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CHAPITRE 3 : PRESENTATION DES EPROUVETTES ET DESCRIPTION DES

I. 2 .Les éprouvettes du palmier rônier dans lesquelles sont faits des trous

II.2. La méthode du régime régulier

II.2.1.4. Détermination de la zone de linéarité de la courbe

Musical Entrepreneurship: Knowledge and Practices to Leverage the Entrepreneurial Career

Resumo: Dentro da economia criativa, a qualificação de empreendedores musicais é uma

atividade importante para o seu aquecimento, no entanto, os conhecimentos disponíveis sobre empreendedorismo ainda são muito orientados para criação de negócios gerais; por isso, pouco adequados aos setores mais culturais e criativos. O objetivo desse artigo é fornecer um conjunto de conhecimentos para qualificar e assim alavancar a carreira de empreendedores musicais. Nosso artigo tecnológico36, então, tem uma vocação mais profissional do que acadêmica na medida em que busca organizar um guia de conhecimentos necessários para empreendedores musicais. Entende-se, portanto, que educadores, empreendedores e potenciais empreendedores poderão ter ao seu dispor orientações que auxiliem sua busca por qualificação de sua carreira musical e artística. A metodologia qualitativa foi utilizada no trabalho para organizar os entendimentos sobre princípios, relevância, aplicações e fontes de áreas fundamentais para a atuação no empreendedorismo musical, com fundamentos nas teorias, práticas, procedimentos e exemplos. Ao fim da pesquisa, o guia é concluído, oferecendo como resultado ao potencial ou já empreendedor musical, o mapa profissional de como empreender na música.

Palavras-chave: Empreendedorismo musical. Educação empreendedora. Identidade cultural

Local. Economia criativa. Guia de conhecimentos.

Abstract:

Within the creative economy, the qualification of musical entrepreneurs is an important activity to your development, however, the available knowledge on entrepreneurship is still very oriented to creation of general business; and for that not suitable to a more cultural and creative sector. The goal of this paper is to provide a body of knowledge to qualify and thus boost

35 Artigo a ser submetido para a Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento. Por isso, o artigo segue as normas da ABNT exigida pela revista.

36 Para ampliar a discussão sobre tecnologia social, ler: DAGNINO, R. et al. Tecnologia social: uma estratégia

para o desenvolvimento. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em:

http://www.oei.es/salactsi/Teconologiasocial.pdf; RODRIGUES, Ive. A emergência da tecnologia social: revisitando o movimento da tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro. 2007.

musical entrepreneurs’ career. Our technological paper, then, has professional tendency rather than a academic one since it seeks to organize a necessary knowledge cartography for musical entrepreneurs. We understand, therefore, that educators, entrepreneurs and potential entrepreneurs will be provided with guidelines to help the pursuit for their musical and artistic career’s qualification. The qualitative methodology was used in the paper to organize the understandings on principles, relevance, applications and key area’s sources for action in the musical entrepreneurship, with foundations in the theories, practices, procedures and examples. At the end of the paper, the cartography is completed, offering as a result to a potential or already musical entrepreneur, a professional map of how to make an enterprise in music.

Keywords: Musical entrepreneurship. Entrepreneurial education. Creative economy. Guide of

knowledge.

Introdução

Esse presente estudo37 se destaca pela sua importância em contribuir para suprir uma

grande carência no campo do empreendedorismo musical: parte considerável dos profissionais de música, potenciais ou já empreendedores musicais, não possuem conhecimentos teóricos e práticos para empreender na música (SALAZAR, 2015). O contexto onde ocorre essa grande carência é a economia criativa, setor que comporta diversos setores criativos, incluindo o foco desse trabalho, a música, e que tem como resultado produção de riqueza cultural, econômica e social (MINISTÉRIO DA CULTURA, 2011). Tomando como fundamento essas duas considerações, esperamos criar um guia de conjunto de orientações para alavancar carreira empreendedora da música. A presente pesquisa não pretende alcançar um aprofundamento nos conhecimentos e práticas, mas oferecer ao empreendedor e potencial empreendedor da música, amplitude, organização e indicações dos principais conhecimentos e práticas empreendedoras da música para, consequentemente, estimular o empreendedorismo musical e aquecer ainda mais a economia criativa brasileira. Pontuamos que o guia aqui construído pode ser ativado por diversos profissionais com sensibilidade artística no âmbito da música, como produtores, djs, cantores, músicos instrumentistas, gestores de organizações musicais, entre outros.

37 O presente artigo faz parte de uma tecnologia social. Além desse artigo, outros três artigos compões a tecnologia social, sendo que um artigo apresenta o desenho geral da tecnologia (Campos & Davel, no prelo); um trabalho trata da pedagogia através das artes para o ensino do empreendedorismo (CAMPOS, no prelo) e outro artigo trata da gestão participativa de eventos comunitários (CAMPOS, no prelo). Além desse conjunto de artigos, um caso de ensino reforça a tecnologia (Campos & Davel, no prelo).

A metodologia da pesquisa é de caráter qualitativo e conta com a revisão bibliográfica e com a técnica de coleta de informações baseadas em documentos e entrevistas semiestruturadas com empreendedores musicais do estado da Bahia. Os documentos selecionados foram escolhidos pelas suas possibilidades de instrumentalidades. Foram entrevistados ao todo nove empreendedores musicais, com notória prática na área do empreendedorismo musical, sendo essa categoria entendida aqui como produtores musicais, produtores culturais do âmbito musical, arte-educadores da música, músicos em geral, entre outras possibilidades de ocupações e profissões possíveis que ofereçam a possibilidade de se empreender na música. As entrevistas foram realizadas face-a-face, partes registradas em áudio e partes registradas em audiovisual, durando de trinta a cinquenta minutos cada entrevista. Os dados então foram analisados e articulados, tendo como resultado uma estruturação de forma a apresentar e discutir os principais pontos do guia de conhecimentos necessários ao empreendedorismo musical. Por isso, além desta introdução e da conclusão, cada seção do artigo versa sobre um tipo de conhecimento ligado ao empreendedorismo musical (Quadro 1).

1. Conhecimentos e práticas do empreendedorismo musical

Empreender tem diversos significados e para chegarmos à ideia atual de empreendedorismo cultural houve uma história de mudanças sobre a ideia do que é o empreendedorismo (CAMPOS; DAVEL, 2015). Nessa pesquisa, partimos da ideia de que empreender possui o sentido de emancipação (RINDOVA et al., 2013), de criatividade (BARON, 2007), e de que o empreendedorismo cultural vem mostrando que é um dos campos que mais vem aliando a concepção de liberdade, criatividade, desenvolvimento individual, coletivo e social, rompendo a ideia tradicional de que o empreendedor visa apenas o crescimento individual.

O empreendedorismo cultural, onde o empreendedorismo musical se encontra, pode ser pensado como lócus principal de atuação dos artistas contemporâneos, no caso desse trabalho, os músicos, que precisam encarar sua arte como negócio, e assim tornar-se um artista profissional e empreendedor (SALAZAR, 2015).

Historicamente, o empreendedorismo cultural de Salvador/Bahia tem fortes raízes na cultura afro-baiana e nos negócios da música (CARVALHO, 1994; DANTAS; FISCHER, 1993; MOURA, 2009; MIGUEZ, 1997). A identidade cultural local de Salvador é bem reconhecida nacionalmente e internacionalmente, sendo promotora de resistência cultural e econômica na cidade de Salvador (DANTAS; FISCHER, 1993). Essa identidade de resistência,

associada aos bairros populares e outros locais financeiramente pobres, devido à continuidade de processos de racismo contra o povo negro oriundo da escravidão, originaram projetos sociais e artísticos históricos na cidade, como o Olodum, que além da identidade cultural local, conseguiu estabelecer uma identidade ligada ao movimento musical global (CARVALHO, 1994; DANTAS; FISCHER, 1993). Na contemporaneidade, iniciativas como o Batekoo38 e o Sarau da Onça39 são expressões soteropolitanas marcantes pela estética negra, relação com a história da cidade de Salvador e conceitos ligados à identidade cultural local.

O jovem músico e o público jovem ganham destaque no Brasil com a jovem guarda, movimento do rock brasileiro onde o mercado da música passou a diferenciar o público adulto do público jovem (DANTAS, 2015). Em um meio competitivo que se tornou o mercado da música jovem, empreender e gerir a cultura local tem se mostrado não só no Brasil, como nos EUA, como um caminho que gera bons frutos, tanto artisticamente como financeiramente (EDMONDSON, 2008).

Considerando o perfil requerido pelo empreendedorismo musical, dentro do contexto aqui pontuado, o grande desafio da composição desse artigo tecnológico se apresenta pela organização dos conhecimentos necessários ao público-alvo. As categorias de conhecimento criadas surgem para alcançar o objetivo de construir um guia para o potencial ou já empreendedor musical ter um sólido auxílio para alavancar sua carreira. Cada categoria emerge de uma análise comparada entre os documentos utilizados (pesquisas da área cultural, sobre empreendedorismo cultural, empreendedorismo musical, sites de empreendedores, sites de instituições de fomento ao empreendedorismo, entre outros) e entrevistas com os nove empreendedores musicais que serão citados e identificados quanto às suas ocupações no âmbito da música no decorrer do guia.

Por motivos pedagógicos, pensando em facilitar a compreensão do empreendedor, cada conhecimento foi organizado em seções, através de tópicos, sendo escolhidos pelas suas relevâncias para proporcionar crescimento à carreira empreendedora (Quadro 1).

38 http://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,batekoo-marca-o-fortalecimento-do-movimento-negro- no-brasil,10000058909

Quadro 1 - Relevâncias dos conhecimentos necessários ao empreendedorismo musical

Conhecimentos Tópicos Relevância

Identidade

Identidade territorializada

Forma de reconhecer elementos e construir a identidade do território para tornar o contexto do empreendimento autêntico, criativo, inovador, distinto e original.

Identidade organizacional

Forma de integrar a identidade do território ao empreendimento para torna-lo autêntico, distinto e original.

Carreiras

Tipos e estratégias Forma de escolher opções de organização e gestão para assegurar a realização de vários empreendimentos consecutivos.

Parcerias e redes Formas de construir redes de parcerias para a realização do empreendimento.

Projeto

Elaboração (Pré- Produção)

Forma de elaborar um projeto para captar recursos e organizar a realização do empreendimento.

Gestão (Produção e Pós-Produção)

Forma de administrar necessidades, etapas e atividades da realização do empreendimento.

Marketing

Comunicação Forma de divulgar e promover o empreendimento. Marketing de

relacionamento

Forma de fortalecer o relacionamento do público com o empreendimento.

Financiamento

Recursos Públicos Forma de captar recursos públicos por meio de editais para financiar a realização do empreendimento.

Recursos Privados Forma de captar recursos privados por meio de projeto de patrocínio para financiar a realização do empreendimento. Recursos

Coletivos

Forma de captar recursos coletivos por meio de plataformas digitais para financiar a realização do empreendimento. Legalidade

Contratos Forma de utilizar contratos para assegurar o sucesso e minimizar os riscos de empreendimentos.

Direito Autoral Formas de utilizar direitos autorais para assegurar o sucesso e minimizar os riscos de empreendimentos.

Fonte: Elaboração dos Autores

Por fim, cada seção foi trabalhada através de princípios que norteiam a seção de conhecimento, para depois serem pontuadas as relevâncias acerca da seção para o empreendedorismo musical, as aplicações de cada conhecimento na realidade através de exemplos e experiências reais e, as fontes quanto às possíveis consultas dos empreendedores musicais. O esquema em cada seção, então, se deu da seguinte forma:

Princípios: nessa seção, são definidos e caracterizados alguns dos princípios

selecionados do conhecimento, através dos fundamentos de cada conhecimento que podem nortear os empreendedores musicais.

Relevância: nesse tópico, são explicadas as razões do conhecimento ser importante para

desencadear, alavancar e o empreendedorismo musical, fornecendo alguns exemplos de experiências empreendedoras na música.

Aplicações: nessa seção, são apresentadas indicações para se aplicar o conhecimento,

exemplificando de forma prática, através de casos e depoimentos de empreendedores musicais. Fontes: nesse tópico são indicadas as principais fontes de informação sobre o conhecimento, por meio de diversas tipologias (impressa, livros, Internet, audiovisual, etc.) e exemplos de empreendedores musicais. As fontes que embasam e fortalecem os conhecimentos no âmbito de carreiras expõem os tópicos que dialogam com os princípios, relevância e aplicações tratadas anteriormente dentro de cada tópico de conhecimento. Para os sites, basta copiar e colar o endereço para acessar as fontes. Para as fontes mencionadas através do sobrenome dos autores, a maioria das fontes pode ser encontrada via internet, com livros e artigos gratuitos.

1.1Conhecimentos sobre Identidade

Conhecimentos sobre identidade são fundamentais para o empreendedorismo musical, pois expõem a forma de reconhecer os elementos para construir a identidade do território para tornar o contexto do empreendimento autêntico, bem como tratam da forma de integrar a identidade do território no empreendimento para torna-lo criativo e inovador. Alguns indivíduos optam pelo empreendedorismo, outros se veem quase que obrigados a adotarem o empreendedorismo musical para realizarem seus projetos (FONTES; PERO, 2009), o que nos leva a crer que o início da construção da identidade empreendedora é múltiplo, sendo identificada e construída por diferentes caminhos.

1.1.2 Identidade territorializada como fundamento do empreendedorismo musical

Princípio: A identidade territorializada por ser definida como a identidade que é

constituída fortemente através do seu território. Ela é caracterizada quando a identidade e o território no qual o profissional nasceu ou reside, dialogam, se influenciam e se fortalecem. Para atingir o potencial de força que a identidade territorializada no campo do empreendedorismo musical, se deve ter em vista que o princípio para pensar a identidade é reconhecer seus elementos no território e a partir daí construí-la (CAMPOS; DAVEL, 2015).

Relevância: Nota-se que muitos dos projetos bem-sucedidos, na área musical, em seus

objetivos contaram e muito com a consideração da identidade territorializada para o seu êxito, como a ONG Pracatum, no bairro do Candeal, idealizada pelo multi-artista e empreendedor cultural e musical, Carlinhos Brown, e o Ilê Ayê, no bairro da Liberdade, idealizado pelo empreendedor da música e da cultura Vovô do Ilê. Nos dois casos, o território foi a matriz das criações das instituições, pois aspectos como afinidade do território com a música, influências

da cultura negra na estética, religiosa e na própria música motivaram e tornaram singulares tais projetos comprovando a relevância da identidade territorializada.

Aplicações: Um primeiro passo para reconhecer os elementos da identidade territorial

é conhecer o seu território. A sensibilidade artística do profissional ou do coletivo de profissionais é importantíssima para aplicar os elementos que podem compor a identidade territorializada. Uma mobilização de possíveis parceiros, através da mútua identificação pelo território e/ou pela música para reconhecer tais elementos e construir a identidade territorializada seria o fundamento para fortalecer ainda mais o empreendimento musical. Após a mobilização, sugerimos as seguintes questões orientadoras para o reconhecimento desses elementos pelos empreendedores ou potenciais empreendedores: Qual experiência musical e cultural é histórica no meu território? Essa experiência continua nos dias de hoje? Quais os artistas com importantes experiências no empreendedorismo musical no meu território? O primeiro passo dessa seção pode ser executado através das técnicas de entrevistas semiestruturadas, ou seja, entrevistas que tenham perguntas previamente pensadas pelo empreendedor, mas que possibilitem que outras questões surjam no processo de entrevista (BONI; QUARESMA, 2004). As histórias de sucesso do empreendedorismo musical do território são ferramentas para a capacitação e estímulo ao empreendedorismo musical, os profissionais podem elaborar questões pertinentes a quando partiram os empreendedores e como suas ações desenvolveram não apenas suas carreiras, mas grupos e territórios. O segundo passo é a construção da identidade territorial a partir dos reconhecimentos acerca do empreendedorismo musical realizados na primeira etapa. Para Aspri, empreendedor musical, produtor cultural e cantor da banda de rap baiana RBF, uma das coisas que o levou a empreender na música foi a identificação coletiva com os seus vizinhos da “Baixa-Fria”, território periférico do bairro do Cabula da cidade de Salvador, Bahia. Após a discriminação racial e social sofrida por ele e seus vizinhos, ele “sentiu na pele” (a banda é composta por homens negros) que era necessário falar sobre essas questões. A banda então juntou o útil (a necessidade das questões sociais) com a oportunidade de viver do que gostam de fazer: viver de música. Finalizando a construção da identidade territorial, se pode pensar em uma identidade organizacional, tema da seção seguinte.

Fontes: Definições de identidade; A identidade territorializada como fundamento do

empreendedorismo no campo da cultura (CAMPOS; DAVEL, 2015); A narrativa, o diálogo, o “contar histórias” como ferramentas de construção da identidade territorializada (WRY et al., 2011); Aprendendo a fazer entrevistas (BONI; QUARESMA, 2004); Organizações bem-

sucedidas que consideraram a identidade territorializada (ILÊ AIYÊ, disponível em: http://www.ileaiyeoficial.com/; PRACATUM, disponível em: http://www.pracatum.org.br/).

1.1.3 Identidade organizacional para empreendimentos musicais

Princípio: Após o reconhecimento e construção da identidade territorializada, é hora

dos profissionais pensarem na identidade organizacional dos seus empreendimentos. A cultura, como fator que fortalece o desencadeamento da criatividade artística, é um elemento fundamental para o sucesso empreendedor e é a identidade organizacional que vai definir o que é a organização, acarretando em escolhas como de projetos e marketing (HATCH; SCHULTZ, 2008). Os princípios e características da identidade organizacional, podem ser definidos a partir do auto reconhecimento do empreendimento e a imagem que os clientes/público têm do empreendimento. A identidade organizacional pode então ser definida como o resultado da visão estratégica, cultura organizacional e a visão do público/clientes (HATCH; SCHULTZ, 2008).

Relevância: Pensando nas formas de integração da identidade do território no

empreendimento para torná-lo distinto, podemos destrinchar a arquitetura da identidade organizacional da seguinte forma: Visão estratégica: para adotar esse elemento no contexto de integração da identidade do território no empreendimento, basta visualizar o que há no território de grande valor artístico ou cultural e transferir para o planejamento do empreendimento musical; Cultura Organizacional: a cultura organizacional faz parte de uma ação da visão estratégia, pois ela geralmente possui muitos elementos apresentados nas ações empreendedoras, portanto transferir o que há de singular e criativo no território é um interessante caminho; visão do público/clientes: como o público/clientes veem os empreendedores? E o empreendimento? Aprofundar esse conhecimento para detectar falhas organizacionais e propor soluções é um importante fator para desenvolver a identidade organizacional.

Aplicações: O reconhecimento da identidade territorial e artística como estratégia para

alavancar empreendimentos musicais pode ser notada através de um caso emblemático de empreendedorismo da música que iniciaram seu negócio e possuem o território, como agente de singularidade do projeto. O Ilê Aiyê, na sua estrutura organizacional e identidade visual (SEQUEIRA, 2013), possui fortes elementos às referências ligadas à cultura religiosa do candomblé, sendo um exemplo, na sua arquitetura, na sua banda musical, de identidade organizacional bem estabelecida através da visão estratégica, cultura organizacional.

Fontes: fundamentos da identidade organizacional (HATCH; SCHULTZ, 2008);

construindo a identidade organizacional em uma rádio (KUBO, 2011); a identidade visual como expressão de imagem da identidade organizacional (SEQUEIRA, 2013).

1.2 Conhecimentos sobre carreiras

Conhecimentos sobre carreira empreendedora são fundamentais para o empreendedorismo musical, pois permitem que o profissional tenha mais opções de organização e gestão para assegurar a realização de vários empreendimentos, assim como permite aprender como construir redes de parcerias para a realização do projeto. Tais escolhas se fundamentam na consideração de que o empreendedorismo musical oportuna atuação em diversas áreas da música, sob diversas formas (SALAZAR, 2015).

1.2.1 Tipos organizacionais e estratégias de carreiras

Princípio: Os princípios da carreira do empreendedorismo musical podem ser definidos

por características da área da música e da área do empreendedorismo, sendo elas caracterizadas pela inovação, criatividade e ousadia. Esses três elementos seriam o tripé do empreendedorismo musical. O ramo da música, nem sempre estável, a produção artística aliada à atuação empreendedora entre outros fatores fazem necessário que a atitude empreendedora de exercer as estratégias e a ousadia esteja ativa a todo tempo. Um dos tipos organizacionais possíveis adotado por grande parte dos empreendedores musicais é o de pessoa física. A pessoa física é caracterizada quando o profissional não se formaliza. Luciano Bahia, produtor musical, diretor musical, cantor e multi-instrumentista, adota esse tipo para captar recursos, sendo uma opção viável e adotada por muitos empreendedores musicais. Outro tipo organizacional e estratégia para começar ou dar continuidade a um empreendimento musical é a formalização em pessoa jurídica. A razão é que como pessoa jurídica, o empreendedor pode ter acessos a mecanismos financeiros como crédito, além de possuir uma retenção menor em impostos do que quando participa como pessoa física. Pensando nas estratégias de carreiras, seja o empreendedor musical que adotar a forma de pessoa física ou jurídica como trabalho, uma ferramenta para os empreendedores da música que podemos destacar é a confecção de um plano de negócios, pois o plano de negócios é um instrumento que organiza o empreendedor, quanto ao que ele quer, o quanto que ele quer e até quando quer (SEBRAE, 2010). O plano faz parte do planejamento do empreendedorismo musical, sendo uma estratégia importantíssima a compor os princípios de uma criação de negócios;

Relevância: Fato é que os tipos organizacionais e estratégias de carreiras possuem a