= EYPC-LUV
4. Enzyme sensing 1. Concept
4.5. Determination of the selectivity using glycolytic enzymes
O experimento manejo florestal em escala experimental na região central de Manaus foi idealizado em 1980. Inicialmente, o objetivo foi responder, experimentalmente, as questões relacionadas com o manejo da floresta amazônica de terra-firme, momento que começava a ficar evidente a diminuição das reservas de madeira dura tropical de outros países. Diante disso, o inventário florestal contínuo (IFC) passa a ser uma ferramenta imprescindível para a compreensão da dinâmica florestal.
A preparação da área, incluindo demarcações dos blocos experimentais, inventário florestal, inventário diagnóstico da regeneração natural e análise estrutural foi realizada nesse ano e contou com o apoio do Convênio CNPq-INPA/BID/FINEP. Em 1987 foi realizado a intervenção na floresta natural usando diferentes intensidades de corte e contou com o apoio do CNPq e CIRAD-Forêt. Os estudos continuaram e em 1991 continuou com o apoio do CNPq, modalidade Projeto Integrado de Pesquisa.
Em 1992, o manejo florestal passou a ser um componente do projeto BIONTE (Biomassa e Nutrientes Florestais), que foi financiado por meio de um Convênio entre MCT- INPA/DFID (ex-ODA) do Reino Unido. O projeto avaliou os efeitos da exploração seletiva de madeira sobre nutrientes do solo e da vegetação, mesofauna do solo, serapilheira fina e grossa, micorriza, matéria orgânica do solo, hidrologia e hidroquímica do sistema, banco e chuva de sementes, nitrogênio do solo, raízes, cupins, plantas de sub-bosque, répteis e anfíbios, mamíferos terrestres, aves e fenologia das espécies arbóreas. Os resultados desse estudo foram apresentados no relatório final do BIONTE, entregue ao DFID durante o Simpósio Internacional “Bases
Científicas para o Manejo Florestal na Amazônia Brasileira,” em Manaus (AM), entre 17 e 19/11/97 (BIONTE, 1997).
Essa iniciativa avançou bastante quanto à definição de indicadores de sustentabilidade ecológica para o manejo florestal. Por outro lado, os estudos sobre dinâmica florestal relacionando, crescimento e incremento, com as variáveis área basal, volume, biomassa, carbono, incremento periódico anual, taxas de recrutamento e mortalidade ainda continuam, pois são de suma importância para a conservação dos recursos florestais; prescrição de tratamentos silviculturais e definição de ciclo de corte. Além disso, os estudos têm a intenção de complementar os trabalhos de BIONTE (1997), Amaral et al. (1998), Armitage (1998) e Silva (1996).
A pesquisa é dinâmica e em 1996 foi aprovado o “Projeto Jacaranda”, produto de uma cooperação científica, entre pesquisadores japoneses e brasileiros (Convênio MCT-INPA e JICA) e considerou cinco componentes de pesquisas. As pesquisas foram: padrões de distribuição espacial dos tipos florestais (sensoriamento remoto); dinâmica da floresta natural; características do sítio (química e física do solo); ecofisiologia de sementes (e tecnologia) e adaptabilidade de sítio (plantios).
Considerando que a idade das árvores no Estado do Amazonas varia de 490 ± 76 anos (IC 95%) e a mais velha 1480 anos (Chambers e Higuchi, 1998 e Chambers e Higuchi, 2001), mostra que 30 anos de pesquisa é incipiente. Dentro desse contexto um novo esforço foi idealizado e colocado em prática no Estado do Amazonas. Trata-se do projeto intitulado “Inventário florestal contínuo em áreas manejadas e não manejadas do Estado do Amazonas”, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) que teve duração de quatro anos (2004-2007).
Com aprovação do projeto, o Laboratório de Manejo Florestal (LMF) não mediu esforços e 1390 parcelas permanentes e temporárias foram instaladas, sendo que 60 parcelas estão no Estado do Pará. Durante a execução, muitos colaboradores contribuíram, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto de Tecnologia da Amazônia (UTAM), atual Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Tabela 3 caracteriza os sítios estudados desde 2004 até hoje. São áreas sob manejo florestal empresarial e em pequena escala (Zona Franca Verde); unidades de conservação de uso sustentável federal e estadual e áreas de instituições de pesquisa do INPA e da Embrapa.
Para as empresas privadas foram instaladas parcelas permanentes e temporárias nos talhões explorados. Para a Mil Madeireira (Itacoatiara) utilizou-se uma cronossequência de 11 anos (1995-2005) de exploração, enquanto que para a ST Manejo de Florestas Ltda (Lábrea) foram utilizados dois talhões, sendo Iracema I (2000 x 4450 m) e Rio Novo (2350 x 3000 m), ambos explorados em 2003. Vale ressaltar que a Embrapa do Acre já havia iniciado estudos de IFC em outros talhões explorados pela ST Manejo de Florestas Ltda.
A lacuna na porção oeste do Estado do Amazonas, precisamente a região do Alto Solimões e os incentivos aos planos de manejo em pequena escala, fizeram com que os estudos fossem direcionados pra essa região. Foram instaladas parcelas em áreas que estavam realizando atividade florestal. Porém, a situação não são as mais favoráveis, pois muitos entraves existem, como a burocracia, atraso na expedição de licenças, falta de documentação fundiária e sazonalidade dos rios fez com que muitas licenças expirassem o prazo, prejudicando o setor florestal no Estado.
As unidades de conservação de uso sustentável tanto a nível federal e estadual também estão inseridas no sistema de IFC do Estado do Amazonas. Diante disso, destaca-se o envolvimento do Instituo Brasileiro de do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) representado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Sustentado e Populações Tradicionais (CNPT/Ibama) e atualmente o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pois foram importantes tanto como gestores como financiadores dos levantamentos de campo. A nível estadual a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) destacou-se pela inovação e dedicação ao cuidar dos financiamentos para a pesquisa.
Dentro do contexto de monitoramento florestal e na tentativa de melhorar o aproveitamento de uma tora que está em torno de 30% (Clement e Higuchi, 2006) novo projeto fora aprovado. Esse dado foi a principal motivação para a elaboração de projeto. O mesmo foi aprovado em 2007 no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex – Fapeam Edital n° 016/2006).
O esforço florestal está bem definido quando se trata do resgate de parcelas permanentes e da instalação de um sistema de inventário florestal contínuo (IFC) para
demonstrar a viabilidade do manejo florestal sustentável como instrumento de desenvolvimento do interior do Estado (Programa Zona Franca Verde). Por outro lado, o esforço ambiental pode ser caracterizado pelo RAINFOR e pelo projeto Chichuá. O primeiro relacionado com as mudanças climáticas, ou melhor, balanço de carbono e enquanto que o Chichuá tem como pano de fundo o manejo florestal e mudanças climáticas.
Considerando a Lei n° 3.135/07 de mudanças climáticas do Estado do Amazonas e a linha de base (Baseline) desenvolvido por Soares-Filho et al., (2006) tem-se talvez, a primeira iniciativa de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento (REDD). Isso tudo porque aproximadamente 30% da cobertura florestal poderá ser perdida no sul Estado do Amazonas até 2050. O projeto visa conter o desmatamento de aproximadamente 329.485 hectares de floresta, o que corresponderia à emissão de 189.767.027,9 toneladas de CO2 para a atmosfera (Higuchi et al., 2009).
Em síntese os estudos mostram a capacidade técnica-científica na condução de projetos tornando-a inquestionável, além disso, é uma demonstração clara que inventário florestal contínuo é objetivo de longo prazo. Dar continuidade aos estudos e manter essa memória viva é de suma importância, pois 30 anos de pesquisa como citado anteriormente ainda são incipientes quando se tem árvores com idade média 490 anos ± 76 (IC 95%) e quando o aproveitamento de uma tora é de apenas 30%.
O projeto Dinâmica de Carbono da Floresta Amazônica (Cadaf, em inglês) vem corroborar com os estudos de IFC e manter essa memória viva no Estado do Amazonas (Figura 12). Até o momento, o grupo já desenvolveu estudos nas categorias 1 e 2 definidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), sendo respectivamente, modelos alométricos para estimar biomassa acima do nível solo, abaixo do nível do solo e total (Silva, 2007) e aplicação dos mesmos no sistema de IFC. O projeto se enquadra na categoria 3, pois realizará o monitoramento florestal em aproximadamente 600 parcelas nos vários sítios utilizando da aplicação de técnica de sensoriamento remoto.
Figura 12 – Resumo da memória do Laboratório de Manejo Florestal do INPA sobre inventário
florestal contínuo (IFC).