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DESCRIPTIF TECHNIQUE PLOMBERIE – SANITAIRE

A agricultura brasileira foi dominada por aproximadamente dois séculos pela agricultura patronal, que era formada por grandes fazendas e trabalho assalariado (FAUTH, 2006). É um tipo de agricultura caracterizado por grandes latifúndios que atualmente, com o avanço tecnológico no campo, emprega um número muito baixo de trabalhadores, ocasionando, uma concentração de renda e uma exclusão social. Segundo Fauth (2006), o desenvolvimento rural brasileiro baseado nas grandes fazendas acarretou nos conhecidos fluxos migratórios campo-cidade das décadas de sessenta e setenta do século XX.

No Brasil, quando se fala em rural e agricultura, “o que vêm à cabeça das pessoas são as imagens da televisão que reproduz cenas de grandes máquinas colhendo enormes lavouras de soja, cana de açúcar, pecuária, atividade leiteira ou, pelo contrário, contingentes de trabalhadores protestando em nome da reforma agrária”(SCHNEIDER, 2006, p. 217).

Lima (2005), traz uma classificação de unidades de produção no Brasil que consta o latifúndio, a empresa agrícola capitalista, a pequena propriedade, a unidade familiar camponesa, e as unidades neocamponesas.

O latifúndio é caracterizado por um baixo nível de capital de exploração; tem sistemas de produção predominantemente extensivos, produz para o mercado e consome a produção provinda dos parceiros; desenvolve poucas linhas de produção; tem grandes extensões de terra, equivalente a vários módulos.

A empresa agrícola capitalista se caracteriza pelo elevado nível de capital de exploração; por desenvolver um sistema de produção intensivo em capital. Normalmente é especializado em uma ou algumas linhas de produção. Realiza o trabalho a partir da mão de obra assalariada, comercializando toda a produção.

A pequena propriedade como unidade familiar se caracteriza pelo alto nível de capital de exploração. A força do trabalho é familiar e não remunerada. A produção em sua maior parte se destina a um mercado consumidor. Desenvolve sistemas de produção intensivos e com poucas linhas de produção. Normalmente, em quantidade de terras a unidade familiar tem igual ou superior ao módulo regional;

A unidade familiar camponesa tem baixo nível de capital de exploração. Realiza a produção somente com a força de trabalho familiar. Tem baixo nível de comercialização, já que a escala de produção é pequena, de subsistência, apesar de haver a comercialização do excedente do consumo da família. A grande diversificação de produtos requer mão-de-obra. A quantidade em extensão de terra é inferior ao módulo rural.

As Unidades neocamponesas são as que estão tecnificadas, utilizando-se a relação custo/benefício, são submetidas a esquemas financeiros realizados através de grandes cooperativas, agroindústrias dentre outros. A renda que é gerada na propriedade é suficiente para assegurar a sobrevivência dos produtores e de seus familiares. O excedente é transferido ao capital comercial e industrial.

Schneider (2006) evidencia que o desconhecimento do senso comum é ainda maior quando se trata dos agricultores familiares, também chamados de pequenos agricultores ou até mesmo produtores de subsistência.

Conforme Crepaldi (2005) a agricultura representa toda a atividade de exploração de terra, seja ela o cultivo de lavouras e florestas ou a criação de animais, com vista à obtenção de produtos que venham a satisfazer às necessidades humanas.

Batalha et al (1997 p.25) conceitua agribusiness como sendo “a soma das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens a partir deles.”

Zylbersztajn et al (2000 p. 05) define o conceito de agribusiness como:

Um sistema de commodities engloba todos os autores envolvidos com a produção, processamento e distribuição de um produto. Tal sistema inclui o mercado de insumos agrícolas, a produção agrícola, operações de

estocagem, processamento, atacado e varejo, demarcando um fluxo que vai dos insumos ate o consumidor final. O conceito engloba todas as instituições que afetam a coordenação dos estágios sucessivos do fluxo de produção, tais como as instituições governamentais, mercados futuros e associações de comercio.

As características e os princípios que devem ser estudados na economia de um estabelecimento agrícola segundo os autores Hoffmann et al (1984) são a terra, o clima, a produção associada, os produtos perecíveis e o risco.

A terra, como fator de produção para a indústria, é o meio de que se desenvolve um processo biológico de crescimento.

O clima e as estações do ano que condicionam todas as atividades da agropecuária. Juntamente com o solo e a localização em relação aos mercados, o clima determina as explorações dentre as quais o agricultor deve escolher seu tipo de agricultura. A sucessão das estações assinala épocas mais ou menos precisas nas quais o produtor deve realizar quase todos os seus trabalhos. Este fato deve ser lembrado ao se planejar o uso da mão-de-obra e da maquinaria e tem grande importância no financiamento da produção agrícola.

A produção associada determina que na agricultura não existe nenhum produto que possa ser produzido sozinho, isto é não há produção de leite ou ovos sem a simultânea produção de carne e esterco. Este fato é importante, primeiro porque não se pode pensar em produtos isolados de modo a poder limitar a oferta de um único produto e, segundo, porque não se pode calcular custos unitários a não ser fazendo suposições de caráter arbitrário. A necessidade da manutenção da fertilidade da terra implica em sacrificar parte dos lucros atuais em benefícios futuros.

Como produtos perecíveis muitos dos produtos agrícolas são de difícil conservação e exigem movimento rápido entre a sua colheita e de seu consumo bem como a produção e o recolhimento.

A agricultura está exposta a riscos, e a grandes perdas imprevisíveis por efeitos de calamidade meteorológica (secas, inundações, granizo, temporais...) como também biológicas (pragas e doenças). A repercussão que estes fenômenos têm nas atividades agrícolas, principalmente para os pequenos e médios produtores, faz com que se considere que o seguro agrícola pode chegar a ser tão importante quanto o credito agrícola.

O setor agropecuário brasileiro é composto atualmente de grupos de produtores que diferem muito entre si, principalmente no que diz respeito às posses, tanto de terras como de capital, à mão de obra empregada e ao destino da produção. O termo agricultura familiar abrange grupos com uma ampla diversidade de recursos físicos, financeiros, humanos e sociais, que podem mudar em cada país ou região. “A agricultura familiar vem se mostrando como uma das melhores formas de ocupação do espaço rural, podendo favorecer o cumprimento das exigências sociais, como a geração de emprego e renda, e ambientais, como a conservação da biodiversidade” (FAUTH, 2008, p. 51).

O meio rural brasileiro tem que se preocupar com mudanças econômicas nacionais e internacionais, com objetivo de acompanhar e evoluir com tais mudanças, no entanto, para isso é necessário à organização acompanhar os processos administrativos, contábeis, financeiros bem como efetuar a análise de custos internos às propriedades. Considerando essas mudanças econômicas, faz-se necessário ao produtor rural desenvolver uma visão administrativa, financeira especializada com enfoque gerencial para organizar e administrar o seu sistema de produção. Diante disso, a capacitação relacionada à administração rural tornou-se ferramenta capaz de oferecer aos produtores rurais subsídios administrativos para adoção ou planejamento de implantação de novas tecnologias (FAUTH, 2008)

Fauth (2008), menciona que a fortificação da agricultura familiar foi considerada uma forma de desenvolvimento sustentável, visto que contribuiu para a criação de atividades agrícolas e não agrícolas, e através disto, contribui para que as famílias mantenham-se ou se fixem no meio rural

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