3.3 Validation de l'outil et résultats
4.1.2 Les diérents algorithmes
3.5.1. o que são as free schools?
As free schools funcionam da seguinte forma:
O Estado financia os alunos, que só pagam as atividades extracurriculares, e a gestão das escolas fica livre da interferência da burocracia central, regional e local. As novas escolas estão a ser criadas (ou propostas de criação) por grupos de pais e de professores, associações de pais, organismos privados que se dedicam à solidariedade social, de organizações ligadas às mais diversas confissões religiosas (católicas, anglicanas, evangélicas, hindus e islâmicas), de empresas, de banqueiros e filantropos que funcionam com apoios financeiros estatais e que têm autonomia para conceber um currículo próprio – autonomia curricular – e a capacidade para recrutar professores46 (os seus professores) sem obedecerem aos critérios impostos às (pelas) escolas estatais.
As free schools podem também ser criadas por Organizações Não Governamentais (ONGs), empresas do ramo da educação e universidades. O Ministério da Educação assina contrato com a direção das free schools e estas comprometem-se a atingir determinados resultados no espaço de 3 ou 4 anos (ciclo de escolaridade). O Estado paga um determinado montante por aluno – qualquer aluno – e estabelece um contrato com a escola. Da avaliação positiva depende a continuidade dos apoios estatais. No essencial, as free schools são escolas que funcionam fora do controlo das autoridades educativas regionais e locais, operando em
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completa autonomia. As escolas livres não podem selecionar os alunos com base nas capacidades (nas avaliações, vulgo “notas”) ou nos rendimentos económicos, nem podem cobrar propinas. São escolas financiadas pelo Estado mas com gestão privada, um regime (não o conceito) semelhante às charter schools ou, de algum modo, às escolas com contratos de associação.
3.5.2. O que são as academies?
As academies 47 (academias) são escolas de financiamento público que funcionam fora do controlo da autoridade local. As entidades governamentais descrevem-nas como escolas independentes com financiamento estatal. Essencialmente, as academies têm maior liberdade do que as escolas públicas no que diz respeito a finanças, currículo e contratação de professores.
A diferença-chave é que são financiadas diretamente pelo governo central, em vez de obterem o financiamento via autoridade local. As academias recebem o financiamento diretamente da
Young People’s Education Agency, uma agência do Departamento de Educação, e não da
autoridade local. Para além disso, recebem o dinheiro que antes era gerido pela autoridade local para serviços adicionais em todas as escolas, como por exemplo para ajudar alunos com necessidades educativas especiais. Estima-se que seja entre 4 e 10% dos fundos atribuídos à escola. As academies recebem a mesma quantia por aluno que as escolas receberiam da autoridade local, a que acresce o valor para cobrir os serviços que já não são prestados pela autoridade local. No entanto, as academies têm uma grande liberdade na gestão dos seus orçamentos no sentido de melhor favorecer os seus alunos.
Algumas academies terão um patrocinador, normalmente aquelas que foram criadas para substituir as escolas com piores resultados. Os patrocinadores têm várias proveniências, nomeadamente escolas de sucesso, negócios, universidades, organizações de beneficência e órgãos religiosos. Os patrocinadores são responsáveis por melhorar o desempenho das suas escolas. Eles fazem-no desafiando o pensamento tradicional sobre a gestão e o funcionamento
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In, http://www.bbc.co.uk/news/10161371; http://www.education.gov.uk/schools/leadership (acedido em 09.Julho/2011).
das escolas. Pretendem fazer um corte radical com a cultura de baixas aspirações e realização pessoal//profissional. A visão e liderança do patrocinador são vitais em cada projeto.
As “academies” não têm de seguir o currículo nacional. Podem escolher o seu próprio currículo, desde que seja “abrangente e equilibrado” e beneficiam de maior autonomia e de liberdade para inovar e elevar o padrão de exigência. Esta inclui:
Ausência de controlo por parte da autoridade local;
A capacidade de definir a contratação (pagamento e condições de trabalho) do pessoal; Liberdade de escolha do currículo;
A capacidade de alterar a duração dos períodos escolares e dos tempos letivos diários. As academies têm de cumprir a lei e as orientações em termos de admissões, necessidades educativas especiais e exclusões, tal como as restantes escolas. As escolas que já selecionam todos ou parte dos seus alunos podem continuar a fazê-lo enquanto academias, mas as escolas que se transformarem em academias não podem passar a ser escolas seletivas.
Também se pretende atribuir outras liberdades às academies no sentido de estabelecerem parcerias com entidades locais e terem como oferta a educação para jovens dos 14 aos 19, que depende da aprovação da Lei da Educação 2011.
Atualmente há mais de 200 academies em Inglaterra, todas escolas secundárias. Foram criadas como forma de, literalmente, “dar a volta” às escolas com piores resultados educativos e às escolas em áreas desfavorecidas.
3.5.3. O que são as creative and media studio schools?
As “creative and media studio schools” 48 (escolas focadas nas tecnologias de informação e comunicação e de comunicação social) são um novo modelo de escola pública para jovens com as mais diversas aptidões, entre os 14 e os 19 anos, que não se encontram no modelo de escola tradicional. Baseadas numa vasta pesquisa e na melhor prática, elas oferecem uma abordagem prática e inovadora à aprendizagem, envolvendo projetos empresariais e trabalho real.
São escolas de “nicho” em que se aprende fazendo, com o desenvolvimento e implementação de projetos específicos. São escolas financiadas pelo Estado mas com gestão privada, um
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regime (não o conceito) semelhante às escolas com contratos de associação. Na sua conceção está a visão de que esta abordagem mais prática pode melhor equipar os jovens com as competências e experiências de que necessitam para serem bem sucedidos. Num país em que a maioria das aulas é ainda lecionada de modo tradicional, as studio schools abrem um novo caminho no sistema educativo britânico, oferecendo uma educação prática e inovadora com raízes no mundo real.
3.5.3.1. Os elementos essenciais
A essência das studio schools avalia-se em seis os elementos-chave:
Competências empresariais e de empregabilidade – os alunos são apoiados para desenvolverem as competências-chave de que necessitam para poderem ser bem sucedidos em termos de empregabilidade e de vida ativa;
Qualificações essenciais – os alunos aprendem o currículo nacional e trabalham no sentido de atingir as competências essenciais do Nível 2;
Currículo personalizado – os alunos mantêm contacto frequente com o seu ‘tutor’ para ajustarem o currículo às suas necessidades e aspirações pessoais;
Aprendizagem prática – a aprendizagem dos alunos é feita principalmente pela implementação de projetos temáticos envolvendo a escola, as empresas locais e a comunidade envolvente;
Trabalho real – os alunos passam uma boa parte do horário letivo semanal em trabalho real;
Escolas pequenas – os alunos aprendem num ambiente educativo personalizado, acolhedor e de pequenas dimensões, com cerca de 300 alunos.
3.5.3.2. O currículo
A sua excelência académica está na essência da oferta formativa das studio schools. Os alunos seguem o currículo nacional e obtêm as mesmas competências essenciais da escola tradicional.
O que torna as creative and media studio schools únicas não é o que oferecem, mas a forma como o fazem. As studio schools retiram a aprendizagem do contexto de sala de aula tradicional, associando-a às empresas locais e à comunidade envolvente, trabalhando o currículo a partir da implementação de projetos temáticos. Há exemplos suficientes que mostram que esta abordagem prática ao currículo leva à obtenção de classificações mais elevadas, aumentando o envolvimento dos jovens, e a melhores perspetivas de trabalho. A aprendizagem dos alunos tem origem no mundo real.
Os projetos empresariais centram-se em atividades do dia a dia, envolvendo empresas locais e organizações comunitárias. Os ‘tutores pedagógicos’, que são professores qualificados, acompanham estes projetos, assegurando que os alunos adquirem as competências essenciais de que necessitam para progredir.
Os alunos trabalham especificamente as qualificações artística e dos meios de comunicação social (níveis 2 e 3), que são a essência da oferta curricular. Eles passam também uma boa parte do horário letivo semanal em trabalho real.
Juntas, asseguram que os alunos adquirem importantes competências de empregabilidade, tais como trabalho de equipa, pensamento criativo e iniciativa, bem como fortes competências ao nível da literacia e da numeracia.
As studio schools também oferecem uma aprendizagem personalizada.
Cada aluno tem um ‘tutor’ com quem trabalha para desenvolver os seus programas educativos de modo a adaptarem o currículo às suas necessidades e aspirações pessoais. Esta abordagem personalizada ajuda o aluno a atingir o seu potencial num ambiente educativo acolhedor. Resulta à evidência que uma (esta) aprendizagem personalizada potencia o aumento do envolvimento comprometido, da dedicação assídua e dos resultados no processo de ensino e de aprendizagem.