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Definition of radiometric quantities

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2 Radiation and Illumination

2.3 Radiometric quantities .1 Solid angle

2.3.3 Definition of radiometric quantities

Mollerup (Waites, 2014) considera que o termo wayfinding, apresen- tado por Kevin Lynch em 1960 e por Arthur e Passini em 1992, no contexto da atividade de encontrar um caminho num terreno desco- nhecido, fazia sentido. No entanto, o processo implícito dos designers é o de exibir as indicações orientativas, wayshowing, evidenciando as informações para o processo de wayfinding. O referido autor realça também que a disciplina, à medida que se profissionaliza, necessita de um vocabulário preciso, sendo que ao praticar o pensamento de forma verbal e visual são necessários termos consistentes.

O conceito de wayshowing de Mollerup, apresentado em 2005, en- fatiza assim o objetivo primordial da sinalização e orientação, quando mostra ao utilizador a informação, através de formas e sinais, e não a exigência de procura de percurso. Mollerup traduz a dicotomia

wayshowing e wayfinding através da analogia com a escrita e leitura,

ensino e aprendizagem ou cozinhar e comer.

A sua função é facilitadora do conceito de wayfinding, sendo que neste contexto enuncia alguns pressupostos através da identifica- ção de estratégias de wayfinding a que recorremos de uma forma inconsciente.

O termo sign, sinal, surge com duplo significado para Mollerup, uma vez que pode fazer referencia a um elemento físico (integrante de uma montra de um estabelecimento, ou um painel identificativo de um aeroporto, de elementos reguladores de trânsito) ou enunciar o fenómeno de signo, imbuída na definição de Umberto Eco (1988), quando refere que signo é usado para transmitir informação, para re- ferir ou indicar algo que o próprio sabe e quer que os outros saibam. O termo waylosing surge através da análise conceptual de Mollerup como antítese de wayfinding, realçando a serendipity (serendipidade) latente, fazendo referência às descobertas conquistadas ao acaso, através da capacidade de perceção do inesperado, de forma astuta e desperta (Mollerup, 2003). Dependendo do contexto do percurso, a simples persecução de um trajeto até ao destino pode ocultar e minimizar a importância do percurso em si. Distinguindo e alienando as situações de urgência e pressa, a descoberta de novos caminhos pode conter um potencial experiencial relevante.

Neste sentido, a possibilidade de perda pode traduzir-se na aprecia- ção e fruição de observações inesperadas e enriquecedoras, desde que realizadas em ambientes detentores de algum controle territorial, que não se traduzam em perigosidade.

c) A legibilidade

“wanting a legible world, design seeks to transform visibility into legibility, (...)”. (Moles, 1989, p.124)

No campo da legibilidade, reforçamos a importância que o design pode assumir na sua conquista. Tendo como pioneiro Kevin Lynch ((2003) na abordagem investigativa concentrada na legibilidade, como “facilidade com a qual as partes podem ser reconhecidas e

organizadas numa estrutura coerente.” (p.13), e apoiando-nos na

análise teórica de Abraham A. Moles (1989), a disciplina do design de comunicação, (gráfico, informação ou de ambientes), dirige-se à visão que o peão forma do mundo, uma visão que precede a ação realizada sobre tudo o que nos rodeia, através de símbolos, da lingua- gem da envolvente, através de formas que são signos mesmo antes de qualquer ação.

Ambicionando um mundo legível, o design procura assim transformar a visibilidade em legibilidade, numa operação mental ordenando uma multiplicidade de elementos sob a forma de signos num todo inteligí- vel com o intuito da definição de uma estratégia de ação.

Moles (1989), referindo Hans Blumenberg, refere ainda que para uma analise da legibilidade visual deve ser tida em consideração o conjunto de ambientes sucessivos existentes numa trajetória num determinado espaço e tempo, considerando este cenário a base onde as ações e projetos tomam forma. Mas o autor questiona em que medida a legi- bilidade deste contexto vai condicionar o desenvolvimento da ação, introduzindo alguns fatores que poderão induzir uma maior perce- tibilidade, permitindo reservar esforços para a realização das ações autónomas. Estes fatores definem-se pela redução e uniformização de signos, com intuito da universalidade, a importância de categori- zação dos fragmentos constituintes da paisagem, submetendo-os a uma gramática de grafismos precisos e assegurando que o “texto”, o conteúdo informativo seja possuidor de redundância suficiente como condição determinante para a inteligibilidade.

d) Micropsicologia

A psicologia oferece à disciplina do design gráfico métodos privilegia- dos para a analise da relação entre o mundo percecionado e o mundo das ações. Neste contexto, e assumindo a ambição de amplificar a legibilidade visual, reduzindo a hesitação e relações ambíguas, Moles (1989), na referência à micropsicologia, considera que o maior objeti- vo desta área do conhecimento é procurar explicações na maioria das ações da maioria das pessoas, propondo um behaviorismo social, for- necendo elementos esclarecedores da interação total entre objetos e pessoas. Diferenciando-se na analise das ações diárias, enfatizando e validando as razões dos pequenos e simples atos diários que envolvem micro decisões e não decisões de carácter rotineiro de maior escala.

Aqui o designer surge como estratega do minúsculo, que deve per- correr as ruas, observar, analisar e cristalizar o contexto imediato que rodeia as ações de cada pessoa, de forma a produzir microcenários.

Deve ainda reduzir os múltiplos casos individuais a um número limi- tado de cenários tipo, onde as dificuldades, dilemas e conflitos se concretizam em micro decisões (virar esquerda ou direita), procuran- do analisar o mecanismo condicionante na determinação da trajetó- ria individual por uma paisagem especifica. Necessita finalmente de

demonstrar através da análise, que as paisagens mentais de ação, sequenciais e repetitivas, podem ser objetos de conhecimento, na re- dução da diversidade aparentemente infinita da realidade, através do enquadramento do local exato num contexto espacial mais alargado.

No contexto da abordagem do campo de ação da micropsicologia ao projeto de design de ambientes feita por Abraham Moles, destaca- mos quatro aforismos desenvolvidos:

1. designer como modesto criador, onde num contexto hedonista a medida dos seus atos é visível na qualidade de vida.

2. Designer com operacional interveniente no meio urbano, cujo campo de ação se carateriza pela escala percetiva do enquadra- mento onde se inserem as pessoas, e os aspetos sensoriais que proporciona com a sua ação.

3. Numa sociedade de consumo, o design já não se encontra preo- cupado com um objeto particular, mas antes com a totalidade da envolvente à escala real.

4. a função do designer é amplificar a legibilidade do mundo.

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