Robert Harris
A série de Harris traz como narrador Tiro, escravo e posteriormente liberto de Cícero, que na velhice escreve uma biografia de seu antigo mestre. A história é narrada do seu ponto de vista, por meio de suas memórias. Apesar de se dizer uma biografia, ele n ão tenta emular o gênero biográfico antigo, como Mallmann fará na sua série. Tendo um escravo como narrador, poder-se-ia pensar que o tema da escravidão fosse constar como um dos principais temas da trilogia. No entanto, é exatamente o contrário que aconte ce. Tiro
78 Era o herói das pessoas, o preferido dos subúrbios. A plebe de Roma lançava seu dinheiro sem protestar
nas mãos de Galo, para poder entrar em anfiteatros instáveis e seguir todos os seus movimentos. Diziam a seus filhos que ele era um demônio, contavam suas cicatrizes e tabulavam suas mortes. Gritavam, animavam e voltavam pedindo mais. Levavam-no, ensanguentado e esgotado, a tabernas nas quais o banhavam em vinho. Sentava-se rodeado de prostitutas, em seu canto solitário, amargurado e ameaçador. Somente saía de sua letargia para atacar a algum admirador que se aproximava muito. O demônio negro que habitava seu interior caminhava alegre sobre um rio de sangue, que chegava até os joelhos, uivando de felicidade. (QUINN, A Concubina de Roma, p. 31).
desenvolve-se como uma personagem absolutamente inerte, que existe como mera sombra de Cícero e quase nunca expressa vontades próprias ou opiniões. Como mencionado anteriormente, o autor celebra a falta de informações que se tem de Tiro e vê como um “presente” que se saiba tão pouco sobre ele. Afinal, “seria plausível que estivesse ao lado de Cícero no fórum, no senado e também dentro de casa, ao mesmo tempo não sabemos nada sobre ele, o que é maravilhoso, o que sabemos é que era indispensável à Cí cero” (BBC.CO.UK, 2017, tempo: 18:10). Harris não se pergunta o por que de não se saber nada a respeito de Tiro, enquanto abundam informações sobre Cícero. Faz dele uma figura passiva que vive e pensa em função do seu senhor. Apesar disso, as informações que se tem de Tiro ainda são muitas se comparadas a da maioria dos escravos. Mary Beard cita o livro 16 da obra Ad Familiares como “uma das mais importantes fontes sobre escravidão que sobreviveram do mundo antigo, por consistirem numa série única de carta s escritas de um senhor para seu (ex) escravo” (BEARD, 2006, p. 134)79. Ainda assim, não há nenhuma carta
escrita pelo próprio Tiro.
É bastante significativo de como a escravidão, na trilogia de Harris será representada, pois Tiro, narrador da história, não se refere nenhuma vez a Cícero, ao longo dos três volumes, por mestre ou senhor. Prefere usar termos neutros, como senador ou posteriormente cônsul. Da mesma forma, Tiro é chamado de “secretário” de Cícero, ao invés de escravo, o que, segundo Beard, também ocorre de maneira frequente na historiografia. (BEARD, 2006, p. 134). É uma forma sutil, porém importante, de demarcar um tipo de relação senhor/escravo que, do ponto de vista do público moderno, acaba por ser entendida como ambígua ou moralmente questionável. Ao mesmo tempo, funciona como forma de isentar e excluir Cícero da tradição escravocrata romana e do que ela implica. Afinal, contrasta com os valores que o autor quer associar à Cícero. A impressão que fica é de que Tiro é mais assessor político e assistente pessoal que escravo:
As Cicero and I walked across the Forum, we could see a sizable crowd jostling on its steps to get a view of what was happening inside. I was carrying a document case, but still I cleared a way for the senator as best I could […]. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 60).80
79 Beard vai afirmar que apesar disso o documento é pouco utilizado na discussão sobre escravidão romana,
segundo ela, por questões editoriais de como as cartas foram arrumadas em ordem cronológica e não temática, como no manuscrito original. (BEARD, 2006).
80 Enquanto Cícero e eu atravessávamos o fórum, podíamos ver uma multidão expressiva amontoando -se nos
degraus para ver o que se passava lá dentro. Eu carregava uma pasta de documentos, mas mesmo assim tentei abrir passagem para o senador da melhor forma que pude [...]. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 59).
After a while he said, in a very different voice, “Well, I tell you, for my part, I do not propose to die leaving one ounce of talent unspent, or one mile of energy left in my legs. And it is your destiny, my dear fellow, to
walk the road with me.” We were standing side by side; he prodded me
gently in the ribs with his elbow. “Come on, Tiro! A secretary who can take down my words almost as quickly as I can utter them? Such a marvel cannot be spared to count sheep in Arpinum! (HARRIS, Imperium, 2006, p. 262, grifo nosso).81
Gentlemen,' he said, resting his hand on my shoulder, 'this is Tiro, who
has been my chief private secretary since before I was a senator. You are
to regard an order from him as an order from me, and all business that it is to be discussed with me may also be raised with him […]. (HARRIS,
Lustrum, 2009, p. 31, grifo nosso).82
A discussão sobre a escravidão, para além de momentos pontuais, em que serve para, e nas poucas vezes em que o assunto é citado, como quando se refere à revolta de Spartacus, é de maneira impessoal e apenas descritiva. O autor escolhe mostrar a reação de Cícero e não de Tiro. Esse tipo de representação da escravidão antiga, em especial a romana e grega, encontra respaldo no modo como o assunto é tratado em sala de aula. Um estudo realizado pela Southern Poverty Law Center83, sobre o ensino da escravidão nas escolas americanas, demonstrou que o vocabulário usado para falar sobre o tema induz a uma “visão simplista e higienizada” da escravidão. Com o uso de eufemismos, essa versão higienizada sobre o passado e a escravidão antigas perpetua a ideia de que a instituição em si não foi tão ruim assim. Mary Beard aponta para o perigo de se comprar a narrativa do “escravo feliz”, citando um caso extremo:
“The Career of Tiro perhaps provides one of the better excuses for the institution of slavery and manumission” (TREGGIARI, Roman freedmen
during the republic, Oxford, 1969. In: BEARD, 2006, p. 131).
Na trilogia de Cícero, a escravidão é tratada de maneira muito pontual. O autor usa a temática quando quer demonstrar que uma personagem não é “do bem”. É apenas nesses momentos que Tiro expressa, ao longo do livro, algum tipo de auto reconhecimento de seu status de escravo:
81 Após um certo tempo falou, em tom bem diferente: – Bom, uma coisa eu lhe digo: da minha parte, não
estou disposto a morrer deixando uma grama sequer de talento sem ser utilizado, ou um quilômetro de energia em minhas pernas. E a sua sina, meu caro companheiro, é seguir nessa estrada comigo. – Que é isso, Tiro! Um secretário capaz de anotar minhas palavras quase com a mesma rapidez com que as digo? Uma maravilha dessas não pode ser desperdiçada para ficar contando ovelhas em Arpino! (HARRIS, Imperium, 2006, p. 218).
82 – Cavalheiros – disse ele, pousando a mão no meu ombro –, este é Tiro, meu principal secretário particular
desde antes de eu ser senador. Vocês devem acatar uma ordem dele como se fosse uma ordem minha, e qualquer assunto que deva ser discutido comigo pode também ser tratado com ele. (HARRIS, Lustrum, 2010, p. 52).
“So really, we must talk with such people?” Catulus sighed. “Well, Cicero perhaps,” he conceded. “But we certainly do not need you,” he snapped, pointing at me […] “I do not want that creature and his tricks within a mile of me, listening to what we say, and writing everything down in his damned untrustworthy way. If anything is to pass between us, it must never be divulged.”
“I had no business to feel aggrieved. I was merely a slave, after all: an extra hand, a tool— a “creature,” as Catulus put it. But nevertheless I felt my humiliation keenly. I folded up my notebook and walked into the antechamber, and then kept on walking, through all those echoing, freshly stuccoed state rooms— Venus, Mercury, Mars, Jupiter— as the slaves in their cushioned slippers moved silently with their glowing tapers among the gods, lighting the lamps and candelabra. I went out into the soft, warm dusk […]. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 463).84
Tiro conhece na vila de Lúculo, uma jovem escrava chamada Agathe, lá ele descobre que a moça, capturada em sua vila na Grécia, é obrigada a se prostituir para os convidados de Lúculo. A personagem parece ter sido criada por Harris para demonstrar “os males da escravidão”, já que se trata da única escrava/escravo citada nominalmente além de Tiro.
Not necessary, but as she climbed into my bed she assured me it was of her own volition, and so I joined her. We talked between caresses, and she told me something of herself – of how her parents, now dead, had been led back as slaves from the East as part of Lucullus's war booty, and how she could just vaguely remember the village in Greece where they had lived. She had worked in the kitchens, and now she looked after the imperator's guests. In due course, as her looks faded, she would return to the kitchens, if she was lucky; if not, it would be the fields, and, early death. She talked about all this without any self-pity, as one might describe the life of a horse or a dog. (HARRIS, Lustrum, 2009, p. 79-80).85
84 – Quer dizer então que teremos que negociar com essa espécie de gente? – Catulo suspirou. – Bom, com
Cícero pode ser – ele concedeu. – Mas nós com certeza não precisamos de você – ele se virou e apontou para mim, [...] – Não quero ver essa criatura e seus truques a uma distância mínima de 1 quilômetro de mim, escutando o que dizemos e anotando tudo com esse maldito método no qual não confio nem um pouco. Se algo vai se passar entre nós, nunca deverá ser divulgado.
Eu não tinha motivos para ficar ofendido. Afinal, não passava de um escravo: um apêndice, uma ferramenta, uma “criatura”, como Catulo afirmou. Mesmo assim senti-me tremendamente humilhado. Guardei meu bloco e fui andando até a ante-sala, e dali continuei a caminhar passando por todas aquelas salas, cada uma dedicada a uma divindade – Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter – enquanto os escravos, de sandálias acolchoadas, moviam-se silenciosamente com suas tochas flamejantes por entre os deuses, acendendo luminárias e candelabros. Fui parar do lado de fora, no agradável e acolhedor entardecer [...]. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 376).
85 [...] não era necessário, mas, ao subir em minha cama, ela me garantiu que era sua própria vontad e, e fui
lhe fazer companhia. Conversamos entre carícias, ela me contou algo a seu respeito – de como seus pais, já mortos, tinham sido trazidos de volta do oriente, como escravos, como parte dos despojos de guerra de Lúculo, e como ela se lembrava apenas vagamente da aldeia na Grécia onde eles tinham vivido. Ela trabalhara em cozinhas e agora cuidava dos hóspedes do imperador. E, na ocasião oportuna, depois que sua beleza se fosse, ela retornaria às cozinhas, se tivesse sorte; se não, seriam os campos e a morte prematura. Falou sobre tudo isso sem autocomiseração, como se fosse alguém descrevendo a vida de um cavalo ou de um cachorro. (HARRIS, Lustrum, 2010, p. 115).
É importante notar que, mesmo quando Harris dá a palavra para a escrava, a descrição é desapaixonada e desassociada de qualquer consciência de si. A escrava narra sua vida como se estivesse falando de um “cavalo ou cachorro”. A questão é que a narrativa fica por isso mesmo, não há uma reflexão que associe a fala da escrava à uma desumanização promovida pela escravidão. As únicas vezes em que violência ou destrato de escravos aparece na narrativa, ela é associada à indivíduos. O autor parece usar desse artifício como meio de caracterizar o mau caráter dessas personagens. Por exemplo, Tiro janta com outros convidados, o que ele faz de maneira frequente na casa de Cícero. Quando a família de Cícero vai jantar na casa de seu irmão Quinto, Pompônia, sua esposa, n ão quer admitir a presença do escravo na refeição.
This time, to Pomponia’s obvious irritation, he invited me to join them. She did not approve of slaves eating with their masters, and doubtless felt it was her prerogative, not her brother-in-law’s, to decide who should be present at her own table. (HARRIS, Dictator, 2015, p. 55).86
Dessa forma, a escravidão torna-se uma coisa localizada. O problema não é a instituição em si, mas os maus senhores que abusam do seu poder ou possuem uma falha de caráter. Na narrativa de Harris, os escravos aparecem como força invisível e funcionam como cenário. Mesmo nos momentos em que contam sua história, como no caso de Agathe, o fazem de forma desapaixonada, desumanizada. Quando há indignação, ela vem justamente de Cícero, horrorizado com o que vê nas minas na Sicília, onde condenados são levados junto de escravos para trabalharem.
“Promise me,” said Lucius after a while, “that if ever you achieve this imperium you desire so much, you will never preside over cruelty and injustice such as this.” “I swear it,” replied Cicero. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 166).87
Mais uma vez, Cícero é mostrado como um outsider, afinal desconhece as condições terríveis às quais escravos e prisioneiros são submetidos. Ao mesmo tempo, promete que caso venha a ter poder, não presidirá tal injustiça e crueldade. Fica a pergunta, sobre qual injustiça Harris está falando? A romana ou a do tempo presente? Algo similar ocorre, quando Cícero quer convencer Tiro a se arriscar para conseguir descobrir os pla nos de César e Crasso. O escravo não quer realizar o feito, pois teme a punição caso seja pego,
86 Dessa vez, para óbvia irritação de Pompônia, ele me convidou para me juntar a eles. Ela n ão aprovava que
escravos comessem com seus amos, e sem dúvida pensava ser uma prerrogativa dela, não do cunhado, decidir quem deveria estar presente a sua própria mesa. (HARRIS, Dictator, 2017).
87 – Prometa-me – disse Lúcio depois de algum tempo – que, se algum dia você alcançar esse imperium que
tanto deseja, nunca permitirá tamanha crueldade e injustiça. – Eu juro – Cícero respondeu. (HARRIS,
especialmente a tortura. Cícero trata o medo como bobagem e afirma que “jamais permitiria que isso acontecesse” e que “todos sabem que evidência conseguida sob tortura não é confiável”. Para finalizar, adiciona que faria de tudo para que Tiro não sofresse nada, já que era “mais como um irmão que um escravo para ele”. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 427). É curioso como o autor escolhe usar as fontes antigas. Tudo leva a crer, que Harris conheça a lei romana, que exigia que o depoimento de um escravo só fosse legalmente admitido perante a tortura. Ele, porém, escolhe não só não fazer menção ao fato, como insiste em contradizê-lo. Talvez para não macular a imagem de Roma como uma civilização iluminada, com um sistema político e jurídico a ser emulado. E, mais uma vez, vê -se o vocabulário que nega a escravidão Cicero bem poderia ter dito que Tiro era “quase da família”.
Aliás, é curioso o discurso que o autor coloca na boca de Tiro, sem nenhum senso de ironia, sobre as eleições em Roma e a visão de que a república está em franca decadência:
This was the old republic in action, the men all voting in their allotted centuries, just as they had in ancient times, when as soldie rs they elected their commander. Now that the ritual has become meaningless, it is hard to convey how moving a spectacle it was, even for a slave such as I, who did not have the franchise. It embodied something marvelous— some impulse of the human spirit that had sparked into life half a millennium before among that indomitable race who dwelled amid the hard rocks and soft marshland of the Seven Hills: some impulse toward the light of dignity and freedom, and away from the darkness of brute subservience. This is what we have lost. Not that it was a pure, Aristotelean democracy, by any means [...] Still, it was freedom, as it had been practiced for hundreds of years, and no man on the Field of Mars that day would have dreamed that he might live to see it taken away. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 185- 186).88
Harris, não parece ver qualquer contradição em ter um escravo fazendo essa afirmação. Pelo contrário, parece ter escolhido justamente a Tiro, por ele ser um escravo. Com isso, o autor quer reafirmar que o sistema romano é tão universal que suas possíveis
88 Era a velha república em funcionamento, todos os homens votando em suas respectivas cen túrias, tal como
em tempos passados, quando eram soldados e elegiam seu comandante. Agora, que o ritual perdera todo o sentido, era difícil transmitir a emoção que aquele evento causava, até mesmo para um escravo como eu, que não tinha permissão para votar. Significava algo maravilhoso – um impulso do espírito humano que emergira meio milênio atrás numa raça indômita que vivia entre as rochas e os pântanos das Sete Colinas: um impulso em direção à luz da dignidade e da liberdade, e para bem longe das trevas da rude subserviência. Foi isso o que perdemos. Não que fosse uma democracia pura, aristotélica, de modo algum. [...] Ainda assim, havia liberdade, como foi praticada durante centenas de anos e nenhum homem do Campo de Marte naquele dia poderia sonhar que viveria para vê-la se perder. (HARRIS, Imperium, 2006, p. 157-158).
imperfeições, como a escravidão, são um mero detalhe. Ao afirmar, no final do trecho, “isso é o que nós perdemos”, cria-se um paradoxo Como um escravo pode perder e lembrar com nostalgia de algo que nunca teve? É também uma das inúmeras passagens da trilogia que enfatizam esse sentimento de decadência e fim de uma era89.
Steven Saylor
Logo de início, na cena que abre a série, Gordiano encontra Tiro, que foi à sua casa a mando de Cícero, pois gostaria de contratá-lo para resolver o caso do assassinato de Sexto Róscio. No caminho, eles testemunham uma briga nas ruas da Subura e uma pessoa, identificada como gladiador, acaba ferido. Tiro urge que Gordiano faça alguma coisa, pergunta se ele não vai investigar o caso e pensa que o gladiador deve estar morto. Ao que Gordiano responde:
“You don’t know that. The gladiator may recover. Besides, he’s probably just a slave.” I winced at the flash of pain in Tiro’s eyes. (SAYLOR, Roman
Blood, p. 23).90
Nessa simples troca, se estabelece várias questões. A primeira delas, sobre o lugar que o escravo ocupa nessa sociedade, além de demarcar as posições ocupadas por Gordiano e Tiro, que ao contrário do analisado em Harris, se reconhece como escravo. Ter essa passagem como uma das primeiras da série já informa como a escravidão será tratada ao longo da narrativa. Ainda assim, os discursos sobre escravidão produzidos pelo autor serão um tanto ambíguos.
Saylor tem bastante interesse em discutir os diversos aspectos da escravidão e de como ela demarca as relações entre pessoas livres e escravos. Além do trecho acima, que dá início ao livro, o tema retornará diversas vezes, enfatizando sua importância. Na casa de Crisógono, liberto de Sila e um de seus favoritos, Gordiano, junto de Tiro e Aufilia, escrava da casa, tenta encontrar algumas provas dos crimes do primeiro e acaba por presenciar e participar da seguinte cena:
[...] The lean, petulant one snorted and scowled at his food. “For what you want, Aufilia, this room’s too small. Can’t you find an empty room elsewhere with a couch big enough for the three of you?” “Felix!” the other hissed, prodding his companion with his pudgy elbow and gesturing with the other. Felix glanced up and blanched as he noticed the ring on my
89 Essas questões serão melhor abordadas no item que discute como cada autor vê Roma e seu legado.