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below connects the response to NCDs with the priorities of other sectors, making the links explicit and preparing for harmonization of policies, strategies and targeted interventions

Chair - OPM

Annex 5.1 below connects the response to NCDs with the priorities of other sectors, making the links explicit and preparing for harmonization of policies, strategies and targeted interventions

Para Sackett (cit. por Schmidt e Wrisberg, 2001, 2008) formulador do treinamento mental, diz ser esta uma prática que auxilia os componentes cognitivo-simbólicos da habilidade, considerados importantes no início dos estádios da aprendizagem (estádio verbal-cognitivo). Enquanto, Feltz e Landers ,em revisão extensa da literatura, descobriram que a prática mental depende do nível de habilidade do indivíduo, pois ela tem mais eficiência nas tarefas com maior quantidade de factores cognitivo-simbólicos. No entanto as estratégias, as dicas de prestar atenção e informações de instrução estão situadas na classe destes componentes da habilidade.

Schmidt e Wrisberg (2001, 2008) definem a prática mental como conduta de treinamento mental onde os indivíduos reflectem sobre os aspectos cognitivos, simbólicos ou processuais da habilidade motora em ausência de movimento observável. Dizem ainda, que esta prática promove benefícios quanto a aspectos cognitivos, simbólicos e de tomada de decisão da habilidade; permite ao indivíduo imaginar acções possíveis e estratégias que estimulam os resultados em situação real; é acompanhada por actividade muscular mínima, sem acção, mas que está envolvida no movimento; e, ajuda a focar a atenção nas dicas necessárias para a tarefa podendo ser útil para a performance. Os mesmos autores (Idem et ibidem, 2001, 2008) citam Ednier e Landers, Gabriele et al. e McBride e Rothstein, abordam a ideia de que a prática mental inserida nos trabalhos com indivíduos pouco experientes, alternando-a com a actividade física, pode ser uma estratégia eficiente na melhora da performance do movimento.

Magill (2000, 2007) aborda que a prática mental na aprendizagem de habilidades e desempenho é a repetição cognitiva de uma habilidade física sem movimento. Utiliza ainda este termo como recapitulação mental e cognitiva activa de uma habilidade em que o indivíduo imagina uma tarefa ou parte dela. No decorrer do imaginário, não se observa o envolvimento de músculos e pode

vídeo, ou mesmo sem observação visual. O mesmo autor (Idem et ibidem, 2000, 2007) cita Mahoney e Avener (1977) que mencionam a existência de duas formas de imaginar: a primeira, o imaginário interno que está relacionado com a forma do indivíduo se aproximar da realidade do movimento “imagina estar dentro do seu corpo e vivencia aquelas sensações que podem ser esperadas na situação real” (p.286); e, a segunda, o imaginário externo onde o indivíduo se visualiza como observador, por exemplo, como se estivesse a assistir a um filme. Como também, Magill (2000, 2007) ainda aborda a importância do estudo da prática mental relacionada com tarefa motora auxiliando na aprendizagem e no desempenho de uma habilidade motora, por exemplo, um atleta ao recorrer à prática mental prepara-se para um desempenho imediato facilitando “o armazenamento e recuperação da memória de uma acção bem-sucedida” (p.286).

Magill (2000, 2007) cita um estudo desenvolvido por Hird et al. realizando uma diversidade de condições práticas e mentais, como: 100% de prática mental e 100% de prática física; 75% de prática física e 25% de prática mental; 50% de cada uma das práticas; 25% de prática física e 75% de prática mental e, por fim nenhuma actividade prática ou mental. Com isso, obtiveram como primeiro resultado que a prática mental sozinha é melhor do que não realizar nenhuma prática (as de 100%); o segundo foi observado que quanto mais prática era realizada melhor era o desempenho pós-teste (as duas de 75% mais 25%) e, o terceiro resultado em que a prática física sozinha seria melhor do que a combinação com as práticas físicas e mentais, a diferença foi reduzida. Mas, outros autores como McBride e Rothstein determinam que, em aprendizagem de habilidades abertas e fechadas ao recorrerem à aplicação da prática física e mental obtiveram um resultado superior quando apenas houve aplicação, de prática física: o que ficou provado é que o grupo que vivenciou os dois tipos de prática teve melhores resultado na aprendizagem do que o grupo que teve recurso à prática física sozinha. Então, este autor explica que estas práticas trabalhadas em conjunto auxiliam na condição da aprendizagem optimizando as características relevantes, importante na aquisição de habilidade para a solução de problemas.

Oliveira, Okasaki, Keler e Coelho (2006) citam Weineck que diz que a prática mental compreende a mentalização e a racionalização intensa de uma

sequência de movimentos a serem praticados para aperfeiçoar o seu processamento. Ainda, abordam Samulski que declara ser este tipo de prática orientado para dois objectivos no desporto: o primeiro para os movimentos que se percebem como as habilidades motoras específicas; e, o segundo para as situações face às acções tácticas e estratégicas desportivas. Roure et al. (1999) avaliaram “as hipóteses neurocognitivas, ao analisar clinicamente modelos de tarefas reproduzidas durante a imagery, comparando níveis emocionais com execução motora, concluindo que é possível combinar programa motor com trabalho mental” (p.3).

Alves et al. (cit. por Santos e Alves, 2006) realizaram um estudo com jovens de 14 a 18 anos de idade recorrendo como habilidade o serviço por cima no voleibol e, alcançaram como resultado o efeito positivo estatisticamente significativo da visualização mental à volta do rendimento.

Santos e Alves (2006) realizaram um estudo com 24 indivíduos na modalidade de natação, em nado de bruços, com idade entre 10 e 16 anos, concluindo que a visualização mental promove efeitos reais na performance e que os indivíduos passaram a recorrer a esta estratégia constituindo mais uma ferramenta para o treino diário.

Franco (cit. por Souza e Scalon, 2004) esclarece as vantagens da utilização da visualização mental como a diminuição da carga física e psíquica (menos esforço e situação sob controlo), eliminação de lesões, menor gasto de tempo, não exige espaço adequado e condições físicas, além da maior concentração. Afirma ainda que há comprovação cientifica “que um movimento imaginado e exercitado mentalmente produz microcontrações e consequentemente uma melhoria da coordenação neuromuscular” (p.2), por haver maior irrigação de sangue na musculatura envolvida.

Marques e Gomes (2006) abordam que o objectivo da visualização mental é “recriar uma experiência no atleta tão próxima daquela que ele vai encontrar quando efectivamente executar o comportamento em causa, sendo esta reprodução da situação na mente do atleta que melhor caracteriza a competência” (p.533). Estes autores declaram que Richardson referiu estas vivências (visualização mental) como quasi-sensoriais e quasi-perceptuais porque o ser humano é consciente e mesmo sem estímulos as produz. Quer

como um processo que permite ao sujeito ver-se a si próprio numa dada situação” (pp.533-534). Também Marques e Gomes (2006) realizaram um estudo com 10 atletas do sexo masculino de uma equipa de basquetebol, com idades entre 14 e 15 anos, por um período de seis meses, obtendo resultados positivos na capacidade dos atletas preverem e prepararem as acções e movimentações a realizar no decorrer da competição.

Stecklow, Infantosi e Cagy (2007) realizaram um estudo com 33 estudantes do sexo masculino, na faixa etária entre 18 e 34 anos (15 atletas e 18 não atletas), avaliando as modificações na banda alfa de regiões corticais diferentes, através de eletroencefalografia, no decorrer da visualização cinestésica e visual em população com diversidade de vivência na execução real da tarefa. Estes concluíram que há associação da imagética motora com o processo de planeamento e memorização de movimentos voluntários bem como a diferenciação na actividade neuronal, conforme o grau de conhecimento antecipado no cumprimento da tarefa imaginada e com a modalidade de imagética motora. Quanto aos indivíduos com pouca vivência na habilidade motora imaginada, observou-se activação de ambos os hemisférios, enquanto nos indivíduos com experiência na prática real da habilidade observou-se somente a activação do hemisfério esquerdo.

Santos (2008), estudou a influência da visualização mental na velocidade de reacção e partida em 24 jovens nadadores federados, com idades compreendidas entre 10 e 16 anos de ambos os sexos. Os resultados obtidos beneficiaram a resposta a um estímulo predefinido por parte destes jovens nadadores melhorando de maneira significativa após a execução do programa de treino psicológico de visualização mental.

Presentemente, conferimos ao processo e à utilização do recurso à prática mental como auxiliar sob o ponto de vista cognitivo, simbólico ou processual da habilidade motora na ausência de movimento observável. Assim, indagaremos como se processa as habilidades motoras, que caminhos percorrem para que possamos estimulá-los por meio da prática mental, e melhorar a capacidade ou mesmo modificar a estrutura funcional do organismo humano em termos de performance.

1.2.4. Tarefa Motora ou Habilidade Motora, seu significado e