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CHAPITRE II DECAPAGE ET ANODISATIONS

II.4 Conclusion générale

O objetivo desta seção é mostrar a participação dos entrevistados em atividades culturais, como a leitura de livros, ida ao cinema, teatro, exposições de arte e shows de música, bem como em movimentos sociais e sindicatos. Para isso, foi perguntado com que frequência eles costumam ler livros, jornais, revistas, acessam a internet, o que costumam fazer no tempo livre, se participam de algum movimento social e se são sindicalizados.

Foi perguntado aos entrevistados qual sua frequência de leitura em relação a: livros de ficção, livros técnicos e didáticos, jornais em meio impresso e eletrônico, revistas em meio impresso e eletrônico e sites na internet41, como podemos verificar na Tabela 13:

Tabela 13 - Frequência com que costumam ler

Gênero textual Nunca Ocasionalmente Mensalmente Diariamente

Romances e literatura em geral 23,1% 49,2% 14,3% 7,2%

Livros técnicos e didáticos 17,4% 35,4% 12,3% 27,7%

Jornais impressos e eletrônicos 15,9% 30,8% 22,6% 19%

Revistas impressas e eletrônicas 16,9% 32,8% 25,1% 12,8%

Acesso à internet 1% 7,7% 2,6% 70,8%

Fonte: Banco de dados elaborado pela autora a partir da análise do survey.

76 Para romances e literatura em geral, 49,2% dos entrevistados disseram ler ocasionalmente e 23,1% nunca leem esse gênero. Já os livros técnicos e didáticos, 35,4% leem ocasionalmente e 27,7% fazem leitura diária, já que supostamente essa é uma literatura mais utilizada pelos monitores em apoio a suas atividades, além de ser usado também pelos bolsistas extensionistas no dia a dia dos cursos de graduação nas IES. Em relação aos jornais impressos e eletrônicos, 30,8% dos respondentes afirmam ler ocasionalmente; 22,6%, mensalmente; 19%, diariamente. Os que leem revistas ocasionalmente somam 32,8%, seguidos dos que leem mensalmente, 25,1%, e diariamente, 12,8%.

Quando comparamos os dados relativos à frequência de leitura dos profissionais do PEI com os docentes da RME/BH, nota-se que em ambos os casos o gênero de leitura mais lido é o de livros didáticos; 47% dos professores da RME/BH leem esse tipo de livros sempre.

O dado relativo à internet também é destaque entre esses dois grupos, já que menos da metade (47,6%) dos docentes usam desse meio diariamente, ao contrário dos profissionais do PEI, que em sua grande maioria (70,8%) utilizam essa ferramenta no seu dia a dia.

Por fim, quanto à frequência em relação à utilização da internet, a maioria dos respondentes (70,8%) afirma acessar a internet diariamente, seguidos de 16,9% que a acessam semanalmente. Esse número expressivo de entrevistados que acessa a internet todos os dias é corroborado com dados do IBGE/PNAD (2013) que aponta que dos 32,2 milhões de domicílios do país que tinham microcomputador em 2013 (49,5% do total de residências), 28 milhões contavam com acesso à internet. Esse número representa 43,1% do total de domicílios em todo o país. O crescimento absoluto registrado em 2013 foi de 2,3 milhões de casas conectadas à web, o que representa uma população beneficiada de quase 7,6 milhões de pessoas. Nos últimos cinco anos, o índice de domicílios conectados à rede mundial de computadores saltou de 23,8%, em 2008, para 43%, em 2013. Em um recorte do IBGE/PNAD (2013) a partir de grupos de idade, pessoas entre 15 e 17 anos e de 18 a 19 anos foram registradas como os maiores índices de internautas em 2013, com 76% e 74,2% de acesso respectivamente. Já na faixa etária entre 40 e 49 anos, 44,4% do total acessa a internet. Apenas 21,6% de quem tem mais de 50 anos se conecta à web. Além dos computadores, a internet hoje é muito utilizada em celulares. Segundo dados do IBGE/PNAD (2013), 130,8 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade têm telefone móvel celular para uso pessoal (IBGE/PNAD, 2013, s.p.).

77 Em relação ao que costumam fazer no tempo livre42, 32,3% dos respondentes disseram que acessam a internet; 14,8% cuidam de si próprios; 12,8% fazem atividades físicas; 12,3% fazem programas em família; 5,6% frequentam cultos religiosos, conforme se pode observar na Tabela 14. Assistir à TV, ir ao cinema, ler e fazer atividades domésticas foram as categorias menos recorrentes.

Tabela 14 - Atividades que realizam no tempo livre

Tipos de atividade %

Acessar a internet 32,3

Cuidar de mim 14,8

Atividades físicas 12,8

Programas em família 12,3

Frequentam cultos religiosos 5,6

Cuidar de outros 5,6

Estudar 2,1

Fonte: Banco de dados elaborado pela autora a partir da análise do survey.

No que se refere à participação dos entrevistados em movimentos sociais, chama a atenção o fato de que apenas 7,2% do total responderam afirmativamente a esta questão. Os movimentos em que os respondentes atuam são: negro, comunitário e religioso. Trata-se de um índice baixo para a atividade associativa desses profissionais se levarmos em conta resultado de pesquisa (REIS; DAYRELL, 2015) citado no Capítulo 2 desta dissertação, que indicou a influência de programas e projetos sociais para a participação de jovens em programas de Educação Integral.

Quando questionados sobre a filiação a algum sindicato, 91,3% dizem que não são filiados; 5,1% afirmam que o são e 1% que já foi e hoje não é mais. Os sindicatos citados pelos respondentes são: Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (SINDREDE), Senalba/MG e Sindicatos dos Comerciários e Lojistas. Cabe esclarecer que somente em outubro de 2013 o SINDREDE-BH teve o seu estatuto alterado, permitindo que os “artífices contratados pelos Caixas Escolares das Escolas Municipais de Belo Horizonte” pudessem ser representados por ele (BELO HORIZONTE, 2013, p. 96). Neste

78 sentido, pode-se argumentar que a possibilidade de sindicalização para o grupo de monitores é recente, o que afetaria a adesão ao SINDREDE-BH por falta de conhecimento e oportunidade. Outra possibilidade é o fato de haver uma rotatividade nesse grupo de profissionais e a adesão ao sindicato não ser vista como necessária. Mas, ao mesmo tempo, cabe lembrar a baixa sindicalização dos professores da RME-BH ao sindicato. Ao mesmo tempo, se buscarmos os dados relativos à RME/BH da Pesquisa Trabalho Docente na Educação Básica no Brasil (TDEBB), vemos que a maior parte (65,3%) dos sujeitos docentes entrevistados não é filiada ao sindicato profissional. É verificado também que existem 34,7% que são filiados (MELO; CARDOSO; LIMA, 2012, p. 119).

Em síntese, os respondentes da pesquisa leem ocasionalmente quando se trata romances e literatura em geral (49,2%); já os livros técnicos e didáticos são lidos com frequência, considerando que 27,7% dos profissionais fazem leitura diária desse gênero literário. A maioria deles acessa a internet todos os dias (70,8%). Quando possuem algum tempo livre, eles costumam acessar a internet, cuidar de si próprio e fazer atividades físicas. Poucos participam de movimentos sociais (7,2%) e a porcentagem é menor em relação à participação em sindicatos (5,1%).