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2 - Les défis auxquels sont confrontées les associations

CHAPITRE I : PROTECTION DE L’ENFANCE : UN SYSTEME EN EVOLUTION ?

II. 2 - Les défis auxquels sont confrontées les associations

Apresentaremos, seguidamente, os instrumentos utilizados no nosso estudo, que nos permitiram recolher os dados necessários para descrevermos as imagens das LE que povoam os imaginários dos sujeitos.

3.3.2.1. Inquérito por questionário

No sentido de caracterizar os sujeitos do nosso estudo, procedendo à elaboração do seu perfil linguístico no que às línguas estudadas e contactadas até ao momento diz respeito, e de identificar e descrever as suas imagens relativamente às mesmas LE, elaborámos um inquérito por questionário (cf. Anexo 1) distribuído no dia 9 de Outubro de 2003, na aula de inglês, ao qual responderam 53 alunos. O referido questionário organizou- se em duas secções, versando a primeira as línguas estudadas ao longo do percurso escolar (razões de escolha, circunstâncias de contacto, …) e a segunda apenas as línguas em estudo - Alemão, Chinês, Francês e Inglês - (circunstâncias de contacto, países estrangeiros visitados, importância conferida a cada língua, facilidade/dificuldade de aprendizagem e relação subjectiva com as línguas).

Por serem as questões que mais directamente se relacionavam com a nossa temática, centrámos a nossa análise em torno das questões 11, 12, 12.1,13 e 13.1 da primeira secção, e em torno das questões 1, 2, 4, 5, 6, 7 e 8 da segunda secção. As outras questões forneceram-nos, essencialmente, informação relativa à biografia linguística dos alunos.

Apresentamos, seguidamente, um quadro-síntese com as questões analisadas e respectivos objectivos investigativos (cf. Anexo 1).

Este questionário permitiu-nos traçar um perfil inicial da globalidade da turma, constituindo uma primeira abordagem da temática por nós investigada. Para além disso, os dados obtidos fornecem-nos, desde logo, alguma informação relativamente às imagens que os alunos possuem das várias línguas com que contactaram e deixam-nos já antever possíveis factores que estão na origem de tais imagens.

Quadro 4. Estrutura do questionário

Objectivos Questões

Identificar as LE contactadas pelos sujeitos durante o seu percurso escolar, as razões para o seu estudo e a avaliação usual.

11. Indique as Línguas Estrangeiras com as quais tenha entrado em contacto durante o seu percurso escolar, as razões para o seu estudo e a avaliação que costumava ter.

12. De todas as Línguas Estrangeiras estudadas até este momento, qual considera ter sido mais fácil de aprender? 12.1. Refira os motivos.

Averiguar o grau de facilidade/dificuldade conferido à aprendizagem das LE.

13. Qual considera ter sido mais difícil de aprender? 13.1. Refira os motivos.

1ª Secção do questionário

1. Preencha o seguinte quadro de modo a evidenciar quando e em que circunstâncias contactou pela primeira vez com as Línguas Estrangeiras que actualmente estuda.

Conhecer as circunstâncias de contacto com as LE em estudo e

com os países onde são faladas. 2. Preencha o seguinte quadro de modo a evidenciar os países onde já esteve e onde se falam as línguas acima mencionadas.

4. Ordene as quatro línguas que estuda actualmente de acordo com o grau de importância que lhes confere (de 1 a 4, sendo 1 a mais importante e 4 a menos importante).

5. Aponte 3 razões que a/o levam a considerar a língua X a mais importante.

Averiguar o grau de importância conferido às quatro línguas em estudo.

6. Aponte 3 razões que a/o levam a considerar a língua X a menos importante.

Averiguar o grau de facilidade/dificuldade conferido à aprendizagem das LE em estudo.

7. Das quatro línguas em estudo, qual considera ser mais fácil de aprender? Ordene-as, sendo 1 a língua mais fácil.

Identificar imagens relativas às LE em estudo.

8. Complete as seguintes frases relativamente a cada uma das línguas. Para mim o Alemão/Chinês/Francês Inglês é uma língua…

2ª Secção

3.3.2.2. Actividade didáctica

A actividade didáctica, discutida com os docentes tendo em vista a dinamização das aulas e a sua adaptação ao programa e às aprendizagens dos alunos, foi implementada nas quatro disciplinas de LE durante o primeiro semestre do ano lectivo 2003/2004 e tinha como objectivos investigativos:

ƒ Averiguar como se posicionam os sujeitos face às LE em estudo (em termos de aprendizagem, de relação afectiva, de importância/estatuto conferidos…).

ƒ Identificar actividades didácticas que permitam a diagnose das imagens das línguas. A actividade foi levada a cabo em aulas de 45 minutos para as quatro disciplinas, onde se propôs aos alunos a redacção de um texto acerca da língua, caracterizando-a a sujeitos que nunca tivessem entrado em contacto com ela: “Imagine que teria de descrever a língua Alemã/Chinesa/Francesa/Inglesa a alguém que nunca com ela tenha contactado. O que lhe diria e porquê?” (cf. Anexo 2).Seguidamente, alguns alunos leram os textos por si

redigidos e, finalmente, procedeu-se a uma rápida discussão e troca de ideias. Esta

discussão favoreceu o confronto e o relato de experiências próprias entre os aprendentes, reveladoras de imagens, atitudes, percepções.

Concebemos esta actividade com base numa levada a cabo por Cain & De Pietro (1997) que, como referimos no quadro teórico, tinham como propósito averiguar as atitudes de alunos de diferentes nacionalidades para com os países cujas línguas estudam, e que para além de um teste de associação de palavras, lhes colocaram a seguinte questão: “Si vous deviez présenter l’Allemagne/ la Grande-Bretagne / la France à quelqu’un qui n’y est jamais allé, que lui diriez-vous ?”.

Na aula de Inglês estavam presentes 22 alunos no primeiro turno e 24 no segundo, na de Chinês 14 no primeiro turno e 21 no segundo. Nas línguas opcionais, na de Francês estavam 26 alunos (dos 32 matriculados), e na de Alemão estavam 15 (dos 23 alunos matriculados). As aulas foram videogravadas e transcritas, no entanto não foram aqui objecto de análise. Considerámo-los dados secundários que nos pudessem ajudar a interpretar os dados analisados.

Quando planeámos a actividade com os professores e pensámos na forma de a levar a cabo, foram surgindo algumas questões que nos levaram conjuntamente a tomar um certo

utilizar nestas aulas e nos documentos escritos pelos alunos seria a língua portuguesa. As razões que levaram a esta decisão prenderam-se com as competências linguísticas da generalidade da turma. Na verdade, os professores consideraram que os alunos poderiam não sentir-se à vontade para se exprimirem na LE, especialmente ao nível oral, e por isso,

desta forma, poderia perder-se informação crucial para o nosso estudo. Os professores

apontaram ainda um outro possível entrave para a utilização das LE em estudo na actividade didáctica: provavelmente os alunos utilizariam, essencialmente, adjectivos para caracterizarem as diferentes línguas e sua aprendizagem e poderia tornar-se uma tarefa difícil encontrar os seus correspondentes na língua portuguesa e, uma vez que como defende Petrarca “traduttore, traditore”, correríamos o risco de adulterar, ainda que sem querer, os dados.

Descritos os instrumentos de recolha de informação, apresentamos agora, a forma como os classificámos:

Quadro 5. Quadro-referência da classificação dos documentos recolhidos e analisados Documentos Classificação Questionário Doc. Q1 a Q53 Doc. A1 a A15 Doc. Ch1 a Ch35 Doc. F1 a F26 Alemão Chinês Francês Inglês Actividade Didáctica Doc. I1 a I46