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1. Contexte et objectifs de l’étude

1.5. Résultats

1.5.3. Le continuum -ouvert

O instrumento de entrevista foi desenvolvido, utilizando questões abertas, com o intuito principal de explorar, em um contexto amplo, a visão das gestoras em relação ao estresse e ao desempenho dentro do hospital escola. Também se buscou verificar quais os fatores estressores são verificados dentro do cenário hospitalar, a partir da opinião destas gestoras, conferindo se há convergência dos seus relatos com o que está sendo discutido na literatura, nacional e internacional. Usou-se o Software Atlas/ti para analisar o conteúdo do discurso e verificar a incidência das respostas.

Para o alcance do modelo de questionário utilizado nas entrevistas com os enfermeiros, realizou-se um pré-teste de sua aplicação, com as próprias gestoras de divisão (quatro), até que se concluísse que o mesmo atendia os objetivos propostos para o trabalho. O modelo do questionário segue abaixo conforme Quadro 11. O questionário com as respostas na íntegra das quatro gestoras foi retirado do trabalho, por solicitação dos componentes da banca de qualificação, ao considerarem que podia favorecer o reconhecimento das respondentes.

Quadro 11 – Questionário Gestoras QUESTIONÁRIO

NOME:

CHEFIA DE DIVISÃO: PERGUNTAS

1. Para você o que é estresse? 2. E o que é estresse ocupacional?

3. Quais os principais fatores que geram estresse no ambiente de trabalho? E no caso, dos enfermos da sua divisão, quais seriam estes fatores?

4. Em sua opinião, por que cada pessoa da equipe dos enfermeiros reage de modo diferente ao estresse? No caso dos enfermeiros da sua divisão, o que difere de outras áreas?

5. Quais as principais conseqüências percebidas do estresse ocupacional entre os enfermeiros que atuam da sua divisão?

6. Você percebe relação entre estresse ocupacional e organização de trabalho da sua divisão? Qual? Descreva situações onde esta relação acontece.

7. Quais as principais conseqüências do estresse do ponto de vista biopsicossocial que você percebe na equipe de enfermeiros? Qual a conseqüência mais importante e por quê?

8. Quais os principais sinais e sintomas que você observa na equipe de enfermeiros da sua divisão que indicam claramente que eles encontram-se em estresse ocupacional?

9. No trabalho realizado da sua divisão quais aspectos da organização do trabalho e da rotina dos enfermeiros interferem no desempenho final do atendimento?

10. Quais as demandas/procedimentos mais estressantes que ocorrem no atendimento da sua divisão? Por quê?

11. Que tipo de comportamento você observa em um enfermeiro que leva a crer que ele está em estresse ocupacional? O que você faz nestas situações enquanto chefia?

12. Quais os acidentes típicos da rotina de um enfermeiro da sua divisão? São freqüentes? Em situações de estresse ocupacional este número aumenta? 13. Quais as conseqüências para a qualidade do atendimento na sua divisão no

caso de um enfermeiro em situação de estresse ocupacional?

14. Você acha que o estresse ocupacional prejudica o trabalho na sua divisão? Existe interferência no desempenho do enfermeiro? Qual a interferência percebida na prática?

15. Você acredita que o setor que você chefia é mais propício para o desencadeamento de situações de estresse ocupacional nos enfermeiros do que outros setores do hospital? Por quê?

16. Cite em ordem decrescente os cinco fatores estressores que mais interferem no desempenho dos enfermeiros da sua divisão. Explique o porquê.

17. O que é desempenho na sua percepção? O que você considera um bom desempenho de um enfermeiro da sua divisão?

18. Você considera que o atual questionário de avaliação de desempenho é adequado para avaliar o desempenho dos enfermeiros? Por quê?

19. A avaliação de desempenho consegue avaliar se o enfermeiro é eficiente, eficaz e efetivo na realização de suas atribuições especificas da sua divisão? 20. Dentre os itens que são atualmente avaliados na ficha de avaliação de

desempenho qual seria o mais afetado por situações em que o enfermeiro encontra-se em situação de estresse ocupacional?

21. O que é um enfermeiro eficiente? Você acha que a avaliação de desempenho que é realizado hoje consegue caracterizar este profissional?

22. Em sua opinião, um enfermeiro em situação de estresse ocupacional, fica comprometido em critérios relacionados à sua eficiência ou a sua eficácia? 23. Com que freqüência é realizada a avaliação de desempenho dos enfermeiros

da sua divisão? Como é realizado? Se as avaliações fossem mais freqüentes o que mudaria no desempenho dos enfermeiros?

24. Qual a conseqüência dos resultados da avaliação de desempenho dos enfermeiros na prática? Existem mudanças de comportamento deles e da organização em relação dos resultados obtidos?

25. De uma forma geral, os resultados obtidos com a avaliação de desempenho dos enfermeiros são satisfatórios para a organização? Quando não satisfatório, a organização procede de que forma? Existe preocupação com oferecer meios e oportunidades para que o enfermeiro se desenvolva e atinja os níveis esperados pela organização?

26. Qual o papel do supervisor, coordenação junto a equipe de enfermeiros da sua divisão? Você acha que a atuação do supervisor influencia no desempenho da equipe? Como? Em que tipo de situação a supervisão pode ajudar a causar e a reduzir situações de estresse ocupacional?

27. Quando é percebido que um enfermeiro da sua divisão encontra-se com claros sinais e sintomas de estresse ocupacional, qual tipo de suporte é oferecido pela organização para o profissional? Existe programas de prevenção, acompanhamento, e tratamento de estresse ocupacional para tal profissional? 28. Existem conflitos percebidos no setor que você chefia que envolvam os

enfermeiros? Estas situações envolvem desempenho? São percebidas como relacionadas ao estresse ocupacional e seu contexto?

Fonte: Autora (2010)

No questionário acima a questão de número 16 solicita para cada uma das gestoras “Cite em ordem decrescente os cinco fatores estressores que mais interferem no desempenho dos enfermeiros da sua divisão”. No Quadro 13 apresentam-se os agentes estressores indicados na opinião das gestoras e a frequência das respostas. Com uma análise simples, sem a utilização do recurso do Atlas/ti, neste momento, realizou-se a tabulação dos 12 agentes estressores citados pelas gestoras, gerando 20 incidências. Foi possível perceber quais seriam os agentes estressores que, na opinião das gestoras, mais interferiam no desempenho dos enfermeiros.

Porém, em todas as outras perguntas existiam a presença de agentes estressores, que apareciam de maneira implícita, necessitando a realização de uma análise mais profunda e técnica.

Quadro 12 – Fatores Estressores que Interferem no Desempenho na Opinião das Gestoras

Fatores estressores que interferem no desempenho Frequência das

respostas

Relações conflituosas 3

Excesso de demanda 2

Excesso de paciente 2

Ausência de profissional médico nas necessidades de

atendimento 2

Falta de profissionais enfermeiros 2

Excesso e comportamento inadequado dos

acompanhantes 2

Natureza do trabalho 2

Gravidade dos pacientes 1

Longo período de internação e frequentes retornos 1

Urgência das ações 1

Escala de serviço não compatível com os interesses

dos enfermeiros 1

Falta de agilidade nas internações 1

Fonte: A autora (2010)

4.5.1 O Tratamento de Dados e Análise dos Resultados das Entrevistas

As entrevistas com as gestoras foram digitalizadas, na sua íntegra, no software redator de textos (MS Word), onde foram preparadas em formato específico para sustentar o software de auxilio à análise de dados qualitativos do tipo Computer-aided Qualitative Data Analysis Software (CADQAS).

A opção por trabalhar com software do tipo CADQAS baseou-se no fato de não só auxiliar na análise dos dados qualitativos, mas também disponibilizar novas ferramentas de análise que possibilitam ao pesquisador dedicar-se à exploração e à investigação das informações, dispensando tarefas como a tediosa seleção de blocos temáticos em fichas de entrevistas ou documentos.

Sendo assim, gerou-se maior controle sobre o processo de pesquisa, além de possibilitar testar e relacionar hipóteses ao utilizar os recursos e benefícios da informática aplicada ao tratamento qualitativo de dados (KELLE, 1997; TEIXEIRA; BECKER, 2001; COSTA, 2009). Desta forma, o software escolhido e utilizado na análise foi o Atlas/ti, versão 5.0, onde as entrevistas já tratadas e formatadas no MS Word, foram analisadas e codificadas de acordo com os fatores estressores (organizacionais, interpessoais, ambientais), levantados a partir da revisão bibliográfica realizada. Para demonstrar como se deu o tratamento de dados dentro do Atlas/ti, é apresentada a Figura 20.

Figura 20 - Tratamento dados Atlas/TI

Sendo assim, a codificação das respostas produzidas pelas gestoras entrevistadas foi sempre realizada com, pelo menos, uma pessoa acompanhando a pesquisadora. Esta pessoa fazia parte do grupo de pesquisa, conhecia o contexto e o trabalho a ser desenvolvido.

Nesta lógica, na primeira etapa da análise apresenta-se o resultado do que cada gestora entende sobre os fatores estressores (ambiental organizacional e interpessoal). E, na segunda etapa da análise, foram obtidos os tipos de estresse (ocupacional, job, role e work) dos questionários respondidos. Numa terceira etapa, foram cruzados os dados da primeira e segunda etapas, apresentando, assim, para cada tipo de estresse, os indicadores dos três fatores estressores.

4.6 OS FATORES ESTRESSORES A PARTIR DAS GESTORAS