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The 2-dimensional case

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4.7 The energy-momentum tensor in low dimensions

4.7.1 The 2-dimensional case

A Pesquisa Rodoviária da CNT que vem sendo realizada desde 1995 mostra um quadro geral da situação das vias nacionais. Vários podem ser os motivos apontados para o quadro negativo. Um dos problemas enfrentados pela pavimentação nacional foi o desaceleramento dos investimentos federais no DNIT, no início da década de 90. Isso limitou a capacidade de investimento em pesquisa, antes realizada de maneira consistente pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR), além de serem prejudicados a manutenção e fiscalização das vias pelo órgão em âmbito nacional.

Nesse sentido, as universidades acabaram por se tornar uma das principais fontes de pesquisas na pavimentação rodoviária nacional. A despeito dos diversos e louváveis avanços acadêmicos, esses ainda não tiveram os reflexos compatíveis com sua qualidade e quantidade no dia a dia da prática rodoviária nacional. Essa lacuna entre a crescente produtividade acadêmica e a qualidade prática da pavimentação em nosso país não é o objeto da presente tese, por se tratar de um problema multidimensional do setor público principalmente. Contudo, com vistas a contribuir para eventuais ações de aproximação entre as investigações desenvolvidas academicamente e as respectivas aplicações no curto prazo, realizou-se uma varredura das pesquisas de doutorado em pavimentação realizadas no âmbito de alguns grupos de pesquisa nacionais, dentre as quais os participantes da RTA.

O período de observação foi entre 1990 e 2015, com foco em pesquisas realizadas no tema dimensionamento de pavimentos asfálticos. Considera-se esse tema um guarda-chuva que integra vários elementos da pavimentação, tais como tráfego, clima, materiais, análise estrutural e modelos de previsão de desempenho. Foram contabilizadas para os percentuais apresentados na Figura 25 pesquisas nas universidades nacionais com programas de doutorado com linhas de pesquisa envolvendo a temática de infraestrutura de transportes.

Percebe-se pela referida figura, que o foco da maioria das pesquisas em pavimentação realizadas no Brasil estão relacionadas a caracterização geral de materiais,

apresentando aproximadamente 60% das pesquisas de doutorado nessa área. Vale destacar que, apesar de não se ter desmembrado os números referentes às pesquisas de mestrado, percebeu-se em linhas gerais que ocorre o mesmo que nas pesquisas de doutorado, ou seja, há uma tendência maior de se testar materiais nas diferentes regiões, assim como testar resíduos, avaliar o comportamento pela adição de modificadores, dentre outros. Usa-se, na grande maioria, ensaios convencionalmente aceitos na academia nacional, sendo incomum o teste de novas metodologias de ensaio ou a contestação da relevância de ensaios tradicionais. Não por acaso o Brasil não é propriamente conhecido internacionalmente na área de pavimentação como um país formulador de novas teorias, que poderiam surgir por meio de novos instrumentos de observação (ensaios), incorporação de novas variáveis a modelos existentes, entre outras alterações do corpo de conhecimento estabelecido.

Figura 25 - Percentual de pesquisas de doutorado realizadas no Brasil que permeiam a temática dimensionamento de pavimentos

Fonte: Elaborado pela autora.

Em segundo lugar, com 23%, aparecem as pesquisas em que o foco é a avaliação do desempenho de pavimentos, seja estrutural ou funcional. Predominam trabalhos voltados para a avaliação geral de pavimentos, seguidos da irregularidade longitudinal, da deformação permanente, da fadiga e da aderência pneu-pavimento dos pavimentos. O trabalho de Mattos

Materiais 60% Catálogo 1% Desempenho de pavimentos 23% Fatores ambientais 4% Gestão de pavimentos 3% Dimensionamento 4% Tráfego 3% Automação 2%

(2014) é o primeiro que traz resultados de avaliação de desempenho do pavimento de um trecho monitorado pela RTA, uma BR no Rio Grande do Sul.

Sobre fatores ambientais, os 4% apresentados são referentes a influência da umidade do comportamento dos materiais no pavimento, dois trabalhos sobre lençol freático. Especificamente sobre tráfego figuram 3% do total dos trabalhos verificados. Destaca-se o trabalho de Fontenele (2012), que trata da representação do tráfego através dos espectros de carga. Os outros três trabalhos, nessa linha, orbitam nos efeitos dos excessos de carga no desempenho dos pavimentos, como Fontenele (2012) também o fez.

Sobre dimensionamento de pavimentos, destacam-se os trabalhos de Motta (1991), Franco (2007) e Benevides (2000), que trazem proposições de métodos de dimensionamento de pavimentos, do tipo mecanístico-empírico, para pavimentos asfálticos novos. Depois do período em que essa parte da pesquisa foi consolidada, surgiram dois importantes trabalhos nacionais nesta área: Nascimento (2015) e Fritzen (2016), ambos já abordados no Capítulo 2 do presente estudo.

Foram encontrados ainda dois trabalhos que tratam da construção de equipamentos, um para avaliação de agregados e outro para avaliação de desempenho de pavimento sob carregamento cíclico. Por fim, 3% dos trabalhos versam sobre gestão de pavimentos, assunto que permeia o processo de dimensionamento de pavimentos, alguns inclusive apresentando modelos de desempenho.

Percebe-se nesse breve sumário, que poucos são os trabalhos nacionais que discutem o sistema de concepção dos pavimentos em uma perspectiva global. Considerando a importância que o setor acadêmico nacional exerce na constituição de melhores pavimentos, é preciso não perder de vista o olhar macro sobre o dimensionamento de pavimentos e quais aspectos deste tema são relevantes de serem estudados nos anos por virem. Afinal, o que quer que se estabeleça no país num futuro breve deve partir da premissa que é uma necessidade a revisão sistemática à luz do melhor conhecimento disponível no mundo.

Por fim, é também importante destacar o papel fundamental que várias universidades nacionais tem na RTA capitaneada pela Petrobras. A participação em projetos como esse geram três importantes benefícios às universidades envolvidas:

a) maior capacitação em infraestrutura rodoviária por parte dos professores, técnicos e alunos envolvidos no projeto;

b) construção ou ampliação de infraestrutura física (laboratórios e equipamentos) que pode servir como espaço de consultoria técnica e de treinamento no processo de implantação e utilização de um novo método de dimensionamento; c) aproximam a comunidade acadêmica das práticas diárias da engenharia

rodoviária nacional, permitindo inclusive que se apresente de maneira mais objetiva e simplificada a esse setor o resultados obtidos no âmbito das pesquisas realizadas.

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