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Chapitre II. Etat de l’art et description des méthodes

II. Approche macroscopique de la dissolution

II.1. Formalisme utilisé

II.2.1. Dissolution du dioxyde d’uranium

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais influenciada pelas descobertas e avanços científicos e tecnológicos realizados de forma constante e modificados de maneira cada vez mais vertiginosa. Devido a estas contínuas mudanças, há a urgência de possuir uma cultura científica sempre atualizada, que nos permita ser competentes e úteis à sociedade cada vez mais exigente e desafiadora (Martins, et al.2009).

Segundo a OCPEB, “Todas as crianças possuem um conjunto de experiências e saberes que foram acumulando ao longo da sua vida, no contacto com o meio que as rodeia.”(ME, 2004, p.101). Sendo assim, todas elas apreendem diversos conhecimentos e estão em constante atualização, visto que o seu contato com o meio e com as redes sociais é cada vez mais recente e diário. Isto faz com que estas se questionem e queiram investigar cada vez mais sobre os assuntos que são do seu interesse e outros que lhes despertem à atenção. Dito isto, cabe à escola e ao docente aproveitar esses saberes e

alimentar essa curiosidade, “fomentando um sentimento de admiração, entusiasmo e interesse pela Ciência e pela atividade dos cientistas” (ME, 2007, p.17).

O interesse pela Ciência cria-se na criança a partir da curiosidade ou do espanto ao desconhecido. Ao docente, segundo Chauvel & Michel (2006), cabe a função de estimular essa curiosidade ou elaborar atividades que levem à admiração e incentivem à investigação por parte das crianças. Cabe ao mesmo detetar quando as crianças estão interessadas e entusiasmadas e aproveitar esses momentos para encorajar à exploração (p.6) pois, “a curiosidade natural das crianças e o seu desejo de saber é a manifestação da busca de compreender e dar sentido ao mundo...”. (M.E., 1997, p. 79).

O docente deverá construir uma imagem positiva e ponderada da Ciência. Sendo que as crianças são influenciadas pela cultura e pelo meio com o qual contatam diariamente, acabam por formar as suas próprias opiniões e, se nesta altura não forem refletidas, mais tarde, a sua mudança será difícil. Desta forma, é essencial que os docentes tenham uma boa relação com elas porque, segundo Chauvel & Michel (2006) “A afetividade é sempre o motor do dinamismo da investigação infantil” (p.6).

Conforme nos indica Piaget (citado por Luís, 2004), a melhor maneira da criança “aprender um fenómeno é descobri-lo por si mesma, já que o conhecimento surge mediante a atividade” (p.18). Sendo assim, e tal como está descrito na OCPEB, de acordo com o Decreto-Lei nº 6/2001, de 18 de Janeiros, artigo 3, deve haver a “...valorização das aprendizagens experimentais nas diferentes áreas e disciplinas, em particular, e com caráter obrigatório, no ensino das ciências, promovendo a integração das dimensões teórica e prática” (ME, 2004, p. 17). Dito isto, os docentes devem promover a experimentação, não só em Ciências, mas também nas outras disciplinas, oferecendo diversas oportunidades de aprendizagem para as crianças. Segundo ME (2007), os docentes ainda têm o dever de “Promover capacidades de pensamento (criativo, crítico, metacognitivo,…) úteis noutras áreas / disciplinas do currículo e em diferentes contextos e situações, como, por exemplo, de tomada de decisão e de resolução de problemas pessoais, profissionais e sociais.” (p.17).

Visto que as atividades experimentais são prazerosas para as crianças, revelam- se um excelente meio para promover aprendizagens significativas e Sá (s/d), ainda salienta que a Ciência é capaz de educar a criança e promover o seu desenvolvimento intelectual, pessoal e social (p.4). Este tipo de atividades, sendo elas feitas principalmente em grupo, ainda desenvolvem a cooperação, o respeito, o sentimento de interajuda e a noção de responsabilidade, formando crianças para uma sociedade

melhor. Dito isto, o docente deverá “Promover a construção de conhecimento científico útil e com significado social” (ME,2007,p.17) de forma a que as crianças possam aplicar e reconhecer no dia a dia o que aprenderam na escola, adaptando as suas atitudes e comportamentos face à realidade que as rodeia.

O uso do método científico leva a que as crianças desenvolvam a capacidade de observar ativa e atentamente para os fenómenos, conseguindo, cada vez melhor, descrevê-los, desenvolvendo a oralidade e a escrita. Partindo de atividades simples de observação, o docente deverá incentivar as crianças a se questionarem, a formularem questões e a avançarem com possíveis respostas, desenvolvendo o pensamento crítico e a imaginação. Isto levará a que as crianças reflitam e opinem, o que gerará debates que, por sua vez, farão crescer o respeito pelas opiniões dos outros colegas e o poder de argumentação.

A partir da vontade que as crianças têm em terem respondidas as suas questões, conseguiremos o estímulo para a pesquisa, a recolha de dados em diferentes fontes de informação. Ao terem feito a recolha dos dados, o docente deverá auxiliar na sua seleção e interpretação e debater quais os que respondem às questões colocadas.

Uma outra forma de responder às interrogações será através da experimentação. Isto levará a uma elaboração de materiais e formas de manter a experiência válida, eliminando as variantes que poderão interferir nos resultados. Esta fará as crianças usarem a sua criatividade, fazendo-as explorar diversas opções até acharem a mais correta. Após feita a experiência, deverão observar, registar e analisar os resultados levando, novamente, a um momento de troca de opiniões e reflexão para chegarem a uma conclusão que, segundo o ME (2007) “pretende-se que o aluno, já na posse dos resultados, consiga estabelecer uma resposta à questão-problema, a qual será, portanto, a conclusão da experiência realizada” (p.45).

Aquando o processo de registar os elementos da experiência, o docente terá que adaptar a linguagem e a exigência requerida consoante as idades das crianças, devendo sempre ter a cooperação das mesmas durante todo o processo. Tendo um registo que é compreensível pelas crianças, as mesmas conseguirão partilhar a sua experiência e, já que participaram na sua elaboração, sentir-se-ão orgulhosas do seu trabalho, desenvolvendo a autoestima. Se a criança tiver compreendido a atividade experimental, conseguirá aplicar o seu conhecimento daí advindo no seu dia a dia.

Em suma, os docentes não deverão excluir ou sómente utilizar atividades experimentais em Ciências pois estas, além de serem uma alternativa à memorização e

às fichas e exercícios, sendo logo mais atrativas para as crianças, desenvolvem diversas capacidades essenciais noutras disciplinas e na sociedade.