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Convention écrite de OR STUDY:

PARTIE IV. ACTIVITE DE JET ALU MAROC SA

CONVENTIONS CONCLUES AU COURS DE L’EXERCICE 2013 1.1 Conventions préalablement autorisées par le conseil d’administration

B- Convention écrite de OR STUDY:

A combinação dos métodos, técnicas e procedimentos, referenciados no item 3.1, conduziram a pesquisa a ser utilizada em um estudo de caso, em particular, na forma múltipla

pois, segundo Gil (2002), pesquisas de natureza exploratória assumem normalmente os formatos de pesquisa bibliográfica ou de estudo de caso. Nesta linha, o estudo de caso, segundo o mesmo autor, “consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados.” (GIL, 2002, p. 54).

Yin (2001) salienta que o estudo de caso pode reunir fenômenos descritivos ou exploratórios dependendo da finalidade e da questão de pesquisa, além do enfoque no tempo (pode ser casos atuais ou históricos). Para Creswell (2010, p.38) “estudos de caso são uma estratégia de investigação em que o pesquisador explora profundamente um programa, um evento, uma atividade, um processo, ou um ou mais indivíduos.” Ainda, para Yin (2001, p. 19), “o estudo de caso é uma das maneiras de fazer pesquisa, além de experimentos, levantamentos, pesquisas históricas e análise de informações em arquivos [...] e se destina a responder questões do tipo “como” e “porquê”, além de se concentrar em eventos contemporâneos” contribuindo “de forma inigualável, para a compreensão que temos dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais e políticos.”

Assim sendo, a pesquisa foi aplicada a um estudo de caso múltiplo, onde o conjunto da análise dos diversos elementos deu corpo à extensão do entendimento e das conclusões extrapoláveis, além de permitir explorar fenômenos de vários ângulos, dentro do contexto escolhido. Acrescenta-se a isto, a vantagem que o estudo de caso tem que é a observação direta e entrevistas, as quais ampliam a possibilidade de melhor interpretar os fenômenos pesquisados (YIN, 2001).

Portanto, em decorrência dos objetivos da pesquisa, em consonância com os argumentos referenciados, a seleção recaiu sobre as Sociedades de Crédito, Financiamentos e Investimentos (ou, comumente denominadas, Financeiras) do Estado do Rio Grande do Sul.

Tal escolha baseou-se em dois fatores: o Rio Grande do Sul detém a segunda maior concentração de Financeiras do Brasil, aliás, de acordo com a Divisão de Sistemas Cadastrais – DISIC, do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro – DESIG, órgãos do Banco Central do Brasil, há 58 Sociedades de Crédito, Financiamentos e Investimentos, ou simplesmente Financeiras, em funcionamento no País (Data-base: setembro/2013. Disponível em: http://www.bcb.gov.br/?RELINST). Deste total, 27 instituições atuam no Estado de São Paulo; 13, no Rio Grande do Sul; 6, no Paraná; 4, em Santa Catarina; 3, no Espírito Santo; 2, no Rio de Janeiro e 1, respectivamente, nos Estados do Ceará, Distrito Federal e Minas

Gerais; segundo, a vantagem geográfica, para a execução da pesquisa, vez que o pesquisador é oriundo do Rio Grande do Sul.

Ao fim, ao serem convidadas a participar da pesquisa, em um universo de treze instituições, duas declinaram sua participação restando, portanto, uma amostra de onze integrantes compondo este estudo.

3.2.1 Caracterização do objeto de estudo

Participaram do estudo as seguintes Financeiras do Rio Grande do Sul: Agiplan Financeira S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Boncred Financeira S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Crediare S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Creditá S/A - Crédito, Financiamento e Investimento, Finansinos S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Grazziotin Financiadora S/A – Crédito, Financiamento e Investimentos, HS Financeira S/A – Crédito, Financiamento e Investimentos, Portocred S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Stara Financeira S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, Todescredi S/A – Crédito, Financiamento e Investimento e Via Certa Financiadora S/A – Crédito, Financiamento e Investimentos.

Em face de questões estratégicas, particulares a cada participante da pesquisa, por dever de sigilo bancário, os elementos da amostra não serão individualizados, porquanto em si mesmos, mas serão tratados no conjunto dos dados. Nessa linha, as onze instituições, quanto ao tempo de fundação, apresentam a seguinte distribuição (Tabela 1):

Tabela 1 – Tempo de fundação das Financeiras

Observa-se, portanto, que 27,3% das Financeiras do Rio Grande do Sul apresentam menos de cinco anos de existência, ou seja, três instituições e, por outro lado, apenas duas

Tempo de fundação (anos) Frequência %

0 > 5 3 27,3

5 > 10 2 18,2

10 > 15 4 36,4

15 > 2 18,2

Total 11 100,0

apresentam mais do que quinze anos de atividades e, em particular, uma delas comemorou cinquenta e um anos neste 2013. As demais, situam-se entre cinco e menos de quinze anos, onde a concentração se dá no intervalo entre dez e quinze anos, qual seja, 36,4%.

Já, quanto à linha de negócio, há uma quase bipolarização, pois cinco instituições se dedicam às atividades na área comercial, que se caracteriza por financiamentos de projetos,

factoring, leasing, empréstimos, garantias, letras de câmbio, etc. e cinco atuam no varejo, ou

seja, com empréstimos e depósitos de investimentos, serviços bancários em geral, cartões de crédito, com ou sem bandeiras, dentre outros, e uma instituição atua mesclando as duas linhas de negócios, conforme Tabela 2.

Tabela 2 – Linha de atuação das Financeiras

Uma característica relevante no conjunto das Financeiras é que 72,7%, isto é, oito das empresas estão ligadas/coligadas a alguma rede varejista ou a algum grupo de negócios, portanto, apresentam canal de distribuição associado a estes organismos, por meio da figura jurídica de “Correspondentes no País”, regulada pela Resolução BACEN nº 3.954/11; de outro lado, há três Financeiras totalmente independentes, que atuam diretamente por meio de lojas próprias ou através de contratos de parcerias.

Os principais produtos financeiros, ofertados pelas Financeiras do RS, são: Crédito, Direto ao Consumidor – CDC, Empréstimo Pessoal em suas diversas modalidades (clean, cheque, consignado INSS e com garantia de veículos), Cartão de Crédito, com ou sem bandeira, Capital de giro (KG), Desconto de duplicatas, Repasses Finame e Letras de Câmbio, destinadas à captação de recursos.

Quanto à distribuição geográfica no Estado, a partir da Capital, as Financeiras estão concentradas, em sua grande maioria, em um raio de até 200 km da capital (72,7%), sendo que três delas estão localizadas na própria Capital. As demais, situam-se entre 200 e 510 km da capital Porto Alegre, conforme Tabela 3.

Linha de atuação Frequência %

Comercial 5 45,5

Varejo 5 45,5

Ambas 1 9,1

Total 11 100,0

Tabela 3 - Distâncias a partir da Capital

Ademais, o conjunto dos grandes números das Financeiras, integrantes do presente estudo, a partir das demonstrações contábeis publicadas relativas aos exercícios de 2010, 2011 e 2012, são demonstrados na Tabela 4. A Tabela 4 apresenta a consolidação das seguintes contas: receitas da intermediação financeira e lucro líquido dos exercícios, o que dá uma dimensão dos resultados financeiros e as contas patrimoniais de operações de crédito (ativos) e patrimônio líquido, que estabelece uma relação de dimensão dos negócios.

Tabela 4 – Principais contas contábeis

Assim, a partir da Tabela 4 pode-se evidenciar a dimensão dos negócios das Financeiras no Rio Grande do Sul, utilizadas na seleção do caso de estudo, ou seja, o conjunto da amostra detém volumes de ativos (empréstimos e financiamentos), no fechamento do exercício de 2012, que superam a R$ 1,0 bilhão que, por sua vez, gerou receitas de intermediação (rendas) da ordem de R$ 0,52 bilhão, suportados por um patrimônio líquido de R$ 0,31 bilhão e resultado líquido de R$ 0,27 bilhão.