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LE CONTROLE DE GESTION STRATEGIQUE

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PREMIERE PARTIE: LES RELATIONS ENTRE CONTROLE ET STRATEGIE : A LA RECHERCHE D’UN CADRE INTEGRE

CHAPITRE 1 : LES INTERACTIONS ENTRE CONTROLE ET STRATEGIE

1.2.2 LE CONTROLE DE GESTION STRATEGIQUE

Quando conhecemos o DCSH da ESP, do qual faz parte a disciplina de Geografia e o seu corpo docente, notamos desde logo a grande quantidade de materiais geográficos disponiveis. De todos eles, os mapas parietais despertaram-nos o maior interesse, o que nos levou a uma pesquisa bibliográfica sobre o tema de modo a compreendermos qual a importância deste tipo de mapas para o ensino de Geografia.

Segundo Turczán: “School atlases and wall maps are essential means in teaching. Teachers use them (...)” (2000: 59). Tendo por base esta ideia, tentamos constatar qual a importância atribuída pela ESP a este tipo de mapas e, acima de tudo, de que forma estes eram utilizados na transmissão de conhecimento aos alunos nas aulas de Geografia.

Maria Ângela Ramos estudou os mapas parietais, na obra intitulada Os Mapas na sala de Geografia. Liceu de Braga (1836-1910). Contributo para a História do Ensino em Portugal. Após a sua leitura, depreendemos que este tipo de mapas, quando disponibilizados pelas escolas, pode revelar-se importante para a formação dos alunos, tendo em conta a sua preservação e utilização pelos docentes. Não sendo plausível

contextos escolares separados por várias décadas, verificamos contudo dois aspectos idênticos quanto ao material escolar de Geografia. Por um lado, os vários mapas parietais soltos, enrolados em canudos de cartão e guardados nos armários do Departamento, ou ainda, pendurados nas paredes (Anexo 10, A e B) e, por outro lado, os globos terrestres (Anexo 10, C), bússolas e todos os manuais referentes a cada ano de escolaridade, tudo pode ser encontrado nas duas instituições.

Em relação aos mapas parietais expostos na ESP, um facto interessante ocorreu durante a realização deste estudo. Concluido o nosso estágio, tivemos necessidade de voltar à ESP, para efetuar o levantamento de algumas fontes cartográficas utilizadas ao longo do ano em que lecionamos. Em plena época de exames nacionais, incluindo o Exame Nacional de Geografia A, verificamos que todos os mapas de parede que a Escola dispunha, particularmente os poucos que se encontravam pendurados nas salas de aula, estavam arrumados dentro de um armário do DCSH (Anexo 11). Os mapas em questão, continham informação nos domínios da Geografia Física, Humana, Política ou Económica, figurada a diferentes escalas, Mundial, Continental e Nacional, que não devería encontrar-se exposta em tempo de avaliação de conhecimentos.

Concluimos assim, que a ESP atribui alguma importância aos mapas parietais, no entanto, consideramos essencial verificar se essa importância se expressava numa frequente e adequada utilização dos mesmos por parte dos docentes. Segundo Ângela Ramos, os mapas parietais tinham como principal objetivo e vantagem, na sala de aula “(...) permitir a sua observação e análise por todos os alunos, mesmo a uma grande distância.” (2005:51). Contudo, na ESP, ao contrário do que se sucedeu no Liceu de Braga, os mapas de parede eram poucas vezes ou nunca utilizados nas aulas ou em qualquer outro contexto de aprendizagem geográfica. Os mapas estão disponíveis, mas não existem motivações nem diligências no sentido de serem utilizados pela comunidade escolar, promovendo a Cartografia, e tendo em vista a sua observação por parte dos alunos. Atendendo à dimensão que normalmente apresentam, permitem leituras distintas dos fenómenos figurados a distâncias consideráveis.

As razões para a escassa utilização e aproveitamento destes mapas na ESP podem ser várias. Não sendo possível identificá-las com precisão, colocamos várias hipóteses,

algumas com base na nossa experiência, outras com base em ideias de alguns autores que abordaram o tema. Ângela Ramos defendeu que talvez por serem materiais “dispendiosos”, ou materiais já antigos em alguns casos, “(...) interessa que fiquem arrumados de modo que os exemplares que se necessitam possam ser encontrados com facilidade, ao mesmo tempo, estejam bem protegidos de toda a deterioração e pó” (2005: 65). Também existe a falta de interesse ou criatividade dos próprios docentes para o uso destes mapas de forma adequada, de modo a transmitirem através deles, o conhecimento geográfico. O motivo que consideramos mais palusível, passa por vivermos hoje numa era digital, num Mundo cada vez mais informatizado e tecnologicamente avançado, com as gerações de alunos, constituídas pelos denominados por Prensky de “nativos digitais”, que pelas competências que detêm para o uso das novas tecnologias, colocam em segundo plano a Cartografia em suportes diferentes, que não as de plataformas digitais

Embora seja esta, atualmente, a realidade nas escolas, esperávamos que os mapas parietais não estivessem, a maior parte do tempo, arrumados nos armários ou espalhados pelo Departamento, antes fossem alvo de utilização regular pelos professores e alunos nas aulas de Geografia, e não apenas nas atividades referentes ao 7º ano de escolaridade durante um único dia do ano letivo. Numa escola muito atenta no que respeita ao design, com elementos arquitetónicos e artísticos nas suas instalações, não encontramos durante todo o ano, espaço para estes mapas de parede. A dimensão média ou grande dos mapas parietais, permitem a quem os visualiza, observar, identificar e compreender mais facilmente os seus principais elementos bem como os temas neles cartografados, partindo do principio que estes se encontram elaborados corretamente. A observação regular destes mapas, podia ter significado um precioso auxílio para o ensino, já que os alunos teriam retido imagens mentais dos países, dos rios, do relevo ou dos continentes, tal como acontece quando contactam ou interagem com os mídia, com as suas famílias e com todos os meios de difusão de informação com nos deparamos diariamente.

Capítulo 4. Aulas lecionadas, a Cartografia utilizada e os

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