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Critères d’évaluation

Dans le document Dossier CNPN (Page 164-167)

De acordo, com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR), o campo de atuação do Engenheiro de Aquicultura inclui, o cultivo de espécies aquícolas, construções para fins aquícolas, irrigação e drenagem para fins de aquicultura, ecologia e aspectos de meio ambiente referentes à aquicultura, análise e manejo da qualidade da água e do solo das unidades de cultivo e de ambientes relacionados a estes, cultivos de espécies aquícolas integrados à agropecuária, melhoramento genético de espécies aquícolas, desenvolvimento e aplicação da tecnologia do pescado cultivado, diagnóstico de enfermidades de espécies aquícolas, processos de reutilização da água para fins de aquicultura, alimentação e nutrição de espécies aquícolas, beneficiamento de espécies aquícolas e mecanização para

aquicultura, seus serviços afins e correlatos. O Engenheiro de Aquicultura é habilitado para trabalhar de uma forma geral, na iniciativa pública, em instituições de ensino ou pesquisa e em empresas e indústrias.

O Engenheiro de Aquicultura precisa atuar levando em conta o sistema com suas interações, em que irá transmitir seu conhecimento na busca de melhorias. Para isso, o estabelecimento do nexo científico, permite a percepção e a realização das boas práticas que devem ser adotadas por todos que desejam produzir organismos aquáticos de forma sistêmica para atingir no final do processo, bons resultados em todos os âmbitos. Este profissional deve contribuir no desenvolvimento de direcionadores capazes de mudar a realidade da região em que atua, pensando desta forma, no controle de processos, no desenvolvimento de cadeias de suprimentos baseados no pescado, que permite a agregação de valor do produto final, qualificar Produtores Rurais com baixo conhecimento científico na área, através de “Atendimento ao Produtor”, além de elaborar modelos capazes de desenvolver a região em que estes estão inseridos e, para isso a formulação de políticas púbicas sociais adequadas.

O produtor rural considerado uma organização, desenvolve suas atividades na busca de resultados positivos, proporcionando sua sobrevivência e de sua família no campo. No caso da atividade aquícola, atualmente em muitas regiões brasileiras que possuem condições para desenvolver a atividade, não a conseguem, pois a falta de conhecimento por parte dos produtores é insuficiente, além de que os mesmos não conhecem a atuação do Profissional que trabalha na área. Desta forma, a existência de uma relação entre as organizações e os profissionais qualificados na área, é fator essencial para o sucesso da atividade, proporcionando desenvolvimento e com isso o estabelecimento da atividade aquícola regional.

O amplo campo de atuação do Engenheiro de Aquicultura precisa passar por um processo de conhecimento por parte da sociedade em geral, pois a consciência do trabalho que o mesmo pode realizar é um dos primeiros passos necessários para alavancar o desenvolvimento regional. A piscicultura surge inicialmente como uma alternativa visando complementar a qualidade de vida da população oferecendo mais opções de fonte de renda, mediante produção de peixes em pequena escala para o consumo direto doméstico, ou até mesmo para sanar problemas de várzeas, como no caso de nossa Região. No entanto, a consciência, por parte da sociedade quanto ao retorno que a atividade aquícola pode trazer é pouco conhecido, porém antes disso cada produtor interessado na atividade deve perceber que existem profissionais no mercado de trabalho, capazes de projetar este sistema de forma que este retorno venha a acontecer.

E para isso, a atuação da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus de Laranjeiras do Sul, com o Curso de Engenharia de Aquicultura, que está formando os primeiros profissionais na área em 2014, deve estar presente neste processo importante de desenvolvimento regional, cumprindo com seu papel e construindo seu saber próprio sobre o campo de atuação de seus egressos.

De acordo, com Bazzo e Pereira (2000) a sociedade moderna está cada vez mais dependente da Engenharia, pois a mesma desempenhou importante papel ao longo de toda a história da humanidade, desenvolvendo sistemas de transporte e de comunicação, sistemas de produção, processamento e estocagem de alimentos, sistemas de distribuição de água e energia, contribuindo desta forma ao homem, uma qualidade de vida mais digna.

Portanto, sem a Engenharia o desenvolvimento das regiões de todo o mundo se torna impossibilitado. Porém, não se devem deixar de lado as relações entre os demais profissionais envolvidos no processo, além de Órgãos Públicos, Órgãos Ambientais, Universidades e demais Instituições. Este desenvolvimento esperado se caracteriza pela escala de tempo e espaço, de modo multifatorial, que pode vir a ser muito grande. Portanto, não pode ser previamente especificada, mas pode-se afirmar que a atuação de Engenheiros e demais profissionais é fundamental na execução de todas as etapas de seu processo. A F igura 3 descreve o referido campo de atuação profissional do Engenheiro de Aquicultura.

Figura 3– Ilustração do Campo de Atuação do Engenheiro de Aquicultura. Agentes econômicos envolvidos e organizações atuando em rede.

É importante destacar que este campo de atuação é dinâmico e evolui continuamente no decorrer do tempo. A figura procura demonstrar a atuação do Engenheiro de Aquicultura em rede, ou seja, a sua atuação e os relacionamentos com os outros profissionais, produtores rurais, instituições, entre outros que contribuem para o desenvolvimento de qualquer região onde está inserido e, que este campo de atuação sofre modificações no decorrer do tempo, conforme é demonstrado na figura, onde TD é a área de atuação e; T1 e T2 as escalas de tempo

e espaço, na qual as alterações que podem acontecer no decorrer de sua atuação.

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