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CHAPTER 3: MECHANISMS OF RAPID DENDRITIC CELL MIGRATION IN THE INTERSTITIAL SPACE

E. Conclusions et perspectives

de fala é chamado de interação, porque, nessa relação, há uma troca mútua; a “doação” de informações implica “receber” e exigir “dar uma resposta”. Por isso, os autores falam em “dar” e “receber”, haja vista que nessa metafunção, há uma troca entre falante/ouvinte, pois quem solicita convida a dar e quem dá convida a receber.

Dessa forma, Halliday e Matthiessen (2004), atentam-nos para dois tipos de valores que podem ser trocados na interação: “informações e bens e serviços”. Na troca de informações, aquilo que é trocado é a própria linguagem, solicitada ao interlocutor para desempenhar função verbal para que ele tome ciência daquilo que está sendo dito. “A expectativa do falante, nesse caso, é que o interlocutor tome conhecimento do que é enunciado ou responda à pergunta feita”.

Ainda segundo os linguistas, a troca de informações e bens e serviços é meramente não verbal. Na troca de bens e serviços o que se exige é um objeto ou uma ação do objeto, tendo em vista que linguagem e ação são mobilizadas para auxiliar na compreensão do processo.

Entretanto, no contrário, o que se solicita são informações, pois a linguagem justifica o meio, ou seja, quando se questiona algo a alguém a única coisa que esperamos é a resposta verbal. “Essas duas variáveis, quando consideradas em conjunto, definem as quatro funções primárias da fala: oferta, ordem, declaração e pergunta”18 (HALLIDAY; MATTHIESSEN, p. 108). Observemos o quadro 7, extraído de Halliday e Matthiessen (2004, p. 107):

QUADRO 7: Dar ou solicitar bens e serviços ou informações

18 These two variables, when taken together, define the four primary speech functions of offer, command,

statement and question (HALLIDAY; MATTHIESSEN, p. 108).

Vemos, a partir do quadro 7, que a troca de informações é mais complexa do que a troca de bens e serviços, pois no primeiro o interlocutor pode querer ou não trocar as informações solicitadas, enquanto no segundo, é premissa trocar algum bem ou serviço, mesmo que essa troca seja negativa. Ao trocar informações, então, o participante exerce um papel verbal, do qual sem ele essa troca não acontece, interrompendo a lógica conversacional.

As duas categorias, dar e solicitar, desdobram-se em duas partes: a) bens e serviços e b) informações. Conforme já exposto, para solicitar bens e serviços, ao indicar o dar no papel da troca, ofertamos algo e, ao solicitar, solicitamos informações através de um comando de algum fato ainda não concretizado. Já na solicitação de informação no papel de troca “dar”, declaramos e ao solicitar, perguntamos sobre fatos concretizados. Sempre que há troca de informações esperamos uma reação. Essas, por sua vez, são acompanhadas por um conjunto de respostas desejadas como de oferta, comando, declaração ou pergunta; devemos, via linguagem e interação, aceitar um oferecimento, realizar um comando, reconhecer uma declaração ou responder a uma pergunta.

De modo geral, o que está sendo exigido é a troca de informação. As duas variáveis apresentadas, quando tomadas em conjunto, definem as quatro funções da fala como oferta, comando, declaração e/ou pergunta. Esses, por sua vez, são acompanhadas por um conjunto de respostas desejadas: aceitar um oferecer, a realização de um comando, reconhecendo uma declaração e responder a uma pergunta. Fuzer e Cabral (2014, p. 105) acrescentam que a semântica de uma oração na troca de bens e serviços é chamada de “proposta” e, na troca de informações, de “proposição”.

Toda essa teia semântica, criada pela metafunção interpessoal, é realizada, lexicogramaticalmente, pelo sistema Modo, constituído pelo sujeito, entidade pela qual a oração faz referência e o Finito, aquele que expressa o acontecimento do qual o sujeito se envolveu, indicando processo, ação ou estado.

(08) O ministro Mercadante ressaltou que a segunda versão resolve falhas no conteúdo de Linguagens. “A escrita, a leitura, a oralidade e a língua culta estão mais bem articuladas nessa nova versão, inclusive com o resgate da Literatura Portuguesa”, disse o ministro (TEINF028_20160503).

No exemplo 8, podemos indicar, segundo a metafunção interpessoal, que o sujeito está marcado por “O ministro Mercadante” e o Finito por “ressalt”, sendo o restante da oração o resíduo. Esse último só pode ser classificado depois de identificado o Modo, composto pelo sujeito mais finito.

Diante do exposto, coadunamos com as ideias aqui expostas e com as de Cunha e Souza (2007), ao dizer que, na LSF, as línguas são organizadas de acordo com duas metafunções (ideacional e interpessoal) em uma mensagem significativa (metafunção textual) para o contexto, a fim de entender o ambiente contextual que envolve toda produção textual e aquele que influencia sobre os outros marcados pela lexicogramática particular de cada um, sob cada visão metafuncional da linguagem.

A partir desse aparato teórico, observamos que as circunstâncias e participantes são partes imprescindíveis de uma oração. Para auxiliar nas discussões acerca de como esses elementos se realizam dentro de uma proposição, o Sistema da Avaliatividade nos auxiliará, por apresentar subsídios indicativos da posição tomada pelo produtor do texto, na busca da argumentação, do convencimento de um auditório específico, conforme tratado na seção e subseções que seguem.

A teoria da Avaliatividade destaca-se por apresentar que não é possível compreender um texto sem identificar os mecanismos linguísticos disponíveis, pela linguagem, que utilizamos para avaliar algo. Nesse viés, Vian Jr. (2009) diz que

A preocupação com esse universo de possibilidades de avaliação em níveis extra- textuais tem levado pesquisadores à tentativa de compreensão dos mecanismos disponíveis na linguagem a partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Prova disso é que os estudos sobre a avaliação na linguagem remontam ao final da década de 1970 e início da década de 1980, principalmente a partir dos trabalhos de Labov (1972, 1982, 1984, 1997) sobre avaliação e intensidade em narrativas (VIAN JR., 2009, p. 100).

A partir do exposto, percebemos que o interesse pelo “avaliar” sinaliza a importância do Sistema de Avaliatividade para os estudos sobre a linguagem, pois, a partir dela, é possível apreender o papel atribuído, no universo textual, em nível lexicogramático, aos elementos que compõem um texto e que também, através desses elementos, identificam e emitem análises (julgamentos de valor) sobre pessoas, objetos, eventos passíveis de avaliação nas mais variadas escolhas, alcançando o nível extratextual, que denominamos semântico-discursivo.

Dessa forma, o Sistema de Avaliatividade, proposto por Martin e White (2005), preocupa-se com a parte interpessoal da linguagem, aquela que busca compreender como e quando escritores/falantes, produtores de textos, adotam posturas para demonstrar a

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