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DEMANDEURS D'ASILE DE PROTECTION INTERNATIONALE

Por volta de 1969/1970 começam a ser sistematizados por Edgar Morin estudos sobre a complexidade, inicialmente baseadas na incerteza, na ordem, na desordem, na interação e na revitalização, emergindo então a Teoria da Complexidade, nascendo a partir da evolução das teorias da Informação, Cibernética e Sistemas. É possível perceber que a teoria apresentada por Morin, retoma a ideia de que os saberes não devem ser fragmentados, compartimentados, fechados dentro das áreas de conhecimento específico, mas sim articulados entre si para que o indivíduo possa ser compreendido e se desenvolva na sua complexidade.

Morin (2000. Grifo nosso) afirma: “a teoria da informação serviu de ferramenta para

o tratamento das incertezas, a cibernética foi aplicada à máquina, e a teoria dos sistemas mostrou a interdependência entre os subsistemas.” A articulação das três

teorias dá origem então à teoria da complexidade.

Em outra passagem Morin (2000, p. 35) fala da importância da reorganização do pensamento diante de alguns obstáculos que a complexidade oferece ao ser humano:

[...] É o problema universal de todo cidadão do novo milênio: como ter acesso às informações sobre o mundo e como ter a possibilidade de articulá-Ias e organizá-Ias? Como perceber e conceber o Contexto, o Global (a relação todo/partes), o Multidimensional, o Complexo? Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessária a reforma do pensamento. Quanto mais os problemas se tornam multidimensionais, mais difícil é pensar na multidimensionalidade dos acontecimentos. O ser humano e as organizações precisam ser consideradas sob o aspecto multidimensional. Considera-se, por um lado as pessoas, com as suas questões social, afetiva, racional e psíquica. Por outro, as organizações sob influência de fatores econômicos, políticos, culturais e sociais.

Torna-se possível perceber que para o indivíduo desenvolver o pensamento complexo ele tem a necessidade de agrupar as diversas informações que estão no seu entorno, levando em consideração todos os acontecimentos, por menores que pareçam, pois todos são importantes para organização do pensamento humano para entender os fatos. Segundo Morin (2000, p. 207)

O pensamento complexo é essencialmente o pensamento que trata com a incerteza e que é capaz de conceber a organização. É o pensamento capaz de reunir (complexus: aquilo que é tecido conjuntamente), de contextualizar, de globalizar, mas ao mesmo tempo, capaz de reconhecer o singular, o individual, o concreto.

Nessa passagem o pensador mostra que tal teoria dialoga muito bem com a proposta de transdisciplinaridade, pois promove articulação ampla entre os saberes

escolares com realidade e problemas concretos dos alunos. Aliás, em termos educacionais, complexidade é igual a transdiciplinaridade.

Em uma outra passagem Morin (2000, p. 205) explica de forma bem objetiva que:

Pensamento da complexidade não é absolutamente um pensamento que expulsa a certeza para colocar a incerteza, que expulsa a separação para colocá-la no lugar da inseparabilidade, que expulsa a lógica para autorizar todas as transgressões. A caminhada consiste, ao contrário, em fazer um ir e vir incessante entre certezas e incertezas, entre o elementar e o global, entre o separável e o inseparável. Do mesmo modo, utilizamos a lógica clássica e os princípios de identidade, de não-contradição, de dedução, de indução, mas conhecemos os seus limites, sabemos que em certos casos é preciso transgredi-los. Não se trata, portanto, de abandonar os princípios da ciência clássica – ordem, separabilidade e lógica -, mas de integrá-los num esquema que é, ao mesmo tempo, largo e mais rico. [...] trata-se de ligar o concreto das partes à totalidade. É preciso articular os princípios da ordem e da desordem, da separação e da junção, da autonomia e da dependência, que estão em dialógica (complementares, concorrentes e antagônicos), no seio do universo.

Daí surge a necessidade de sistematização de debates, ou pelo menos pensar em um direcionamento prévio antes da exibição do filme, tal estratégia deve ser pensada em grupo, diante das experiências e expectativas esperadas.

Talvez esse jogo de idas e vindas seja um dos pontos mais importantes para entender como o pensamento complexo é importante no desenvolvimento humano e na teoria da complexidade, a necessidade de levarmos em consideração os diversos fatores e como eles podem influenciar na construção e organização das ideias.

Para Morin (2003, p.219) ordem, desordem e organização são etapas continuas e estão presentes durante esse processo de formação das ideias, destacando que:

Ao lutarem contra a degeneração, as organizações vencem uma crise, mas logo se preparam para uma próxima batalha, que é o que as mantêm vivas. Assim, "a organização viva tolera a desordem, produz a desordem, combate essa desordem e se regenera no próprio processo que tolera, produz e combate a desordem”.

Uma ilustração que permite compreender de forma mais simples este pensamento pode ser encontrado no próprio Morin (1998, p. 195) que dá como exemplo um amontoado de estrelas, este a princípio impressiona pela desordem devido a sua aleatoriedade, mas quando são observadas frequentemente é percebida uma ordem cósmica, repetida fielmente todas as noites e mesmo com o passar dos anos a sequência se repete, levando em consideração que o universo está em expansão e que essas estrelas surgem e se desintegram, mas nem por isso o universo deixa de se reorganizar.

Nesse exemplo podemos dizer que assim como as estrelas somos nós, vivemos em constante evolução, onde as mutações são necessárias até mesmo para garantir nossa sobrevivência.

Sete princípios da Teoria da Complexidade

Edgar Morin desenvolve sete (7) princípios para Teoria da Complexidade, com finalidade de ampliar as possibilidades de o indivíduo usá-los como instrumentos de autoconhecimento, despertando nas pessoas a capacidade de consideração dos diversos aspectos da mesma realidade. Na ilustração abaixo em forma de quadro, torna-se possível visualizar os princípios.

QUADRO 1 – OS PRINCÍPIOS DE TEORIA DA COMPLEXIDADE

Fonte: Morin (2000).

Como já comentado no início do texto, Morin (2000) compara a complexidade a um edifício, tendo sua base constituída por três teorias: informação, cibernética e sistemas, no segundo andar do edifício se encontraria a auto-organização articulada aos princípios de diálogo, recursão e hologramático.

Traçamos a seguir breves comentários sobre os sete princípios da Teoria da Complexidade de Edgar Morin. Tais princípios são considerados complementares e interdependentes, sendo assim é possível dizer que ao mesmo tempo em que se completam para determinadas ações, podem causar efeitos individualmente. Os princípios podem ser resumidos da seguinte forma:

I. Princípio sistêmico ou organizacional – estabelece a articulação entre o

conhecimento das partes ao conhecimento do todo, falando da impossibilidade de se conhecer as partes sem conhecer o todo e vice-versa. A ideia sistemática se mostra contraditória a ideia reducionista.

II. Princípio holográfico – Destaca, com ênfase, o aparente paradoxo das

organizações complexas, fortalecendo a ideia de que não apenas a parte está no todo, como o todo está inscrito na parte.

III. Princípio do circuito retroativo – Princípio que rompe com o princípio da

causalidade linear: a causa age sobre o efeito e o efeito age sobre a causa.

IV. Princípio do circuito recursivo – É um circuito gerador em que os produtos e

os efeitos são produtores e causadores daquilo que o produz.

V. Princípio da autonomia/dependência (auto-organização) – Válido

especificamente para os seres humanos, que tem sua autonomia pautada na sua cultura e nas sociedades e se desenvolvem na dependência do seu meio geológico. Tem na auto-eco-organização seu aspecto chave.

VI. Princípio dialógico: É capaz de articular dois princípios/noções que se

excluiriam mutuamente, mas que fazem parte de uma mesma realidade, sendo capaz de assumir racionalmente a inseparabilidade de noções contraditórias para explicar um mesmo acontecimento mesmo que complexo.

VII. Princípio da reintrodução do conhecimento – Sobre este princípio Morin

(1999, p. 34), fala que “... todo conhecimento é uma reconstrução/tradução por um espírito/cérebro numa certa cultura e num determinado tempo".

Para Morin uma educação tendo como base os princípios elencados acima, pode ser capaz de promover uma forma de pensar mais contextualizada, promovendo as diversas articulações necessárias para promoção de transdisciplinaridade.

Uma visão holística para a educação

Libâneo (2005) discorre sobre as correntes “holísticas”. Holismo é um termo de origem grega (holos) que significa a “doutrina que considera o organismo vivo como

um todo indecomponível” (HOLISMO, in MICHELIS, 1998), sua aplicabilidade à educação vem se manifestando progressivamente no decorrer dos tempos, seu significado nos leva ao pensamento de algo inteiro/integral, descartando a hipótese que os fatos possam ser vistos somente como a soma das partes. Uma visão holística permite a ampliação de nossas relações com o meio em que vivemos, trazendo à tona alguns potenciais que carregamos conosco como, a intuição, as emoções, a imaginação, a criatividade, o raciocínio lógico e verbal. Os holísticos buscam um equilíbrio entre o homem e o meio biofísico, a convivência entre homens e natureza, pregando uma união no todo. Considerar a vida como uma totalidade é característica do pensamento holístico onde todos são encontrados na parte, cada parte é considerada um todo, por que o “todo” está presente em “toda” parte. Ter um pensamento holístico é justamente não pensar de forma reducionista, dando amplitude aos diferentes saberes. Penso que essa visão também corrobora com as ações desenvolvidas em nossa intervenção na escola, dialogando também com as tendências pedagógicas e teorias mencionadas escolhidas para esse texto.

O pensamento complexo

Trata-se de uma abordagem metodológica dos fenômenos em que se apreende a complexidade das situações educativas, em oposição ao pensamento simplificador. Morin (1983, p. 131) diz que o pensamento complexo traz um grande desafio, pois ele está apoiado no princípio da transdisciplinaridade, existindo uma diversidade de conhecimentos, existindo a necessidade de quebra de preconceitos e fronteiras epistemológicas.

Em todos os textos referenciados por Morin que se teve oportunidade de ler, foram percebidas uma preocupação em deixar bem explícito que o Pensamento Complexo é uma junção da simplicidade e a complexidade, implicando nos processos de selecionar, hierarquizar, separar, reduzir e globalizar. De certa forma tais processos estão presentes em nosso cotidiano, porém na maioria das vezes são seguidas com uma visão reducionista, já que o pensamento transdisciplinar demanda tempo e uma porção de rupturas de paradigmas para o professor.

Surge então a necessidade da inteligibilidade complexa, ou o pensar mediante a complexidade, onde conseguimos estabelecer diferentes análises, propor situações

variadas, conseguir ter uma visão macro dos acontecimentos em nosso entorno. Quando se começar a enxergar a presença do todo nas partes, então se realizará uma cooperação interdisciplinar. No contexto escolar esse trabalho sempre se manifesta em forma de projeto, seja de extensão ou associado à aula regular. Talvez as maiores dificuldades em entender o pensamento complexo estejam relacionadas à visão que o professor tem do todo, pois muitas vezes ele associa esse termo a sua disciplina e não o conjunto de possibilidades, que quando articulados ampliam a visão de mundo do aluno. É necessário então que o professor se perceba como parte do processo para constituição do todo, mas quem nem por isso ele será desconsiderado, pois sem ele não existe o todo.

Quando se falou da Teoria da Complexidade anteriormente foi mencionado o que seriam ordem e desordem, com o exemplo da formação de constelação de estrelas, será possível realizar algum paralelo com a educação? Quando trazemos a cooperação interdisciplinar para nosso cotidiano escolar não significa ordenar a realidade, mas sim buscar a inter-relação dos fatos, promover a desordem, contradição e a incerteza.

Contudo pensar de forma complexa é usar nossa racionalidade para articular as coisas que estão separadas, ter essa visão pode nos proporcionar uma ampliação de nossas ações. Sendo importante conhecer diferentes teorias pedagógicas, perceber como estas dialogam com as diferentes necessidades vivenciadas em nosso cotidiano escolar, mas entender que sozinha nenhuma teoria pedagógica dá conta atender as necessidades educativas sociais e individuais dos alunos.

Destaques feitos na revisão bibliográfica sobre o tema

A teoria da complexidade vem sendo citada em diversos trabalhos acadêmicos, sendo possível comentarmos alguns artigos e dissertações que trazem o tema complexidade para debates nas diferentes áreas escolares. Friso que a obra de Morin é bem extensa e de fácil acesso, pois os textos são facilmente encontrados na internet e seus livros são comuns nas bibliotecas universitárias públicas.

Foram escolhidos alguns trabalhos que tiveram oportunidade de ser lidos no decorrer da pesquisa e que contribuíram de forma significativa para a compreensão da teoria articulada a educação.

Santos (2005, p.81 ) fala das correntes pedagógicas contemporâneas, classificando teoria da complexidade como uma das modalidades da corrente “Holística”, o texto traz uma consideração muito interessante falando que:

As teorias podem transformar-se em paradigmas para nortear as ações humanas em um dado momento histórico, porém se defasam quando seus instrumentos conceituais não mais explicam os fenômenos que emergem do desenrolar da vida no planeta. Portanto, elas serão sempre históricas, dinâmicas e provisórias.

Talvez hoje o uso de Teoria da Complexidade na educação seja uma possibilidade dinâmica de trabalharmos a educação como um todo, diante do momento histórico em que vivemos, se será suprimida logo não é possível afirmar, mas é certo que a educação está em constante processo de mudança.

Santos (2011) aborda um elemento rico para esta pesquisa. Quando o pesquisador revisita as diversas pedagogias e discute as pedagogias progressistas Santos destaca a pedagogia libertadora de Paulo Freire e a Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos de pensadores como Demerval Saviani, Gaudêncio Frigotto, José Carlos Libâneo aproximando-a dos princípios do pensamento complexo, afirmando:

Por certo, as produções científicas sob essa orientação oferecem muitos elementos básicos para articulação e sistematização de um quadro referencial segundo os princípios do Pensamento Complexo, compartilhando com ela a utopia de uma sociedade justa onde caibam as diferenças individuais, culturais e religiosas (SANTOS, 2006, p. 11).

Encerra-se esse comentário referente ao artigo de Santos, citando a fala contida em sua conclusão onde o pesquisador afirma que

A atitude de simplesmente adotar e aplicar um modelo já elaborado não proporciona as nuances de conexões existentes entre as partes do Sistema. A fragmentação retira o senso crítico por omitir a Filosofia Educacional que direciona a aplicação das técnicas. Conceitos e atitudes são os fundamentos das técnicas didáticas. Como diz Boff (1997) a mudança começa na consciência. O uso que se dá às técnicas didáticas depende da visão sobre o universo, a vida, o homem, o conhecimento, a educação, isto é, a Filosofia que pela mentalidade cartesiana de reduzir, simplificar o que é complexo, tem-se transformado em listas de Objetivos Educacionais ou “competências” a serem alcançadas. Para evitar a fragmentação e o reducionismo e não cair na simples mudança metodológica é imprescindível fazer a própria caminhada, organizando um sistema conceitual, a fim de fazer a mudança epistemológica! (SANTOS, 2006, p. 13).

Outra grande contribuição para o entendimento sobre a complexidade foia leitura da entrevista realizada com Morin (2001). Nessa ocasião Morin comenta suas obras, fala de sua percepção pelas artes e em especial o gosto pelo uso do cinema onde ele diz “Para mim, o cinema é a grande arte do século XX”.

Todos os textos lidos foram de grande importância, porém se encontrou em Petráglia (2006), uma ênfase maior na relação educação e complexidade, onde são abordados: noções de sujeito e homo complexus, utilização de diversas linguagens,

dialogia presente na educação, transdisciplinaridade, convivência com a incerteza, desenvolvimento e aprendizagem da auto-ética e reforma do pensamento. O tempo

todo nesse texto a autora dialoga com os sete princípios da complexidade colocados por Morin, ao final considerando a necessidade do pensamento complexo para transdisciplinaridade e reforma do pensamento, suprimindo o reducionismo e produzindo gerando produção de conhecimento.

De forma especial destaca-se no texto acima citado a ligação que a autora faz entre os temas complexidade, transdisciplinaridade e arte, mais especificamente, cinema na educação. Fazendo referencias as ideias de Morin (2000). Inicia-secom destaques ao referido texto com passagens onde Petráglia (2006, p. 2) expõe o objetivo de seu estudo dizendo que se pretende:

[...] refletir sobre o estreitamento das relações entre rigor científico e condição humana: seus problemas, criação, pistas, enfim, o exercício do pensar complexo na e para a educação, com vistas à formação do sujeito, não-dicotomizado e íntegro, um cidadão planetário, capaz de enfrentar positivamente os desafios do aprender a viver, superando para si a fragmentação do saber, capaz de transcender, de ir além das perspectivas limitadoras, redutoras, unidimensionais e sectárias.

Pensar em uma proposta ensino extrapolando o reducionismo é algo que já vem sendo citado em nosso texto, esse pensamento em formação plena, ou seja, não fragmentar é uma característica do pensamento complexo percebeu-se então nessa fala uma proximidade com nossa intenção de escrita.

Ainda no mesmo texto Petráglia (2006, p.4) ao falar da utilização de diversas linguagens, faz referência a uma fala de Morin (2000, p. 45) que diz:

As artes levam-nos à dimensão estética da existência e conforme o adágio que diz que a natureza imita a obra de arte – elas nos ensinam a ver o mundo esteticamente. Trata-se, enfim, de demonstrar que, em toda grande obra, de literatura, de cinema, de poesia, de música, de pintura, de escultura, há um pensamento profundo sobre a condição humana.

Petráglia (2006, p.5) ainda reforça a fala dizendo que “O cinema é também fonte inesgotável de educação e cultura. Reúne diversos recursos para a aprendizagem

conteúdos objetivos e subjetivos. Muitas vezes, é possível aprender mais sobre a condição humana assistindo a um bom filme do que lendo uma apostila”.

No início do capítulo já é citada uma entrevista de Morin, onde ele coloca sua apreciação pelas Artes, em especifico seu gosto pelo cinema, destacando como objeto de grande potencialidade. Percebe-se então que a fala de Petráglia demonstra uma fundamentação teórica bem articulada a Morin, caracterizando seu estudo como uma boa referência de pesquisa.

Além dos artigos comentados acima se destaca também a leitura de algumas obras de Edgar Morin, que certamente foram a base dessa escrita. Os artigos servem para mostrar que as pesquisas são bem amplas e atuais sobre a Teoria da Complexidade, foi bem comum nessas leituras serem encontradas a teoria associada a questões transdisciplinares, o que nos permite entender que a escolha de Morin para trabalhar tais questões vai ao encontro da ideia da comunidade acadêmica, que assim como nós, se interessa por essa área de pesquisa.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E TÉCNICOS DA PESQUISA

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, bibliográfica, documental na perspectiva de um Estudo de Caso e do procedimento técnico da observação participante. Bibliográfica no sentido em que se baseou em um referencial teórico retirado de uma vasta publicação que envolve temas que direta ou indiretamente contribuem com nossa pesquisa. Documental no sentido que utilizou os relatórios elaborados pela equipe executora do projeto para traçar o relatório geral da pesquisa, especialmente o que está no Apêndice I e na análise do conteúdo do projeto. O objeto de pesquisa é todo o processo de planejamento, execução e avaliação de um projeto de extensão escolar com características metodológicas de pesquisa-ação. Os dados colhidos a partir da observação participante foram organizados a partir da proposta de Relatório de Estudo de Caso apresentada por Tripp (2005).

As Observações ocorreram no decorrer do ano de 2012, no projeto “Cineclube na Escola” na E.E.E.M. Colégio Estadual do Espírito Santo. Os sujeitos da pesquisa são os membros da equipe organizadora e executora do projeto composta por professores e gestores da referida escola, professores pesquisadores do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), alunos do Colégio Estadual na condição de bolsistas de PIBIC júnior, uma aluna de graduação do IFES na condição de monitora. São também sujeitos da pesquisa os cineclubistas, ou seja, alunos regulares dos turnos matutino, vespertino e noturno do Colégio Estadual.

Assumiu-se nesta investigação o conceito de pesquisa qualitativa descrito por Lüdke e André (2001, p. 11-12) a saber:

1. A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento: uma vez que o pesquisador está em contato direto e “in loco” com a situação e em alguns casos com os indivíduos envolvidos na pesquisa podendo observar e posteriormente inferir em algumas análises já que o ambiente forma, como um todo, um contexto;