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Distinction de différentes zones dans l’image

3.2 Construction d’une image de régions

3.2.1 Distinction de différentes zones dans l’image

Transcrição de Entrevistas aos Líderes

Anexo 1: Transcrição da entrevista ao Líder 1

Nazifa Adam: No seu entender, o que é uma organização?

Líder 1: Uma organização na palavra que temos tem de ser um grupo de trabalhadores, que estão unidos num espírito comum e que todos seguem o mesmo objetivo. A organização funcionará quanto melhor as pessoas que lá trabalharem seguirem as indicações que são dadas. Esta é uma verdadeira organização.

NA: Enquanto líder, como promove a maneira de a organização trabalhar e de as pessoas se relacionarem no seu seio?

Líder 1: Trato todas as pessoas dando responsabilidade e responsabilizando-os. Todas as pessoas do meu grupo de trabalho, todos sabem o que têm a fazer. Portanto, a chefia direta é a parte grande, porque aquilo funciona quase como uma equipa de futebol. Portanto, é necessário um capitão e o capitão cabe-me a mim. Os outros todos são parte da engrenagem e todos funcionam com um objetivo comum: vamos fazer bem para conseguir tudo aquilo que é necessário para funcionar.

NA: Para além da posição hierárquica que ocupa o que faz de si um líder?

Líder 1: A questão da liderança, portanto, é uma coisa muito objetiva. Portanto, não é líder quem quer. Há pessoas que entendem que são líderes, mas não são, não conseguem. É preciso trabalhar, é preciso entender que as pessoas já nascem líderes e depois vão aperfeiçoando com o tratamento que vamos tendo com todas as pessoas que fazem parte do grupo de trabalho. Portanto, a liderança é a ordem, o sentido de orientar, persuadir as pessoas a trabalharem bem, a fazer o melhor que sabem e ninguém deve ser penalizado pelo facto de errar. Vamos errar, vamos corrigir. Portanto, dois erros da mesma forma não é pouco positivo. Dentro das minhas equipas de trabalho também houve erros, é evidente. Errar é mesmo humano, não é, mas faz-se sempre o possível para não acontecer e corrige-se de a forma a tal responsabilidade responsabilizando.

NA: Mas que características o tornam um líder?

Líder 1: As pessoas ouvem-me. Tenho um discurso direto e sei ser, como é que eu vou explicar… Levo as pessoas a fazerem o trabalho de forma a que gostem de o fazer. Nenhuma pessoa da minha equipa será contrariada a trabalhar, porque se houver uma pessoa que esteja contrariada num grupo de trabalho, aquele grupo deixa de funcionar e esse é o papel do líder: é encaminha-los de forma a ouvirem, ter palavras simples e objetivas que todas as pessoas entendem. Portanto, dentro do leque de trabalho eu tenho de conhece-los a todos, porque a linguagem que eu utilizo para o A, para o B, para o C é diferente. Não há palavras feitas, há palavras na direção de cada elemento da equipa de trabalho.

NA: Por que acha que tem subordinados?

Líder 1: Eu não entendo a palavra subordinados. Todos nós trabalhamos com um objetivo. Há quem dirige e todos nós fazemos. Quando um erra, erramos todos. Quando um e a equipa funciona, todos temos louros. Portanto, o objetivo é que todos nós tenhamos mérito. É um mérito trabalhar e ter gosto pelo trabalho. Entendo que é assim.

NA: Os subordinados, seguem-no, aceitam as suas indicações/ordens, porque é um chefe? Porque é um líder?

Líder 1: Aceitam todas as indicações que eu dou e nós temos uma permuta de informação, que nem todas as coisas que o líder diz tem sempre razão. De vez em quando, não tem. Portanto, há uma permuta de informação e as correções são sempre possíveis, porque ninguém tem o dom de saber tudo. Portanto, mesmo nós. Quem pensa que sabe tudo, está errado. É preciso chamar aqueles que trabalham connosco para corrigir aquilo que menos bem pode correr e tenho me dado sempre bem com isso. É o diálogo constante, saber que cada um que vai para o trabalho, se tem problemas vamos corrigi-los de forma a quando se entra no trabalho acabar os problemas e nós vamos faze-lo. É, essencialmente, o acompanhamento. Chamo acompanhamento de toda a equipa de trabalho. Isto dá muita, muita dedicação e muitas horas, mas o objetivo é conseguido.

NA: Para além do acompanhamento e do constante diálogo, que técnicas utiliza para influenciar os seus colaboradores/ subordinados de forma a que eles cumpram as suas ordens/sugestões/indicações?

Líder 1: Todos temos conhecimento do que é que nós temos de fazer. Portanto, há regras e todos fazemos os possíveis para cumprir as regras. Trabalhamos numa área de ajuda rodoviária e aparecem n problemas. Nós temos que estar sempre com boa disposição no sentido de ajudar quem necessita, porque naquelas alturas na rodovia aparecem todos os problemas. Não queria estar a elencar os problemas que existem, existem n problemas. Basta nós andarmos aí numa estrada e verifica-se os acidentes, essencialmente, e depois as pessoas perdem a cabeça, a forma de condução, cada um é o melhor condutor e depois criam-se de vez em quando alguns problemas e nós temos de estar sempre de ânimo leve e aberto de forma a ajudar todas as pessoas que necessitam da nossa ajuda.

NA: Mas como é que influencia os seus subordinados?

Líder 1: Responsabilizando-os para eles ganharam responsabilidade de saberem fazer e as dúvidas persistem dentro das reuniões que nós temos de grupo de trabalho. Fazemos reuniões, trocamos informação e depois encaminhamos e todos nós temos, quando saímos para um trabalho, todos sabem o que devem fazer. Portanto, o objetivo é comum.

NA: Alguma vez sentiu que ao estar a persuadir algum dos seus colaboradores/subordinados foi mal interpretado?

Líder 1: É provável que sim. Portanto, de vez em quando isto não é tudo à concordância. Dentro da equipa de trabalho também há quem discorde e aí cabe ao seu líder persuadi-lo de forma a ele entender por que é que as coisas devem funcionar assim. Nunca senti grandes dificuldades em encaminhar, portanto, a discordância, porque utilizo a forma de convencer as pessoas com o objetivo comum. É a nossa garantia do posto de trabalho.

NA: Portanto nunca sentiu que tenha sido eticamente incorreto?

Líder 1: Nunca fui incorreto para nenhum colega meu de trabalho. Portanto, dentro dos subordinados nunca fui incorreto. Procurei sempre ser o melhor de forma a ter a confiança deles e tenho tido. Se algum dia, portanto isto é entre parenteses, prejudiquei alguém foi mesmo sem querer. Não há a intenção, nunca, de prejudicar alguém. O objetivo é sempre melhorar, melhorar, melhorar.

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