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Conclusions

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1

Cobrar da Prefeitura e Itesp Prefeitura e Itesp Através de requerimento encaminhado a Prefei- tura e Itesp

E.U. 2. Melhorar a comercializa-

ção da produção agrícola da comunidade

Eliminar a comercialização por atravessadores e viabi- lizar a sustentabilidade das famílias

1

Venda direta ao mer- cado consumidor, evitando atravessadores, programa da Conab

Grupos de produtores da Associação e parceiros (ISA, Itesp)

Pesquisa de mercado e organização das comu-

nidades E.U.

3. Melhorar a comercializa- ção do maracujá

Eliminar a comercialização por atravessadores e viabi- lizar a sustentabilidade das famílias

1

Venda direta ao mer- cado consumidor evitando atravessadores, programa da Conab

Grupos de produtores da Associação e parceiros (ISA, Itesp)

Pesquisa de mercado e organização das comu-

nidades E.U.

4. Melhorar a comercializa- ção da banana

Eliminar a comercialização por atravessadores e viabi- lizar a sustentabilidade das famílias

1

Venda direta ao mer- cado consumidor evitando atravessadores, programa da Conab

Grupos de produtores da Associação e parceiros (ISA, Itesp)

Pesquisa de mercado e organização das comu-

Ag

enda socioambiental de I

vaporunduva

At

ividades Pr

odutiv

as

Ag

ric

ultura

produtor de vida dos quilombos e garantia de

preços mínimos

para Audiência Pública ou secretário do Pronaf 6. Assistência técnica para

produção de produtos orgânicos

Para ter melhor qualidade de produtos

1

Formar técnicos da própria comunidade e solicitar assistência técnica aos par- ceiros

Prefeitura, Secretaria de Educação, ISA, Itesp, Secre- taria de Agricultura, Escolas técnicas

Participar do plane- jamento com Itesp e elaboração de projetos com ISA

E.U.

7. Reestruturar a produção de mel nas comunidades

Desejo de melhorar a renda e necessidade de organizar a

produção na comunidadev 2

Levantamento da situação da produção atual e tomar as medidas necessárias

ISA e Itesp Fazer um diagnóstico, viabilizar a capacitação dos produtores e bom aproveitamento dos eq- uipamentos existentes

E.U.

Criações /c

ultiv

os

1. Implantar piscicultura Promover geração de renda

2

Doação Itesp, Prefeitura, ISA Elaborar projetos Através da Associação junto com Itesp Prefeitura, ISA

E.U.

Ex

tra-agr

ofl

or

estais e e

xtra-

criaç

ão

1. Capacitação em artes (pintura de tecido, cerâmica e outras artes)

Incentivo a geração de ren-

da, através do artesanato 2

Criação de projetos Sebrae, Itesp Elaboração de projetos, Associação, ISA, Itesp, Sebrae

M.P. 2. Curso de corte e costura Porque algumas comu-

nidades já têm máquinas, e promove geração de renda

1

Através de projetos Sebrae, Itesp, outras comu- nidades

Parceria entre as asso-

ciações E.U.

3. Atividades de geração de renda que incentivem a permanência dos jovens na comunidade

A falta de opções de trabalho nas comunidades

1

Cursos de capacitação, in- clusão digital

Associação, grupo de jo- vens, ISA e outros parceiros

Defi nir com os jovens suas expectativas e opor- tunidades e transformá- las em projetos

E.U.

4. Cursos profi ssionalizantes para jovens

Necessidade de pessoas capacitadas para gerenciar os projetos existentes e para implantação de novos pro- jetos

1

Defi nir os temas e as for- mas de capacitação, criar espaço para capacitação e aquisição de equipamentos necessários

Sebrae, Senac, outros par- ceiros (Ibama, Itesp, ISA, Idesc)

Organizar uma conversa com Sebrae e Senac e

elaborar projetos E.U.

5. Continuidade do projeto de turismo, contemplando as capacitações necessárias e infra-estrutura.

Pousada construída e em fase de implantação e com necessidade de novos re- cursos

1

Elaboração de projeto de continuidade

Associação, ISA, Seppir, Petrobras e outros parceiros

Elaboração de novo pro- jeto para continuidade

Ag

enda socioambiental de Galvã

o

Eldorado, com acesso no Km 41 da estrada Eldorado/Iporanga (SP-165), à mar- gem esquerda do rio Ribeira de Iguape, após travessia de balsa. O agrupamento central da comunidade está localizado a 2,5 km do lugar onde a balsa atraca, cujo acesso é feito por estrada de terra. A distância aproximada de Galvão até o centro de Iporanga é de 25 km e até o centro de Eldorado, de 53 km.

A formação da comunidade de Galvão está intimamente ligada à de São Pedro, já que ambas se originam de um mesmo grupo de parentesco, cujo pa- triarca foi Bernardo Furquim. Por volta de 1833, com a chegada de Bernardo Furquim das “terras” de Pedro Cubas e Ivaporunduva, iniciou-se o povoamento na Barra do São Pedro, como se chamavam as localidades situadas à margem esquerda do rio Ribeira, caso de São Pedro (antigamente Lavrinha) e Galvão.

No ano de 1997, quando houve a grande enchente do rio Ribeira, os ocu- pantes da localidade onde hoje está a comunidade de Galvão, foram grave- mente atingidos e muitos se abrigaram em casas de parentes em outras comu- nidades. Um ano depois, muitos moradores já haviam retornado, e, em 1999, organizaram-se para então formalizar a separação física e jurídica entre as co- munidades de São Pedro e Galvão. Constituíram a associação da comunidade de Galvão tendo como primeiro coordenador a senhora Jovita Furquim de Fran- ça, moradora e descendente direta do fundador da comunidade.

A questão fundiária nessa comunidade é marcada por sérios confl itos en- tre quilombolas, grileiros e fazendeiros, chegando mesmo a causar mortes. No início do século passado alguns moradores venderam parte de suas terras para fazendeiros.

Em 2000, o Itesp concluiu o Relatório Técnico-Científi co de Galvão, para que em 2001 a área fosse reconhecida ofi cialmente como comunidade quilom- bola. Em 2007, parte do território foi titulado, fi cando pendente uma pequena parte ainda em processo de indenização do ocupante terceiro pelo Incra, para que então seja passado o título defi nitivo à comunidade.

Aspectos sócio-econômicos

1. Perfi l dos entrevistados

Total de entrevistados: 27 chefes de família, totalizando 82% de todas as famílias da comunidade.

Local de origem: maioria nascida no município de Eldorado 2. Perfi l da população (faixa etária, ocupação e fontes de renda)

A população levantada foi de 117 pessoas – 35% do sexo feminino e 65% do masculino. Contudo, conforme validação, estima-se que esta população seja de 143 pessoas. Galvão é formada por uma população notadamente jovem. Me- nos da metade da população tem idade acima de 30 anos (Gráfi co 1).

Como fontes de renda mais presentes nas famílias, temos os benefícios e auxílios do governo, além da venda de animais, de acordo com o Gráfi co 2.

LEGENDA

gráfi co 1. Faixa etária

Vista parcial da comunidade.

o

gráfi co 3. Ocupação

Fe lipe L ea l/I SA

cionais para venda em feiras e exposições na região.

Pode-se verifi car no Gráfi co 3 que apenas aproximadamente 20% da população levantada declara ter como ocupação atividades ligadas à agricul- tura.

3. Infra-estrutura, bens e serviços

A comunidade possui um agrupamento central onde há uma igreja cató- lica, um campo de futebol, um galpão comunitário, uma escola municipal (do ensino infantil até a 4ª série do ensino fundamental) e várias casas próximas. Outras moradias estão dispersas ao longo da estrada que liga a comunidade ao rio Ribeira e à comunidade vizinha, São Pedro.

Poucas casas possuem fossa negra. A maior parte do esgoto vindo das pias da cozinha e do banheiro é lançado nos rios Pilões e São Pedro, ou em ou- tros cursos d´água menores e mais próximos.

As fontes de água são as minas d´água e o rio Pilões.

Ainda que todas as casas possuam fogão a gás, a maioria das famílias uti- lizam lenha para cozinhar. A maioria das casas possui energia elétrica e menos da metade das famílias possui televisão ou rádio.

Não há telefone público na comunidade, assim como transporte coletivo. O único meio de transporte diário é o ônibus escolar. A comunidade utiliza a balsa, mantida pela Prefeitura de Eldorado, para chegar à estrada SP-165, onde há circulação de ônibus intermunicipal ligando as cidades de Eldorado e Iporan- ga, ou a linha municipal de Eldorado.

Os equipamentos e a infra-estrutura relacionados às atividades de pro- dução existentes na comunidade são: o centro comunitário, a biblioteca, um freezer e os equipamentos para benefi ciamento da mandioca.

Estima-se, em média, o deslocamento mensal de 25 pessoas da comuni- dade até a cidade de Eldorado para uso dos serviços de saúde, bancários, aqui- sição de gêneros alimentícios e outros.

4. Saúde e Educação

As doenças mais comuns apontadas pelos entrevistados foram diabetes e pressão alta, o que talvez se explique pela redução das roças e aumento do consumo de itens da cesta básica.

O atendimento médico na comunidade é feito pelo Programa de Saúde da Família, semanalmente, embora não haja na comunidade um agente de saúde.

Há uma escola de ensino infantil e fundamental de 1ª a 4ª série. A popu- lação interessada em cursar da 5ª a 8ª série, assim como o ensino médio, tem que se deslocar até o bairro Castelhano, a 3 km da balsa, ou até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, localizada no bairro de André Lopes.

5. Lazer, Cultura e Religião

Os jogos de futebol são muito presentes na comunidade de Galvão, a qual conta com um amplo campo de futebol.

O dia de Nossa Senhora Aparecida é comemorado com festas. Em certas épocas do ano, alguns festejos como os bailes são organizados pela diretoria da Associação, visando arrecadamento de fundos. Também é comum a maioria das famílias participar de rituais religiosos, como missas e cultos. Já outros jovens e adultos deslocam-se freqüentemente tanto para as comunidades vizinhas como para Eldorado e Iporanga em busca de diversão nas festas oferecidas.

A religião predominante em Galvão é o catolicismo, mas também existem famílias evangélicas.

6. Forma de Organização

A coleta de recursos naturais – como madeira para construção e palmito –, a abertura de áreas para plantio e o trato dos animais de grande porte, são atividades exclusivamente realizadas pelos homens. As mulheres trabalham na casa e nas atividades de colheita e plantio de roças e nos quintais, assim como na coleta de lenha para cozinhar.

Ag

enda socioambiental de Galvã

o

maior no município de Eldorado. Desse total, 1.942,83 hectares são terras de- volutas, já tituladas para a comunidade e 291,5 hectares ainda sob a proprie- dade de terceiros, aguardando indenização do Incra.

Ainda que com valores bem pouco expressivos ao serem comparados a área total mapeada em Galvão (2206,81 hectares) e à área coberta por vegeta- ção natural (1999,8 hectares), as classes de uso da terra predominantes são, res- pectivamente: pastagem (169,74 ha); bananal (8,31 hectares) e roça de coivara (3,8 hectares). Veja a Tabela 1 e o “Mapa de uso e ocupação da terra em 2007” que mostram a distribuição do uso da terra em Galvão.

2. Casas e quintais

As casas são, na grande maioria, de alvenaria, com partes de pau-a-pi- que, como a cozinha, e circundadas por terreiros, também chamados quin- tais, onde animais de pequeno porte são criados de forma extensiva, além

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