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Consumers’ preferences as the basis for changes in business models of buying services

THE IMPACT OF GLOBAL FACTORS

2. Consumers’ preferences as the basis for changes in business models of buying services

Diversas são as evidências que a aplicação de ferramentas enxutas em canteiros de obras beneficia objetivos ambientais (vide Quadro 5, Quadro 6, Quadro 10, Quadro 16 e Quadro 21). Também se pode falar que práticas e estratégias ambientais geram sinergias com a mentalidade enxuta, como mostram os estudos de caso A e C (Quadro 24). Sendo assim, sabe- se que a aplicação das duas abordagens em um mesmo canteiro gera sinergias mútuas.

Por outro lado, conclui-se baseado na revisão bibliográfica e nos estudos de caso que os benefícios incidentais configuram apenas parte do potencial sinérgico entre as aplicações. A efetiva integração de sustentabilidade ambiental e mentalidade enxuta aplicadas em canteiros de obras ocorre quando práticas e ferramentas são alinhadas a um mesmo propósito. É através desse alinhamento que estas aplicações passam a considerar e visar ambos objetivos, ambientais e enxutos, potencializando as sinergias. Essa situação é vista, por exemplo, no estudo de caso A (Quadro 11) e em vários artigos da literatura (GOLZARPOOR; GONZALEZ, 2013; BELAYUTHAM; GONZALEZ; YIU, 2016; NAHMENS; IKUMA, 2012).

Com o objetivo de sintetizar a discussão sobre as práticas e ferramentas enxutas em canteiros de obras, cria-se o Quadro 26, que apresenta como são as relações entre grupos de práticas e ferramentas sinérgicas com os objetivos ambientais e enxutos e o que muda quando se busca aplicar objetivos integrados.

A partir desse direcionamento e considerando a revisão bibliográfica, assim como os estudos de caso, chega-se a seguinte diretriz de práticas sinérgicas e/ou integradas:

Diretriz para práticas sinérgicas e/ou integradas

Identificar e aplicar práticas e ferramentas ambientais, enxutas e integradas em canteiros de obras que gerem sinergias e que integrem os princípios e

Q u a d r o 2 6 – C o n s o l i d a d o d e p r á t i c a s s i n é r g i c a s e / o u i n t e g r a d a s

Tipos de

aplicação Práticas sinérgicas e/ou integradas Relação com objetivos ambientais e enxutos

Quando alinhadas a objetivos integrados

Gestão de canteiro de obras

5S Ações relacionadas diretamente a objetivos ambientais e enxutos. Alguns aspectos ligados a essas aplicações são: lançamento de fragmentos, emissão de materiais particulados, manejo de resíduos sólidos e perigosos, perda de

materiais por entulho, entre outros. Para a mentalidade enxuta, proporciona maior transparência, evidencia desperdícios, promove a disciplina, a padronização e a organização necessárias para estabilização de processos.

Práticas como as listadas atuam naturalmente em prol de objetivos integrados.

Ganham em importância e aprofundam as aplicações, assim como os benefícios Limpeza

Organização de canteiros Projeto e adequação de layout Manutenção preventiva

Gestão de resíduos

Plano de gerenciamento de resíduos

A gestão de resíduos, tanto para a sustentabilidade ambiental quanto para a mentalidade enxutas, é importante para apontar problemas nos processos e para mitigar os danos dos desperdícios já gerados pelos mesmos. Assim, na visão de ambos os conceitos, as práticas implementadas buscam conter com o mínimo de impactos ambientais

e financeiros as ineficiências dos processos.

Melhoram a gestão de resíduos e mostram a importância de atuar nos processos para diminuição

dos desperdícios Reuso e reciclagem de resíduos sólidos

Reuso de água

Mitigação no desperdício de água e energia

Identificação, análise e solução

de problemas

5 porquês

Aplicações que podem ser utilizadas para identificar e resolver tanto problemas ambientais quanto enxutos, de forma estruturada e científica. Estão ligadas diretamente à melhoria contínua, desenvolvimento de processos e pessoas. Com o alinhamento ou integração dos objetivos ambientais e enxutos tornam-se importantes ferramentas

de integração prática.

Práticas que estruturam e sustentam a melhoria contínua ambiental e enxuta Diagrama de Ishikawa Kaizen Relatórios A3 Gestão visual

Mapeamento do fluxo de valor

Racionalização da construção

Pré-fabricação Práticas atuais ligadas à racionalização e industrialização são encontradas na bibliografia e na prática ligadas a objetivos ambientais e enxutos. Para os dois casos, com essas ações promove-se a realização de processos em ambientes mais controlados (industriais) e montagens com menores desperdícios. Quando planejados para atingir

objetivos ambientais e enxutos, geram menos impactos ambientais e desperdícios produtivos.

Soluções de engenharia para processos que geram

muitos desperdícios ambientais e enxutos Pré-montagem

Pré-moldagem

Sistemas industrializados e racionalizados

Fluxo contínuo e sistema puxado

Logística de materiais Ferramentas que visam a melhoria de processos, objetivando retirar os sete desperdícios através da criação de fluxo contínuo e sistemas puxados. A princípio, são ligadas principalmente à mentalidade enxuta, mas devido aos

benefícios ambientais decorrentes da diminuição de retrabalhos e perdas, nota-se que há sinergias. Com o alinhamento a objetivos ambiental, promove-se na aplicação dessas ferramentas maior importância à mitigação

de desperdícios ambientais, como por exemplo o desperdício de recursos. Essa atitude ajuda a promover a mitigação na geração de resíduos na causa raiz.

Atuam nos fluxos de valor para mitigar desperdícios

produtivos e impactos ambientais Just-in-time, sistema puxado e kanbans

Trabalho padronizado

Balanceamento de colaboradores Fluxo contínuo

Heijunka - nivelamento de produção

Planejamento e controle da construção

Last Planner System São práticas e ferramentas ligadas à melhoria do planejamento da construção. Visam diminuir instabilidades, ociosidades, interferências, retrabalhos e aumentar a produtividade de equipes, equipamentos e recursos. Aplicados apenas com objetivos enxutos, impactam diretamente resultados de produção, diminuindo custos e prazos. Beneficiam a sustentabilidade ambiental ao evitar retrabalhos, o que acaba por também mitigar consumo

de recursos e a geração, manejo e destinação de resíduos. Com a integração de objetivos, incorporam a necessidade de se planejar fluxos que causem menos impactos desde a fonte.

Possibilitam planejar serviços em fluxo, controlar instabilidades e mitigar impactos ambientais Planejamento puxado Retirada de restrições Linha de balanço Sequência construtiva

Mapa de interface de processos entregáveis

Exemplos de práticas para operacionalizar esta diretriz:

 Identificar e aplicar ferramentas enxutas que mitiguem desperdícios produtivos e que atuem positivamente sobre aspectos ambientais

Os Quadro 6, Quadro 10, Quadro 16 e Quadro 21 apresentam ferramentas que, de diversas formas, trazem sinergias para ambas abordagens. A aplicação consciente dos benefícios ambientais atrelados às ferramentas enxutas possibilita a geração de relacionamento entre objetivos enxutos aos ambientais, assim como é apresentado no Quadro 26 para práticas de fluxo contínuo e sistema puxado e de planejamento e controle da produção.

 Identificar e aplicar práticas sustentáveis que reduzam impactos e desperdícios ambientais, assim como desperdícios produtivos

Os estudos de caso A e C (Quadros Quadro 11 e Quadro 17) apresentam algumas práticas ambientais que podem ser aplicadas com o viés ambiental e benefícios enxutos. No subitem 4.3.2 também se discute sobre práticas sinérgicas. Assim, como para o exemplo acima, o importante para a integração é que haja ciência dos benefícios da aplicação e que esta seja ligada aos dois objetivos.

 Identificar e aplicar práticas e ferramentas que já integrem objetivos ambientais e enxutos.

O Quadro 26 apresenta algumas práticas e ferramentas consideradas integradas. Estas práticas, quando relacionadas aos objetivos ambientais e enxutos, fomentam melhorias para ambas abordagens.

 Aplicar práticas ambientais e ferramentas enxutas modificadas com intuito de integrarem objetivos ambientais e enxutos.

Autores como Rosenbaum, Toledo e Gonzalez (2012) e Nahmens e Ikuma (2012) apresentam ferramentas enxutas adaptadas para considerarem objetivos ambientais em suas aplicações. Adaptações dessa forma geram integração ambiental e enxuta nas aplicações e é mais uma possibilidade de se buscar a diretriz de práticas sinérgicas e/ou integradas.