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Des hubs et de leurs propri´et´es

R´esum´e d´etaill´e

Chapitre 6: Des hubs et de leurs propri´et´es

O tipo de entrevista que o entrevistador deve utilizar depende “(...) em certa medida, da natureza do tópico e do que quiser saber com exactidão (…)” (Bell, 1997:122), no entanto a mais utilizada em investigação social, nomeadamente em Educação, é a semidirectiva ou semiestruturada, caracterizando-se por não ser nem inteiramente aberta, nem encaminhada por um inúmero rol de questões precisas e pré- estabelecidas. O entrevistador, neste tipo de entrevista, dispõe de um conjunto de linhas orientadoras e formulário de perguntas, que funcionam como guias, não havendo obrigação de as colocar necessariamente pela ordem que as estruturou ou sob a forma como as delineou.

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Unniivveerrssiiddaaddee ddoo AAllggaarrvvee F

Faaccuullddaaddee ddee CCiiêênncciiaass HHuummaannaass ee SSoocciiaaiiss -- EEssccoollaa SSuuppeerriioorr ddee EEdduuccaaççããoo Mestrado em Supervisão

102 Desta forma, o entrevistador poderá e deverá deixar o entrevistado “(...) falar abertamente, com as palavras que desejar e pela ordem que lhe convier (…), (re)encaminhando (...) a entrevista para os objectivos cada vez que o entrevistado deles se afastar e por colocar as perguntas às quais o entrevistado não chega por si próprio no momento mais apropriado e de tão forma natural quanto possível” (Quivy e Campenhoudt, 2003:192).

A finalidade das entrevistas a realizar consiste na recolha de dados de opinião que permitam, não só favorecer pistas para a caracterização do processo em estudo, como também conhecer, sob alguns aspectos, as representações dos próprios intervenientes acerca do processo. Isto é, se, por um lado, se procura a informação do real, por outro, pretende-se conhecer algo acerca dos quadros conceptuais dos entrevistados enquanto intervenientes do processo. Segundo Patton (1990) o objectivo da entrevista é permitir-nos entrar na perspectiva da outra pessoa, colocando-lhe questões sobre a sua experiência/comportamento, as suas opiniões/valores e os seus sentimentos.

Por tudo isto, a entrevista é uma técnica de recolha de dados, no sentido mais rico da expressão, que exige uma preparação cuidadosa. Na planificação da entrevista, é necessário que se prepare muito bem o guião da mesma, onde devem estar definidos os objectivos gerais e específicos precisos, as temáticas que se pretendem abordar e alguns tópicos dos procedimentos que o entrevistador deve seguir. Relativamente às perguntas, estas devem ser abertas, uma vez que são mais flexíveis, permitindo ao entrevistado responder livremente e ao entrevistador aceder a uma melhor compreensão do pensamento do primeiro.

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103 Uma vez que, no âmbito da investigação qualitativa, as entrevistas (…) podem constituir a estratégia dominante para a recolha de dados (…) (Bogdan e Biklen, 1994: 134) e neste estudo se pretende “(…) recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a forma como os sujeitos interpretam aspectos do mundo (…)”, foi utilizada, neste estudo, como técnica de recolha de dados, a entrevista semiestruturada.

Nesta perspectiva, consideramos que a estruturação da nossa entrevista deverá atender a um certo número de princípios fundamentais à sua realização. Tais princípios orientadores são: evitar, na medida do possível, que o entrevistador dirija a entrevista; não restringir a entrevista à temática abordada, e esclarecer os quadros de referência utilizados pelo entrevistado.

De acordo com o primeiro princípio, procurámos “dar a palavra” ao entrevistado, deixando-o abordar o tema como quisesse, durante o tempo que quiser, sem interferências do entrevistador. Tendo em conta o segundo princípio, procurámos salvaguardar a possibilidade de alargamento, ao longo da entrevista, do tema proposto ao entrevistado. Relativamente ao terceiro, entende-se que a liberdade que pretendemos dar ao entrevistado não deverá ser contraditório com os seus quadros de referência, levando-o a esclarecer conceitos e situações que se revelem imperceptíveis.

Numa primeira fase, elaborámos um guião orientador3, que tinha por tema A Supervisão na rede pública de Educação de Adultos, no Algarve

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A partir do tema seleccionado, foram definidos os objectivos gerais que se pretendiam alcançar; determinadas, de acordo com esses objectivos, as áreas ou os temas a abordar,

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104 e estabelecidos os objectivos específicos de acordo com esses temas. Foi ainda estruturado o formulário das perguntas, previsto o tempo médio de duração de cada bloco temático e foram preparadas as informações a dar aos entrevistados.

A definição precisa dos objectivos permitiu-nos uma maior flexibilidade na escolha dos processos e meios a utilizar na orientação da entrevista. Os objectivos gerais que estabelecemos para as entrevistas foram os seguintes:

yConhecer o processo de Supervisão, no âmbito da Educação de Adultos, no Algarve.

yCompreender as necessidades sentidas pelos educadores de adultos, neste

subsistema de ensino.

Subsequentemente, organizámos cinco blocos diferenciados para um aprofundamento da temática em questão e dos objectivos gerais definidos. Cada um dos blocos visou a prossecução de determinados objectivos específicos, através da colocação de questões que possibilitassem a recolha dos dados pretendidos, sendo estruturados do seguinte modo:

Bloco A – Legitimação da entrevista e motivação

Pretendemos com este bloco legitimar a entrevista e motivar os entrevistados, informando-os da natureza e objectivos do trabalho a realizar, bem como da importância da sua colaboração, garantindo-lhes todo o apoio necessário no decorrer da entrevista e o anonimato e a confidencialidade das declarações prestadas. Nesta altura, solicitámos ao entrevistado autorização para gravar a entrevista que se desenvolverá.

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105 Bloco B - Caracterização da Educação de Adultos, no Algarve

Com este bloco pretendemos verificar qual a experiência dos Coordenadores, na Educação de Adultos, saber qual a sua opinião sobre a Educação de Adultos, no Algarve e perspectivar em termos futuros o desenvolvimento deste subsistema de ensino.

Bloco C – Compreender as práticas efectuadas na Educação de Adultos

Este bloco tem como finalidade compreender as práticas supervisivas efectuadas na Educação de Adultos, nomeadamente, no que diz respeito ao apoio prestado aos formadores, bem como às relações interpessoais estabelecidas, no âmbito da Supervisão.

Bloco D – Desenvolvimento do professor

Este bloco visa compreender de que forma é que o Supervisor contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional do formador, e conhecer a importância da formação dos educadores de adultos, no processo de supervisão.

Bloco E – Necessidades sentidas pelos docentes

Com este bloco pretende-se conhecer quais as necessidades sentidas pelos educadores de adultos, neste subsistema de ensino.

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