IV.5. Contraintes admissibles et condition de contrôlabilité structurelle
IV.5.2. De la condition de la contrôlabilité structurelle à la contrainte admissible
O conceito de informação, na ótica da Ciência da Informação, é bem amplo. A informação tanto pode ser considerada como objeto de trabalho para o profissional competente em informação, quanto objeto de estudo para a Ciência da Informação, no que se refere ao seu acesso, seleção, armazenamento, ordenamento, classificação, recuperação e uso.
Em relação às origens e ao objeto de estudo da Ciência da Informação, Le Coadic76 (2004, p.2) relata que a origem desta ciência é anglo-saxônica com início na biblioteconomia, o que justificaria ser a informação o objeto de estudo dessa ciência. Le Coadic explica que:
“...A leitura pública e a história do livro foram a matéria dos primeiros estudos realizados. Depois, a informação relativa às ciências, às técnicas, às indústrias e ao Estado se sobrepôs a esses assuntos, dinamizada pelo advento da tecnologia da informação e das necessidades crescentes de informação dos setores científicos, técnicos, industriais e do grande público. A ciência da informação, portanto, construiu-se e se fundamenta atualmente sobre essa base informacional.”
O termo informação, porém, pode assumir conceitos muito amplos e ter interpretações diversas, podendo ser uma das justificativas que envolvem o questionamento do que é ou não uma informação válida para estudo na Ciência da Informação. Um exemplo desta amplitude é o que aparece escrito nas notas de aula da Universidade de São Paulo (USP)77 (2009), com a seguinte definição de informação:
“O conceito, a noção, que temos de informação é bem vago e intuitivo. Quando fazemos uma pergunta, estamos pedindo informação. Quando assistimos televisão ou um filme, estamos absorvendo informação. Ao ler um jornal, uma revista em quadrinhos, ou ao ouvir uma música, sabemos que estamos lidando com algum tipo de informação. Até quando contamos uma piada estamos transmitindo informação. Usamos, absorvemos, assimilamos, manipulamos, transformamos, produzimos e transmitimos informação durante o tempo todo, durante todo o tempo. Entretanto, não temos uma definição precisa do que é informação. Não temos uma definição que diga o que é e o que
76
LE COADIC, Yves-François A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos, tradução de Maria Yêda F.S. de Filgueiras Gomes. - 2. ed. rev. e atual., p.2, 2004.
77
USP. MAC 333 – A Revolução Digital e a Sociedade do Conhecimento. Tema 11 – O que é Informação? Como ela age? (versão 0.4 de 24mai99), Notas da aula de 11/05/99 e 14/05/99.
Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/aulas/tema-11-24mai99.html, acesso em 19-nov- 2009.
não é informação. Sabemos intuitivamente o que é informação, mas não conseguimos descrever, em palavras, o que é informação”.
O texto acima trata a informação independentemente do seu formato, aplicação ou destinatário, como sendo portadora de uma mensagem. No relatório Guidelines on
information literacy for lifelong learning da International Federation of Library
Associations and Institutions (IFLA), redigido por Lau78 (2006, p.6), a informação é descrita como um “recurso que tem variadas definições de acordo com o formato e com a mídia usada para agrupá-la ou transferi-la”.
Embora seja possível a existência de diversas definições para o que vem a ser informação, para a Ciência da Informação a informação deve estar registrada em um suporte, configurando-a como algo que possa ser armazenado, ordenado e classificado, para posterior localização, acesso, recuperação, armazenamento, uso, disseminação ou comunicação. Este registro da informação, em um suporte, pode assumir variados formatos, podendo ser um registro analógico, textual, dados, digital, auditivo, visual, material ou em outros formatos que consigam capturar, armazenar ou registrar a informação para uso futuro.
O essencial do conceito de informação, para a Ciência da Informação, é que a informação faça referência a um conteúdo portador de mensagem, registrado em um suporte, que possa ser armazenado em um lugar lógico, aceite classificação e que possa ser recuperado para uso.
É possível observar abordagens diferenciadas sobre a descrição do termo informação e sobre sua amplitude de significados. Ruyer79 (1972, p.3), por exemplo, incorpora o conceito de sentido na descrição do termo informação, conforme citação a seguir:
78
LAU, Jesús. Guidelines on information literacy for lifelong learning. Boca del Río, Veracruz, México: IFLA, 2006, p.6.
79
"A palavra informação, em seu sentido usual, parece comportar, necessariamente, um elemento de consciência e de sentido. A informação, no sentido habitual do termo, é a transmissão a um ser consciente de uma significação, de uma noção, por meio de uma mensagem mais ou menos convencional e com base em um suporte espaçotemporal: imprensa, telefônica, onda sonora etc. Eventualmente precisamos de uma informação tendo em vista um fim utilitário; a informação em si torna-se então um meio, a ação que ela desencadeia ou o controle, tornam-se o fim."
Nesta abordagem, Ruyer (1972, p.3) faz uma diferenciação conceitual entre o sentido usual e habitual da informação, ressaltando o suporte utilizado para a sua transmissão, bem como destaca a questão utilitária da informação para o seu usuário, compondo aspectos da informação que fazem parte dos estudos na Ciência da Informação.
No que se refere à utilidade da informação para o seu usuário, Buckland80 (1991) identificou três significados:
1) informação como processo – para explicar como a informação é entendida como processo Buckland (1991) inicia o seu argumento citando o dicionário Oxford English Dictionary (1989, vol. 7, p. 944), onde o termo representa a ação de informar, não importando o suporte, o que gera efeito sobre o indivíduo e sobre a sua base de conhecimentos. Exemplo: quando alguém é informado, a sua base de conhecimentos é alterada.
2) informação como conhecimento – Buckland (1991) novamente inicia os seus argumentos citando o dicionário Oxford English Dictionary (1989, vol. 7, p. 944). O termo é utilizado para denotar o que é percebido pelo indivíduo no momento da informação como processo, podendo contribuir, reduzir ou mesmo ampliar incertezas. Ele destaca a natureza intangível deste tipo de informação porque o argumento não pode ser tocado ou medido diretamente e a sua comunicação necessita ser expressa, descrita ou representada de alguma forma física (exemplo: sinal, texto). Assim, a informação passaria a ser percebida como coisa.
80
BUCKLAND, Michael K. Information as Thing. School of Library and information Studies, University of California, Berkeley: Journal of the American Society for Information Science. 42(5):351-360, 1991.
3) informação como coisa – mantendo o padrão de seus argumentos Buckland (1991) mais uma vez inicia os seus argumentos citando o dicionário Oxford English
Dictionary (1989, vol. 7, p. 946). A situação ocorre quando o termo informação é
utilizado como adjetivo para objetos, dados e documentos, por serem considerados informativos. O autor se refere a “coisa” como um suporte que porta uma informação que está sendo transmitida para o seu usuário.
Buckland (1991) explica que o entendimento da informação como coisa é questionado por alguns autores, porém é necessário para trazer ordem teórica a campos heterogêneos, fazendo a distinção entre o que é tangível (coisa) e intangível (conhecimento).
Para Buckland (1991) tratar a informação como coisa é um procedimento recomendado para ser usado em bibliotecas, museus, sistemas de informação, em sistemas especialistas ou em sistemas de recuperação da informação. Na sua visão a