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Development of transducers and probes

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Separate-effects or Analytical Experiments versus Integral Experiments

Chapter 10 Research on the Behavior of

A) Development of transducers and probes

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Publicado em: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 31(11): 2275-2290, nov, 2015.

Recebido em 25/Fev/2015

Versão final reapresentada em 06/Jul/2015 Aprovada em 27/Ago/2015

ARTIGO 2

Uma abordagem metodológica da experiência do retorno ao trabalho nos casos de transtorno mental: uma aproximação da fenomenologia hermenêutica

RESUMO

O objetivo desse estudo é apresentar e discutir as bases metodológicas que fundamentam as escolhas analíticas adotadas para estudar as experiências e significados do retorno ao trabalho nos casos de transtorno mental. Para isso, adotei os fundamentos da teoria fenomenológica de Alfred Schutz sobre experiência significativa, mundo da vida e estoque de conhecimento, bem como articulei esses conceitos à abordagem de Paul Ricoeur sobre a ação transformada em texto. Percebi que a narrativa pode funcionar como um catalisador da experiência do retorno ao trabalho com vistas à interpretação. Com base nessas articulações foi possível discutir as estratégias adotadas para abordar analiticamente as experiências de retorno ao trabalho. A experiência possibilita diálogos com questões mais abrangentes tendo como ponto de partida o mundo da vida. A articulação entre a teoria narrativa e as bases fenomenológicas e hermenêuticas pode fazer avançar o processo interpretativo, visto que incita o fortalecimento da experiência individual como elemento capaz de revelar aspectos sociais, políticos, culturais, econômicos dentre outros, bem como aponta para a possibilidade da crítica com vistas à transformação do meio social, do participante e do próprio pesquisador.

Palavras chave: fenomenologia hermenêutica, interpretação, narrativa, experiência,

retorno ao trabalho.

A methodological approach to the experience of return to work in cases of mental disorder: an approach of hermeneutic phenomenology

ABSTRACT

The aim of this study is to present and discuss the methodological basis underlying the analytical choices adopted to investigate the experiences and meanings of the return to work in cases of mental disorder. For this, I adopted the fundamentals of the phenomenological theory of Alfred Schutz on meaningful experience, world of life and stock of knowledge. I articulated these concepts to Paul Ricoeur’s approach to action transformed into text. I realized that the narrative can work as a catalyst for the experience of return to work with regards to interpretation. Based on this articulation it was possible to discuss the strategies adopted in the study to analytically address the return to work experience. This design enables dialogues to wider issues taking as its starting point the world of life. The relationship between narrative theory and the phenomenological and hermeneutical bases can advance the interpretive process, by strengthening the individual experience as an element capable of revealing social, political, cultural, and economic aspects, among others. Moreover, it points to the

possibility of a critical position in regard to the transformation of the society, the participant and researcher.

Keywords: hermeneutic phenomenology, interpretation, narrative, experience, return to work.

INTRODUÇÃO

A prevenção da incapacidade prolongada para o trabalho nos casos de transtorno mental vem sendo introduzida como boas práticas em países da Europa e América do Norte desde os anos de 1990. Uma de suas principais bandeiras é o retorno ao trabalho, cujo objetivo é aprimorar a reabilitação dos trabalhadores através de um conjunto de práticas que primem, sobretudo, por diminuir o tempo de afastamento do trabalho com retorno o mais breve possível ao ambiente de trabalho (MACEACHEN et al., 2006).

No que tange à investigação científica, o RT tem ganhado outros contornos com o deslocamento da discussão do campo dos marcadores pessoais e ambientais, representados pelos preditores epidemiológicos e clínicos de sucesso ou fracasso no RT, para questões mais complexas que envolvem as interações no RT (BLANK et al., 2008; NEVES et al., 2015; NIELSEN et al., 2011). Andersen et al. (2012) e Gewurtz e Kirsh (2009) estudaram o RT nos casos de TM e constataram que parte dessa complexidade está na relação entre o trabalhador que retorna e outros agentes como: os colegas, o supervisor, o gerente, os profissionais de saúde e outros atores dentro e fora do chão de

fábrica9.

O esforço para compreender essas relações requer metodologias sensíveis a esse objeto. A metassíntese de Andersen et al. (2012) mostrou que esse objeto tem sido preponderantemente abordado pela Grounded theory e pelas análises temáticas e de conteúdo, usando, para isso, as técnicas de grupo focal e entrevista (STARKS;

9

O Chão de Fábrica significa o local onde as coisas acontecem na organização, portanto deve ser encarado como o local onde o valor é acrescentado, os produtos são produzidos, e os serviços são fornecidos, ou seja, é o local onde se transforma insumos, matérias-primas, e outras entradas em mercadorias. (FORTULAN, M. R.; GONÇALVES FILHO, E. V. Uma proposta de aplicação de business intelligence no chão-de-fábrica. Gestão & Produção, v. 12, n. 1, p. 55–66, 2005).

TRINIDAD, 2007). Essa tendência também se observa em metassíntese recente (NEVES et al., 2015).

Pretendo avançar no conhecimento a cerca da abordagem das relações que se estabelecem no RT recorrendo a metodologias que primam pela co-produção do conhecimento e pela reflexividade (DOYLE, 2013; HOLLOWAY; BILEY, 2011; WIMPENNY; GASS, 2000).

Advogo aqui que a metodologia fenomenológica hermenêutica pode oferecer contribuições para o avanço do conhecimento sobre as relações entre os agentes envolvidos com o RT nos casos de TM, visto que a análise da experiência de quem passou ou passa por esse processo pode levar à explicação e à compreensão sobre as interações entre os atores e seus contextos, com base em parâmetros culturais aceitáveis. Isto favorece emersão dos dramas que estão por detrás do adoecer, do afastamento do trabalho, do retorno ao trabalho e do manter-se trabalhando; afinal, esses são indissociáveis da subjetividade e das construções intersubjetivas que os constituem (ALVES & RABELO, 1999; GOOD, 1994).

Não obstante o potencial que a experiência tem em revelar significados que tenham implicações para a teoria, para as práticas, para as políticas e também para a vida do próprio trabalhador (MUNHALL, 2007), ainda são escassos os estudos que se debruçam sobre o RT nos casos de TM tomando a metodologia fenomenológica e hermenêutica, bem como a experiência como elementos centrais para a investigação, com exceção daqueles realizados por Hatchard et al. (2012) e Millward et al. (2005). De fato, o esforço nesse sentido depende de fundamentos metodológicos claros que orientem a análise a ser adotada. Para isso, questiono: quais fundamentos metodológicos articulam a experiência, a co-produção e a reflexividade com vistas a análise da experiência de retorno ao trabalho após afastamento por transtorno mental?

Para responder a essa pergunta pretendo apresentar uma aproximação teórica da fenomenologia de Alfred Schutz e da fenomenologia hermenêutica de Paul Ricoeur, bem como dos construtos sobre narrativa e narratividade, os quais tomo como base para apresentar as escolhas analíticas na investigação do RT nos casos de TM.

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