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Dans le document Operating System (Page 93-108)

O contexto econômico, social e pedagógico em que cada instituição de ensino analisada nesse estudo se insere, reflete no seu modo de gerir a educação. No panorama do setor público, temos uma instituição federal que possui maior flexibilidade no que se refere a questões financeiras, tendo em vista que há um recurso direto para esta instituição desenvolver suas atividades pedagógicas.

Como observado em pesquisa de campo na entrevista com o Diretor Administrativo do IFRN, no início do ano letivo a direção administrativa da instituição requer um valor total destinado especificamente para projetos de viagens que devem ocorrer ao longo do ano, para custear os itens básicos, como hospedagem e alimentação. Para a liberação do recurso é preciso que tenha um professor/coordenador responsável pela parte burocrática desse tipo de projeto, uma vez que, é necessário solicitar recurso financeiro. Sobre esta solicitação, existem alguns documentos que fazem parte desse processo burocrático, descritos na Nota Técnica n° 06/2011, documento este que “regulamenta rotina de processamento da concessão de auxílio financeiro ao estudante e professor, especialmente no que diz respeito às aulas externas”.

O encaminhamento da solicitação para realização de aula externa deverá ser protocolada em até 10 (dez) dias antes da data inicial da viagem e instruído com Memorando Padrão disponível nas diretorias acadêmicas, plano de aula externa e relação dos participantes assinada (professores e alunos) e ratificada pelo respectivo diretor acadêmico (SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL, 2011).

Já as instituições estaduais de ensino apresentam contextos diferentes, pois não são beneficiadas com recursos financeiros destinados as atividades de Turismo Pedagógico, como ocorre na instituição federal. A Escola Estadual Tristão de Barros, como mencionado na sua caracterização, recebeu recursos do Programa Ensino Médio Inovador - ProEMI durante dois anos, período este em que foi possível desenvolver com maior flexibilidade atividades pedagógicas fora da instituição.

Porém, na ausência deste programa, a instituição teve dificuldades em efetivar viagens pedagógicas.

O Instituto Vivaldo Pereira não foi beneficiado pelo programa citado e não recebe recursos diretos para financiamento de viagens, sendo a questão financeira o principal obstáculo para desenvolver este tipo de metodologia de ensino. Porém, esta não é uma realidade apenas de uma escola em condições limitadas, no que se refere ao aspecto econômico, pois como percebeu-se por meio das entrevistas, o problema financeiro também é obstáculo para a realização de viagens de caráter pedagógico das instituições privadas, tendo em vista que o ambiente econômico no país não estava favorável para as organizações, bem como, para as famílias dos alunos tanto de escolas públicas como privadas.

Um ponto divergente entre instituições públicas e privadas é que, na segunda o planejamento das viagens ocorre em certa frequência mesmo em um ambiente econômico desfavorável, pois faz parte da cultura da organização, em especial quando falamos do Colégio Camilo Toscano, em que há uma preocupação em elaborar aulas práticas, tendo em vista a qualidade do aprendizado do alunado. Assim, a instituição CCT apresenta alternativa, como facilitar o pagamento para que as famílias tenham mais condições de custear o orçamento de uma viagem. Esta escola, como também, o Educandário Jesus Menino – EJM e as escolas públicas analisadas optam por escolher locais próximos a Currais Novos ou até mesmo no próprio município, seja na zona urbana ou rural, como visitas a laboratórios de instituições na própria cidade, comunidades rurais próximas, dentre outros ambientes, objetivando baratear essas atividades para torná-las mais acessíveis.

Observou-se que as escolas buscam caminhos para solucionar ou minimizar a barreira financeira, sendo outra possibilidade visualizada por uma instituição estadual, solicitar transporte público municipal e transporte coletivo do IFRN campus Currais Novos na tentativa de reduzir os custos e a realizar viagem. Firmar parcerias com empresas da região e/ou órgãos e instituições públicas visando desenvolver o Turismo Pedagógico é um dos objetivos da gestão dessa escola pública que não recebe recursos suficientes para promover atividades diferenciadas. A gestão, professores e alunos dessa mesma escola promoviam sorteios na tentativa de angariar recursos para custear o que fosse possível nas viagens, a fim de, possibilitar ao educando novas experiências. Entretanto, tem sido

dificultoso, disse a supervisora pedagógica, conseguir recursos por meio do sorteio, porque a venda é baixa e os professores não têm disponibilidade para vender.

Na concepção da professora de história do Educandário Jesus Menino, os projetos de Turismo Pedagógico deveriam ser organizados na semana pedagógica e, na primeira reunião dos pais, apresentar informações básicas sobre possíveis viagens. Fazendo esse processo, segundo ela, é possível que os pais se planejem. Com o espaço de tempo em que os projetos são elaborados, as famílias têm dificuldades de organizar o orçamento da viagem, o que reflete na desistência de alunos, prejudicando o objetivo das atividades. É possível que essa alternativa facilite o acesso dos educandos das escolas públicas estaduais a esse tipo de atividade pedagógica.

A questão financeira limita algumas ações, mas não é motivo de paralização das atividades de Turismo Pedagógico, pelo contrário as instituições tanto públicas como as privadas, pesquisam novas possiblidades, pois a maioria dos gestores e professores participantes da pesquisa demonstrou compreender e reconhecer a importância em utilizar as viagens como instrumento metodológico.

Outro motivo que reflete negativamente o desenvolvimento das viagens é a organização da estrutura técnica de uma viagem que exige dos docentes, tempo, pesquisa e dedicação. Além disso, as atividades precisam ser associadas à carga horária do professor na instituição, mas, às vezes, é difícil conciliá-las. Durante as entrevistas nas instituições privadas, principalmente, há relatos – e é a realidade desse profissional no Brasil – que o docente atua com mais de um vínculo trabalhista, sobrecarregando a carga horária desse profissional.

Além disso, devido a compromissos profissionais, os professores não se envolvem frequentemente nas viagens. Ainda no contexto das instituições privadas, as atividades diversas desenvolvidas na escola, como eventos, consomem tempo e dedicação dos envolvidos. Algumas vezes, a equipe deve optar para qual atividade(s) direcionar os esforços.

Basicamente, tanto as instituições públicas quanto as privadas realizam um processo de planejamento onde o professor é o principal personagem do ponto de vista pedagógico e técnico. Geralmente a etapa de planejamento da viagem inicia a partir do interesse do docente ou professores em grupo.

No caso da instituição pública federal, é necessário que um docente seja o coordenador do projeto de viagem (por questões burocráticas) que em conjunto com outros professores interessados irão elaborar o roteiro. Em todos os casos ocorrem reuniões com professores interessados em realizar a atividade e coordenação ou supervisão pedagógica para discutirem o que pode ser contemplado para cada disciplina e turmas.

Para a escola privada CCT, a ideia de um projeto de viagem pode partir de uma demanda do (s) professor (es) ou de proposta da gestão escolar, com isso, quando alguém propõe um projeto, há um estudo sobre as possibilidades e dificuldades e, a partir desse ponto, se dá início ao planejamento. Desse modo, percebe-se que utilizar o Turismo Pedagógico como instrumento no processo de ensino-aprendizagem não é apenas uma visão do professor, como também, da gestão escolar que reconhece o valor agregado desse tipo de atividade para a formação dos seus alunos, diferenciando-se das demais escolas.

Observa-se, neste caso, a relação flexível entre professores e gestão no planejamento da viagem, possibilitando a troca de informações efetivas. Turismo Pedagógico é um assunto presente nas discussões para o ano letivo, é uma metodologia aplicada frequentemente nesta escola, tanto que a instituição já iniciou o processo de planejamento em 2016 para o ano letivo de 2017, elaborando um projeto de viagem interdisciplinar, discutindo-o e ajustando-o à realidade da escola, estabelecendo detalhes para contratação de empresa de turismo para viagens a destinos distantes.

No EJM, conforme os professores afirmaram, muitas vezes ocorre que alguns projetos de viagens acabam não sendo efetivados devido às diversas atividades que a instituição e os professores se envolvem e a situação financeira, então, esses projetos passam por reformulações objetivando ser aplicados no ano letivo seguinte. Com isso, vemos que em um mesmo tipo de instituição (privada) há pontos divergentes no que se refere ao planejamento das viagens, reflexos da cultura de cada instituição.

O planejamento das viagens tem o objetivo final de contribuir para a formação dos estudantes, entretanto, nota-se que o público-alvo desses projetos não é inserido de modo efetivo nas discussões. Isso pode refletir no modo como o aluno irá usufruir da atividade, como observado nas falas dos alunos de uma escola

pública, onde relataram que, devido não haver um envolvimento dos discentes de modo ativo, número significativo de estudantes enxergam a atividade pedagógica com superficialidade, entendendo que as aulas em outros ambientes são mera diversão, não percebendo a relevância das viagens para a sua formação. É necessário considerar que também existem alunos que não demonstram interesse nas atividades da escola por motivos diversos que podem ou não estarem relacionados ao modo que está sendo gerida a educação pela instituição.

Os alunos não são envolvidos ativamente no processo de elaboração das viagens, mas, observou-se que ocorrem discussões pontuais nas quais eles opinam sobre algum item da viagem, como por exemplo, o destino a ser escolhido. Geralmente, esse diálogo se dá em reunião informal em algum momento da aula, onde o professor traz o assunto e procura conhecer os anseios dos alunos, essa é uma realidade de escola pública estadual. Principalmente nas escolas privadas e na pública federal os alunos recebem o roteiro impresso de viagem e, no caso do IFRN cumprem protocolos de segurança da instituição.

Além dos gestores, coordenadores, professores e alunos, outro ator dessa dinâmica são as famílias dos alunos que precisam inteirar-se do projeto de viagem o qual seus parentes irão participar, inclusive por serem adolescentes e a grande maioria é menor de idade, então eles precisam dar permissão. Notou-se que a escola privada apresenta maior preocupação em envolver os pais ou responsáveis nesse processo, havendo reunião prévia para informá-los sobre o destino, o motivo de viajar, os custos, dentre outros aspectos e, quando não ocorre reunião presencial é enviado um documento com informações da viagem para que os familiares possam conhecer a proposta e permitir ou não que o estudante realize-a. No contexto público, essa abordagem não foi percebida na mesma perspectiva em que se dá no privado, assim, as instituições públicas não têm inserido os pais e/ou responsáveis de modo ativo e frequente nessas atividades, ocorrendo contatos pontuais com estes.

Foi nosso interesse compreender esse processo inicial de planejamento, sendo necessário verificar o posicionamento dado a esta atividade nos documentos das instituições, por isso questiona-se sobre o Projeto Político-Pedagógico8 - PPP e se tal instrumento pedagógico, as viagens, é inserido no texto desse documento,

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que é um das principais bases para a gestão da educação das instituições de ensino. Quanto à importância desse documento, Veiga (2013, p.12-13), considera que,

[...] o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos e de atividades diversas. O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola.

Dada sua relevância, durante a pesquisa tivemos acesso ao PPP na íntegra do Instituto Federal do Rio Grande do Norte e da Escola Estadual Tristão de Barros e parte desse documento do Instituto Vivaldo Pereira, considerando a vigência até o ano de 2016, tendo em vista que esses documentos estão sendo revisados e atualizados para os próximos anos. O Colégio Camilo Toscano não dispõe desse documento, pois está em processo de elaboração, assim, a coordenação pedagógica orientou pesquisarmos o site do Sistema Ari de Sá – SAS para que pudéssemos conferir algumas orientações seguidas pela instituição.

O SAS é uma plataforma de educação que “elabora materiais didáticos e soluções educacionais que abrangem da Educação Infantil ao Pré-Universitário” (SISTEMA ARI DE SÁ, 2017), que é base do ensino para esta escola, do 1° ao 5° ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio. O sistema dá apoio pedagógico e mercadológico a 620 escolas atualmente em todo o território nacional.

Ao analisarmos essa plataforma de educação, percebemos a visão inovadora e tecnológica que o sistema trabalha, a partir da qual a escola tem base para desenvolver seu ensino. As ações desenvolvidas são focadas nos alunos, com objetivo de estimular a “autonomia e a construção do pensamento crítico e reflexivo, que respeite crenças, valores e diversidade de ideias” (SISTEMA ARI DE SÁ, 2017). Podemos relacionar este pensamento inovador com os ideais escolanovistas dos anos inicias do século XX no Brasil, doutrina que consistia em métodos de ensino direcionados a uma aprendizagem onde os sujeitos tivessem papel ativo (DI GIORGI, 1986).

A plataforma não disponibiliza modelo de Projeto Político-Pedagógico, pois o acesso é restrito às instituições conveniadas, porém entende-se que a atuação da instituição CCT segue parâmetros para desenvolver um ensino com

metodologias diferenciadas. Já no EJM a coordenação pedagógica informou que no PPP da escola não dispõe sobre viagens pedagógicas.

Desse modo, as instituições privadas não possuem em seu documento referências diretas sobre o Turismo Pedagógico. As escolas públicas apresentaram em seus PPP referências pontuais sobre essa atividade pedagógica, como podemos citar um trecho do PPP do IFRN no tópico que diz das diretrizes e indicadores metodológicos, aquilo que evoque métodos de ensino do qual as viagens façam parte, sob o termo visitas técnicas,

h) diversificar as atividades acadêmicas, utilizando, por exemplo, aulas expositivas dialogadas e interativas, momentos colaborativos e cooperativos da aprendizagem, desenvolvimento de projetos, aulas experimentais (em laboratórios), visitas técnicas, seminários, debates, atividades individuais e em grupo, exposição de filmes e grupos de estudos (IFRN, 2013 p.106).

As atividades de visitas técnicas como pode ser identificado o Turismo Pedagógico nesse trecho do documento, é definida como um dos métodos de tornar as aulas diversificadas e estimulantes. Como esta instituição desenvolve o ensino técnico integrado é dito ainda que “a prática profissional ancora-se tanto nos princípios da unidade entre teoria e prática, da interdisciplinaridade e da contextualização quanto na gestão de processos de produção específicos da área técnica” (IFRN, 2013, p. 104), com isso, a vivência da teoria e prática é necessária, tanto em laboratórios na própria instituição como nas experiências fora do ambiente escolar.

A proposta pedagógica da EETB também define viagens de estudo em seu PPP, como é possível visualizar nos seguintes trechos, “o ensino será caracterizado por aulas presenciais desenvolvidas em sala ambiente, laboratório, biblioteca e em campo, de modo a viabilizar um processo pedagógico diferenciado e inovador [...]”. Tendo como um dos pontos definidos: “articular teoria e prática, vinculando o trabalho intelectual com atividades práticas experimentais” (ESCOLA ESTADUAL TRISTÃO DE BARROS, 2016, p. 33). A instituição preza em seu documento por metodologias de ensino que propiciem ao estudante experiências diversas e construtivas, que estimulem o aprendizado por meio de ambientes múltiplos e, o aprimoramento dos conhecimentos, da reflexão e da crítica. Constata- se que o termo - aulas em campo – pode expressar o sentido do Turismo Pedagógico.

Esta escola pública, como mencionamos em parágrafos anteriores, recebeu recursos do ProEMI e, um dos investimentos promovidos pelo programa foram as viagens pedagógicas. Então, este foi um dos principais incentivos para que a escola começasse a inovar em suas metodologias de ensino. Ficou claro nas falas dos professores e da supervisão pedagógica que o programa influenciou tanto à gestão escolar da instituição quanto aos professores a um pensamento inovador e ativo no ensino, bem como, o olhar mais direcionado à formação do aluno, fazendo- os observar a forma de aprendizagem que estavam utilizando e as novas possibilidades de tornar as aulas atrativas para a faixa etária. Ultrapassar os limites físicos das salas de aulas é entendido como motivação, para os atores dessa escola.

Assim, como explana Bonfim (2010, p.03),

[...] a educação oferecida na maioria das instituições educacionais está em defasagem com as necessidades e os desafios da pós- modernidade, uma vez que os princípios e métodos sobre os quais está fundada, não estão condizentes com a consciência que se faz necessária no mundo contemporâneo.

Com isso, foi possível visualizar os reflexos positivos que o incentivo ao Turismo Pedagógico pode promover a esta instituição, influenciou aos seus atores a um pensamento dinâmico e de propostas diferenciadas para o ensino. Aos poucos, nota-se não um obstáculo sendo superado, no que se refere a tecnologias no ensino, mas, novos caminhos começando a ser percorridos, que é o acompanhar esse ritmo em que vive a sociedade atual, para que a formação dos indivíduos se dê com o máximo de aproveitamento.

As instituições públicas estão em um contexto desfavorável, se considerarmos o gargalo financeiro, porém algumas ações governamentais despertaram o espírito inovador dessa escola e seus atores souberam responder como profissionais da educação para a formação qualificada de seus alunos. A qualidade da educação não depende apenas dos órgãos públicos para tornar-se melhor, os educadores tem papel fundamental, eles são a conexão entre as diretrizes educacionais e os alunos dessa complexa rede em que funciona o sistema educacional. Para isso, é preciso ter um corpo docente em número e qualidade suficientes para melhorar a qualidade da educação no estado. Como explanou a secretária de educação do estado do RN em entrevista ao Tribuna do Norte em

2016, que há um déficit de professores na rede pública, o que reflete diretamente no desempenho dos alunos nas avaliações nacionais.

O PPP da escola pública Escola Estadual Instituto Vivaldo Pereira apresenta no capítulo que diz das diretrizes curriculares, especificamente sobre o ensino médio no tópico “II. Adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagens que estimulem a iniciativa dos estudantes” (2016, p.41), que as atividades teórico-práticas constituem parte do processo de ensino-aprendizagem, utilizando ambientes diversos que potencializem a formação do indivíduo. Esse foi o trecho identificado no documento que faz referência ao Turismo Pedagógico citado como atividades práticas.

Segundo um professor dessa escola, ocorreu uma viagem na qual ele não estava envolvido no planejamento, tendo que adaptar seu conteúdo no dia da viagem para que pudesse aproveitar a oportunidade e, assim, elaborou roteiro de perguntas para que seus alunos extraíssem desse momento informações que contemplasse a disciplina.

Entende-se que o docente foi flexível em encontrar um meio de aproveitar o momento de experiência, entretanto nota-se a falta de um planejamento integrado, pois, a informação sobre a possiblidade de ocorrer uma viagem não foi repassada. Então, possivelmente existem problemas de comunicação e isso são questões que devem ser sanadas, podendo fazer a diferença e transformar uma viagem mesmo que seja curta em uma experiência interdisciplinar rica de conteúdos.

Podemos extrair desse tópico que em ambos os contextos, público e privado, há barreiras no planejamento das atividades de Turismo Pedagógico, refletidas principalmente pela insuficiência financeira das escolas e das famílias dos alunos, o que não impossibilita a utilização desse instrumento pedagógico, pois as escolas buscam alternativas para continuar desenvolvendo-o. Algumas instituições possuem ou já possuíram condições favoráveis ao desenvolvimento de projetos de viagens, algumas são mais preparadas do ponto de vista técnico.

E, principalmente as escolas públicas definem, embora com outros termos, o Turismo Pedagógico em seu PPP, as privadas já não abordam este instrumento como metodologia de ensino no documento. Porém, mesmo não tratando com total direcionamento em seu documento, todas as escolas visualizam a relevância que este segmento do turismo tem para a formação pessoal e profissional

dos seus alunos, cada uma pratica esse instrumento pedagógico da forma como a cultura da instituição e as condições econômicas lhes permitem.

Dans le document Operating System (Page 93-108)

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