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Description des travaux de recherche

como o tratamento dos dados e a interpretação dos resultados foram feitos, quais as opções tomadas e as razões que sustentaram essas opções.

Refira-se, desde já, que a análise realizada consistiu num processo relativamente simples, mas demorado, de grande labor e reflexão, tendo as tarefas sido desenvolvidas entre maio e outubro de 2012. O tratamento dos dados, propriamente dito, decorreu, maioritariamente, nos meses de maio, junho, julho e agosto de 2012, tendo sido a sua interpretação realizada nos meses de setembro e outubro de 2012.

Optou-se por realizar uma análise qualitativa, complementada por uma análise quantitativa87. Assim, com base nas razões mencionadas e nas características de cada uma das

seis diferentes técnicas de análise de conteúdo acima apresentadas, elegeu-se a técnica de

86 Para que se possa ter uma noção, fazendo-se referência somente às oito revistas científicas selecionadas, consultaram-se cento e trinta e sete

números, contemplando um total aproximado de mil e duzentos artigos. Consultar Anexo 3 – Revistas científicas: sobre os números pesquisados.

87 Esta opção metodológica foi feita de modo consciente e derivou do facto de se ter sentido necessidade de utilizar, conforme refere Laurence

Bardin (2009, p. 141), “(…) um procedimento mais intuitivo, mas também mais maleável e mais adaptável a índices não previstos, ou à evolução das hipóteses”.

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análise categorial temática, para desenvolver a análise de conteúdo qualitativa. Por outro lado, ao nível da análise de conteúdo quantitativa, optou-se por levar a cabo uma análise estatística descritiva.

Relativamente à análise qualitativa, importa referir que foi um processo em que as categorias foram fornecidas a priori88, fruto do estudo dos documentos referidos (ver 2.3.1. A

problemática e o objeto de estudo. Acerca da forma como se caracterizaram e definiram). Trabalhou-se inicialmente com três categorias: i) polo epistemológico; ii) polo metodológico (Lessard-Hébert, Goyette, & Boutin, 2010) e iii) condições ideológicas e sociais (Pinto, 1976; 1978).

Quanto ao polo epistemológico, utilizou-se um analisador principal, com o objetivo de perceber em que paradigmas as investigações em estudo se enquadram (qualitativos ou quantitativos): os objetivos, intenções e finalidades enunciados pelos autores (de que são espelho os verbos eleitos para sua expressão). No que respeita ao polo metodológico utilizaram- se cinco analisadores principais: i) a orientação metodológica das investigações (estudo de caso, estudo exploratório, etc.); ii) o tipo de investigação desenvolvido (qualitativo, quantitativo ou misto); iii) as técnicas, procedimentos e instrumentos de recolha, análise e tratamento de informações (inquérito, observação, etc.); iv) as amostras, tanto ao nível da sua amplitude, como ao nível da caracterização dos sujeitos; e v) os contextos onde as investigações tiveram lugar (institucional, geográfico, cronológico). Por último, em relação às condições ideológicas e sociais das investigações, utilizaram-se três analisadores principais: i) as origens e motivações da investigação desenvolvida (doutoramento, mestrado, relação com projetos de investigação, etc.); ii) a existência, ou não, de financiamento; e iii) as temáticas dos trabalhos89.

No que concerne à análise quantitativa levada a cabo, pode dizer-se que foi feita com recurso a uma categoria, também ela fornecida a priori, tendo-se trabalhado o polo teórico (Lessard-Hébert, Goyette, & Boutin, 2010, pp. 21-23) das investigações.

Por todas as razões já referidas ao longo do capítulo, relacionadas com o reduzido espaço de tempo disponível para levar a cabo a presente investigação, mas também com a (in)capacidade do autor para estudar, de forma aprofundada, a multidisciplinaridade das

88 Não será feita uma abordagem mais extensa neste ponto, no que diz respeito à metodologia, uma vez que esta já foi, extensamente, discutida

atrás.

89 Importa, ainda, referir que se recorreu à utilização, apenas com o objetivo de confirmar algumas das análises realizadas, de um software de

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Ciências da Educação, entendidas enquanto componentes da “pluralidade das Ciências Socias” (Nunes, 2005), o trabalho realizado, a este nível, foi relativamente simples.

Efetivamente, o que se desenvolveu consistiu num procedimento de contagem dos autores presentes nas referências bibliográficas dos trabalhos constantes no corpus documental, tendo-se, posteriormente, utilizado técnicas de amostragem e estatística descritiva simples, para conhecer os quadros teóricos de referência. Em suma, procurou-se saber quais os autores mais utilizados/citados nas investigações para, dessa forma, perceber quais são os autores de

referência no campo da educação de adultos em Portugal. Diversas questões surgiram, como

por exemplo: i) ‘Integrando as Ciências da Educação o quadro multiaxífero das Ciências Sociais (Nunes, 2005), será que existe um conjunto diversificado de autores citados e, consequentemente, discrepâncias acentuadas ao nível do número de citações?’; ii) ‘Será que se verifica uma predominância, ao nível da variedade de autores estrangeiros, relativamente aos nacionais?’; e iii) ‘Ainda que se verifique essa predominância, será que o número de citações de autores estrangeiros é superior ao número de citações de autores nacionais?’.

Para finalizar, resta dizer que todas as categorias e analisadores que acabam de se referir serão abordados, de forma mais aprofundada e atenta, no próximo capítulo90.

2.4. Considerações finais

Em forma de conclusão deste capítulo, abordam-se, agora, alguns aspetos. Conforme já tinha sido referido, o objetivo do capítulo passou por dar a conhecer o percurso percorrido, desde que se deu início à investigação, até ao momento, aproveitando-se, também, para apresentar e clarificar os diversos aspetos inerentes à forma como se percorreu o caminho.

Tal como já se fez referência, e por tudo o que anteriormente se apresentou e descreveu, o percurso consistiu num caminho de profícua aprendizagem e crescimento pessoal do autor, no qual surgiram diversas dúvidas e, ao longo do qual, se experimentaram mudanças ao nível emocional. Se, por um lado, havia noção de que se estava a aprender e que a investigação estava a desenvolver-se adequadamente, de acordo com o que se pretendia e

90 Uma última referência que gostaria de se acrescentar está relacionada com a utilização de um bloco de notas, ao longo de toda a investigação.

Não poderá afirmar-se que constituiu um instrumento muito importante, pois foi utilizado, maioritariamente, para tirar breves anotações de natureza diferente. Numa fase inicial, anotaram-se dúvidas, referências que se achava que poderiam vir a ser úteis numa fase posterior, etc. Numa fase mais avançada, tomaram-se notas acerca de tudo aquilo que não cabia na ‘Ficha Individual’, apontaram-se algumas dificuldades sentidas, ao nível da escolha e recolha dos documentos, ou no preenchimento da ‘Ficha Individual’, etc. Na verdade, foram-se tomando notas, com o objetivo de poder descrever, de forma mais rica e completa, aquilo que foi o caminho percorrido.

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esperava; por outro, chegou a pensar-se que nunca mais acabaria, questionou-se (tantas vezes) se se havia procedido bem na escolha dos documentos e se a preparação destes para análise estaria a ser feita de acordo com aquilo que se iria precisar adiante.

Enfim, foi um percurso percorrido, ao longo de vinte e um meses, onde esteve sempre presente a preocupação com o “fazer bem feito” e, ao longo do qual, se desenvolveram competências diversas, fruto da metodologia adotada, ao nível do saber-fazer91.

91 Para finalizar, não poderia deixar de se fazer referência ao facto de o cronograma apresentado conter um planeamento que, na realidade,

devido a um conjunto muito variado de dificuldades e constrangimentos (de ordem profissional, académica e pessoal), acabou por ultrapassar- se. Ressalve-se, para todos os efeitos, que esta consistiu numa pequeníssima alteração, sem quaisquer implicações práticas ao nível dos procedimentos descritos ao longo deste trabalho.

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