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Création de programmes de familiarisation aux nouvelles technologies

INNOVATIONS ET PERFORMANCES DANS L’USAGE

1- Création de programmes de familiarisation aux nouvelles technologies

Partimos à descoberta do que o concelho de Chaves nos oferece no campo específico da museologia etnológica, etnográfica e afins. Recorremos ao conhecimento de quem vive neste território há algumas décadas, sempre atento a estas questões, com vivências e conhecimentos próprios, procurando conhecer a realidade através de várias fontes.

Câmara Municipal de Chaves (espólio etnográfico)

A Autarquia flaviense não disponibiliza qualquer espaço específico para este fim. Foi na gestão do Engº Branco Teixeira (1989), antes da construção do museu da região flaviense que houve uma tentativa de conceber e operacionalizar um museu etnográfico. Para o efeito foram recolhidas uma enorme quantidade de peças, mais de âmbito rural, e guardadas em lugar próprio. Pela informação recolhida, esse espólio foi desaparecendo, sendo abatido por natural degradação e atualmente restam algumas peças que ainda podem ser de alguma utilidade.

No âmbito da reorganização da rede escolar, em 2004, com o encerramento de muitas escolas do 1º ciclo do ensino básico, houve o bom senso de recolher o património de maior valor de memória e encontra-se devidamente acondicionado. Um espaço dedicado à educação foi a ideia que circulou com mais apoios.

55 Existem outros espaços a cargo do Município que, não tendo um cariz etnográfico, apresentamos em seguida e que podem ser aproveitados para integrarem uma rede museológica local

Dos espaços dedicados à museologia destacaríamos:

- Museu da região flaviense

- Museu de arte sacra

- Museu ferroviário

- Museus particulares

Meio rural. Compreende uma extensíssima área de 65 Km2 com cerca de 35.000 habitantes, organizadas em 49 freguesias e mais de 100 localidades. Conhecemos estes território bem, pelas curiosidades que sempre nos despertam determinados sítios, pelas amizades conseguidas, pelos convívios, em especial da juventude em que o desporto rei uniu mais que dividiu, pelas funções que desempenhámos em organizações associativas diversas, pelo trabalho de campo que fizemos na área da educação da Autarquia durante mais de 4 anos, pelo trabalho de professor e presidente de um órgão de gestão de escola, pela presidência de uma junta em contacto permanente com outros colegas e pelos trabalhos de pesquisa realizados com algumas publicações feitas com destaque para os livros “crescem pães pelos outeiros” e “cancelas e chaminés”. Enfim um conhecimento que me facilitou a entrada nas organizações, sem desconfianças e com disponibilidade total para o seu completo conhecimento.

Organizações formais

Centro Cultural e Social de Vilarelho da Raia (Museu Etnográfico)

Pela mão do seu fundador, José Carlos, foi-nos dado a conhecer o trabalho que desenvolveram, no campo associativo, uma das mais valiosas organizações do concelho e dotada de uma das melhores estruturas físicas.

Já na construção inicial do espaço físico, dotada de várias valências, foi planeado, no piso inferior, quatro compartimentos dedicados ao museu etnográfico. No ano de 1988, a direção congregou a população em torno deste projeto e com a ajuda preciosa dos jovens e do pároco fizeram uma recolha exaustiva, junto da população local e vizinha, incluindo a galega. Doaram- se peças, fizeram-se protocolos de cedência, mas sobretudo o orgulho de ter lá a sua peça mostrar aos seus, foi o mais importante. Desta recolha resultaram cerca de 500 peças do património

56 cultural, organizado em utensílios agrícolas, cozinha tradicional, arte sacra e uma panóplia de peças vaiadas, de enorme valor. Tudo recuperado com o saber e o labor das gentes desta terra. Estão organizadas e colocadas nos espaços referidos. Quem visita este espaço fica admirado com tanta riqueza cultural guardada e exposta num lugar tão exíguo.

Existe um sentimento que outros caminhos podiam ser trilhados pelas organizações locais da época, de um apoio mais estruturado, podendo este museu hoje ser uma referência no contexto cultural do concelho. A herança cultural local está guardada e espera o seu devido desenvolvimento. O trabalho rigoroso de caracterização das peças e o estudo antropológico para se conhecer toda a cultura que lhe esteve subjacente e definiu aqueles formatos é um trabalho que urge realizar. Além disso o espaço é pequeno para tal quantidade de peças. É uma reflexão a fazer no contexto local e quiçá do contexto mais global do concelho.

Associação Recreativa e Cultural de Mairos (Museu de Mairos)

É famoso o património herdado e construído nesta aldeia e por isso seria justo que alguém guardasse as memórias do passado. Foi nosso interlocutor o pároco local, Delmino Fontoura, que como homem de cultura, nos mostrou com orgulho aquilo que os nossos sentidos queriam ver. Terminamos a visita no museu etnográfico de Mairos, a cargo de uma Associação local, sediada nas antigas instalações do posto fronteiriço da Guarda Fiscal. O espaço exterior não era aprazível, evidenciando poucas visitas. Mas entramos e logo nos apercebemos da riqueza etnográfica que os seis compartimentos continham. Uns guardavam recordações da guarda-fiscal, os restantes guardavam as mais variadas peças do artesanato local, sem grande preocupação organizativa. Uma riqueza cultural que necessita de recuperação, organização e estudo

57 antropológico. Um caso de guarda de objetos onde é imprescindível atender às memórias vivas para inventariar e dar a conhecer.

Foi com admiração para nós e orgulho para o nosso informante-chave, nos deu a ler o verso da foto de grupo de uma visita de ilustres personagens a Mairos, tendo como figura de relevo o Abade de Baçal.

Aqui se deixa a transcrição do escrito:

“Embaixada intectual de Bragança” Em Mairos aos 23 de Novembro de 1930

Sinto-me feliz aqui, por tantos títulos, gloriosa e nobre Aquae Flaviae. É que foi aqui, nesta bela terra de Chaves, ali em cima na freguesia de Mairos, que iniciei a minha vida paroquial há quarenta anos. Foi ali que passei os anos mais felizes da minha vida, anos que à medida que o tempo passa mais e mais bem avultando nimbados de grata saudade, imperecível na minha memória.

Vim para aqui no florir da mocidade, aos vinte e quatro anos, um pouco aborrecido por me distanciar tanto da minha terra, e despedir-me, após sete anos, chorando por deixar região tão cheia de encantos, gente tão acolhedora.”

(Palavras proferidas pelo P. Francisco Manuel Alves – Abade de Baçal em conferência realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Chaves e inserta no fascículo “Chaves -Apontamentos

58 Arqueológicos “, conferência lida em Chaves na noite de 22 de Novembro de 1930 (Edição de MCMXXXI).

Chaves, 15 de Julho de 1985 Assinatura ilegível

Casa de Cultura de Outeiro Seco (espaço dedicado a um futuro museu)

Na construção da sede social, em 1992, foi destinado um espaço à exposição de peças do património cultural local. As recolhas possíveis foram realizadas e iniciadas num processo que deveria ter continuidade. Nos anos seguintes, promoveram-se algumas exposições temáticas, organizadas pela Associação e pela Escola do 1º ciclo do ensino básico (quando ainda tinha muitos alunos e as docentes desenvolviam projetos integrados no contexto local), com perspetivas pedagógicas e educativas e com forte adesão da população. Este espaço acabou por ter outras finalidades, nomeadamente com o aparecimento da Banda Musical e os objetos estão guardados à espera de um fim com mais dignidade.

Renova-se a ideia e o aparecimento de um blogue de Museu virtual de Outeiro Seco, que procura sensibilizar a população para a preservação do património cultural particular e coletivo para que, pelo menos, os objetos sejam guardados e preservados e não sejam deixados ao abandono ou deslocados do seu habitat.

Os espaços etnográficos particulares.

O orgulho da cultura tradicional está bem patente nas recolhas e apresentação de peças etnográficas por parte de alguns habitantes.

Destacaria algumas coleções particulares, casas comerciais e espaços exteriores.

Coleções particulares.

Da investigação realizada detetamos diversas famílias com um conjunto considerável de peças para poder ser considerada uma coleção. Ao entramos nesses espaços, sentimos um ambiente de intimidade, pela recetividade do proprietário e fundamentalmente pelo afeto com que nos mostrava o seu património. Por norma herdado, com um valor sentimental imensurável, e em algumas situações completado com dádivas ou aquisições. Demorada esta visita, pela persistência de mostrar o mais ínfimo pormenor, completado com um afável lanche também podendo ser integrado no espólio gastronómico regional. Por certo haverá mais alguns, mas pelo menos meia dúzia de coleções integram este roteiro. Outras haverá por descobrir, se for do interesse de as integrar no projeto mais global. Do contacto que fizemos alguns casos

59 dificilmente os objetos sairão desse lugar, mas outros disponibilizaram-se a ceder a coleção completa ou parte dela, desde que sejam garantidos alguns requisitos.

Objetos particulares, avulsos.

Foi tempo que cada casa, quer rural, quer urbana, dispunha de um vastíssimo conjunto de objetos, que hoje teriam um valor cultural de valia considerável. Muitas dessas peças estão, na atualidade, à guarda dos seus donos, umas conservadas outras em estado de degradação, mas com possibilidades de ser apresentadas condignamente. Algumas delas são visíveis do exterior, quer pela ausência de espaço no interior, quer como embelezamento de jardins e pátios.

O território é vasto e muitas peças podem ser doadas ou protocoladas e integrarem um espaço museológico.

Uma dificuldade encontrada foi uma população envelhecida, protagonista da utilização destes artefactos, que urge contactar, realizando trabalho de campo, por especialistas na perspetiva antropológica. É certo que a geração é portadora de informação oral, passada pelos pais e avós, em alguns casos com conhecimentos práticos.

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Artefactos expostos. São facilmente visíveis objetos do nosso artesanato local em qualquer casa comercial, em especial na restauração e jardins. É com sentido de manter uma identidade própria, de que se orgulham as pessoas que esses objetos são utilizados, sempre que o enquadramento é apropriado. As peças mais expostas são as fotografias de trabalhos agrícolas em desuso, artefactos agrícolas relacionados com a gastronomia regional, peças de caça, e barros de Nantes, tudo em perfeita harmonia com a casa de restauração.

Nos exteriores das casas comerciais ou particulares e em alguns espaços púbicos é comum visualizarem-se peças do património local, quase todas em excelente estado de conservação, sendo que algumas delas foi-lhe dada uma utilidade específica, associada a outra(s) mais atual, por vezes, descontextualizada. Pelo menos ainda existe e dá utilidade a quem dela faz uso.

5 - Revisão Bibliográfica

As questões levantadas nesta pesquisa tiveram por base alguns dados disponíveis sobre o tema: a pesquisa documental e a revisão da literatura.

A bibliografia de âmbito geral é vastíssima, a nível nacional e internacional. Alguns textos foram referenciados neste trabalho, mas muitos outros existem e que contém uma vastíssima informação. São autores que construíram um saber que foi sendo continuado ou contestado pelos seus seguidores e hoje constituem o saber acumulado, com especial incidência depois da 2ª guerra mundial.

A abertura de cursos específicos destas áreas da etnografia e antropologia veio aportar maior investimento dos especialistas, das organizações estatais e particulares e do interesse particular das empresas livreiras que reproduziram esses saberes. As reuniões, seminários, congressos, etc.

61 produziram muitos conteúdos, em livro ou formato digital. Também na era das tecnologias de informação e conhecimento são muitos os trabalhos existentes de consulta imediata.

Tivemos acesso a alguns, sempre limitados pela área de residência, mas as visitas a locais especializados, com destaque para os museus, bibliotecas municipais e livrarias públicas, possibilitou o contacto com esse vastíssimo espólio, ficando aquém do que poderia ser uma investigação mais aprofundada.

Ao que o local diz respeito, e aí o interesse foi mais motivador, partimos à pesquisa da bibliografia existente. Fomos ao Arquivo e Biblioteca Municipal de Chaves, biblioteca da UTAD, bibliotecas escolares, livrarias da cidade e algumas de outras localidades, publicações do Grupo Cultural Aquae Flaviae, jornais publicados em Chaves, publicações particulares, sites no ativo, e outras de organizações, nomeadamente de cariz cultural que editaram publicações pontuais.

No que concerne ao tema específico não encontramos nenhuma obra, no entanto existem diversos documentos com relevância etnográfica e artigos dispersos em obras de temáticas afins.

- na primeira incluímos as seguintes edições: Revista da Casa de Cultura de Outeiro Seco, “Outeiro Seco”, Novembro de 1990; “Crescem pães pelos outeiros”, 1992, Herculano Pombo e Altino Rio; Sistemas de Serragem de madeiras, 1990, Benjamim Pereira, Instituto nacional de Investigação Científica - Centro de Estudos de Etnografia; Barros de Nantes editado pela Escola Nadir Afonso, 1988; Etnografia Transmontana – Crenças e Tradições de Barroso, 1992, António Lourenço Fontes, Nobar; seis fascículos “Chaves”, 1993, Pedro Verdelho, Interreg – Acções Imateriais, Câmara Municipal de Chaves; Por Aquas Flavias, 1994 (1ª edição), Manuel José Carvalho Martins, Câmara Municipal de Chaves, Interreg –Acções Imateriais; Roteiro de Chaves, 1998, Grupo Cultural Aquae Flaviae, Leader II/ADRAT; Igreja da Misericórdia de Chaves, 2000, Maria Isabel Viçoso, edição de Santa Casa da Misericórdia de Chaves e Boticas; Património Natural da Região do Alto Tâmega e Barroso, 2003, Francisco Álvares e Marco Fachadas, edição Região do Turismo do Alto Tâmega e Barroso; Chaves (Breve Monografia), 2005, João Baptista Martins, A Gutenberg; Velhas canções Transmontanas (2005), António da Eira, edição de autor; Acto (Auto da Paixão), 2011, Fábrica da Igreja Paroquial de Vilarandelo, Gráfica Sinal;

- Vídeos: Cortejo Histórico Etnográfico de Chaves, 11 de Julho de 2004, Câmara Municipal de Chaves; Auto de Natal (2002), Casa de Cultura de Outeiro Seco; Auto da Paixão (2003), Grupo Cultural de Bustelo; Cortejo Etno-Musical. Mostra de Tradição Oral e Cénica do Concelho de Chaves, projecto Talia, Interreg III A, 2005.

62 - Artigos dispersos por várias obras merecem referência: edições do Grupo Cultural Aquae Flaviae; Teatro Experimental Flaviense; consulta de algumas teses de mestrado;

- Agenda 21 local; Plano estratégico – Chaves 2015 – carta educativa do Município de Chaves.

À procura de outros espaços museológicos

Para entendermos melhor o mundo museológico que nos rodeia, fomos à descoberta dos museus relacionados com esta temática, partindo de vivências já adquiridas.

Fazemos uma breve súmula do que nos despertou curiosidade, observamos as diferenças na organização, no conteúdo, na apresentação e no marketing.

Com particular ênfase observamos o que apresentam as localidades à volta do território em estudo. Uma visita ao ecomuseu de Barroso e à museologia da Galiza, nas proximidades de fronteira, foram momentos significativos das nossas notas de campo.

Ecomuseu de Barroso

Com a devida autorização do presidente da Câmara de Montalegre, Professor Fernando Rodrigues, tivemos a receção e acompanhamento por parte do seu diretor Dr. David Teixeira. Foi-nos explicada a filosofia subjacente a este inovador projeto e o trabalho de campo realizado, antes que a obra fosse aberta ao público.

A primeira nota que nos merece referência muito positiva foi o apoio que a Autarquia deu a este projeto no que concerne ao estudo antropológico da região, por uma equipa de especialistas, realizado ao longo de quatro anos. De salientar o facto de se tratar de um investimento pouco visível e que na perspetiva política mais comum é invulgar.

Vejamos uma descrição mais alargada para conhecer um bom exemplo.

Os objetivos orientadores do Ecomuseu de Barroso, no âmbito de uma estratégia de desenvolvimento local integrado para a região de barroso, são os seguintes:

- Promover a valorização do património cultural nas suas diversas vertentes: património arqueológico, património rural construído, património religioso e cultura material das comunidades;

- Promover a valorização do património natural nas suas diversas vertentes: recursos naturais do território, nomeadamente os sítios de valor ambiental acrescido;

- Promover e rentabilizar os recursos naturais numa vertente lúdica e desportiva, sempre com um sentido de respeito, conservação e sustentabilidade;

63 - Promover a valorização das práticas do mundo rural de barroso: sistemas integrados de exploração agrícola, atividades económicas artesanais, técnicas tradicionais, modos e rituais da vida das populações;

- Articular, integrar e dar coerência global às situações existentes no barroso, onde tanto a valorização do património cultural como a valorização do património natural estejam a ser alvo de ações concretas por parte de agentes locais, públicos ou privados.”

“O âmbito de intervenção do Ecomuseu de Barroso abrange a maioria dos propósitos convencionalmente atribuídos aos museus. Embora reconhecendo a necessidade de cumprir esse conjunto de funções (e que necessariamente se deverão oferecer no espaço sede do Ecomuseu), o Ecomuseu do Barroso pretende assumir-se como elemento âncora da estratégia de desenvolvimento integrado e sustentável do território barrosão (não se limitando aos contornos definidos administrativamente para delimitar o concelho de Montalegre).

O Ecomuseu de Barroso iniciou a sua atividade no momento em que se começou a trabalhar com as instituições locais e as pessoas. Não estando confinado a um edifício ou a um conjunto de edifícios, nem a horários de visita, dir-se-ia que se entra no Ecomuseu de Barroso quando, vindos de outros territórios, se transpõe qualquer uma das estradas que nos trazem ao Barroso. O Ecomuseu é sustentado por uma relação das pessoas com o seu território e destes com os seus visitantes e todos aqueles que procurarem usufruir da sua riqueza.

Nesta medida o Ecomuseu de Barroso pretende afirmar-se como espaço de: - Valorização e de divulgação dos recursos e do património do Barroso.

- Representação identitária;

- Formação, participação e de cidadania; - Concertação e de cooperação;

- Inovação e de mobilização das pessoas para novas atividades.

O Ecomuseu de Barroso integra as funções elementares de documentação, investigação e interpretação dos valores culturais e naturais do território barrosão e, deste modo, contribui para reforçar a identidade cultural desta comunidade, revitalizando a relação desta com o seu espaço geográfico ("espaço humanizado"). As funções elementares de conservação do acervo e de interpretação devem extravasar as próprias "paredes" do Ecomuseu, estimulando uma atitude participativa nas pessoas e nas instituições locais e despoletando nelas o sentido de pertença ao seu território.

64 O Ecomuseu de Barroso pressupõe na sua forma de intervir, um processo de mobilização e de envolvimento das populações na construção dos seus espaços, dos seus símbolos, das suas atividades e dos serviços a prestar, uma orientação geral que se pauta pela afirmação dos valores de formação, da participação da cidadania, estimulando nas pessoas a capacidade para formular desejos, satisfazerem expectativas, concretizarem iniciativas e facultarem opiniões críticas face ao próprio Ecomuseu e ao futuro do seu território. Par além deste efeito mobilizar interno, o Ecomuseu do Barroso assume-se como espaço de ligação desta comunidade com o exterior, privilegiando atitudes e iniciativas de cooperação e de parceria com outros museus e outros territórios.

Sede do Ecomuseu do Barroso

Núcleo sede do Ecomuseu do Barroso será instalado na envolvente do Castelo de Montalegre. Os objetivos gerais formulados para esta estrutura consistem na concentração das funções de natureza organizativa centrais com vista à dinamização e gestão do Ecomuseu de Barroso e na dotação do Ecomuseu de recursos e competências necessários ao desempenho das funções de natureza científica, museológica e de comunicação/educação no âmbito da valorização e promoção do património do Barroso.

Os edifícios e instalações do núcleo sede do Ecomuseu estão organizados segundo três categorias de espaços: Espaços públicos acessíveis a todos, sem restrições, segundo um regulamento a estabelecer e a fazer cumprir, onde sejam estipulados designadamente os preços de entrada e os horários de acesso; espaços semi-públicos acessíveis a pessoas do exterior sujeitos a modalidades prefiguradas, incluindo marcação de visitas guiadas, seminários, estudos ou investigações, animações organizadas (escolares e outras), para outras prestações de serviço, etc.; espaços privados acessíveis exclusivamente aos membros da equipa ou a pessoas autorizadas.

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Pólo Museológico de Tourém

Nesta aldeia de fronteira, o comércio e as relações transfronteiriças assumem uma expressão de peso na economia da aldeia.

Dado que o parque Nacional da Peneda Gerês faz anilhagem de aves nesta aldeia, o pólo do Ecomuseu é também o centro interpretativo da avi-fauna do concelho, assumindo uma responsabilidade acrescida na educação ambiental do território.

Este espaço tem uma área importante que funciona como loja rural, que será um espaço