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Architecture flexible en termes de largeurs supportées

5.2 Adaptation dynamique de la précision

5.2.2 Architecture flexible en termes de largeurs supportées

Alguns investigadores em educação em ciências, através de estudos desenvolvidos sobre as AL incluídas em manuais escolares de ciências, têm demonstrado que essas atividades são escassas, verificando-se apenas em algumas unidades didáticas (Figueiroa, 2001), e usadas para confirmar conhecimentos previamente apresentados (Leite, 2001) ou para descobrir conhecimentos conceptuais (Leite & Figueiroa, 2002). Para além disso, tem-se vindo a constatar que os tipos de explicação associados às atividades laboratoriais incluídas nos manuais escolares revelam um baixo nível de complexidade e, por vezes de adequação científica (Figueiroa, 2001).

A inter-relação dados–evidências–conclusões das AL propostas nos manuais escolares de Ciências, também foi objeto de estudos, desenvolvidos em Portugal, por parte de Leite (2002), Leite e Figueiroa (2002) e Figueiroa (2007).

De acordo com o primeiro estudo, realizado por Leite (2002), realizou-se uma análise qualitativa de algumas AL incluídas em manuais de Ciências, com a finalidade de investigar de que forma esses manuais escolares, utilizam os dados e as evidências para elaborarem as conclusões dessa atividade. O estudo revela que, em alguns protocolos não se propõe a recolha de evidências necessárias para suportar a conclusão pretendida, especialmente nas atividades em que os dados não estão ao alcance dos sentidos; algumas das observações que surgem em destaque, ainda que sendo necessárias para o objetivo desejado, não são relevantes para o alcançar, acabando por desviar a atenção do aluno em relação a outras que seriam evidência para o fenómeno em questão.

No que se refere ao segundo estudo, elaborado por Leite & Figueiroa (2002), analisaram-se protocolos de AL incluídas em doze manuais escolares de Ciências da Natureza, do quinto ano de

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escolaridade, editados (1º edição) ou reeditados em 2000. Com este estudo pretendeu-se investigar o modo como os manuais lidam com a inter-relação dados–evidências–conclusões na unidade “Importância do ar para os seres vivos”. As AL foram analisadas de acordo com as dimensões relação dados-evidências e relação evidências–conclusões e de acordo com as seguintes categorias de análise para cada uma das dimensões:

 Relação dados–evidências

A. Recolhem-se apenas os dados que constituem evidências das conclusões pretendidas; B. Recolhem-se alguns dados que são evidências das conclusões pretendidas mas que são

insuficientes para concluir o que se pretende;

C. Recolhem-se todos os dados que são evidências das conclusões desejadas e outros para além deles.

D. Recolhem-se dados correspondentes a algumas das evidências das conclusões desejadas e outros para além deles;

E. Recolhem-se dados que não constituem evidências das conclusões desejadas.

 Relação evidências–conclusões

F. Elaboram-se conclusões com base nas evidências necessárias e suficientes incluídas nos dados;

G. Elaboram-se conclusões com base nas evidências insuficientes incluídas nos dados; H. Elaboram-se conclusões sem que os dados incluam evidências para tal.

No caso da relação dados–evidências, apenas na categoria A, os dados que constituem evidências da conclusão pretendida, desdobram-se em evidências diretas e indiretas, pois no caso das evidências indiretas, um segundo fenómeno informa indiretamente sobre o primeiro.

Para a definição das categorias, Leite e Figueiroa (2002) tiveram em conta que, numa atividade laboratorial, nem todos os dados fornecidos constituem evidências necessárias para apoiar uma dada ideia, o conjunto de dados recolhidos pode ou não ser intencionalmente delimitado, os dados podem ser ou não acessíveis aos sentidos de quem realiza a atividade e nem todas as evidências suportam as conclusões desejadas.

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Numa primeira fase, procederam a uma análise qualitativa dos dados apurados, e numa segunda fase, a uma análise quantitativa, no conjunto das 63 atividades analisadas, verificou-se uma percentagem alta, que não lida corretamente com a inter-relação dados–evidências–conclusões. Dos resultados obtidos, as investigadoras concluíram que (57%) dos manuais propõe a recolha de dados que constituem evidências diretas, (19%) das atividades não permitiam a recolha de dados que constituíam evidências das conclusões pretendidas, (24%) das atividades davam as instruções para a recolha dos dados mas os alunos tinham que recorrer a observações indiretas para obterem as evidências necessárias.

Mais recentemente, Figueiroa (2007) desenvolveu um estudo sobre as AL centrado no tema “características e comportamentos do ar” em 30 manuais escolares de ciências do (4º, 5º e 8º anos) que tinha como um dos objetivos analisar o modo como os manuais lidavam com a inter-relação dados–evidências–conclusões.

Relativamente ao 4º ano, a autora concluiu que a maior parte das atividades (83,1%) apresenta diretrizes para que o aluno proceda à recolha de dados mas as conclusões/explicações são elaboradas sem que haja evidências suficientes, para se poder concluir o que se pretende. Em apenas (15,4%) das atividades, a conclusão é elaborada com base em evidências suficientes. No que respeita aos manuais de 5º ano, da análise dos dados sobressai que em (61,3%) das atividades as explicações são elaboradas com base em evidências suficientes contudo, em (38,7%) das atividades as explicações são elaboradas com base em evidências insuficientes. No que concerne ao 8º ano, (57,2%) das atividades apresentam conclusões tendo por base evidências insuficientes.

Neste sentido, a autora apela à necessidade de fornecer formação aos professores, de forma a contactar com situações problemáticas que reproduzam fenómenos físicos com o objetivo de aprender a explicar e a lidar com dados e evidências.

Em síntese, podemos constatar através das opiniões dos vários investigadores em educação que a recolha de dados e utilização de evidências é fundamental na elaboração das conclusões, no entanto os resultados obtidos nos vários estudos descritos sobre manuais escolares indicam que estes se distanciam das potencialidades do trabalho laboratorial relativamente a este aspeto.

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2.3.3 Conceções dos professores sobre a inter-relação dados-evidências-conclusões das atividades