado, ou seja, os projetos para o território (projetos de defesa e desenvolvimento) deveriam ter como primordiais as regiões militares para que pudessem atingir homogeneamente todo o território nacional.
As regiões militares foram criadas como forma de comando das forças armadas e tinham como missão a administração em várias instâncias de cada parte do território brasileiro. A cartografia representativa criada pelos militares está representada pela figura 11 e 12. As principais funções ligadas a elas eram administrativas e logísticas. As funções logísticas ou de transportes não dependiam diretamente do Exército para que fossem necessariamente construídas. Entretanto, as forças armadas terrestres projetavam a malha viária e ferroviária a ser construída e encaminhava a demanda para o Estado. O Exército necessariamente propunha esses projetos ligados aos transportes principalmente pela melhoria na defesa e no controle do território. O Quadro 4, a seguir, mostra todas as Regiões Militares formalizadas no Brasil a partir de 1910 e as respectivas unidades militares de cada região, até 1940.
Quadro 4 - As Regiões Militares e suas respectivas Unidades (1910-1940)
N° Regiões Militares Unidades Militares
1 Amazonas e Território do Acre - Manáos
- Tabatinga
2 Pará e Aricary - Belém
- Obidos
3 Maranhão e Piauhy - São Luiz
- Therezina
4 Ceará e Rio Grande do Norte - Fortaleza
- Natal
5 Parahyba e Pernambuco - Parahyba do Norte
N° Regiões Militares Unidades Militares
6 Alagoas e Sergipe - Maceió
- Aracajú
7 Bahia e Espírito Santo - São Salvador
- Victória
8 Rio de Janeiro e Minas Geraes - Nictheroy
- Fortaleza de Santa Cruz - São João D’El-Rey - Bello Horisonte
9 Capital Federal - Capital
- Forte de São João - São Christovão - Campinho - Deodoro - Gericinó - Realengo
10 São Paulo e Goyaz - Lorena
- São Paulo - Santos - Goiaz
11 Paraná e Santa Catarina - Corityba
- Ponta Grossa
- Porto União da Victoria - Florianópolis
- Blumenau - São José - Paraná
- Colônia Militar do Iguassú - Guarapuava - Boa Vista - Paranaguá - São Francisco - Laguna - Foz do Iguassú
12 Rio Grande do Sul - Santa Maria
- Cruz Alta - Povinho - São Gabriel
N°
13
Regiões Militares Unidades Militares
- São Vicente - Dom Pedrito - Porto Alegre - São Nicoláo - São Luiz - São Borja - Quaray - Urugayana - Alegrete - Sant’Anna do Livramento - Bagé - Jaguarão - Itaquy - Saycan - Rio Grande
Matto Grosso - Corumbá
- Aquidauana - Nioac - Cuyabá - Bella Vista - Ponta Porã
- São Luiz de Cáceres Organização: MARTINS, M.T
O.O oO Su O.O oO T S.iO .O oO C S., 0,0 o0 £