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Conclusions

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CHAPTER II: Policies to reduce emissions through changes in urban form

6. Conclusions

A principal técnica desta pesquisa é a leitura, empregada tanto na pesquisa documental quanto na pesquisa bibliográfica, dada a natureza escrita das fontes247.

245Também pela natureza das fontes de dados pode se distinguir a pesquisa bibliográfica e documental da pesquisa experimental ou de lab oratório, pela qual a coleta de dados ocorre submetida à condições técnicas de controle de variáveis; e da pesquisa de campo, onde os fenômenos são diretamente coletados em seu meio ambiente (SEVERINO, 2007).

246Optou-se por definir a técnica de leitura antes de se passar para a descrição dos procedimentos metodológicos. Isto porque a leitura, em seu sentido e prática mais gerais, é uma atividade amplamente conhecida e, logo, se supõe que não deva haver impedimentos iniciais para sua compreensão. A seção então detalha a leitura como técnica de pesquisa, como ação sistemática e parte de uma metodologia de investigação científica.

A maioria dos metodologistas concorda em dizer que é a leitura repetida que permite, finalmente, tomar consciência das similitudes, relações e diferenças capazes de levar a uma reconstrução admissível e confiável [de determinada realidade social]. (CELLARD, 2012, p. 304)248

Foram utilizadas técnicas sucessivas de leitura (SALVADOR, 1986)249. Idealmente, as fases de aplicação da técnica de leitura são denominadas de leitura de reconhecimento ou leitura prévia; leitura exploratória ou pré-leitura; leitura seletiva; leitura reflexiva ou leitura crítica; e leitura interpretativa. Não estão rigidamente encadeadas, pois podem ser retomadas, sobrepostas ou ignoradas, sempre que se considerar necessário.

A leitura prévia ou leitura de reconhecimento é feita rapidamente, com a finalidade de se verificar a existência das informações pertinentes à pesquisa que se deseja fazer.

A leitura exploratória ou pré-leitura demarca-se como um exame rápido sobre a estrutura geral da obra, buscando identificar, preliminarmente, as reais possibilidades de sua utilização na pesquisa.

A leitura seletiva, tendo em vista os propósitos da investigação, objetiva selecionar as melhores fontes de informações, excluindo aquelas pouco significativas. É uma modalidade de leitura mais rigorosa, porém não exaustiva e ainda sem densidade. Nesta etapa, pode-se resolver as dúvidas quanto ao contexto social e acadêmico do autor, evitando-se assumir as interpretações de comentadores. Retiram- se dúvidas também quanto ao vocabulário e quanto aos conceitos básicos, e em relação às referências pressupostas (a fatos históricos, a

metodologicamente realizada é instrumento adequado e eficaz para o amadurecimento intelectual do estudante”, já que “[…] desenvolve no estudante-leitor uma série de posturas lógicas que constituem a via mais adequada para sua própria formação, tanto na sua área específica de estudo quanto na sua formação filosófica em geral” (Ibid., p. 63).

248As relações se dão entre os elementos abordados nas fontes, mas também em relação com a problemática de pesquisa, seu corpo teórico e com a personalidade, a imaginação e a intuição do pesquisador (CELLARD, 2012). 249A definição das técnicas de leitura se baseiam fundamentalmente na técnica de leitura informativa, elaborado por Salvador (1986, p. 93-106). Esses apontamentos são acompanhados por sugestões metodológicas retiradas da técnica de leitura analítica, elaborado por Severino (2007, p. 49-66).

outras doutrinas ou a autores)250.

A leitura reflexiva ou crítica251 tem como referência as intenções, os objetivos e a perspectiva do autor do texto em vista, objetivando compreender o argumento posto252. Procura-se “[…] ouvir o autor, apreender, sem intervir nele” (SEVERINO, 2007, p. 56), identificando o tema ou o assunto da unidade, sobre o quê fala; a problematização do tema, o que provocou o autor; a ideia central, proposição fundamental ou tese, sua posição ou resposta à problematização; o raciocínio ou argumentação, “[…] a estrutura lógica do texto” (SEVERINO, 2007, p. 58)253.

A última modalidade técnica, a leitura interpretativa, tem por fim a confrontação da argumentação do texto com os objetivos postos pela pesquisa do leitor-pesquisador.

Interpretar um texto significa, pois, julgar a respeito da pertinência ou não das afirmações, dados ou informações, no sentido de constatar se se constituem em subsídios úteis como resposta ou

250Pode-se terminar com a construção de um esquema do conjunto da unidade (o que não configura ainda um resumo), delimitando a introdução, o desenvolvimento e a conclusão (SEVERINO, 2007).

251Severino (2007) julga importante, antes das leituras mais densas, delimitar unidades de leitura: “Unidade é um setor do texto que forma uma totalidade de sentido” (Ibid., p. 53). A unidade pode ser um capítulo, uma seção ou outra subdivisão conveniente. A extensão da unidade é estabelecida pela acessibilidade do texto e pela familiaridade do leitor com a temática. A leitura é assim feita por etapas, de forma que, compreendida a extensão da unidade, o leitor seja capaz de fazer uma síntese. Na pesquisa em tela, foi frequente a fixação de seções de capítulos para as unidades de leitura. Contudo, em alguns momentos, devido à difícil inteligibilidade do texto ou devido às dificuldades de tradução, foi preciso delimitar um conjunto de parágrafos como uma unidade de leitura.

252Interessante neste ponto situar o pensamento do autor que está sendo lido em relação a seus posicionamentos teóricos mais gerais, encontrados em outras fontes, como também em relação às tradições teóricas. A comparação com outras abordagens da mesma problemática, neste e em outros autores, pode gerar outra gama de reflexões para a pesquisa em curso (SEVERINO, 2007). 253Pode-se ainda complementar a etapa com a identificação das ideias secundárias, os subtemas e as subteses, de modo a reforçar a demarcação do argumento central (SEVERINO, 2007). Pode-se, ainda mais, produzir um resumo ou “a síntese das ideias do raciocínio e não a mera redução dos parágrafos” (Ibid., p. 59), ou produzir um organograma lógico do raciocínio.

solução de determinado problema (SALVADOR, 1986, p. 105).

4.2. A PESQUISA DOCUMENTAL: DESENHO E APLICAÇÃO

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