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3.2 Revue critique des pratiques internes actuelles de gestion de l’information

3.2.1 Contexte et justification

dência do planeamento e implementação anual, maior acom-

panhamento aos tutores, maior partilha de experiências entre

os tutores e o aumento do tempo disponível para um melhor

acompanhamento

.

Conclusão

O impacto positivo dos programas de tutorias tem suporte empírico, tanto nas vivências do estudante como nos resultados da avaliação pe- dagógica e na redução do abandono (Campbell & Campbell, 1997; Cohen, 1993; Mangold et al., 2003; Salinitri 2005).

No estudo agora apresentado as perceções da utilidade do PT e do apoio recebido pelo tutor foram avaliados positivamente pela maioria dos tutorandos, sendo que as vantagens mais mencionadas se relacio- nam com a motivação para ter sucesso no curso e com a melhoria da relação com os docentes. Da avaliação feita pelos tutores salienta-se a perceção de utilidade do programa e a avaliação positiva do apoio recebido pelo GAED durante o PT, do qual se salientam as ações de formação.

Neste estudo identificam-se algumas limitações metodológicas, das quais se salienta a amostra reduzida de estudantes da ESTeSL e a utili- zação de avaliação por autorrelato, sem medidas de validação externa (eg., desempenho do estudante). Contudo o estudo realizado, bem como a experiência desenvolvida com o PT, permitem identificar al- gumas linhas para uma reflexão sobre os programas de tutorias no ES. O envolvimento dos atores diretos (estudantes e tutores) é um aspeto central no sucesso do programa de tutorias. Embora se considere a adesão livre dos tutores ao programa um requisito fundamental, esta não é suficiente para o seu envolvimento. A este facto não é estranho o volume e diversidade de tarefas e objetivos a que os professores do ES têm de corresponder. Por esta razão, a interação regular e frequen- te entre o tutor e a equipa responsável pelo programa de tutorias re- vela-se fundamental para manter a motivação dos tutores. As sessões

de formação e de feedback, obrigatoriamente centradas nas vivências e necessidades específicas dos tutores, parecem ter, de acordo com a avaliação realizada, um impacto bastante positivo.

No PT previa-se total liberdade no grau de participação dos estu- dantes, embora tenha sido promovido a existência de, pelo menos, um primeiro contacto com o tutor, através de uma reunião grupal de apresentação. Contudo, e a partir das respostas aos questionários, a concretização deste momento inicial apresentou algumas dificul- dades. Alguns estudantes referem não conhecer o PT e/ou não te- rem estado presentes nesta reunião. Os próprios tutores referem taxas de adesão médias. Este problema poderá dever-se eventualmente, às dificuldades de articulação das disponibilidades dos docentes e dos estudantes, na medida em que esta reunião foi feita já em período de aulas. Por esta razão, é importante que esta sessão de apresentação seja feita de forma a não colidir com o horário letivo, e idealmente num período formal predefinido pela instituição, logo nos primeiros dias de aulas. Por outro lado, uma forte divulgação institucional jun- to dos estudantes do PT será fundamental, para que estes adiram às reuniões (grupais e individuais) com o tutor. Entre outras, o envio de um boletim mensal do PT a todos os envolvidos, com reforço das funções do tutor esperadas / valorizadas pelos tutorandos (Veiga Simão et al., 2008), e a criação de condições que reforcem uma re- lação recíproca, com benefícios para o tutorando mas também para o tutor (Jones & Brown, 2011), parecem promover o envolvimento dos atores envolvidos.

Dos conteúdos abordados pelos tutorandos, os mais frequentes são relacionadas com o funcionamento do curso / instituição e tam- bém com a profissão. Contudo, alguns dos estudantes apresentaram problemáticas relacionadas com a organização do estudo e questões motivacionais. Embora as primeiras não obriguem a competências interpessoais complexas por parte do tutor, as segundas implicam um domínio de ferramentas de ajuda, que os tutores, na sua maioria, não dominam. Embora estivesse previsto no PT a referenciação dos estu- dantes para serviços especializados bem como formações aos tutores nestes temas, estas estratégias não resolvem totalmente o problema.

Considera-se que a realização de workshops para os estudantes será outra forma de apoio mais especializado. Contudo a experiência das autoras, a partir deste e de outros projetos desenvolvidos no GAED, aponta para que os workshops que abordam questões instrumentais (e.g., apoio na elaboração de CV) são bastante mais procurados do que aquelas que focam competências para a adaptação pessoal ao ES. Uma hipótese a considerar será que o formato grupal não é o ideal ou desejável para os alunos que começam a sentir dificuldades no seu percurso académico, reforçando aqui a importância da relação tuto- rial e da formação dos tutores para este tipo de situações.

Embora o papel das instituições de ES para o sucesso de um pro- grama de tutorias não tenha sido abordado de forma extensa, não se pode, contudo, esquecer a necessidade de uma abordagem ecológica (Bronfenbrenner, 1979). Deste modo, consideramos fundamental o interesse e apoio da instituição que acolhe o programa, de modo a potenciar uma adesão significativa aos projetos de tutorias e, princi- palmente, a contribuição destes programas para a melhoria das con- dições da instituição mais diretamente relacionadas com as vivências pessoais e a adaptação dos estudantes ao contexto do Ensino Superior.

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Evasão no Ensino Superior Brasileiro: