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Configuration de trois "contrôle-volume"

A.2 Définitions importantes en dynamique du fluide

2.2 Configuration de trois "contrôle-volume"

Evidencia-se neste trabalho, Fröebel (1782-1852) porque, além de ser a personagem que se destacou no contributo para o desenvolvimento da Educação de Infância, as suas ideias influenciaram o seu desenvolvimento no mundo, onde obviamente se inclui Portugal. Salienta-se, neste estudo, como locus de interesse natural a cidade nordestina de Bragança, como se observa ao longo deste trabalho nas referências que são feitas, em diversos artigos de opinião sobre o desenvolvimento da Educação de Infância, publicados ao longo do tempo e que serão objeto de estudo desta tese, delimitado ao espaço temporal de 1934 a 1986.

Fröebel trata-se de um Educador protestante alemão que desenvolveu as suas teorias assentes em pressupostos idealistas inspiradas no amor à criança e à Natureza. A sua filosofia educativa baseava-se na crença da unidade do mundo. Viu na Reforma da Educação de Infância a base de qualquer Reforma educativa. Ficou notadamente reconhecido pela criação dos “Kindergartens” (Jardins-de-infância), nos quais destacava ser importante cultivar as almas infantis e, para isso, o fundamental era a atividade da criança. Contactou com Pestalozzi e o seu sistema em várias escolas e, com a influência da obra de Coménio, “Sentiu-se arrebatado por uma ideia nova: a educação da primeira infância” (Gomes, 1977: 17). Da mesma maneira que em Coménio e Pestalozzi, predomina em Fröebel uma visão mística e humanista que serve de inspiração a toda a sua obra. A atividade e a liberdade constituem a essência da sua doutrina pedagógica. Entendia que a educação devia desenvolver a cooperação em vez da competição. A criança devia entender a unidade do mundo, e a presença do Divino na vida. Fröebel, com a sua mentalidade pronunciadamente metafisica, acreditava que a alma da criança deveria ser atingida e modelada na sua essência pelos estímulos educativos. O aprender a vestir-se, a lavar-se, não lhe parecia, em si importante: o importante era a descoberta para a criança do mundo das formas, dos seres e das cores. Com essa intuição mestra, Fröebel, servindo-se do instinto lúdico das crianças, propunha-se conduzi-las informalmente à descoberta da verdadeira realidade, isto é, conduzir a alma da criança ao mundo das figuras e das formas ideais. Nesse sentido, Fröebel criou os célebres dons: as esferas, os cubos, e outros estímulos educativos geométricos. Fröebel contactou, também, com o Emílio de Rousseau que teve muita influência na sua Pedagogia. Deixou-nos uma importante obra organizando as suas ideias educacionais

37 em livros como a Educação do Homem (1826), a Mãe e Cantos de Berçário (1843) e

Pedagogia do Jardim-de-infância (1840). Essas ideias tiveram uma aplicação prática na

primeira infância, mas considerava-se que elas se estendiam a todos os níveis educacionais, pois, para ele o conhecimento dá-se em todas as etapas da vida do ser humano. Considerado como o clássico da primeira infância, Fröebel, não se limitou às suas produções teóricas. Concretizou o seu projeto educativo com a criação do chamado Kindergarten, em 1837, em Blankenburg, na Alemanha.

Fröebel, criou, em 1837, na cidade de Blankenburg, uma Escola Infantil, a que deu o nome de Kleinkinderpflegeanstalt, designação então comum a todas as instituições desse género na Alemanha. Em 1840, dá à sua Instituição o nome de Kindergarten «Jardim infantil», para indicar que, como as plantas são tratadas num jardim com a protecção de Deus, em harmonia com a Natureza e sob o cuidado de jardineiros experimentados, também as crianças, como plantas dedicadas e embriões do homem de amanhã, devem ser tratadas de harmonia com Deus, com a Natureza e com elas mesmas (Gomes, 1977:17).

Sobre o mesmo assunto Marques (2001:141) refere que “Depois de algumas experiências fracassadas, Fröebel fundou uma escola, em 1837, em Blankenburg, para crianças de um a sete anos de idade, com a finalidade de experimentar com elas um ambiente mais livre e menos académico”. Desde então, todos os estabelecimentos criados para crianças com menos de sete anos de idade passaram a receber aquela denominação. Fröebel é, ao mesmo tempo, o máximo teórico do jogo educativo e o seu mais ilustre realizador prático: “Faz as primeiras explicações dos ´jogos` por ele inventados para a educação das crianças, os quais ficaram conhecidos pela designação de material Fröbeliano” (Gomes,1977:17). Foi, portanto, um pedagogo que não se limitou a teorizar, foi muito prático e construiu material pedagógico que se viria a tornar importantíssimo para o reconhecimento do seu método. Segundo Marques (2001:141), foi “O primeiro pedagogo a desenvolver jogos e materiais educativos especificamente apropriados ao Jardim-de-infância”. Ao compreender o aspeto educativo do brinquedo ou das atividades lúdicas, Fröebel enfatizou o seu papel ativo como o caminho mais viável para a determinação de um processo educacional. Foi inovador ao defender a ideia de desenvolver o jogo como atividade educativa, entendendo também como fundamental as atividades manuais, como forma de desenvolvimento da ligação “cérebro-mão”, aquilo a que se poderia chamar “psicomotricidade”. Para Maria Pla i

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Molins (1994: 25)

A acção e a manipulação motora são eixos fundamentais da sua proposta didáctica. Intuiu o significado funcional do jogo. Enlaça-se com a teoria de Piaget na medida em que considerava a inteligência originada essencialmente pelo jogo das percepções ou sensações.

O seu método baseava-se na autoeducação, na atividade espontânea da criança, na sua bondade, no trabalho manual e na capacidade de compreensão da simbologia, frisando ainda as vantagens da educação do campo sobre a da cidade.

Nos Jardim-de-infância de Fröebel a educação era, antes de tudo, atividade livre ou amavelmente dirigida. A Educação Física fazia-se por meio de jogos livres, ou de exercícios atraentes de ginástica e pela vida ao ar livre. A educação sensorial era realizada por meio de habilidade manual e pela delicadeza das perceções. A educação era ativa, uma vez que comportava toda a espécie de pequenas criações e exercícios numerosos e variados de construções, de dobragens e de recortes, pela observação, comparação e curiosidade. Uma educação muito próxima da Natureza através de atividades de jardinagem. Não esqueceu a Educação Musical tendo mesmo composto um livro de cânticos, danças e movimentos rítmicos. A educação deve ser em grupo e alegre. Defendia também, que teria que ser religiosa. O Professor devia partir da atividade da criança, orientando-a, dando-lhe segurança e ajudando-a a descobrir o mundo. A educação é a própria vida e não uma preparação para a vida. Mais importante do que os resultados futuros que possam vir da educação é o próprio processo que consiste no envolvimento da criança em atividades que partam das suas necessidades e interesses. Assim, defendia que a educação se devia basear na evolução natural das atividades da criança. O objetivo do ensino, para Fröebel, era extrair mais do homem do que colocar mais e mais dentro dele. Só se devia iniciar um novo assunto quando a criança estivesse preparada para o receber e entender. Na educação inicial da criança o brinquedo é um processo essencial. Os currículos deviam basear-se nas atividades e interesses de cada fase da vida da criança. Marques (2001:142) refere que Fröebel “foi pioneiro na criação de um currículo para a infância centrado no jogo, na linguagem, no gesto e no canto”. Tinha a convicção de que a chave para o sucesso do pleno desenvolvimento do homem estava nos primeiros anos da sua vida. Partindo de vários postulados relativos à mentalidade da criança, Fröebel firmava a metodologia da sua

39 educação infantil na necessidade de educar e disciplinar o sentido do tacto. Para ele, a criança de tenra idade não presta atenção principalmente ao que vê, mas sim ao que faz. Ela nasce artista, produtora, inventora e criadora. Gosta de agarrar, palpar, desfazer e refazer, mover e experimentar todas as coisas. A sua natureza detesta a passividade. Para isso importa compreendê-la, disciplinando-a mas atendendo sempre a que a sua atividade seja rodeada de tais condições de delicada condução que ela não deixe de ser pessoal e espontânea. Deve adaptar-se a pedagogia à criança e não o contrário. Firmava- se pelas intuições dos dons geométricos, harmoniosos e simples. O mais importante dos dons seria a esfera, sugestão do infinito. Para a criança, esse “D.” deveria ser a expressão da forma de realidade dinâmica e inofensiva por excelência. O primeiro “D.” seria constituído por uma coleção de seis esferas de cores diferentes. Pela esfera, singular, a criança adquiriria a noção anímica de unidade; as seis representariam para o seu espírito a pluralidade nas cinco categorias: forma, cor, som, movimento e matéria. Pelo jogo das esferas, a criança exercitaria o seu espírito de observação e, em acréscimo, adquiriria o sentimento da concomitância do ideal e do real, bem como o sentimento da confiança plenamente lúdica e inocente. A seguir, facultar-se-ia às crianças outra ordem de dons: a bola, o cubo e o cilindro. Pela primeira, a noção de unidade, dada anteriormente pela esfera, seria enriquecida com a de elasticidade. Por seu turno, o cubo daria a intuição do repouso. Assim, mais nítidas se tornariam no espírito da criança as oposições metafísicas e físicas de mobilidade e estabilidade, de uniformidade e variedade. Com os três elementos oferecidos, a criança faria a sua primeira construção, a pedra miliar: o cubo a servir de plinto ao cilindro rematado pela esfera. Vencido este grau de educação lúdica, dar-se-ia à criança um cubo decomponível em oito cubos iguais. Adviria desta grande surpresa a noção de divisão e de número. Os exercícios recreativos que as crianças executariam em liberdade dirigida, num ambiente cuja única baliza de sujeição deveria ser a procura de boa convivência e da alegria rítmica, teriam, no parecer de Fröebel, alguma coisa como uma eficácia de calmantes inefáveis. Era crença sua, enfim, que nos dons havia uma espécie de ação modeladora ideal.

Dum modo geral, todos os continuadores da obra fröbeliana afastaram-se dessas intuições levemente místicas e cuidaram antes de aperfeiçoar o seu método, preenchendo, por exemplo, a carência que nele se descobriu de um meio eficaz de

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educação: os jogos rítmicos. Fröebel, influenciado por Pestalllozzi e Comenius, teve o grande mérito de revelar a verdade essencial de que as crianças dos três aos sete anos de idade podem e devem ser educadas em ambientes pré-escolares. Evitando, porém, todo o possível mal-entendido, Fröebel lançou as bases da sua pedagogia recusando o termo

escola e optando pela palavra jardim. Preferiu chama-se Jardim-de-infância a escola de infância. No seu pensamento o uso desta palavra tinha um sentido essencialmente

figurado. Propondo a ideia de que as instituições pré-escolares da meninice mereciam ser chamadas Jardins-de-infância, ele não queria significar propriamente que a educação das crianças tivesse necessariamente de ser ministrada dentro ou ao lado de jardins, mas sim que as crianças deveriam ser educadas com a mesma solicitude com que são tratadas as flores pelos floricultores mais hábeis e meticulosos.

A expressão Jardim-de-infância seria, pois, antes de mais, uma expressão simbólica. As crianças no Kindergarten de Fröebel, depois de vencidos os primeiros graus de educação pelos dons geométricos, eram encaminhadas insensivelmente ao sabor das suas propensões lúdicas, a prestar atenção às coisas ambientais, animais, plantas, objetos, brinquedos, aprendendo a descrevê-los, a designá-los, a distingui-los nas suas qualidades essenciais. Adicionando a estes leves exercícios de atenção sensorial periódicas sessões de canto, as crianças adquiriam múltiplas virtudes artísticas que as tornavam extremamente distinguíveis nos seus lares e nas escolas onde vinham a ingressar na idade própria. Foi sob a influência das suas ideias pedagógicas que a Educação de Infância mais se desenvolveu ao abrirem-se Jardins-de-infância na América e por muitos países da Europa como Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, Suíça, Áustria, Itália, Espanha e Portugal.

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