Chapitre VI : Les facteurs d’attractité des IDE de la ville de Béjaia
Section 02 : Analyse et interprétation des résultats de la recherche sur le terrain
1. Analyse et interprétation de la première hypothèse relative aux réformes économiques
2.1. La qualité du personnel et le savoir-faire de la main d’œuvre algérienne
A implementação do Ensino Híbrido surge como possibilidade de aperfeiçoamento dos processos formativos na educação, suscitando modelos de inovações sustentadas e disruptivas. Esse movimento segue a tendência do que ocorreu nos serviços e processos de produção que incorporaram as TDICs, que estabelecem protagonismo e autonomia aos seus usuários. No caso da educação, a prestação do serviço é centrado no educando (VALENTE, 2015).
Os modelos sustentados combinam o ensino on-line com os benefícios da sala de aula tradicional. Já os modelos disruptivos buscam se afastar das salas de aulas tradicionais, com o uso do ensino on-line promovendo novos e dinâmicos modelos de ensino (HORN; STAKER, 2015).
Os principais modelos estão definidos em quatro categorias, quais sejam: o modelo de Rotação, o modelo Flex, o modelo A La Carte e o modelo Virtual Enriquecido. Dentro do modelo de rotação, existem quatro sub-modelos: Rotação por Estações, Laboratório Rotacional, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual. Toda a sistematização desses modelos híbridos estão organizadas na Figura 1, apresentada a seguir.
Figura 1 – Modelos de Ensino Híbrido.
Fonte: Horn e Staker (2015)
Para Horn e Staker (2015), os modelos que estão compreendidos na zona híbrida se caracterizam por combinar a antiga tecnologia, neste caso a sala de aula tradicional, com a nova tecnologia, que se remete ao ensino on-line. Esses modelos podem ser vistos como inovações sustentadas em relação à sala de aula tradicional.
Conforme observado na Figura 1, a maioria das subcategorias do modelo de rotação pertence à zona híbrida do ensino, com exceção da rotação individual. Essas modalidades, via de regra, preservam ações da sala de aula tradicional. As aulas expositivas, os alunos enfileirados, o tempo da aula e o espaço, em alguns momentos, continuam os mesmos, porque a estruturação das redes de ensino ainda não detêm um caráter mais flexível e dinâmico para absorver com plenitude essas novas possibilidades. Contudo, as instituições de ensino podem aproveitar o ensino on-line apoiada por TDICs para avançar por caminhos que obtenham melhores resultados a partir da realidade existente.
Ainda com relação aos modelos de rotação, por mais que conservem traços do ensino tradicional, a sua utilização nas atividades da escola não é tão simples. O professor é exigido a conhecer o saber-fazer do modelo tradicional mais as habilidades na condução dos aparatos
tecnológicos e a integração no processo, adicionadas às vivências on-line que são supervisionadas pelo professor (HORN; STAKER, 2015).
Nesse contexto, os alunos estudam um conteúdo alternando as atividades de ensino em um horário fixo ou a critério do professor. Ao menos uma delas acontece de modo on-line. A depender da modalidade, tais modelos podem incluir atividades como as lições em pequenos grupos ou em turmas completas, gravação de vídeos, uso de aplicativos, tutoria individual e trabalhos escritos. No modelo de Rotação, existem as seguintes subcategorias:
Rotação por Estações: os alunos são organizados em grupos e realizam cada um a sua tarefa, conforme a orientação do professor. Os estudantes trocam de grupos, em tempo predeterminado em sala e avisado pelo professor, de forma que todos passem pelas atividades planejadas. As tarefas não seguem uma sequência para execução. O importante é que todos passem por cada estação, independente da ordem. Porém, deve funcionar de maneira integrada, de tal modo que os alunos tenham acesso aos mesmos conteúdos ao final da aula (BACICH; TANZI-NETO; TREVISANI, 2015).
Laboratório Rotacional: envolve a possibilidade de alternar o estudo de uma disciplina em um laboratório de informática, permitindo o ensino on-line (HORN; STAKER, 2015). Assim sendo, proporciona iniciar as atividades pedagógicas na sala de aula tradicional. Em seguida, adiciona uma rotação para um dispositivo móvel ou computador do laboratório da escola. Essa modalidade busca elevar a eficiência e facilitar o aprendizado personalizado, mas continuam predominando o foco nas atividades tradicionais na escola. Os alunos direcionados ao laboratório ou com o uso de dispositivos móveis devem trabalhar individualmente ou em grupo, e de forma autônoma, para atingir os objetivos estabelecidos pelo professor (BACICH; TANZI-NETO; TREVISANI, 2015). O ensino on-line é utilizado como uma inovação sustentada para ajudar a sala de aula tradicional a atender melhor às necessidades de seus alunos (HORN; STAKER, 2015).
Sala de Aula Invertida: consiste em inverter a dinâmica do modelo tradicional de ensino, que se funda em aulas expositivas dos conteúdos e exercícios para casa. Para tanto, na sala de aula invertida acontece a inversão desse processo, com a divulgação dos conteúdos, antecipadamente, por meio de aulas em vídeos ou outros materiais, para que os discentes realizem o estudo do conteúdo que será discutido no encontro presencial. Essa modalidade é bem comum nas aulas de matemática.
Em sala o professor, ao invés de trabalhar conteúdos, buscará resolver e discutir as atividades de fixação em sala, possibilitando ao aluno um tempo maior para sanar suas dúvidas e reduzir suas dificuldades no entendimento dos conceitos (BERGMANN; SAMS, 2016).
Rotação individual: possibilita que os estudantes se alternem em atividades previamente estabelecidas em etapas chamadas de estações. Não necessariamente o aluno deve passar por todas, mas deve cumprir uma lista de reprodução programada dentro da sua rotina para que possa atingir os temas a serem estudados. Esse método segue um roteiro fixo e individualmente customizado, determinado por um professor ou algoritmo de software (HORN; STAKER, 2015). Alguns estudantes podem aprender de modo completamente on-line, de acordo com as suas facilidades ou dificuldades. No modelo de rotação é o único com características disruptivas, em vez de sustentadas.
Nos modelos com o perfil mais disruptivo, prevalecem momentos de ensino on-line com o incremento de um componente físico que visa atender a estudantes que buscam horários mais flexíveis e que precisam dos serviços presenciais (HORN; STAKER, 2015). Assim, os modelos Flex, A La Carte e Virtual Enriquecido, assim como o modelo de Rotação Individual, possuem um caráter mais disruptivos em relação à sala de aula tradicional. Dessa forma, a seguir, será definido e caracterizado o Modelo Flex, Modelo A La Carte e Modelo Virtual Enriquecido.
Modelo Flex: também baseado em uma lista de reprodução a ser cumprida, o ensino on-line é a espinha dorsal do aprendizado dos alunos, embora atividades presenciais possam ser previstas. O docente responsável ou tutor oferece ajuda presencial para tirar dúvidas, em horários conforme a necessidade do aluno, e as atividades acontecem em grupos reduzidos ou individualmente (HORN; STAKER, 2015).
Modelo A La Carte: o estudante organiza junto com o professor o seu roteiro de estudo em consonância com os objetivos gerais que precisam ser alcançados. A aprendizagem é personalizada, em local e tempo da preferência do aluno. Esse modelo permite que estudantes façam cursos on-line com professores on-line complementando os cursos presenciais, sendo tal modelo o caso mais claro de disrupção pura, pois a sala de aula tradicional está ausente nos cursos
completamente on-line (BACICH, TANZI-NETO, TREVISANI, 2015; HORN, STAKER, 2015).
Modelo Virtual Enriquecido: consiste em ofertar disciplinas em que a aprendizagem é dividida de forma presencial e on-line. Os estudantes, obrigatoriamente, precisam ir à escola pelos menos uma vez por semana para encontros de aprendizagem presenciais com um professor, não exigindo presença diária, como acontece no modelo da sala de aula invertida. Tanto esse modelo como o Modelo A La Carte enquadram-se como disruptivos, porque pressupõem uma organização incomum com a educação básica oferecida no Brasil (BACICH, TANZI-NETO, TREVISANI, 2015; HORN; STAKER, 2015).
Desse modo, o Ensino Híbrido e a aplicação dos seus modelos nas escolas suscitam flexibilização, aperfeiçoamento e inovação aos sistemas de ensino, embora evidências indiquem que alguns modelos, especialmente os disruptivos, que visam substituir o modelo tradicional de sala de aula, só sejam possíveis em longo prazo.
A possibilidade de personalizar o ensino por meio dos modelos Híbridos, que possam contemplar o aluno com uma aprendizagem mais significativa, pressupõe uma colaboração entre o docente e os estudantes, para que juntos identifiquem caminhos promissores para uma educação de qualidade, submetendo-se a experienciar recursos que mais atendem as suas necessidades em diversos aspectos, como o ritmo, as tecnologias, o tempo, o lugar e o modelo de ensinar. Esses aspectos citados são relevantes durante todo o processo de personalização do ensino (BACICH, TANZI-NETO, TREVISANI, 2015).
Em seguida, apresenta-se um mapeamento sistemático da literatura com o delineamento do levantamento e apreciação dos trabalhos relacionados aos temas discutidos no diálogo teórico.
2.3 LEVANTAMENTO DE PRODUÇÕES ACADÊMICAS ACERCA DA TEMÁTICA