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EFFET DU SOLVANT SUR L’EXTRACTION DU CUIVRE(II) PAR L’ACIDE LAURIQUE

II. 3. DISCUSSION DES RESULTATS

Formalização do espírito empreendedor/Possui empresa própria

(Questão n.º 2.2-Tem alguma empresa/negócio próprio relacionado com a sua profissão ou habilitações académicas?)

Intenção empreendedora passada

(Questão n.º 2.3-Já alguma vez pensou em criar uma empresa própria?)

Intenção empreendedora futura

(Questão n.º 2.4- Que possibilidade crê que terá para constituir a sua própria empresa?) VARIÁVEIS INDEPENDENTES Características sócio-demográficas (Questões n.º 1.1, 1.2, 1.3, 1.5 e 1.6) Características sócio-profissionais (Questões n.º 1.4, 1.7, 1.8, 1.9, 1.10, 1.11) Características sócio-económicas (Questões n.º 2.1 e 2.7) Motivações ao empreendedorismo (Questão n.º 2.6) Obstáculos ao empreendedorismo (Questão n.º 2.5) Factores psicológicos (Questão n.º 3.1) Factores Cognitivos (Questão n.º 4.1, 4.2 e 4.3)

A definição de população para Pardal (1995) assenta no universo, na totalidade dos membros do conjunto que se pretende analisar. Um universo, percebido como o número total de indivíduos que entram no campo da investigação, bem definido, subentende uma inteligibilidade e plenitude, susceptível de uma interpretação homogénea e precisa. Por sua vez, Fortin (2003) definiu-a como uma colecção de elementos ou de sujeitos que partilham características comuns, definidas por um conjunto de critérios.

Barañano (2004, p. 85) na sua definição de população teve em conta três outros conceitos igualmente importantes que passamos a enumerar: “população objectivo ou universo - conjunto de todos os elementos cujas características queremos estudar; unidade básica de amostragem ou unidade estatística - cada um dos elementos que formam a população; e população inquirida – população estreitamente relacionada com a população objectiva, definida quando não é possível conhecer o universo. Serve de base para a amostragem”.

Gil (1999) considera que a população é um conjunto determinado de elementos que encerram determinadas características. Afirmou que população em conjunto com a amostra, disponibilizam conhecimentos sobre o universo a ser aprendido, e determinam a amplitude da própria amostra, e a forma como será seleccionada.

Desta forma introduzimos um conceito novo, a amostra, que ele define como um subconjunto da população, através da qual se estimam as características da população, e que se subdivide em oito tipos: aleatória, sistemática, estratificada, por conglomerados, etapas, acessibilidade, intencional ou quotas.

Fortin (2003) reforça a ideia de amostra como um subconjunto de uma população estar presentes na amostra seleccionada.

Tendo em conta o objectivo geral da nossa investigação para testar as hipóteses propostas foi utilizada, uma amostra determinada a partir de uma população constituída por TDT do país representados pelas suas associações e sindicatos.

Os inquiridos foram contactados através dessas mesmas associações e sindicatos, após pedidos de autorização devidamente autorizados (vide anexo B), por via electrónica e pessoalmente, no caso daqueles que trabalham nos Centros de Saúde do distrito de Bragança e no Centro Hospitalar do Nordeste, tendo sido recolhidos 377 questionários, dos quais se excluíram 10 por apresentarem mais de 50% de questões não respondidas.

3.1.3 Técnicas de recolha e tratamento de dados

Na investigação, a recolha de dados apoia-se em diferentes técnicas e instrumentos de pesquisa, conforme os objectivos, especificidade, tipo de informação necessária e questões técnicas e logísticas à própria investigação.

A pesquisa é o processo formal de desenvolvimento do método científico e almeja a descoberta de respostas para os problemas de investigação.

De acordo com Gil (1999) a pesquisa pura procura o progresso da ciência enquanto que, a pesquisa aplicada tem como característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas dos conhecimentos, isto é, a aplicação a uma realidade é muito mais valorizada que o desenvolvimento de grandes teorias.

Podemos definir três tipos de técnicas de recolha de dados.

O primeiro é a observação (simples, participante ou sistemática) que se refere ao uso dos sentidos de forma a adquirir conhecimentos necessários para a investigação, obedecendo a regras como: o planeamento, a objectividade específica, a verificação e o controle, sendo que dificilmente aporta enviesamentos já que os factos são percebidos directamente e sem intermediários.

O segundo tipo consiste na experimentação que se reporta ao desenvolvimento da investigação com observação e controle intenso das variáveis que podem influenciar o objecto estudo.

O último tipo de recolha de dados é o inquérito, fundamental na área da gestão, cuja finalidade é a obtenção da informação necessária através de questionários à amostra em estudo. De acordo com Ferreira (citado por Silva & Pinto, 1986, p.164) “toda a acção de pesquisa se traduz no acto de perguntar” (…) Tudo se resume a saber fazer perguntas e a identificar os elementos constituintes da resposta”.

As principais técnicas de inquérito são a entrevista e o questionário, este último foi a técnica de recolha de dados seleccionada para esta investigação por uma questão logística. Desta forma, debrucemo-nos mais especificamente nesta técnica.

O questionário, de acordo com Fortin (2003), é um dos métodos de colheita de dados que apresenta várias vantagens como instrumento de medida, nomeadamente no que diz respeito ao menor dispêndio financeiro e de tempo, ao facto de poder ser aplicado a um grande número de pessoas simultaneamente, e por fim ao anonimato das respostas, com todas as vantagens daí inerentes.

Fortin (2003) as grandes vantagens de uso do questionário com técnica de recolha de dados são, poder incorporar-se e estudar um maior número de casos em simultâneo e obter um maior número de dados; alcançar uma área geográfica maior, promover uma melhor gestão do tempo e deslocações, garantir uma maior confidencialidade dos dados o que por vezes é determinante para garantir igualmente uma maior liberdade de expressão, e, diminuir o risco de influência do investigador na recolha dos dados, entre outras.

Barañano (2004, p.83) aponta para o questionário facto de promover “uma maior rapidez no apuramento de resultados, (…) maior profundidade no tratamento da informação e (…) a recolha de um maior número de dados”.

Por seu lado, Gil (1999, p.128-129), enumerou vantagens, já referidas pelos outros autores, tais como a possibilidade de “atingir um grande número de pessoas, abarcar uma área geográfica extensa, garantir o anonimato, não controlar o tempo de resposta do inquirido e não influenciar os inquiridos”.

Como referido anteriormente, o questionário desta investigação foi conceptualizado e aplicado aos TDT do país tendo por base a consulta prévia de outros questionários aplicados a estudantes universitários e empresários de outras áreas profissionais, ainda que com diferentes temáticas alicerçando-se sobretudo na bibliografia existente acerca do empreendedorismo.

Desenvolvido e testado no segundo trimestre de 2009, o questionário está dividido em quatro partes distintas. A primeira parte diz respeito à caracterização sócio-demográfica e sócio-profissional (recolha de dados pessoais). A segunda parte diz respeito á recolha de dados sobre os factores sócio-económicos. Uma terceira parte foi elaborada no sentido de obtermos informação ao nível do perfil psicológico. E por último, a quarta parte consiste na obtenção de informação relativa ao perfil cognitivo dos TDT (vide Anexo A).

Os questionários podem apresentar-se como abertos ou fechados, de acordo com Ghiglione e Matalon (1993). O questionário aplicado neste estudo contém essencialmente questões fechadas, de múltipla escolha, cujas respostas obedecem a uma escala de Likert para valores de 1 a 7, que pelo seu carácter ordinal, pareceu-nos a mais adequada, sendo que 1 corresponde ao valor “nunca/nenhuma/insignificante” e 7 ao valor “decisivamente/muito importante”.

A formulação dessas questões teve sempre em conta premissas fundamentais como a clareza, concisão e uso de vocabulário simples; ordenamento funcional das questões; variação concisa entre a tipologia das questões; cobertura de todas as hipóteses de resposta (nas questões fechadas); e importância justificada de cada questão no questionário.

Com o objectivo de verificar se existe espírito empreendedor dos TDT elaboraram-se um conjunto de questões (Questões: do grupo 1, da 2.1 à 2.7, a 3.1 e da 4.1 à 4.3) que correspondem às nossas variáveis independentes e as questões 2.2, 2.3 e 2.4 dizem respeito às variáveis dependentes, como já referimos anteriormente.

No Quadro 3.3, revelam-se as dimensões/variáveis identificadas neste estudo, bem como a sua fundamentação teórica:

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