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La contestation du projet par l’Association Alpes Mancelles Sans Barrage

socio-spatiale ?

Carte 19 Le site classé et le site inscrit des Alpes Mancelles (Source : PNR Normandie-Maine, DOCOB, 2005 : 10)

3. La contestation du projet par l’Association Alpes Mancelles Sans Barrage

Se a comunicação verbal é um dos principais objetos responsáveis pela aquisição do conhecimento, quando a exploramos por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação – TDIC, estamos, ao mesmo tempo, promovendo a interação social e o letramento digital. Podemos, então, compreender o letramento digital como um conjunto de práticas situadas de uso da leitura e da escrita com apoio do suporte tecnológico (STREET, 2003; GEE, 1990). Contudo, é possível que alguém, mesmo sendo alfabetizado e letrado, isto é, já tendo adquirido habilidades para ler e escrever e dominar alguns graus de letramento, seja ainda um “iletrado digital”. De acordo com Xavier (2007),

O letramento digital implica realizar práticas de leitura e escrita diferentes das formas tradicionais de letramento e alfabetização. Ser letrado digitalmente pressupõe assumir mudanças nos modos de ler e escrever os códigos e sinais verbais e não-verbais, como imagens e desenhos, se compararmos às formas de leitura e escrita feitas no livro, até porque o suporte sobre o qual estão os textos digitais é a tela, também digital. (XAVIER, 2007, p. 135).

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Se compreendermos o letramento digital como uma mudança importante nas práticas sociais de interação e comunicação, então estaremos admitindo que este é um direito importante de todas as pessoas que vivem numa época em que cada vez mais se utiliza o ambiente digital na comunicação. Este momento convida crianças, jovens, adultos e idosos a utilizarem suas habilidades e conhecimentos para compreender práticas que irão ajudá-los a se tornar uma parte ativa e plena na vida social, cultural, econômica e intelectual no presente e no futuro. Para ser letrado digitalmente e ter acesso a um vasto leque de práticas culturais e de recursos, é necessário que o indivíduo seja capaz de interagir por meio das ferramentas digitais.

Para que haja letramento digital, é primordial fortalecer a capacidade de produzir e compartilhar significados em diferentes modos e formatos, para, então, criar, colaborar e comunicar de forma eficaz e compreender como e quando as tecnologias digitais podem ser melhor utilizadas para apoiar estes processo. Nesse contexto, o letramento digital nega a ideia de que os processos de ensino/aprendizagem mais eficazes são guiados por ambientes e procedimentos formais de ensino.

Para Xavier (2007), é preciso compreender que o letramento digital

se realiza pelo uso intenso das novas tecnologias de informação e comunicação e pela aquisição e domínio dos vários gêneros digitais, e parece satisfazer às exigências tanto daqueles que acreditam na funcionalidade e utilidade que qualquer tipo de letramento pode proporcionar aos indivíduos que o adquirem para agir em uma sociedade, isto é, fazer os indivíduos mais produtivos economicamente, bem como atende aos que postulam o desenvolvimento da capacidade analítica e crítica do cidadão como objetivo maior da aquisição de qualquer tipo de letramento. Sendo assim, a urgência motivacional dos indivíduos para se apropriarem do letramento digital o quanto antes não é uma simples adequação às demandas econômicas do capitalismo, nem tampouco uma concessão resignada aos apelos políticos dos países poderosos como os Estados Unidos e alguns países da Europa. A aquisição do letramento digital se apresenta como uma necessidade educacional e de sobrevivência. (XAVIER, 2007, p. 147).

Entendemos que o letramento digital antecipa às pessoas que é necessário se envolver com a tecnologia e desenvolver uma consciência social de como um número de fatores e recursos disponibilidados em diversos tipos de mídias digitais pode moldar as maneiras com que usamos a tecnologia para transmitir e receber informações e significados. Isso representa a capacidade de se comunicar e de propagar o conhecimento em diferentes contextos e para diferentes públicos, por exemplo, por meio do áudio, do visual ou por meio das formas escritas; trata-se de produzir informação ou encontrá-la

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pronta. Neste último caso, é preciso selecionar informações relevantes, avaliar criticamente e recontextualizá-las para reutilizá-las em situações em que se alcance novos propósitos comunicativos.

O letramento digital proporciona aos indivíduos a capacidade de tirar proveito da riqueza de oportunidades novas e emergentes relacionadas com as tecnologias digitais, ao mesmo tempo que alerta para os vários desafios tecnológicos, principalmente, os do ambiente on-line, pois, com o advento da Internet e, consequentemente, com o surgimento de práticas sociais inéditas, o meio virtual propicia a criação de formas comunicativas inovadoras, que se fortalecem pelo uso intenso das novas possibilidades que se propagam dia após dia, ganhando cada vez mais espaço entre os usuários. Todavia, como se sabe, esse tipo de ambiente (o virtual) oferece riscos, o que nos põe em alerta, pois participar de um evento de letramento digital seguro e eficaz requer certa maturidade, atenção e compreensão de que quanto mais a tecnologia digital torna-se difundida na sociedade, mais nos expomos e nos revelamos aos outros sujeitos.

Segundo Ribeiro (2008), o letramento digital que se adquire na instituição escolar pode se realizar por meio de agências as mais diversas possíveis, independentemente do tipo de escola, todavia essa agência deve ser pautada em objetivos consistentes, uma vez que pode ser fundamental para fortalecer as práticas sociais do aluno.

A esse respeito, Soares (2003) declara que muitos saberes só são explorados na escola quando a “pedagogização” de certos conteúdos ou de certas técnicas acontecem, primeiro, fora dela. Os usos do computador parecem ser uma delas. “Pedagogizar” seria, então, transformar parte do discurso e das práticas escolares em algo que acontece na sociedade de maneira funcional. Isso pode não ser uma experiência exitosa, se a escola “moldar” conteúdos e os enquadrar numa prática pouco dinâmica e sistematizada, com regras que tolham a espontaneidade do aluno. Obviamente, em oposição a essa possibilidade, o evento também pode ser bom, desde que a escola admita que “é necessário levar para dentro de seus muros as práticas da sociedade, desenvolver nos alunos o senso crítico, trabalhar com textos de circulação social, assim como lê-los em suportes que estão nas casas e no trabalho das pessoas” (RIBEIRO, 2008, p.39).

É verdade que as escolas estão sendo cada vez mais encorajadas a incorporar o uso das TDIC em todas as áreas e em todos os currículos, tanto no Ensino Primário

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quanto no Médio. Considerando-se que o letramento digital suporta dialogicidade com os mais variados assuntos, isso pode ajudar a garantir que a utilização de tecnologia melhore o ensino e a aprendizagem, em vez de simplesmente tornar-se uma prática extra.

Com efeito, se a educação formal visa preparar os jovens para dar sentido ao mundo e para prosperar social, econômica e intelectualmente, então ela não pode simplesmente permanecer neutra diante das práticas sociais e culturais de letramento digital às quais os alunos têm acesso. É preciso que os alunos interajam por meio da tecnologia digital dentro do contexto escolar. No entanto, o conceito de letramento digital e como ele pode ser traduzido para o processo de ensino-aprendizagem nem sempre é bem compreendido. Portanto, é preciso apoiar os professores para que estes comecem a pensar sobre como lidar com o letramento digital em sua prática quotidiana.

Frente a tanta informação e tecnologia, é natural que os docentes sintam-se inseguros para desenvolver práticas que fortaleçam o processo de ensino-aprendizagem por meio do ambiente digital, pois é necessário estabelecer e explorar uma série de técnicas pedagógicas para promover o letramento digital em sala de aula a partir do ensino de disciplinas.

Mas por que o letramento digital é importante e por que é aconselhável que os professores o explorem a partir do ensino de seus conteúdos? Esta discussão começa com a observação do crescente papel da tecnologia digital e da mídia na sociedade e na cultura dos jovens. É importante apoiar todos os jovens no uso das possibilidades que a tecnologia oferece e incentivá-los a participar, de forma eficaz, dos momentos de aprendizagem por meio do recurso tecnológico, bem como alertá-los sobre a forma como o uso inadequado dessa ferramenta pode afetar suas vidas.