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D´ etermination des discontinuit´ es de bandes

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Spectroscopie Raman des phonons optiques dans les NCs de PbSe

V.2 D´ etermination des discontinuit´ es de bandes

O Brasil, atualmente, é o maior exportador mundial de carnes de aves. Esse setor é destaque nas exportações de carnes brasileiras, correspondendo, em 2006 (43), a 55,9% das exportações, enquanto que a carne bovina significou 31,12% e a carne suína 10,29%. Segundo a ABEF (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos), o país produziu em 2006 9.335 mil toneladas de frango e exportou 2.713 mil toneladas do mesmo produto principalmente para a Ásia, Oriente Médio e Europa. Na produção, o país só perde para os Estados Unidos (16.162 mil toneladas) e China (10.350 mil toneladas).

O maior produtor e exportador brasileiro de carne de frango, atualmente, é o Estado de Santa Catarina, responsável por 13,71% da produção nacional e 27,94% das exportações brasileiras. Essa condição de liderança no setor é devida à presença das maiores agroindústrias do país na região oeste do Estado. Essas empresas, principalmente as agroindústrias de Chapecó, são destaques no comércio internacional de alimentos, sendo o Brasil responsável, em 1993, por 7,82% da produção mundial de carne de frango e 14,80% do comércio internacional, sendo que a empresa Sadia representava 1,20% da produção mundial e 14,80% do comércio internacional (Espíndola, 1996, p.42).

Entre as agroindústrias catarinenses que se destacam nacionalmente estão as empresas Sadia S/A, a agroindústria Aurora, a Ceval Alimentos (atual Bunge) e a Chapecó Alimentos (encerrou suas atividades em 2002), em Chapecó; a empresa Perdigão, em Videira; a unidade Sadia, em Concórdia; e a indústria Seara, em Seara; todos municípios situados no oeste do Estado.

Dentre essas, como já citado, se destaca a empresa Sadia, a pioneira dentre as indústrias de alimentos do país. A Sadia S/A foi criada em 1944 no município de Concórdia, tendo sua estrutura de produção expandida no início da década de 70 para o município de Chapecó, além de outras unidades pelo país. Hoje, com uma estrutura extremamente complexa que envolve, inclusive, escritórios fora do país, como Milão, Tóquio e Dubai (Costa, 2005), é a maior produtora e exportadora de carnes de aves do país. A instalação da Sadia em Chapecó na década de 70, ocorreu por necessidade de expansão do seu capital, uma vez que teve um crescimento rápido na sua produção, obrigando-a a ampliar sua planta industrial com o início da criação e beneficiamento da carne de peru, setor no qual se tornou líder. Além disso, Chapecó já apresentava infra-estrutura urbana consolidada (aeroporto, energia elétrica, redes de estradas, sistema bancário, comércio especializado, etc.), possuía uma zona agrícola rica em milho e soja, facilitando a criação das aves (Corioletti, 1999, p.46

e Ben, 2005, p.52), e o governo local também ofereceu para a empresa diversos incentivos fiscais, a doação de terreno, os serviços de terraplanagem e de abastecimento de água. O quadro a seguir mostra a participação atual dessas empresas na produção e exportação de carne de frango brasileira, comprovando a importância econômica destas nacionalmente.

Tabela 1 – Participação das maiores agroindústrias de Santa Catarina na produção e exportação de carne de frango do Brasil e Posição das empresas no ranking nacional.

Fonte: Relatórios anuais da ABEF, 2001 e 2006. Elaboração: Reche, D. Empresas Ano

Sadia Perdigão (44) Aurora (45) Seara (46) Chapecó (47) Produção 11,7% 10,1% 2,2% 5,8% 3,1% Ranking 1º 2º 9º 4º 5º Exportação 26,8% 18,6% 2% 17,2% 6,1% 2001 Ranking 1º 2º 7º 3º 4º Produção 13,71% 11,10% 1,84% 5,86% -- Ranking 1º 2º 7º 3º -- Exportação 27,94% 18,28% 2,19% 12,06% -- 2006 Ranking 1º 2º 7º 3º --

A presença das maiores empresas brasileiras de produção e exportação de carne de frango na região oeste e o fortalecimento do seu poder econômico e, conseqüentemente político, foram fundamentais para o desenvolvimento dos municípios que compõem o oeste do Estado de Santa Catarina, tanto econômica, política quanto socialmente, refletindo na lógica de estruturação urbana e rural destes.

A maior concentração das empresas líderes no mercado de carne de aves nacional localiza- se em Chapecó, o que faz do município, hoje, ser considerado a “capital brasileira da agroindústria” (PMC, 2008). Essa concentração demonstra a força do capital agroindustrial econômica e politicamente, influenciando nas decisões e na lógica de organização do município, seja social ou espacialmente.

Chapecó, que desde a década de 50, assumia o papel de pólo regional, tornando-se referência para os municípios vizinhos, inaugurou sua produção agroindustrial com a

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A Perdigão Agroindustrial S/A foi criada em 1940 em Videira, no meio-oeste catarinense, começando com o setor suinícolo, diversificando, na década de 70, para o setor avícola. Exporta seus produtos para o Oriente Médio, Extremo Oriente, Europa e América (Nogueira, 1998, p.77).

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A Cooperativa Central Oeste Catarinense Ltda - Aurora foi fundada no final da década de 60, em Chapecó, por empresários catarinenses do município que viam na possibilidade da industrialização da carne do excedente de suínos produzidos na região, uma oportunidade para desenvolvimento do município. A empresa entrou em funcionamento no município em 1973. Além da produção de carne de aves, a empresa é forte também no setor suinícolo.

46 A empresa Seara Alimentos S/A foi criada no município de Seara em 1950. Em 1970 passou para o domínio da Ceval e hoje a empresa faz parte do grupo Bunge Internacional Ltda, mas mantém a marca original dos produtos elaborados com carne suína e de aves.

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A agroindústria Chapecó Companhia Industrial de Alimentos, criada em 1952, também em Chapecó, apesar de ter sido uma das maiores empresas do setor desde a sua criação, em 2001 encerrou suas atividades devido ao estado de falência. Hoje, nas instalações da empresa, funciona parte da produção da Aurora.

empresa Chapecó Alimentos, instalada no início da década de 50, e que logo se tornou uma das maiores indústrias da região. Mas, como dito anteriormente, só a partir da década de 70 é que o município recebe os maiores investimentos na produção industrial, com a instalação da Sadia S/A, Aurora e Ceval Alimentos. A sua condição de pólo regional, a presença das agroindústrias, a estrutura produtiva agrária/urbana regional frágil e o sistema agroindustrial de produção desigual implantado na região, incentivaram o processo migratório campo- cidade, que determinou grandes impactos na estrutura urbana de Chapecó.

Assim, a atividade agroindustrial, principal responsável pelo desenvolvimento econômico de Chapecó, também foi responsável pelo seu processo de urbanização acelerado. Desde a década de 70 o setor agroindustrial é o maior contribuinte na arrecadação do município, assim como absorve parte considerável da mão-de-obra da cidade. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina e da Prefeitura Municipal de Chapecó, em 1980, aproximadamente uma década após a instalação das agroindústrias na cidade, estas já eram responsáveis por 25% do valor adicionado (48) total do município e 43% do valor adicionado do setor industrial e comercial (49). Em 2004, a agroindústria foi responsável por 14% do valor adicionado total da cidade e 17% do setor industrial e comercial, absorvendo, em 2005, aproximadamente 60% do pessoal ocupado no setor de indústria de transformação e 20% do total de pessoal ocupado do município. A diminuição relativa atual da participação do setor deve-se à dinâmica acelerada do desenvolvimento econômico do município, principalmente de setores ligados à própria agroindústria: setor de transporte, embalagens, metal-mecânico (produção de maquinários), além dos setores necessários devido ao crescimento acelerado da população no período (comércio e serviços).

2.3. A implantação das agroindústrias na região oeste e a sua relação com o

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