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CONCLUSIONS AND PERSPECTIVES Connexin signaling has found its place among the

E. Cx40 and Hypertension

VII. CONCLUSIONS AND PERSPECTIVES Connexin signaling has found its place among the

De acordo com o que defende Carreiro, o modelo administrativo da Assembleia de Deus dificulta um maior crescimento da Igreja em âmbito nacional, devido ao seu caráter patrimonialista e personalista que apenas favorece a instituição em espaço local (CARREIRO, 2014). A complexidade da organização da AD, com grande divisão de trabalho e níveis hierárquicos bem definidos é uma das características da instituição que foi observada por Freston (1994). O autor chama atenção para a oportunidade dada aos leigos, mas com o efetivo exercício do poder concentrado nas mãos do pastor-presidente e seus subordinados diretos.

Esse modelo, que deixa espaço para iniciativa leiga na expansão mas não no governo da igreja, produz as tensões típicas do caudilhismo, (...) como os cismas. Quando o crescimento não é suficientemente rápido para permitir a absorção de novas lideranças em congregações novas, a alternativa é reduzir a atração do cisma, garantindo uma renda fixa aos pastores por meio de uma maior institucionalização (FRESTON: 1994,88).

A defesa da centralização na organização institucional toma como principal argumento o fato de que a coordenação e o controle das atividades do grupo têm mais chance de serem efetivas, mesmo que essa centralização não traga satisfação plena para o grupo na realização dos trabalhos (HATCH, 1997). Tão importante quanto a estrutura organizacional da instituição é a cultura organizacional, nos dizeres de Carreiro (2014) as crenças, valores, regras de conduta ética e morais juntamente com as normas políticas e o modus operandis de condução dos trabalhos está para além do que desejam os administradores.

Mesmo a AD sendo regida por um modelo congregacional, a centralidade do poder está mais presente nas lideranças que na própria comunidade (igreja) tratando dos assuntos diretamente com os pastores. Como está descrito nas orientações do Estatuto da CGADB, os membros da Convenção Geral precisam passar por uma ordenação. Vejamos o que rege o artigo 5º do Capítulo III:

Artigo 5º. São membros da CGADB, os ministros (pastores e evangelistas) devidamente ordenados, integrados e registrados na CGADB, como também os

ministros jubilados, todos credenciados pela respectiva Convenção Estadual ou Regional.

O membro da Convenção Geral é cadastrado após passar pela Convenção Regional e assim fazer parte do grupo que delibera as ações junto à Assembleia de Deus. Como descrito no Artigo 14º do Estatuto, as regras para a existência da Convenção Regional são as seguintes: Artigo 14º. Convenção Estadual ou Regional é a primeira instância denominacional, reconhecida e registrada na CGADB, de acordo com os critérios seguintes:

I – consulta, por escrito, aprovadas pelas Convenções existentes na respectiva região; II – o mínimo de trezentos membros filiados;

III - a comprovação da necessidade de sua existência; IV – parecer do Conselho Regional.

Os demais membros que não fazem parte de Convenções, Geral ou Regional, são assim denominados após o batismo nas águas, momento em que recebem a carteira de membro33e os que não são batizados, mas frequentam a AD são denominados congregados. A força maior da Igreja é encontrada no âmbito estadual, embora esteja submetida à organização nacional, no caso de Pernambuco, a centralidade do poder encontra-se nas mãos do Pastor-Presidente Ailton José Alves que está à frente da instituição desde 1998, tem como marcas da gestão a Rede Brasil de Comunicação, a expansão da sede da AD no Centro do Recife, que está em construção e programas como PROATI (Programa de Apoio à Terceira Idade), SAMAD’s (Seminário de Aperfeiçoamento Ministerial das Assembleias de Deus), bem como congressos de mulheres e de adolescentes.

O argumento de que a força local é muito expressiva pode ser confirmado, no caso de Pernambuco, quando se exalta o crescimento da Igreja AD de Pernambuco em missões pelo mundo. A referência utilizada é da missão estadual e não nacional, revelando que a AD cumpre sua expansão de forma desarticulada do projeto nacional, trazendo para si o crescimento pretendido. Carreiro (2014) menciona esse descompasso entre a administração nacional e local.

Cada pastor-presidente tenta ampliar o quanto pode seu rebanho e isso não possui limites demográficos. Ora, as disputas por poder e prestígio que impulsionam o trabalho de ampliação e cada pastor-presidente e a desconfiança mútua entre estes caciques impossibilita qualquer planejamento nacional em conjunto. E mesmo que

33 Possuir a carteira de membro é um motivo de orgulho para o assembleiano, em alguns relatos, ao serem perguntados desde quando eram crentes, respondiam o ano da aquisição da carteira.

haja um planejamento a organização nacional não é capaz de implementá-lo (CARREIRO, 2014, p. 203).

O poder local do pastor-presidente é o reflexo da iniciativa individual que caracteriza a cultura organizacional assembleiana, sendo ele o verdadeiro dono do poder, mesmo que haja o aconselhamento ministerial, as decisões estão nas mãos do pastor-presidente, assim como o

patrão da sociedade tradicional (HOFFNAGEL, 1978, p. 78). O surgimento dos pontos de

pregação, de acordo com a demanda da comunidade é incentivado pelo pastor local, mas não necessariamente pela organização estadual ou nacional. Fato diferente ocorre com igrejas neopentecostais como a Igreja Universal do Reino de Deus e protestantes históricas que auxiliam na formação de novos postos de trabalho e seus pastores, inclusive financeiramente. O interesse maior da AD, nesses casos de surgimento dos pontos de pregação é o de expandir as congregações, desde que estejam atreladas ao pastor-presidente e à organização estadual, não demonstram interesse em ter Igrejas autônomas, podendo ser esse tipo de ligação entre o ponto de pregação e a Igreja sede de caráter vitalício.

Ocorrendo o inverso, dá-se a ruptura e o cisma com a instituição maior, pois são forças que podem tornar-se antagônicas, a partir do momento que o líder responsável pelo ponto de pregação apresentar interesse em se expandir e tornar-se autônomo, o que normalmente não é de interesse da sede. Quanto mais a organização estadual cresce em números de congregações e pontos de pregação, cresce também o prestígio e o poder do pastor-presidente, que também se expande para a política, nas três esferas do poder – municipal, estadual e federal, a exemplo das bancadas evangélicas.

Como descrito no segundo tópico deste trabalho os casais pesquisados exercem funções nos quadros das igrejas que são membros, que vão da participação em um coral até ser responsável pela congregação. Estão todos envolvidos em atividades que os colocam como efetivamente parte da Igreja e como descrevem, trabalhando na obra do Senhor. Em mais de uma situação, ao término das atividades com as crianças, em especial nas festividades que envolviam várias comunidades, ouvi relatos de irmãs que se mostravam exaustas com os preparativos do evento e todo o processo, acrescido esse cansaço com suas atividades domésticas, mas que não se furtavam a realizar por estarem cumprindo uma convocação da Igreja.

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