• Aucun résultat trouvé

Discussion sur la prise en compte des apports d’eau douce

O conceito dos Serviços tem quatro características que o identificam: a Intangibilidade, a Inseparabilidade, a Variabilidade e a Perecibilidade. Existem diversas definições de Serviços e de Serviços Desportivos, de acordo com diversos autores que estudam esta área. Os vários autores concordam contudo, na importância da interacção cliente/fornecedor do serviço presente em todos os Serviços Desportivos, bem como na participação activa dos clientes neste tipo de serviços.

Tendo em conta o competitivo mercado actual, a Qualidade é uma condição fundamental para o sucesso de qualquer empresa ou serviço. Com a Qualidade, tal como acontece com os Serviços, existem perspectivas distintas de acordo com cada autor.

A avaliação da Qualidade dos Serviços, apresenta-se como fundamental para clientes e fornecedores dos serviços. Essa avaliação consiste em Objectivos da Qualidade – o serviço principal, o contexto físico, as interacções empregados-clientes, as interacções inter-clientes e a participação do cliente – Padrões da Qualidade – qualidade como excelência, qualidade como valor, qualidade como conformidade com as especificações e qualidade como encontrar ou exceder as expectativas dos clientes – e Avaliadores da Qualidade.

Com este trabalho verificou-se que existem várias Dimensões da Qualidade e consequentemente diversos testes para a avaliar. A escolha do modelo a adoptar deverá depender das características e especificidades do serviços a avaliar, havendo por vezes alguns ajustes nos testes, para que se adaptem às necessidades do estudo ou avaliação. Como um dos testes mais recente e actual, destaca-se o de Ko & Pastore (2004) que definem a Qualidade dos Serviços em quatro dimensões primárias e algumas secundárias, sendo as primárias a Qualidade do Programa, a Qualidade das Interacções, os Resultados da Qualidade e a Qualidade do Ambiente Físico.

De acordo com a Qualidade dos Serviços prestados e a Satisfação dos clientes, irão surgir determinadas consequências comportamentais dessa

mesma Qualidade. Como principais consequências destacam-se as intenções de recompra e fidelidade ao serviço, a publicidade ao serviço (negativa ou positiva) e os comportamentos de queixa e abandono. Aquando o surgimento de problemas entre clientes e fornecedor do serviço, estes poderão ser ultrapassado ou não. Esses problemas poderão enfraquecer ou fortalecer os laços ente as duas entidades, mediante o resultado da resolução do problema.

Verificou-se uma relação estrita entre Qualidade e Satisfação, aceitando- se geralmente que a segunda é consequente da primeira. Do ponto de vista teórico, a Satisfação dos clientes será tanto maior quanto a Qualidade do Serviço prestado. No entanto, factores como as condições meteorológicas ou outras não controláveis, poderão influenciar a Satisfação do cliente, por melhor que seja a Qualidade do Serviço prestado. A Satisfação tem também uma influência directa nas futuras intenções do cliente para com o serviço.

O conceito de Valor tem tido uma importância crescente na literatura do marketing e da gestão. Este conceito poderá ter várias interpretações mediante as percepções dos clientes e os investigadores. De um modo geral, este é entendido como os benefícios recebidos em relação aos seus custos. Também o Valor está directamente relacionado com as percepções da Qualidade, que juntos influenciarão julgamentos de Satisfação e de futuras intenções. Este é um ponto que requer mais investigação, nomeadamente no que concerne ao conceito de Valor Percebido.

Não nos é possível determinar qual dos três conceitos abordados neste trabalho – Qualidade, Satisfação e Valor – é mais importante na gestão dos Serviços Desportivos pelo que as organizações deverão procurar encontrar um equilíbrio na sua oferta tendo em consideração todos eles.

41

IV – BIBLIOGRAFIA

 Alexandris, K., Dimitriadis, N. & Kasiara, A. (2001). The Behavioural Consequences of Perceived Service Quality: An Exploratory Study in the Contexto f Private Fitness Clubs in Greece. European Sport Management Quarterly, 1, 280-299.

 Alexandris, K., Zahariadis, P., Tsorbatzoudis, C. & Grouios, G. (2004). An Empirical Investigation of the Relationships among Service Quality, Customer Satisfaction and Psychological Commitment in a Health Club Context. European Sport Management Quarterly, 4, 36-52.

 Bento, J.O. (1998). Desporto e Humanismo. O campo do possível. EdUERB. Rio de Janeiro.

 Brady & Cronin, 2001. Some new thoughts on conceptualizing perceived service quality: a hierarchical approach. Journal of Marketing, 65 (July), 34-49.

 Chelladurai, P. & Chang, K. (2000). Targets and Standards of Quality in Sport Services. Sport Management Review, 3, 1-22.

 Correia, A. (1997). Qualidade nos serviços de desporto. In. Actas do V Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa - Educação Fíica: Contexto e Inovação. 24-28 de Março de 1997 – Maputo – Moçambique.

 Correia, A. (2000). A Qualidade como Factor Estratégico dos Serviços de Desporto. In. Correia, A; Costa, C; Mamede, P & Sacavém, A. (2000). Serviços de Qualidade no Desporto – Piscinas, Polidesportivos e Ginásios. Ministério da Juventude e do Desporto. Centro de Estudos e Formação Desportiva.

 Costa, G., Tsitskari, E., Tzetzis, G. & Goudas, M. (2004). The Factor for Evaluating Service Quality in Athletic Camps: A Case Study. European Sport Management Quarterly, 4, 22-35.

 Cronin, J.J., Brady, M.K., & Hult, G.T.M. (2000). Assessing the effects of quality, value, and customer satisfaction on consumer behavioral intentions in service environments. Journal of Retailing, 76 (2), 193-218.

 Domingues, I. (2004). Qualidade nos Serviços Públicos – Constrangimentos e Possibilidades. Episteme, Ano V nº 13-14.

 Ferreira, A.M.C. (2001). Qualidade, Satisfação e Fidelização de Clientes em Centros de Fitness. Dissertação de mestrado em Gestão Desportiva. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto.

 Greenwell, T.C., Fink, J.S. & Pastore, D.L. (2002). Assessing the Influence of the Physical Sports Facility on Customer Satisfation within the Context of the Service Experience. Sport Management Review, 5, 129-148.

 Howat, G., Absher, J., Crilley, G., & Milne, I. (1996). Measuring customer service quality in Sports and leisure centres. Managing Leisure, 1, 77-89.

 Howat, G. & Murray, D. (2002). The Role of Critical Incidents to Complement Service Quality Information for a Sports and Leisure Centre. European Sport Management Quarterly, 2, 23-46.

 Jones, M.A., & Suh, J. (2000). Transaction-specific satisfation and overall satisfaction: na empirical analysis. Journal of Service Industry Management, 8 (2), 148-169.

43

 Jorge, J.M. & Colaço, C. (2000). Parâmetros de Qualidade na Organização de Instalações de Saúde e Condição Física. Revista Desporto, Ano II, nº4 Julho/Agosto.

 Ko, Y.J. & Pastore, D.L. (2004). Current Issues and Conceptualizations of Service Quality in the Recreation Sport Industry. Sport Marketing Quarterly, 13, 158-166.

 Ko, Y.J. & Pastore, D.L. (2005). A Hierarchical Model of Service Quality for the Recreational Sport Industry. Sport Marketing Quarterly, 14, 84-97.

 Kotler, P. (2002). Marketing Management, Millennium Edition. Customer Edition of the University of Phoenix. Pearson Custom Publishing.

 Van Leeuwen, L., Quick, S. & Daniel, K. (2002). The Sport Spectator Satisfation Model: A Conceptual Framework for Understanding the Satisfaction of Spectators. Sport Management Review, 5, 99-128.

 Martins, H.P. (2002). A qualidade em serviços despotivos. Dissertação de mestrado em Gestão Desportiva. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto.

 McDougall, G.H. & Levesque, T. (2000). Customer Satisfaction with Service: Putting Perceived Value into the Equation. Journal of Services Marketing, 14 (5), 392-410.

 Mota, J. (1997). A Actividade Física no Lazer. Reflexões sobre a sua prática. Livros Horizonte. Lisboa.

 Murray, D. & Howat, G. (2002). The Relationships among Service Quality, Value, Satisfation, and Future Intentions of Customers at na Australian Sports and Leisure Centre. Sport Management Review, 5, 25- 43.

 Papadimitriou, D.A. & Karteroliotis, K. (2000). The Service Quality Expectations in Private Sport and Fitness Centers: A Reexamination of the Factor Structure. Sport Marketing Quarterly, Vol. 9, Nr. 3, 157-164.

 Parasuraman, A., Zeíthaml, V. & Berry, L. (1985). A Conceptual Modelo of Service Quality and Its Implications for Future Research. Journal of Marketing Vol. 49, 41-50.

 Parasuraman, A., Zeíthaml, V. & Berry, L. (1988). SERVQUAL: A Multiple-Item Scale for Measuring Consumer Perceptions of Service Quality. Journal of Retailing, 64 (1), 12-40.

 Reeves, C.A. & Bednar, D.A. (1994). Defining quality: Alternatives and implications. Academy of Management Review, 19, 419-455.

 Rowley, J. (1998). Quality measurement in the public sector: Some perspectives from the service quality literature. Total Quality Management, Vol. 9, nº 2 e 3, 321-333.

 Teixeira, M.R. (2000). O Consumo de Serviços Desportivos. Revista Horizonte, Vol. XVI, nº 93.

 Theodorakis, N., Alexandris, K., Rodriguez, P. & Sarmento, P.J. (2004). Measuring Customer Satisfaction in the Context of Health Clubs in Portugal. International Sports Journal, Winter 2004, 44-53.

45

 Zeithaml, V.A. (1988). Consumer perceptions of price, quality, and value: A means-end model and synthesis of evidence. Journal of Marketing, 52(3), 2-22.

 Zeithaml, V.A., Berry, L.L., Parasuraman, A. (1996). The Behavioural Consequences of Service Quality. Journal of Marketing, 60, 31-46.