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Dispersion of contaminants and changes with time

Dans le document Technical Papers in 26 (Page 156-177)

Casas e Luna (2001) sugerem que as redes de conhecimento podem ser formadas por organizações acadêmicas, empresariais e governamentais em um processo dinâmico de trocas de informações e conhecimentos, que não constituem, necessariamente, modificações e inovações tecnológicas, mas que aumentam a sua eficiência.

As redes de conhecimento podem se corporificar de diversas maneiras, como em “equipes de projetos, grupos de pesquisa, redes de consultoria, comunidades profissionais, comunidades de prática, grupos de apoio e assim por diante”. (JOHNSON, 2011, p. 13). Estes exemplos de redes de conhecimento podem ser encontrados entre indivíduos na sociedade e/ou dentro das organizações. Para Johnson (2011), as redes de conhecimento proporcionam aos indivíduos a oportunidade de aprendizado e aquisição de novos conhecimentos.

Para Johnson (2011), a comunicação entre os indivíduos é um dos elementos centrais nas redes de conhecimento. É por meio dela que informações e conhecimentos são compartilhados, dando aos indivíduos a oportunidade de aprender e criar novos conhecimentos por meio das interações alcançadas nas redes.

Segundo Johnson (2011), as redes de conhecimento estão associadas à inovação, ao aprendizado e ao desempenho. Neste sentido, no contexto organizacional, o aprendizado e as ações individuais resultantes das redes de conhecimento podem determinar o modo como as organizações se adaptam aos

ambientes de rápida mudança, além de inovar para enfrentar os desafios e demandas que surgem (JOHNSON, 2011; TUR; AZAGRA-CARO, 2018).

Conforme apontado por Tomaél (2005, p. 269):

A principal ação para mobilizar uma rede de conhecimento está relacionada ao movimento da informação na rede. Impulsionar e incentivar o compartilhamento da informação e a construção do conhecimento na rede é condição sine qua non para sua sustentação e crescimento. Os atores incumbidos dessa tarefa ou que se dispuserem a exercer o papel de estimular a partilha na rede deverão contar com a confiança dos membros da rede.

Ainda conforme Tomaél (2005, p. 270), o crescimento e o fortalecimento da rede estão relacionados com dois fatores principais:

I. com relação aos atores da rede: a sensação de que estão sendo recompensados e contribuindo no sentido de partilhar e receber ativos (informações e conhecimentos) que não possuíam previamente;

II. com relação ao tamanho da rede: o crescimento do número de atores que compõem a rede pode ser visto como um resultado das ações efetivas de compartilhamento e recebimento de informações, apontando para a efetividade da rede, de forma que seu tamanho aumentará naturalmente desde que ela seja profícua em suas ações.

Os atores envolvidos em uma RC podem variar desde indivíduos a grupos de indivíduos, além de organizações empresariais/industriais e instituições de ensino superior, com ênfase para as universidades, e centros de pesquisa e desenvolvimento (GONZÁLEZ; URBÁEZ, 2011; JOHNSON, 2011). Com isso, verifica-se que as RC possuem características heterogêneas em função da diversidade de atores que podem envolver (TUR; AZAGRA-CARO, 2018).

Fazendo um paralelo com a Teoria dos Laços de Granovetter (1973; 1983), a heterogeneidade das RC pode proporcionar a criação de laços entre os atores. De acordo com Granovetter (1973), em todas as relações desenvolvidas entre atores existem laços sociais. Por laço social pode-se entender a conexão estabelecida entre atores, formada por meio das interações que estes promovem, sendo possível perceber que estas interações podem gerar uma série de resultados para os envolvidos (GRANOVETTER, 1973).

Partindo desse pressuposto, Granovetter (1973) propôs que a identificação da intensidade das relações delimitaria o que se percebe como laço fraco ou laço forte, que são os dois tipos de laços sugeridos em sua teoria, entre os atores de uma determinada relação e dentro de uma rede.

Para Granovetter (1973), a força de um laço pode ser vista como a combinação de tempo, intensidade emocional, intimidade e serviços recíprocos que caracterizam um laço. Segundo Granovetter (1973), os grupos sociais podem alcançar graus de coesão tão intensos, os quais ele chama de laços fortes, que se tornam capazes de auxiliar na tomada de decisões mais consistentes e coerentes.

De outra parte, Granovetter (1983) apontava que nas relações em rede os laços fracos formados entre os atores também são importantes, uma vez que é por meio destes laços que ocorre a disseminação da inovação e o compartilhamento de informações, pois os laços fracos são constituídos de indivíduos com formações e experiências diversas, garantindo a heterogeneidade da rede, enquanto os atores que compõem uma rede de laços fortes tendem a ser parecidos, coesos, mantendo relações estáveis e com as mesmas bases de dados e informações.

Outro ponto importante a ser considerado na formação de redes, com relação aos laços fracos, diz respeito aos indivíduos que atuam como pontes entre grupos diversos. Seguindo as discussões de Granovetter (1973; 1983), é importante manter as redes supridas com ambos os tipos de relações: laços fortes e laços fracos. Enquanto os laços fortes conferem certas características que podem se tornar fundamentais para a rede, os laços fracos podem conectar a rede e seus indivíduos a outros grupos, atuando como pontos de conexão (pontes) entre atores e facilitando o compartilhamento de dados e informações, atividade fundamental para a efetividade de uma rede (GRANOVETTER, 1983).

No contexto das RC, é possível perceber e associar a teoria dos laços de Granovetter (1973) com os variados atores que podem fazer parte de uma rede e também associar as teorias de Castells (1999) sobre a formação das redes a partir de interesses e identidades compartilhadas pelos atores.

A partir dessas discussões, ao perceber que os interesses compartilhados entre atores podem ser uma das formas de atração, ou um ponto de estruturação de redes, utiliza-se os estudos de Callon (1989) e Latour (2012) sobre a formação de redes de atores e sobre, posteriormente, identificar as características dessas redes a partir das suas ações, suas interações e seus rastros.

Desta forma, considerando a heterogeneidade dos atores de uma rede como uma de suas características, verifica-se que quanto maior o número e a diversidade dos atores, maiores serão as chances de criar e compartilhar conhecimentos, uma vez que tanto por meio da teoria dos laços de Granovetter (1983) como por meio dos estudos de autores como Casas e Luna (2001), Fang, Wang e Chen (2017), Johnson (2011), Huggins, Jhonston e Stride (2012) e Pereira, Sacomano Neto e Maturi (2016), as interações entre atores diversos são fundamentais para a criação de novos conhecimentos, para a inovação e para o aprendizado das organizações.

De outra parte, para manter uma rede ativa acredita-se, a partir do exposto, que a interação entre os atores e o diálogo são elementos fundamentais, que tanto podem fomentar as relações como contribuir para a criação e para o compartilhamento de novos conhecimentos, uma vez que o diálogo é um dos elementos principais nos processos de criação e de compartilhamento do conhecimento (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

Após estas discussões, a próxima seção apresenta as ações e impactos que uma rede de conhecimento pode trazer para seus membros, conforme segue.

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