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B. Les Commissions d’instruction – Commissions Permanentes du Conseil

III. LES DELEGATIONS DE COMPETENCES

Subtemas Questão ambiental Grupo de pesquisa Atitude participativa Estética Questão

ambiental

Questão ambiental

Contexualização

Como os grupos de pesquisa atuam sobre as

questões ambientais?

Como a atitude participativa contribui para questão

ambiental?

Que estética é possível retirar da questão

ambiental?

Grupo de pesquisa

Que campo de pesquisa a questão ambiental habilita para trabalhos de grupos de

pesquisa com diálogos entre disciplinas?

Grupo de pesquisa

Contexualização

O que a atitude participativa pode oferecer à produção de conhecimento em um grupo de

pesquisa?

A análise estética pode auxiliar a compreender a

dinâmica de grupos de pesquisa com diálogos entre disciplinas?

Atitude participativa

A questão ambiental suscita atitude participativa nos

indivíduos?

Como os participantes de grupos de pesquisa assumem sua atitude participativa em suas atividades coletivas?

Atitude participativa

Contexualização

Que elementos da estética podem ser utilizados na

observação da atitude participativa? OU VIR TEM ÁTIC O

Estética A questão ambiental é uma questão estética?

Os grupos de pesquisa estão abertos à análise

estética?

A atitude participativa produz uma obra passível de ser analisada pelos pressupostos da

estética?

Observação Estética

Contexualização

Nos próximos tópicos, apresentam-se os desenvolvimentos teóricos resultantes dessas leituras relacionais.

2.2.1 QUESTÕES AMBIENTAIS: SITUAÇÃO DE CONTEXTO AO FORTALECIMENTO DO COLETIVO

Questão. [Do lat. Quaestione] S. f. 1. Pergunta, interrogação. 2. Tese, assunto,

tema em geral, sujeito a meditação, estudo, etc.: Expôs a questão com a maior clareza. 3. Contenda; desavença; conflito. 4. Demanda; litígio. 5. Ponto para ser resolvido; problema; Isto não é uma questão de inteligência, mas de bom senso.

6. Ponto de discussão que é levado à justiça e submetido à decisão de um

magistrado. (FERREIRA,1986, p.1433, grifos do autor)

Ambiente. [Do lat. Ambiente] Adj. 2 g. 1. Que cerca ou envolve os seres vivos ou

coisas, por todos os lados; envolvente, meio ambiente; S.m 2. Aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou coisas; meio ambiente. 3. Lugar, sítio espaço, recinto. 4. Meio. 5. V. Meio. 6. O conjunto de condições materiais e morais que envolve alguém; atmosfera. 7. Arquit. Ambiência. (Ibid, p.101-102, grifos do autor)

Questão. Nenhum outro substantivo, a propósito feminino, pode ser mais apropriado para estar em parceria com a palavra ambiente (como adjetivo ou substantivo). Talvez seja por essa razão que esse termo composto é utilizado, no singular e no plural, por diferentes segmentos da sociedade que buscam compreender os dilemas contemporâneos no ambiente

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de nosso planeta e propor ações para superá-los.

Para as “questões ambientais” não faltam perguntas, teses, assunto, meditações, estudos, contendas, desavenças, conflitos. Sobram ainda as demandas, os litígios, os pontos a resolver e os problemas..., problemas esses que muitas vezes perpassam pontos de discussão que se resolvem apenas à mesa de um magistrado. Isso pois, é uma questão “que cerca ou envolve os seres vivos ou coisas, por todos os lados [qualifica] o conjunto de condições materiais e morais que envolve alguém; atmosfera”, um próprio dilema humano.

Para tratar de construir um cenário deste “ambiente em questão” que, em última análise, explicita o exercício de convívio entre diferentes idéias e ações, culturas e rituais, escalas e anseios de desenvolvimento (econômico, social, humano, tecnológico, individual, coletivo, entre outros), propõem-se aqui que sigamos acompanhando de perto o espírito de Brecht

Diante do pensamento reacionário que acusava suas propostas concretas de construção de um teatro dialético, instrumento de conhecimento e prazer, instrução e diversão do homem que sabe que o destino do homem é o homem, Bertold Brecht, com tranqüila lucidez, desenvolveu sua poética da arte materialista e dialética, liberta da estética tradicional e voltada para a transformação produtiva da sociedade, ironicamente afirmando que, para isso, se fosse necessário para evitar controvérsias inúteis, será preferível chamar teatro de taetro. E não perder tempo em questões menores. (PEIXOTO, 1981, p.11)

Assim, a questão ambiental aqui chamaremos de situação de Contexto; o grande cenário onde acontecem, e onde estão impressas, de forma implacável, todas as interações que realizamos junto a nós mesmos (como sociedade) e ao planeta ao longo de toda história; um contexto plural, que nos últimos 60 anos tem aperfeiçoado de forma espetacular suas capacidades e técnicas para diagnosticar, avaliar, propor alternativas e, simultaneamente intensificar com igual perícia, os impactos sobre esse nosso espaço de vida coletiva. (CAPRA,1990; D’AMBRÓSIO,1997; MORIN,1995; SANTOS,1999; VIEIRA,1997). Sobre isso, comenta D’Ambrósio que

A marcha em direção à globalização da economia é conseqüência da crescente adoção, em todo mundo, de um mesmo sistema de propriedade, produção e divisão do trabalho. Identificada como modernidade, essa marcha parece ignorar, lamentavelmente, a ameaça à sobrevivência da civilização no planeta. (D’AMBRÓSIO 1997, p.13)

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A idéia de desenvolvimento foi a idéia chave dos anos pós-guerra. Havia um mundo dito desenvolvido dividido em dois [capitalista e socialista]. Ambos apresentavam ao terceiro mundo seu modelo de desenvolvimento [e geraram] a crise mundial do desenvolvimento. [...] O problema do desenvolvimento depara- se diretamente com o problema cultural/civilizacional e o problema ecológico.[...] O próprio sentido da palavra desenvolvimento, tal como foi aceito, contém nele e provoca subdesenvolvimento. Tal sentido deve ser doravante problematizado. (MORIN, 1995, p.75)

Essa “situação de contexto” configura um enfoque plural que não desconhece os grandes avanços no campo da solidariedade e da compaixão interespécies que temos experimentado, de forma intensa e difusa, principalmente a partir dos anos 90 do século XX. É um plural que fala dos desequilíbrios de forças qualitativas poderosas, porque, do ponto de vista quantitativo, não parece sensato falar em força ou poder das maiorias. (BOFF, 2002; FREIRE, 2002; MORIN, 1995,2003).

A situação contextualizada coloca em evidência um sem número de qualidades e quantidades de problemas que desafiam a imaginação a criar continuamente respostas, mesmo que estas ainda estejam concorrendo sob diferentes princípios formuladores de perguntas, conforme Kuhn nos aponta:

A transição de um paradigma em crise para um novo, do qual pode surgir uma nova tradição de ciência normal, está longe de ser um processo cumulativo obtido através de uma articulação do velho paradigma. É antes de uma reconstrução da área de estudos a partir de novos princípios [...] durante o período de transição haverá uma grande coincidência [embora nunca completa] entre os problemas que podem ser resolvidos pelo antigo paradigma e os que podem ser resolvidos pelo novo. Haverá igualmente uma diferença decisiva no tocante ao modo de solucionar os problemas. (KUHN, 1986, p.116)

Sob a ótica das ações para tratamento dessa “situação de contexto”, é possível desenhar um quadro síntese dos impactos e do amadurecimento histórico no último século. No Quadro 4, apresenta-se uma síntese produzida a partir das abordagens de Barbiere (1998), de Coelho (1996), de Leff (2002), de Morin (1995), de Sachs (1993) e de Santos (1999).

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