• Aucun résultat trouvé

Sur la décision De quoi décidons-nous ?

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 152-155)

M ULTICRITERE A BASE DE T RACES DANS LE CAS D ’ ETUDE T AMAGOTCHI

7.1 B ILAN ET A PPORTS DE LA THESE

7.1.2.2 Sur la décision De quoi décidons-nous ?

O estudo do processo de inovação tecnológica tem sido analisado por diversos autores, os quais tem procurado aportar modelos que permitam compreender tanto as fases que intervêm neles como as principais características que os configuraram.

Os sucessivos modelos de inovação esquematizaram gradualmente as fontes e determinantes de inovação, estabelecendo a base analítica que sustenta a concepção de estratégias de intervenção para o seu estímulo – ao nível da empresa, da indústria ou da região.

A evolução dos modelos incorporou progressivamente um maior número de factores e acrescidos níveis de iteratividade e complexidade no processo, assim como a sua extensão às fronteiras externas da organização em causa, nomeadamente com a incorporação das dinâmicas de redes de relacionamento com fornecedores e clientes (Coimbra, 2003).

Os denominados modelos de primeira geração, ou tecnology-push, representam o processo de inovação de forma linear. Esta forma de conceptualizar o processo de inovação tecnológica contempla a causalidade que vai desde a ciência até à tecnologia e representa-a

33

mediante um modelo linear que interpreta a origem de uma inovação tecnológica como um processo sequencial e ordenado que, a partir do conhecimento científico e após diversas fases (investigação aplicada, desenvolvimento e produção), comercializa um produto ou serviço que pode ser de interesse para o consumidor (Nuchera et al., 2002). A hipótese básica aqui era a de que, quanto mais I&D houvesse no sistema, maior seria o fluxo de inovações (ou pelo menos de transformações tecnológicas) daí derivadas, ou seja, como refere Rothwell (1994), “mais I&D significa mais resultados inovadores”.

No entanto, e dentro desta focagem linear, a partir da segunda metade da década de sessenta começa a prestar-se mais atenção ao papel do mercado no processo inovador, quer dizer, a incorporar no novo produto ou serviço aquelas ideias provenientes da identificação das necessidades dos próprios consumidores. Estes modelos designados de segunda geração, ou market pull, colocam já um maior enfoque no papel do mercado no processo de inovação. Os defensores desta abordagem argumentam que o processo tecnológico é determinado por factores económicos e sociais (Schmookler, 1966).

Assim, nesta nova perspectiva, o modelo linear incorpora o mercado como elemento desencadeante do processo de inovação tecnológica.

No final da década de 70, na sequência do estudo empírico realizado na indústria química por Freeman (1979), teve lugar uma ruptura com a perspectiva tradicional, com o modelo interactivo da inovação, que combina os factores das abordagens demand-pull e

technology-push. Surge uma visão interactiva do processo de inovação que considera como

principais forças impulsionadoras da inovação, as oportunidades científicas e tecnológicas, combinadas com as necessidades económicas que emergem do mercado e da sociedade (Freeman, 1979).

O modelo interactivo, ou chain-link model, proposto por Kline e Rosenberg (1986), embora continue a considerar o processo de inovação como uma sequência lógica de fases distintas, realça a “interacção entre as oportunidades oferecidas pelo mercado, por um

lado, e os conhecimentos e recursos da empresa, por outro, estando as principais funções – estratégias de produto e determinação das oportunidades de mercado, concepção analítica e técnica, engenharia de produção e comercialização e distribuição – permanentemente inter-relacionadas” (OCDE, 1992).

Embora o modelo interactivo reflicta uma maior aproximação da teoria à prática, mantém ainda um carácter sequencial, conduzindo a um processo demasiado longo. De acordo com Rothwell (1992), a partir da segunda metade dos anos oitenta, o processo de inovação deverá ser explicado pelo modelo integrado, ou de quarta geração. Este modelo veio enriquecer a abordagem anterior com a perspectiva da integração funcional da empresa. O processo de inovação é concebido como um conjunto de actividades paralelas através de unidades funcionais na empresa. A sua gestão, apesar de poder ser concebida a partir de um conceito de um novo produto ou serviço, deverá materializar-se num trabalho conjunto

34

e integrado das áreas de marketing e de engenharia. Neste modelo, começa, pois, a verificar-se uma significativa ênfase na cooperação interempresarial, que pode tomar diferentes formas e onde a vertente tecnológica joga, quase sempre, um papel relevante.

Posteriormente, o modelo de quinta geração veio reforçar a abordagem da integração organizacional, identificando processos funcionais paralelos e cruzados, que envolvem fornecedores e clientes – lead users. Este modelo procura capturar as dinâmicas de rede intra e extra organizacionais, centrando-se em estruturas mais flexíveis que sublinham o carácter determinante da rapidez de resposta e da adaptabilidade no processo de inovação. Este modelo caracteriza-se pela electronification of the innovation, ou seja, pelo recurso sistemático a sistemas inteligentes, tornado possível pelo grande desenvolvimento das tecnologias de informação (Rothwell, 1992). Nestas circunstâncias, os modelos de quinta geração apropriam, sob uma abordagem sistémica, a importância da gestão da informação em ambos os níveis (interno e externo) e na ligação com os parceiros (a montante e a jusante).

O modelo em rede, que Rothwell (1992), apresenta como o modelo do futuro, considera, pois, a empresa como um sistema aberto, com umas fronteiras cada vez mais difusas, o que implica a adopção de estruturas organizacionais flexíveis, visando integrar a inovação no quotidiano da empresa.

O que estas contribuições teóricas nos permitem concluir é que a eficiência e eficácia do processo de inovação “passa pelo desenvolvimento de uma cultura de abertura, de

cooperação e de redes” (Prouvost, 1991), obrigando assim, à integração dos recursos

(tecnologias) e capacidades (pessoas) próprias, com um vasto conjunto de agentes externos, com os centros de investigação públicos e privados, as universidades, os fornecedores, os clientes e os concorrentes.

A importância destes modelos reside num esforço, progressivamente melhorado e orientado para a intervenção, de identificação de determinantes da inovação. Esta tendência (de contemplar progressivamente diversos determinantes e condicionantes, e processos iterativos de comunicação e transferência de conhecimento) indicia em si que as leituras mais recentes se orientam para a abordagem sistémica.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 152-155)